Changes Love

4 Capítulo 3 – Apenas por essa noite


Notas iniciais
Leitoras lindas do meu coração e aqui está o capítulo novo para vocês. Não vou demorar muito aqui, só espero que vocês gostem. E nos vemos lá embaixo nas notas finais

Caroline

Acho que nem mesmo nos meus sonhos mais insanos eu imaginaria uma coisa dessas; eu estava beijando Stefan Salvatore..., meu melhor amigo, o cara que eu considero como meu irmão e quem eu obviamente nunca pensei em ter absolutamente nada. E o pior, ou melhor, disso tudo era que eu estava gostando muito disso.

Certo, admito que talvez eu já tenha pensado nessa situação alguma vez, mesmo que tenha sido por pouco tempo. Foi logo que Stef chegou a Mystic Falls e sei que não fui a única garota do colégio que o achou lindo, maravilhoso e irresistível, mas ele só tinha olhos para a Elena e não demorou muito para os dois começarem a sair, então como eu não tinha mesmo nenhuma chance acabei desistindo.

– E isso é tudo pessoal! – a voz de Enzo ecoou pelo alto falante, fazendo com que nós nos separássemos totalmente ofegantes – Teremos um pequeno intervalo antes da próxima banda.

O DJ, que estava no canto perto do palco, começou a tocar uma música bem agitada. Foi nesse momento que eu me virei na direção de Stefan e percebi que ele também estava me encarando, não sei o que estava se passando pela sua cabeça, mas imagino que fosse a mesma coisa que passava pela minha.

– Eu preciso ir ao banheiro – consegui falar, por fim.

– Claro... – concordou com a cabeça – Vou pegar mais uma cerveja para mim, vai querer alguma coisa também?

– Pega uma cerveja para mim também – pedi, sei que não deveria beber mais, mas depois desses beijos eu meio que estava precisando – Já volto!

Corri na direção do banheiro feminina que, para a minha sorte, não era muito longe de onde eu estava. Assim que entrei no local fiquei me encarando no espelho, eu estava com os lábios ligeiramente inchado e o cabelo bagunçando, então eu comecei a me ajeitar, tentando ficar o mais “apresentável” possível.

– Oi, Caroline – me virei a tempo de encontrar Sarah abrindo a porta – A apresentação deles foi incrível, você não acha?

– Sim, foi mesmo – concordei, por um momento esqueci de todo os problemas que estavam rondando a minha cabeça nesse momento.

– Quem sabe eles não assinam contrato com uma gravadora ou qualquer coisa parecida – estava com um olhar sonhador – Imagina só..., o Enzo famoso e ficando conhecido em todo o Canadá, talvez até mesmo nos Estados Unidos.

– Se você não se importar de namorar um astro do rock – dei de ombros – Só precisa se lembrar que as mulheres vão começar a dar em cima dele descaradamente e você vai ter que fingir que não se importa.

– Tem razão, isso vai ser difícil – revirou os olhos – Mas acho que consigo aguentar.

Sorri antes de voltar a me virar para o espelho.

– Está tudo bem, Caroline? – perguntou em seguida – Você parece preocupada com algum a coisa.

– Não é nada de importante – dei de ombros tentando parecer indiferente – Não precisa se preocupar. É sério.

– Se você diz... – cruzou os braços e se encostou um pouco na pia – Mas se eu fosse arriscar, diria que isso tem alguma coisa a ver com um certo Stefan Salvatore que você estava beijando lá fora há alguns minutos;

Olhei totalmente surpresa para ela, não tinha ideia que iríamos acabar chegando nesse assunto.

– Eu vi vocês dois juntos na hora do show da banda – explicou – Aliais, acho que todo mundo viu, vocês dois não foram muito cuidadosos quanto a isso.

– Sinceramente, Sarah, eu não sei o que fazer – decidi admitir – Stefan é meu melhor amigo e eu nunca tinha pensado nele dessa maneira até hoje.

– Mas você gostou...? – tudo que consegui fazer foi dar um sorriso sem graça e encarar o chão – Não precisa dizer mais nada, sua cara já disse tudo, você gostou.

– Foi especial, não posso mentir sobre isso – respondi – Mas eu tenho medo de que isso possa arruinar a minha amizade com o Stefan; sei o quanto ele ficou abalado quando terminou com a Elena e...

– Caroline, para de tentar achar desculpas – me interrompeu – Se você gostou do beijo, se ele tiver gostado também, não vejo motivos para nenhum dos dois fugir.

– Pois existem sim, milhares de motivos para isso, nem sei por onde começar a argumentar o quanto isso é errado – estava enrolado a ponta do meu cabelo com o dedo, como eu sempre faço quando estou nervosa – Stef vem sendo praticamente meu irmão desde que viemos fazer faculdade aqui em Toronto; ele esteve ao meu lado quando eu e o Jesse terminamos o nosso namoro e até mesmo agora quando eu estava chateada por tudo que aconteceu com o Tyler. Nosso relacionamento é muito intensa e não pode ser estragada por um simples namoro que pode acabar a qualquer momento e destruir com tudo.

– E quem disse que eu estou falando de namoro? – me interrompeu – Caroline, vocês dois são adultos e ambos estão solteiros, sem nenhum tipo de compromisso e não tem que prestar contas de suas vidas para ninguém. Vocês podem “ficar”, por uma noite e nada mais.

– Ficar..., você está mesmo falando sério? – foi impossível não revirar os olhos nesse momento – Eu acabei de dizer que estou com medo de que esses beijos arruínem a nossa amizade e você quer “piorar” a situação ainda mais, Sarah!

– Você estar me dizendo agora mesmo o quanto a amizade de vocês é forte – lembrou – E, com certeza, deve ser forte o suficiente para aguentar uma noite de sexo quente.

– Noite de sexo quente? – voltei a repetir as suas últimas palavras, nesse momento podia sentir as minhas bochechas ficarem quentes de vergonha – Sarah...!

– Não me venha com essa de “Sarah”, sei perfeitamente que você está pensando nisso exato momento – deu um sorriso convencido – Ouvi dizer que essas coisas até fazem bem, se quer mesmo saber.

– Tudo bem, Sarah, vamos dizer que eu realmente queira isso – sugeri – Como eu posso ter certeza se ele também vai querer.

– Acredite em mim, você não viu vocês dois lá fora há alguns minutos – respondeu – Se tivesse visto teria certeza absoluta de que ele quer tanto quanto você.

Mordi de leve meu lábio inferior e voltei a passar a mão pelo meu cabelo. Acho que tinha acabado de me entregar totalmente com aquelas minhas palavras.

– Eu não quis dizer... – tentei argumentar, mas Sarah me fez parar de falar no mesmo instante.

– Ah sim, você com certeza quis dizer o que disse – segurou os meus ombros e me guiou para fora do banheiro – Agora volte para o seu gatinho, não é uma boa deixá-lo sozinho por muito tempo.

***

– Ai está você... – sorriu enquanto eu me aproximava e me entregou uma das garrafas de cerveja que estava segurando – Por um momento pensei que tivesse se assustado e me largado aqui sozinho.

– Como você é bobo, Stef – fiz uma careta para ele – Nunca ia te abandonar aqui, sério... É você quem está dirigindo.

– É, faz sentido – riu, concordando comigo.

Tomou um gole da sua bebida antes de se inclinar na minha direção e me beijar. Diferente do que aconteceu na pista de dança foi um gesto delicado, mas o suficiente para que eu soltasse um pequeno suspiro e entreabrisse os lábios correspondendo a ele.

– O que você acha de irmos para outro lugar? – sugeriu.

– Como? – no mesmo instante me lembrei da conversa que acabei de ter com Sarah lá no banheiro, será que ela estava mesmo certa?

– Bom..., nós viemos para assistir a banda do Enzo, não foi? – lembrou – Pensei que pudéssemos ir para o meu apartamento conversar, talvez ver um pouco televisão – deu de ombros – A não ser que você queira ficar e assistir o restante das bandas.

E isso decididamente é um convite. Não sei exatamente de quê, mas não pude deixar de ficar animada com isso.

– Não..., quero dizer, claro, podemos ir para a sua casa – respondi em seguida.

– Perfeito – ele sorriu – Você quer se despedir de alguém? Do Enzo e da Sarah? Daquela sua outra amiga com que você estava conversando mais cedo?

Até pensei em dar tchau para o Enzo, mas já podia imaginar o olhar convencido de Sarah dizendo “eu te avisei” quando avisasse que estava indo embora junto com Stefan.

– Não precisa, depois eu falo com eles – neguei com a cabeça.

– Está bem – segurou a minha mão, entrelaçado os nossos dedos – Vamos embora, então.

***

Stefan mora em um belo apartamento duplex que ele ganhou de presente do pai e da madrasta logo depois de se formar na faculdade. O local tinha quatro quartos (todos suítes), um lavabo na parte de baixo, um escritório, uma sala ampla e uma cozinha totalmente equipada, eu me sinto em um verdadeiro palácio sempre que venho até aqui.

– E chegamos... – meu amigo retirou o meu casaco quando a porta do elevador abriu diretamente no seu apartamento – Deixe-me guardar isso para você.

Tinha um cabide há poucos metros de nós e ele foi até lá e colocou o meu casaco pendurado, depois fez o mesmo com o dele. Foi quando uma corrente de ar gelado passou por mim e eu precisei “me abraçar” na tentativa de me aquecer.

– Está um pouco frio, não acha...? – comentei, em seguida.

Estávamos no inicio do mês de março, a primavera já está para começar, mas infelizmente ainda estamos no inverno e por isso tem feito bastante frio durante a noite, principalmente nesta última semana.

– Vou ligar a lareira – avisou.

E foi o que ele fez, em poucos minutos a sala estava bem aquecida e o ambiente bem mais aconchegante.

– O que você acha de comermos alguma coisa? – sugeriu – Já devia saber que eles não costumam servir comida nenhuma nesses lugares com bebida liberada.

– Na verdade eu comi um sanduíche natural quando estava saindo da revista hoje – expliquei – Então não estou com muita fome agora.

– Isso já faz o que, três horas? – disse – Se ficar de estômago vazio vai acabar bêbada e vai querer me culpar pela sua ressaca amanhã de manhã.

– E você é um completo idiota – revirei os olhos – Mas tudo bem, contanto que não seja nada muito elaborado, não quero te dar trabalho.

– Acredite, não vou ter o menor trabalho – garantiu – Esther esteve aqui hoje e preparou uma salada de macarrão para quando eu voltasse do trabalho, mas é claro que tem o suficiente para nós dois.

Esther Mikaelson trabalha para a família Salvatore desde sempre, ela viu Stefan e os irmãos nascerem e ainda ajudou a criá-los. Desde que o meu amigo passou a morar sozinho fora do dormitório da faculdade ela vem aqui arrumar as coisas e também costuma deixar comida para ele.

– Parece muito bom – afirmei – Acho que eu vou aceitar comer um pouquinho sim.

– Não provei ainda, mas concordo parece muito bom — avisou – Vamos até a cozinha então.

***

A salada de macarrão estava mesmo muito boa e quando terminamos quis ajudar Stef a lavar a louça, mas ele que não precisava e me pediu para ir para sala procurar alguma coisa boa na televisão para assistirmos; infelizmente não achei nenhum programa que valesse a pena, então deixei ligado no canal de música.

– Olha só o que eu achei – ele apareceu trazendo uma garrafa de champagne – Ganhei de uns produtores franceses que vieram filmar aqui em Toronto no mês passado. O que acha de abrirmos?

– Não sei se é uma boa ideia – respondi – Já tomei cerveja hoje e dizem que não é muito bom misturar as bebidas.

– Você bebeu o que, umas duas ou três garrafas? Tenho certeza de que não vai dar nenhum problema – garantiu – Além disso, se você se sentir mal, pode dormir aqui em casa.

Sabia que esse era um convite totalmente inocente e com toda certeza deveria ser seguido do complemento “essa casa tem mais três quartos além do meu, pode escolher qualquer um”, mas não pude deixar de sentir as minhas bochechas esquentarem de vergonha depois que ele disse aquilo.

– Está tudo bem, Care? – perguntou, provavelmente notando o vermelho no meu rosto.

– Está tudo bem sim – afirmei, nesse momento queria olhar para qualquer lugar, menos para Stefan – Bom, então vamos beber sim.

Ele pegou duas taças e abriu a garrafa, colocando um pouco em cada um. Então nos sentamos no sofá para poder beber e quando me dei conta já tínhamos tomado todo o champagne.

– Sabe, Care, eu tenho que admitir que estou gostando de ficarmos aqui desse jeito – estava com a cabeça deitada no peito do meu amigo, que mexia no meu cabelo de uma maneira bem relaxante – Deveríamos fazer isso mais vezes.

– É mesmo uma boa ideia... – estava um pouco tonta e sonolenta devido ao álcool que acabei de ingerir – Só precisa me fazer o convite e venho para a sua casa.

– Não estou falando só de agora, mas de tudo que aconteceu essa noite – explicou melhor.

Ele puxou o meu rosto para mais perto de si para mais um dos diversos beijos que trocamos naquela noite. Eu nem ao menos tentei relutar, apenas coloquei os braços em volta do seu pescoço e me deixei levar.

Uma das mãos de Stefan estava embaixo do meu cabelo e fazia uma espécie de carinho na minha nuca; a outra se encontrava na minha cintura e de repente ele começou a subi-la, passando a explorar a parte de dentro do meu vestido.

– Espera, Stef... – reuni todas as forças que me restavam para conseguir pará-lo – Não acho que seja uma boa ideia.

Ficou alguns segundos apenas me encarando, seus lábios estavam inchados e a respiração totalmente ofegante.

– Por que não é uma boa ideia? – ficou totalmente surpreso – Pensei que você quisesse tanto quanto eu.

– E eu queria..., eu quero – afirmei – Mas a gente se beijar é uma coisa, mas transar é outra completamente diferente e que pode mudar tudo.

– Care... – segurou a minha mão.

– Estou falando sério, Stef – o interrompi, me afastando dele – Sei que você não teve ninguém desde que terminou com a Elena e que é normal se sentir carente por causa disso, mas não quero que você se arrependa disso depois.

– Espera só um minuto, Care... – pediu – Você está achando que eu te beijei e que quero transar com você por que estou me sentindo carente?

– Foi por isso que você começou hoje com aquele papo de “assim não poderemos mais dizer que nunca tentamos”, não é? – quis saber – Por que você não sai com ninguém há muito tempo e tem medo de que pudesse ter perdido o jeito ou alguma coisa parecida?

De todas as reações que meu amigo poderia ter nesse momento a menos provável foi a que ele teve: começar a rir descontroladamente.

– Desculpe-me, Care, não consegui me controlar – tentou ficar sério, mas fracassou totalmente – Mas é muito engraçado você pensar que eu fiquei com você apenas para testar se ainda levava jeito.

– Se não foi por isso, foi por quê? – cruzei os braços, o encarando.

– Care, você é uma mulher linda..., muito linda, para falar a verdade – colocou uma mecha solta para trás do meu cabelo – E qualquer cara que não se sentir atraído por você nem que seja por um mínimo instante, seria um completo idiota ou tem algum problema.

– Stefan, é sério, para – pedi – Você não precisa mentir desse jeito para tentar me deixar feliz.

– Mas eu estou falando sério, Care – garantiu – Acredite, eu sei disso desde o dia em que nos conhecemos. No primeiro dia de aula do Ensino Médio, você se lembra?

Balancei a cabeça afirmativamente, é claro que eu me lembrava do dia em que eu o conheci; estava com Bonnie e Elena na entrada do colégio e ele veio andando na nossa direção e parou para nos perguntar onde ficava a secretaria.

– Não vou dizer que me arrependo de ter namorado a Elena, é totalmente ao contrário, nós dois passamos dois anos maravilhosos juntos, apesar da maneira como tudo terminou – continuou – Mas não posso deixar de pensar que as coisas teriam sido se eu tivesse ficado com você em vez de com a Elena naquela festa.

Ele fez menção de voltar a levar as mãos ao meu rosto, mas acabou mudando de ideia na metade do caminho.

– E você queria isso? – tomei coragem para perguntar – Quero dizer, pensou em ficar comigo naquela noite?

– Não vou mentir para você, Caroline, a Elena me conquistou no momento em que eu a vi e de uma maneira que eu não sei explicar – deu um sorriso triste com aquelas lembranças – Mas eu não era cego e confesso que teríamos sido uma opção, talvez não tão rápido como aconteceu comigo e Elena, mas poderiam ter sido aos poucos.

– E por que não me contou isso quando vocês terminaram e nós dois começamos a nos aproximar? – o questionei novamente – Não estou dizendo que teríamos alguma chance na época, até porque você ainda estava abalado; mas teria sido legal ouvir isso, sei lá...

– Bom, como você mesma disse, eu ainda estava abalado – deu de ombros – Além disso, já fazia mais de dois anos, não achei valia a pena tocar no assunto depois de tanto tempo.

Olhei para as nossas mãos, que agora estavam próximas uma da outra e tomei coragem de entrelaçar os nossos dedos. Ficamos ali em silêncio por pequeno momento.

– Nada disso muda o que conversamos mais cedo – disse, por fim – É só por essa noite..., nada mais do que isso.

– Estou de pleno acordo – concordou com a cabeça.

Não precisou de mais nada, no segundo seguinte Stefan estava me beijando novamente e me puxando para sentar em seu colo. Nos separamos quando o ar foi necessário e ele começou a descer os lábios pelo meu pescoço e estava puxando a barra da saia do meu vestido.

– Stef..., é melhor a gente ir lá para cima – pedi – Não que eu já tenha imaginado transar com você, mas se isso fosse acontecer, não acho que o melhor lugar seja o sofá da sua sala.

– Acho que você tem razão – se levantou ainda comigo no colo e sem me soltar foi caminhando na direção das escadas.

***

Stefan me imprensou contra a porta do quarto e sem desgrudar os lábios dos meus foi tateando até a achar a fechadura para poder trancá-la. Seu corpo estava totalmente encostado no meu e eu podia sentir claramente seu membro contra minha intimidade.

– Care... – sua voz saiu em um misto de um sussurro com um gemido – Eu...

– Não fala nada, Stef – pedi colocando o dedo indicador sob os seus lábios – Nós não precisamos falar nada agora...

Levei minhas mãos até o alto da sua camisa e comecei a desabotoá-la lentamente. Quando estava totalmente aberta eu o ajudei a retirar a peça de roupa e a joguei no chão.

– Só queria te lembrar que eu ando meio sem “pratica”, por assim dizer – estava passando a mão pela minha perna e mesmo sob o tecido da meia-calça, foi o suficiente para que eu ficasse totalmente arrepiada – Então, se eu fizer alguma bobagem...

– Você não vai fazer nenhuma bobagem, Stefan – garanti – Isso é como..., andar de bicicleta.

– É uma comparação bem estranha... – escondeu o rosto entre meu pescoço e meu ombro, rindo e dando umas pequenas mordidas na região, foi impossível não soltar um gemidinho de surpresa.

– Meu vestido tem um zíper nas costas que é bem chatinho de abrir – segurei o seu pulso e o levei até ao alto das minhas costas – Será que você pode me ajudar com isso...?

Sem nem mesmo pensar duas vezes ele atendeu o meu pedido, abaixando o zíper até a minha cintura. Terminei de retirar o vestido e deixei cair aos meus pés.

– E o quanto o sutiã? – permiti que Stefan brincasse com os dedos no fecho – Vou ficar muito feliz se me ajudar com ele também.

E agora estávamos ambos nus da cintura para cima. Ele voltou a me pegar no colo, fazendo com que eu enroscasse as pernas na cintura, e foi caminhando comigo até a cama.

– É melhor eu retirar as botas... – assim que ele me colocou delicadamente no colchão, eu me sentei e retirei o calçado; Stef fez o mesmo com o seu sapato e aproveitou para retirar a calça também, ficando apenas de cueca.

Voltou a se aproximou e segurou minha nuca por debaixo dos cabelos, me puxando para mais um beijo. Fez com que eu me deitasse completamente, ficando por cima de mim.

– Care, eu... – estava movendo o quadril contra o meu, simulando o ato sexual – Eu não aguento mais esperar, preciso de você agora mesmo.

– Você não precisa esperar mais nada, Stef – segurei seu rosto com as duas mãos – Eu estou aqui, você está aqui e não tem nada nos impedindo de continuar.

A sua tentativa de retirar a minha meia-calça não deu muito certa, pois acabou puxando um fio, fazendo com que ela se rasgasse.

– Essa era a primeira vez que eu usava essa meia-calça – reclamei tentando me fingir de brava, mas não sei se tive muito sucesso com isso – E ela também não foi muito barata.

– Compro outra para você – deu um beijo na minha barriga, bem perto do umbigo, fazendo com que eu ofegasse – Compra quantas meias-calça novas você quiser.

Retirou a última peça de roupa do seu corpo um pouco antes de também se livrar da minha calcinha. Então ele ficou de joelhos entre as minhas pernas antes de me penetrar, lentamente...

– Está vendo? – minha voz saiu totalmente ofegante, Stefan já estava totalmente dentro mim – É como andar de bicicleta.

– Acho que você tinha mesmo razão – começou a se mover, bem devagar – Mas lembre-se, se eu estiver fazendo qualquer coisa errada, é só me avisar.

– Tenho certeza de que você não vai fazer nada de errado – garanti.

Passei as unhas pelas suas costas, pedindo silenciosamente que ele aumentasse a velocidade e em algum momento também consegui inverter as nossas posições para poder auxiliá-lo com as investidas, mas logo Stef me virou ficando por cima de mim novamente. As respirações estavam cada vez mais pesadas, os gemidos aumentando gradualmente e os nossos corpos estavam completamente suados.

Chegamos ao orgasmo um pouco depois e quase ao mesmo tempo. Depois do ápice permanecemos parados, os dois sem coragem de ser o primeiro a se mexer ou falar alguma coisa.

– Acho que um de nós deveria comentar alguma coisa, não acha? – estava fazendo carinho no lóbulo da sua orelha.

Ele se levantou um pouco, de modo que pudesse olhar para o meu rosto. Estava com um sorriso divertido nos lábios.

– Isso que você acabou de fazer já é, tecnicamente, um comentário – lembrou.

– Você entendeu o que eu quis dizer – revirei os olhos.

– Certo... – saiu de dentro de mim e deitou-se ao meu lado, ficando de lado na cama – O que você achou da minha... “performance”?

– Não acredito que você está mesmo me fazendo essa pergunta, Stef – foi a minha vez de me virar, ficando frente a frente com meu amigo – Quer mesmo saber o que eu achei de você na cama?

– Se eu não quisesse saber, não estaria perguntando, não é mesmo – continuou – Não pode me culpar por estar curioso, Care; lembre-se faz mais de cinco anos desde que eu terminei com a Elena e não tive mais nenhum tipo de “contato sexual” desde então.

– Uau! Já faz mesmo todo esse tempo, não é? – comentei.

– Está mesmo surpresa por já fazer mais de cinco anos desde que eu e Elena terminamos? – quis saber.

– Na verdade, eu estou surpresa em como o tempo passou depressa – expliquei – Isso que dizer que já faz cinco anos desde que terminamos o Ensino Médio e também faz os mesmos cinco anos que viemos aqui para Toronto; ainda me lembro de quando cheguei aqui e de como estava assustada por estar em uma cidade diferente, em um país diferente e, é claro, de como eu chorei pela minha mãe na primeira noite aqui. É meio surreal pensar que nós dois já terminamos a faculdade, que você está indo muito bem na empresa da sua família e logo vai assumir o lugar do seu pai na presidência e que eu também estou fazendo exatamente aquilo que sempre sonhei trabalhando na revista.

Tudo que Stefan fez foi me observar enquanto falava, então ele começou a rir e revirou olhos.

– Será que eu posso saber o que é tão engraçado, senhor Salvatore? – quis saber.

– Eu só não acredito sobre estarmos mesmo discutindo como a nossa vida mudou nesses últimos cinco anos aqui – respondeu – Acho que esse é um daqueles assuntos proibidos para se ter na cama depois do sexo.

– Não sabia que tinha uma lista para isso – observei.

– Se não existe, deveria ter – passou a mão pelo meu cabelo e o colocou para trás da minha orelha.

– Já que é assim..., o que você estava pensando em fazer agora então? – usei o meu tom de voz provocador.

– Isso... – deu um beijo na ponta do meu nariz – Isso... – beijou uma das minhas bochechas – Isso... – beijou o outro lado do meu rosto – Posso fazer isso o dia inteiro se quiser – estava com a boca bem próxima da minha nesse momento.

Dessa vez eu rompi e distância entre nós e uni os nossos lábios. Fiquei por cima dele, passando a mão por todo o seu peito.

E já estávamos prontos para o segundo round...

***

Acordei na manhã seguinte com o sol batendo no meu rosto, tínhamos esquecido de fechar a cortina ontem a noite antes de dormir. Foi impossível não soltar um gemido de frustração, detesto quando isso acontece, ainda mais no final de semana, quando eu posso dormir até um pouco mais tarde.

Stefan ainda dormia profundamente e com as mãos possessivamente pousadas na minha cintura. Infelizmente não tinha bebido o suficiente para ter esquecido do que fiz ontem a noite; lembro-me de tudo, cada beijo, cada carícia e, é claro, das três vezes que transamos enlouquecidamente em cima dessa cama, e o principal é que não me arrependo nem um pouco de nada do que tinha acontecido.

Claro que nada disso impedia de eu querer evitar que tivéssemos um daqueles momentos constrangedores que ocorrem na manhã seguinte. Então decidi levar com todo cuidado para não despertar o meu amigo e comecei a pegar as minhas roupas do chão para poder vesti-las; quando terminei ele se mexeu e tateou os lençóis ao seu lado, provavelmente me procurando, prendi a respiração preocupada mas por sorte ele nem ao menos ameaçou abrir os olhos.

– A gente se fala depois, Stef... – arrisquei me aproximar um pouco e passei a mão rapidamente pelos seus cabelos – Mas agora é melhor um pouco sozinhos para pensar.

Deu mais uma olhada no meu amigo antes de sair do quarto e fechar a porta. Tudo fazendo o mínimo de barulho possível, é claro.

Notas finais
E depois do primeiro beijo deles no cap anterior, temos agora a primeira hot Steroline da fic. Por favor, não queiram me matar por causa desse final com a Caroline indo embora antes do Stefan acordar, mas no próximo cap teremos o ponto de vista do Stefan para os acontecimentos da noite e ainda a conversa deles sobre o que aconteceu (o que quer dizer que ela não vai fugir dele por muito tempo) *** Bom, talvez alguém possa achar que as coisas estão acontecendo muito rápido para o casal, mas é que a maior parte do desenvolvimento da fic vai ser para depois do casamento Steroline (ou seja, depois dos acontecimentos do prólogo) *** E é isso, agora vocês comentam e digam o que estão achando Será que é muito cedo para pedir uma recomendação?