Changes Love

5 Capítulo 4 – Apenas volte para mim


Notas iniciais
E aqui estou eu com mais um cap novinho para vocês Esse cap é dedicado a Karol (vulgo Caseride Lover) e ela sabe muito bem o motivo kkkkkkkkkkk Bom, é isso, espero que vocês gostem Nos vemos lá embaixo nas notas finais

Stefan

– Você ligou para Caroline Forbes, no momento eu não posso atender, mas deixe o seu recado que eu ligo assim que puder – a voz da minha amiga ecoou pela linha do telefone, seguido pelo sinal de que eu podia deixar a minha mensagem.

– Care, sou eu, de novo – tentei soar calmo, mas sei que minha voz deve ter saído mais apressada do que nunca – Imagino que você esteja cansada de ouvir a minha voz nesse momento, mas a gente precisa conversar sobre ontem a noite, então, por favor, me liga assim que ouvir esses mensagens.

Assim que eu desliguei e joguei o meu celular no banco do passageiro ao meu lado, soltei um longo suspiro e passei as duas mãos pelo cabelo. Aquela já devia ser a quinta ou sexta vez que eu ligava e em todas as vezes eu deixei um recado na sua secretária eletrônica; e essa falta de resposta estava simplesmente acabando comigo.

Sabia que as coisas não seriam fáceis depois de passarmos a noite juntos, mas acho que não imaginava acordar sozinho na minha cama no dia seguinte; nenhum sinal de Caroline, nem ao menos um bilhete justificando essa ausência. De qualquer maneira, não foi assim que eu imaginava esse momento.

Peguei novamente meu telefone e voltei a procurar o número dela para poder ligar, mais uma vez.

– Você ligou para Caroline Forbes, no momento eu não posso atender, mas deixe o seu recado que ligo assim que puder – a mesma mensagem que eu tinha ouvido alguns minutos antes, voltou a se repetir.

– Care, essa é a última vez que eu ligo – já fui avisando – É só pra te dizer que se eu não receber noticias suas até a noite, eu vou até o seu apartamento para ver se você está viva ou não.

Eu não queria dar um ultimato para ela, ainda mais desse jeito. Acontece que Caroline não estava me deixando escolha.

Decidi deixar os problemas com a minha melhor amiga de lado por um tempo, saí do veículo e fui caminhando até a porta da casa do meu pai, onde tinha estacionado há alguns minutos. Passar um tempo com a minha família vai me distrair um pouco e é disso que estou precisando no momento.

***

Toquei a campainha e não demorou muito para ouvir barulho de chave abrindo a porta.

– Stefan, meu querido! – Esther abriu um enorme sorriso assim que me viu – Mas que alegria ver você por aqui!

– Também estou feliz por estar aqui – garanti – Meu pai está? Ele disse que eu podia vir para o almoço, por isso nem me dei ao trabalho de ligar.

– Ele está no escritório em uma ligação muito importante de trabalho e disse que não pretende demorar muito – apenas dei de ombros quando ela falou, sabia muito bem o que significa “não demorar muito” – Mas Pearl e as meninas estão ai...

Deu espaço para que eu entrasse na casa.

– Elas estão no jardim lá fora – explicou – Por que você não vai até lá encontrá-las?

– É uma boa ideia – concordei – Vou até lá.

– Ah! Só mais uma coisa, Stefan! – ela me chamou, fazendo com que eu virasse na sua direção novamente – Niklaus ligou ontem a noite e perguntou sobre você.

– Uau! Acho que não falo com o Klaus há quase dez anos – observei.

Esther e o marido Mikael tem, ao todo, sete filhos e Klaus tem exatamente a mesma idade que eu, por isso nós dois brincávamos quando éramos pequenos, mas claro que não o vejo desde que fui estudar em Mystic Falls. Era bom receber notícias de um velho amigo.

– Meu pai comentou há alguns meses que o Klaus ficou noivo – continuei e a mulher a minha frente apenas balançou a cabeça afirmativamente – Mas isso é ótimo! Já marcaram a data do casamento?

– Eles estão querendo marcar o casamento para o final desse ano, mas ainda não tem uma data exata – explicou – Camile é uma ótima garota e parece estar fazendo o meu filho feliz.

– É isso que importa no final – dei de ombros.

– Eles devem vir para cá no verão, ai você vai ter oportunidade de rever o Niklaus e conhecer a Camile – completou – E Rebekah também deve vir também, embora ainda não tenha confirmado se vem mesmo. Mas tenho certeza de que ela vai gostar muito de te ver.

Rebekah e o irmão Kol são dois anos mais novos que eu e Klaus, por esse motivo sempre ficavam atrás de nós em todos os cantos. Na época Bekah tinha uma quedinha por mim e quando eu estava com 13 e ela com 11, demos o primeiro beijo.

– A Bekah já deve estar na faculdade... – voltei a falar – E o que ela está estudando?

– Está fazendo psicologia em Vancouver – respondeu – Ela está dividindo um apartamento com a Freya, acho que nunca vi minhas filhas tão animadas por fazer alguma coisa juntas.

– Stefan! – me virei a tempo de encontrar a minha irmã caçula correndo na minha direção – Que saudades!

– Também estava com saudades de você, princesinha! – me ajoelhei, ficando na altura dela e a abracei dando um beijo no topo da sua cabeça – É impressão minha ou você cresceu desde a última vez que eu te vi?

– Cinco centímetros – mostrou a mão aberta, totalmente orgulhosa.

– Mas que coisa boa! – me levantei e a segurei no colo – Daqui a pouco você vai ser tão grande quanto o seu irmão mais velho – esse comentário a fez gargalhar.

– Bom, acho que vou terminar o almoço – Esther avisou – Agora que você está em excelente companhia.

Concordei com a cabeça antes dela se afastar na direção da cozinha.

– A mamãe e a Anna estão lá fora na piscina – Val voltou a falar alguns segundo depois – Vamos lá encontrá-las?

– Mas é claro – afirmei – Não poderia pensar em nada diferente nesse momento.

Então nós seguimos para a porta de vidro que levava para o quintal.

***

– Sabia que a mamãe e o papai vão nos levar para a praia nas férias de verão? – e lá estava minha irmãzinha caçula sentada na cadeira ao lado da minha sem parar de falar um minuto sequer e implorando pela minha atenção o tempo inteiro, o pior é que eu sei perfeitamente que ela vai ficar bem irritada caso eu não preste atenção na sua conversa, Val é muito parecida com Damon nesse ponto e olha que os dois só se viram uma ou duas vezes na vida.

– Mas isso é mesmo bem legal! – respondi – Sabe, eu adoro ir a praia e tenho certeza de que você vai adorar.

– Não liga para ela, Stefan – Anna estava dentro da piscina e veio nadando até a margem para ficar perto de nós – Ela só fala disso há semanas desde que a mamãe deu a ideia de irmos a praia; não importa que a gente fale que ainda falte quase quatro meses para as férias de verão.

– Mas é que vai ser tão legal! – se justificou – E eu mal posso esperar para que chegue as férias de verão.

– Bom, Pearl, acho melhor você me explicar direito essa história de praia – pedi para a minha madrasta, que também estava ali conosco no momento.

– Foi uma ideia que eu e seu pai tivemos, já que vai ser o último verão da Anna em casa antes de ir para a faculdade e é meio que a nossa última oportunidade de tirar férias em família desse jeito – explicou – Ainda não escolhemos a praia, mas provavelmente vamos ao México e você, é claro está mais do que convidado, pode levar a Caroline também, se quiser.

– Sim, ia ser muito legal se a Caroline fosse também – Val concordou, mais animada do que nunca – Eu adoro a Caroline, ela é muito legal.

A simples menção ao nome da minha amiga fez crescer uma grande tristeza dentro de mim, afinal, ela ainda não tinha me ligado de volta.

– Vou falar com a Care para saber o que ela acha da ideia – avisei – Mas eu não posso prometer nada por ela, você sabe disso, não é?

– Sei sim – respondeu – Sabe o que seria muito legal? Se vocês começassem a namorar, ai a Caroline seria minha cunhada.

– Você tem cada ideia... – comecei a fazer cócega na sua barriga com a intenção de conseguir mudar de assunto – Sabe que eu e a Care somos apenas amigos.

– É uma pena – lamentou.

Foi nesse momento que ouvimos passos se aproximando e todos nos viramos na direção do barulho. Meu pai tinha acabado de aparecer.

– Mas que cena linda de se ver, meus três filhos reunidos sob o mesmo teto – comentou – Esse certamente vai ser um excelente sábado.

Não podia deixar de ficar triste ao ouvi-lo falar aquilo. Desde que Damon decidiu ir embora de casa, meu pai deixou bem claro que não o considerava mais seu filho e mesmo que eu tentasse tocar no nome do meu irmão, não adiantava em nada.

– Com licença, mas o almoço já está pronto – Esther apareceu logo em seguida – Já posso servir a comida?

– Pode sim, Esther – foi Pearl quem respondeu – Tenho certeza de que todos aqui estão com fome.

Então fomos todos para dentro de casa para podermos almoçar.

***

Tenho que admitir que essa foi uma tarde muito divertida ao lado da minha família e eu estava mesmo precisando disso.

Já tinha escurecido quando comecei a caminhar na direção do meu carro e decidi que iria sair dali diretamente para o prédio em que Caroline mora. Foi quando meu celular começou a tocar...

– Care, finalmente! Já estava ficando preocupado! – atendi rapidamente sem nem me dar ao trabalho de olhar o identificador de chamadas.

– Sinto te decepcionar, irmão, mas não é ela, sou eu – senti um misto de tristeza e felicidade assim que ouvi a voz de Damon do outro lado da linha – Não me diga que vocês dois brigaram.

Meu irmão era a única pessoa que sabia dos meus sentimentos por Caroline e, é claro, sempre me incentivou a contar a verdade para ela.

– É um pouco mais complicado do que isso, na verdade – foi tudo que eu falei – Não quero falar sobre isso, se não se importa.

– Certo! Bom, mas eu liguei para saber como é que você está, Stef – continuou – E, por favor, só não me diga que você está sentado perto do telefone esperando a Caroline ligar; porque não é assim que se conquista uma mulher.

– Não vou nem mesmo me dar ao trabalho de te responder isso – revirei os olhos – Mas, já que você quer saber o que estou fazendo: acabei de sair da casa do nosso pai, vim almoçar aqui.

Tinha esperanças de que ele perguntasse como estavam todos, ou que pelo menos quisesse saber notícias da Valentina, mas isso não aconteceu.

– Eu só liguei para saber como é que estão as coisas mesmo e agora eu preciso desligar – avisou – Tenho uma reunião em cinco minutos com um fornecedor.

– Em um sábado? – se não soubesse o quanto meu irmão era dedicado ao trabalho diria que estava querendo me enrolar.

– O mundo dos negócios nunca para, meu caro Stefan – lembrou – Você vai descobrir quando assumir a empresa da família.

– Nem me fale sobre isso... – fiz uma careta – E por essa sua reunião com o fornecedor eu devo deduzir que os negócios estão indo bem, não é?

Damon começou a ganhar dinheiro alugando pranchas de surfe e concertando skates. Hoje em dia ele é dono de uma fábrica, uma escola para crianças aprenderem a surfar e de um parque para skatistas.

– Mais do que bem na realidade – respondeu – Estou até mesmo pensando em expandir para outras cidades praianas aqui dos Estados Unidos e até mesmo do México, mas isso são planos para daqui alguns anos.

– Isso é mesmo muito bom – disse – Não sabe o quanto eu fico feliz em ouvir isso, Damon, você está sempre trabalhando e merece todo esse sucesso.

– Obrigado, irmão – tinha certeza de que ele estava sorrindo — Mas agora eu preciso mesmo ir, nos falamos mais uma outra hora. E, por favor, seja lá o que está acontecendo entre você e a Caroline, resolva isso o mais rápido possível.

– Acredite em mim, Damon, estou planejando fazer isso – garanti.

– Ótimo! – ficou satisfeito com a minha resposta – Escreva o que eu estou te dizendo, ela ainda vai ser oficialmente minha cunhada.

– Isso depende de muita coisa que eu nem sei por onde começar a explicar – ri – E com você não tem mesmo muito tempo, é melhor pararmos a conversa por aqui.

Nós nos despedimos e depois de desligar finalmente entrei no meu carro. Como o próprio Damon disse, eu preciso resolver os meus “problemas” de Caroline, e é o que eu vou fazer agora, de uma maneira ou de outra.

***

O porteiro me deixou subir sem nenhum tipo de problema, o que era um sinal de que Care estava em casa e de que ela ainda não tinha proibido a minha visita; dois excelentes sinais.

Ela abriu a porta e ficou alguns segundo parada na minha frente, me olhando de cima a baixo.

– Stefan... – sua voz saiu em um sussurro, se não estivéssemos tão perto um do outro, não teria conseguido ouvir.

– Oi, Care – dei um fraco sorriso – Você não vai me convidar para entrar?

– Ah sim, claro! – afastou-se para que eu pudesse entrar no apartamento; já de cara eu pude ver a bolsa da sua câmera em cima da mesa, sinal de que ela tinha saído para fotografar hoje – Passei o dia todo hoje no parque e deixei o meu celular desligado.

Eu conhecia muito bem essa mania da Caroline de sair para distrair a cabeça e se esquecer do mundo. Tenho que admitir que é algo extremamente irritante, mas sei que não importa o que eu fale, ela não vai mudar.

– Por essa sua explicação, eu devo imaginar que você tenha ouvido todas as minhas mensagens... – arrisquei perguntar – Estou certo?

– Sim, Stef, eu ouvi todas as sete mensagens que você deixou na minha caixa postal – riu – Já ia te ligar, mas você apareceu aqui, cumprindo a sua ameaça.

– Eu só..., fiquei preocupado com você – admiti – Acordo de manhã e você tinha ido embora, então ligo para o seu celular e só caí da secretaria eletrônica; acho que dá para imaginar as milhares de coisas que passaram pela minha cabeça durante o dia inteiro.

– Foi uma decisão meio que de última hora: cheguei em casa, tomei café da manhã e decidi sair – explicou-se, dando de ombros – Só sabia que eu precisava esfriar a minha cabeça depois...

– Depois de tudo que aconteceu ontem – a interrompi – Tudo bem, eu já entendi.

– Não quero falar sobre isso agora, Stef – jogou-se no sofá, dando um longo e procurando suspiro em seguida – A sua amizade é tão importante para mim e só de pensar em estragar isso eu...

– A nossa amizade também é importante para mim, Care, a coisa mais importante nessa vida – me ajoelhei na sua frente e segurei a sua mão – Talvez seja apenas por eu estar há tanto tempo sem sexo, mas a noite de ontem mexeu comigo, mais até do que gostaria de estar aqui admitindo nesse momento; e quero que você saiba que entendo se você não tiver sentido o mesmo, estou disposto a esquecer tudo aconteceu, se for para as coisas não ficarem estranhas entre nós – posso não estar sendo sincero com tudo que eu sinto, mas pelo menos irei admitir alguma coisa.

Caroline então se levantou e foi para perto da janela, ficando de costas para mim e cruzando os braços.

– Care... – falei, embora não tenha pensado em não me aproximar, era melhor permanecer onde eu estava.

– Pois é exatamente o contrário, Stef – voltou a se virar para poder me encarar – Não tive tantos caras assim na minha vida, mas eu posso afirmar que nenhum deles me fez sentir ontem a noite; nem o Matt, nem mesmo o Jessie e muito menos o Tyler. E isso me assustou..., muito.

– Acha que isso também não me assustou, Care? – falei – Mas se afastar de mim não é a solução, fazer isso só vai piorar as coisas, para nós dois.

– Não estou me afastando, só precisava de um tempo para pensar – explicou – E tentar entender tudo isso que eu estou sentindo.

– E qual foi a conclusão que você chegou? – decidi perguntar.

– Sendo 100% sincera, não cheguei a conclusão nenhuma – deu um sorriso sem graça e deu de ombros.

Então eu decidi me levantar e ir até ela, segurando a sua mão entre as minhas.

– Bom... – comecei a dizer, meio sem jeito – Eu tenho uma solução bem simples para o nosso problema.

– E que solução seria essa, Stef? – pareceu bem curiosa para descobrir.

Eu me inclinei e a beijei sem nem um aviso, colocando uma das mãos embaixo do sue cabelo; enquanto isso Caroline me abraçava no pescoço e entreabria os lábios. Quando nos separamos ela soltou um pequeno gemido de protesto.

– E essa é a solução – mantive as nossas testas enquanto explicava – Vamos continuar exatamente do jeito que estamos.

– Como assim? – estava com mais dúvida ainda agora.

– Estou falando para estarmos juntos sem exatamente estarmos “juntos” – continuei – Você sabe, como aqueles filmes que você me obrigou a assistir: o “Amizade sem Compromisso” e o “Sexo Colorido”.

– Na verdade você trocou os títulos – riu – Mas entendi o que você quis dizer. Você quer que a gente seja amigos com benefícios, certo?

– É uma outra maneira de explicar... – respondi.

Talvez essa seja uma atitude covarde da minha parte, mas me parece a única solução para estar junto com ela sem correr o risco de abalar a nossa amizade.

– Será mesmo que é uma boa ideia, Stefan? – voltou a se afastar, agora indo até o sofá – Deu para perceber que você não prestou muita atenção nesses filmes que eu te obriguei a assistir. Por que tanto em “Amizade Colorida” quanto em “Sexo sem Compromisso”, eles não conseguem manter isso por muito tempo.

– Mas nós dois vamos conseguir – garanti, indo me sentar ao lado dela – Parece até que você não confia na nossa amizade.

– E eu confio, Stef, pode ter certeza – disse – Só acho que podemos estar mexendo com algo muito complicado e tenho medo que se a gente quiser sair disso possa ser tarde demais.

Passei o polegar gentilmente pelo rosto de Caroline, o que a fez soltar um pesado suspiro e fechar os olhos quase que imediatamente. Tinha certeza de que ela estava tão envolvida nisso quando eu, mesmo que fosse apenas sexualmente.

– Care, me dá apenas um motivo concreto para não fazemos isso – meu rosto agora estava a pouco centímetros do dele – Mas tem que ser um motivo melhor do que o fato de você estar.

– Eu não tenho nenhum motivo bom o suficiente para te dar – respondeu por fim – Acho que pela primeira na minha vida não sei o que fazer e muito menos tenho um plano.

– Você não precisa de um plano para tudo sempre – brinquei – Tem que aprender também a relaxar e aproveitar o momento.

O beijo que trocamos agora foi diferente de qualquer que trocamos nessas últimas 24 horas, tinha mais desejo do que nunca, parecia que estávamos descontando toda a tensão sexual ali nos nossos lábios. Care deitou-se no sofá e começou a me puxar pela gola da blusa para que eu ficasse por cima dela.

– Posso interpretar isso como um sim? – perguntei quando me afastei para que pudéssemos respirar.

– Fica quieto... – sorriu e deu uma mordidinha de leve no meu queixo – Como você disse antes, vamos apenas aproveitar o momento – passou as mãos uma em cada um dos meus braços.

Comecei a beijar o seu pescoço e puxar a barra da sua camisa, a levantando até a altura do seu sutiã rosa de renda. Então levei os lábios até os seus seios e mesmo sob a fina camada da roupa íntima, senti que ela tinha ficado totalmente arrepiada com o novo contato.

– Stefan...! – sua voz saiu entre um sussurro e um gemido – Ah...!

Deixei um rastro de saliva ao longo da sua barriga e dei algumas mordidas que com certeza deixariam marcas amanhã. Desabotoei sua calça jeans e puxei juntamente com a calcinha, me dando livre acesso a sua intimidade.

– O que você está fazendo, Stef? – percebi que ela tinha reunido todas as suas forças para fazer essa simples pergunta.

– Shhhh – pedi, meus lábios ainda contra a sua pele – Apenas aproveitar o momento, lembra?

Comecei a brincar com o seu clitóris, o que a fez automaticamente abrir as pernas um pouco mais.

– É melhor você nem pensar em parar com isso – exigiu enquanto enrolava os dedos nos meus cabelos – Ou vai ter que se ver comigo.

Eu a penetrei com dois dedos sem parar o que estava fazendo. Caroline começou a mover o quadril contra mim e não demorou para que ele chegasse ao orgasmo, deu um grito tão alto que eu tenho certeza de que todos no prédio devem ter ouvido, embora nenhum de nós dois esteja ligando muito para isso no momento.

– Como você está? – fiquei ajoelhado entre as suas pernas, assim poderia vê-la perfeitamente.

– Melhor impossível – me puxou para poder começar um novo beijo – Mas sabe, não posso deixar de pensar em como isso tudo é injusto, eu estou aqui desse jeito e você nem ao menos tirou a sua roupa.

– Não seja por isso... – tirei a blusa e a joguei no chão.

– Espero que não tenha nenhum plano para hoje – espalmou as duas mãos no meu peito – Por que não vou te deixar sair daqui tão cedo.

– Não pretendo ir a lugar nenhum... – garanti.

Care enganchou as pernas na minha cintura e logo estávamos nos beijando novamente.

***

Acordei e automaticamente peguei o meu celular na mesinha para ver a hora, já era de madrugada. Caroline e eu tínhamos ficado até bem tarde “curtindo” um ao outro e mesmo assim não estava com nem um pouco de sono.

Mas obviamente a maior surpresa foi ver que minha amiga não estava mais deitada ao meu lado. Será que é possível que ela estava fugindo de mim novamente.

– Care? – comecei a chamá-la sem receber nenhuma resposta.

Decidi me levantar e peguei a primeira peça de roupa que eu vi, no caso, a minha cueca Box, a vesti e saí de dentro do quarto. Foi quando eu vi que a luz do escritório estava acesa.

– Ai está você! – entrei no local, o que a fez se virar na minha direção.

Caroline estava sentada em frente ao computador e usava apenas uma blusa que reconheci como sendo minha e ela provavelmente usou alguma vez que dormiu no meu apartamento e tinha trazido para cá para lavar. A sua câmera também estava ali, o que me fez imaginar que estava transferindo algumas fotos.

– Você também não conseguiu dormir? – perguntou, o que me fez balançar a cabeça afirmativamente – Acordei há uns dez minutos e vi que tinha perdido o sono, então vim até aqui ver como é ficaram as fotos que eu tirei hoje.

– Nós dois devemos estar com muita coisa na cabeça, deve ser isso – dei de ombros.

– Vem aqui...! – me chamou – Quero te mostrar as fotos que eu tirei no parque hoje.

Ela tinha realmente tirado várias fotos, como pude comprovar. Algumas eram do parquinho onde as crianças brincavam, outras do lago e a tinham até umas com cachorros que faziam exercícios com seus donos.

– Estão maravilhosas, Care – foi impossível não abrir um sorriso de orgulho nesse momento – Planeja colocar essas aí no livro também?

Care tinha uma pasta no computador onde mantinha todas as fotos de cotidiano que tirou ao longo desses anos em mora aqui em Toronto e até mesmo umas da época de Mystic Falls. Seu plano era no futuro era publicar um livro de imagens.

– Sinceramente, Stef, eu não sei – respondeu – São mesmo muitas opções e não tenho a menor ideia sobre o que vai ser esse livro.

– Tenho certeza de que você vai conseguir pensar e o seu livro vai ser mesmo maravilhoso – dei um selinho nela – Vou te deixar sozinha e vou até cozinha preparar um sanduíche para mim.

– Será que você pode fazer um para mim também? – pediu – Com tudo isso que aconteceu, nós acabamos esquecendo de comer.

– Verdade...- dei um outro beijo nela, dessa vez no topo da sua cabeça – Já volto.

– Espera só um minuto, Stef – segurou a minha mão me impedindo de me afastar – Você acha que isso vai dar certo?

– Claro que eu acho, Care! – afirmei com a cabeça – Por quê? Você não acha que vai dar certo?

– Sim, eu acho – sorriu – Só queria saber se você estava pensando da mesma maneira que eu.

Eu também sorri e quando Caroline me soltou eu saí em direção a cozinha.

Notas finais
E ai está... O que vocês acharam dessa solução deles para o pequeno probleminha dos dois? Acham que eles vão conseguir ficar nessa de apenas sexo? *** Já vou avisando que no próximo cap teremos uma pequena passagem de tempo (de não muito tempo, apenas alguns meses) *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando Ainda é cedo para pedir recomendações?