Changes Love
14 Capítulo 13 – O grande dia
Notas iniciais
Caroline
– Espero que vocês gostem de bolinhos – minha mãe colocou a sacola em cima da mesa, eu fiquei olhando para aquele logotipo que eu conhecia muito bem, até perdi as contas a quantidade de vezes que tinha ido aquela padaria que ficava a poucos metros daqui – Eu trouxe de amora, morango, chocolate e creme, é só escolher.
– Eu quero um de cada! – Brooke foi a primeira responder.
– Ela tem o seu apetite, Lena – mamãe comentou com a minha amiga – Lembro-me de quando você ia dormir lá em casa e sempre acabava comendo muito no café da manhã.
– Acredite, essa garotinha aqui consegue ter mais fome do que eu – Elena bagunçou levemente o cabelo da filha – A Brooke tem o meu apetite e do Kai misturados.
– E quanto a você, minha filha? – ela se virou para mim enquanto perguntava – Lembre-se que você precisa se alimentar direito, hoje é um grande dia e você precisa estar bem alimentada.
– Não estou com fome – neguei com a cabeça, só o cheiro daqueles bolinhos estava fazendo o meu estômago revirar – Mas não precisa se preocupar, eu como qualquer coisa antes de ir ao salão; acredite, eu não vou desmaiar quando estiver entrando na igreja.
– Certo... – revirou os olhos, mas a minha mãe conhecia muito bem a minha teimosia para saber que não devia insistir – Não vou te forçar a comer agora, mas depois...
– A Caroline passou mal mais cedo – Bonnie comentou, o que me fez lançar um olhar atravessado na sua direção – Eu a vi correr até o banheiro para vomitar assim que acordou.
Imediatamente pedi socorro para Elena. Minha amiga é a única naquele lugar que sabia da verdade e podia me ajudar a pensar uma boa “desculpa”.
– Aposto que é só preocupação, afinal, hoje é um grande dia – ela disse, o que me fez suspirar aliviada – Não é isso mesmo, Caroline?
– Exatamente! – afirmei na mesma hora – E é justamente por isso que não quero comer nada agora,para não correr o risco de passar mal de novo.
– Então eu vou fazer um chá para você – minha mãe avisou indo até o fogão e já colocando água para esquentar – Onde é que você guarda os saquinhos de chá? Alguma escolha em especial ou posso fazer qualquer um?
– Estão no armário em cima da pia e pode fazer qualquer um, não tenho nenhuma preferência – o enjoo tinha voltado com força total, então eu me levantei – Com licença, preciso fazer uma coisa.
Andei rapidamente na direção ao banheiro, mas não corri para não chamar nenhuma atenção para mim. Então eu terminei de colocar o restante do jantar de ontem para fora e em seguida fui até a pia para lavar o rosto e ver se consegui deixá-lo o menos pálido possível.
– Está cada vez mais difícil de esconder a verdade, não é? – Elena tinha se encostado no batente da porta enquanto falava – Acredite em mim, eu já passei por isso.
Isso era verdade, mesmo eu insistindo de que era melhor não ficar escondendo por muito tempo, ela preferiu revelar sobre a gravidez para os seus pais e para o Kai apenas quando não deu mais para esconder. Lembro-me até que e já estava morando aqui em Toronto quando isso aconteceu.
– Agora falta pouco, logo depois do casamento eu e Stefan já vamos poder revelar sobre a gravidez – não era exatamente verdade, mas como depois de amanhã não terão tantas pessoas por perto, vai ser mais fácil esconder por mais um mês – Acredite, por mim eu já tinha contado, mas...
– Mas nada, Carol, se você quer contar, faça isso agora – sugeriu – Tenho certeza de que o Stefan não vai se importar.
– É claro que ele vai se importar – garanti – Nós já conversamos e achamos que era melhor contar sobre a gravidez apenas depois do casamento e é exatamente isso que vamos fazer.
Converse com ele novamente, explique seu ponto de vista, se o Stefan se importa com você de verdade vai entender – continuou – Isso na vai “estragar o brilho do casamento” como você disse, tenho certeza de que só vai tornar tudo mais do que especial.
– Eu já disse que não vou fazer isso, Elena! – acabei falando um pouco mais alto demais e tenho certeza de que minha mãe e Bonnie conseguiram ouvir da cozinha, só espero que nenhuma delas decida vir aqui para saber o que está acontecendo – Não vou contar nada agora e, por favor, respeita isso.
– Só estava tentando ajuda – ela apenas deu de ombros.
– Desculpa, Lena, eu não queria gritar com fome – balancei a cabeça negativamente – Acontece que hoje é um longo dia, tem tanta coisa para fazer até a hora do casamento e eu ainda acordei com esse enjoo insuportável.
Foi nesse momento que a campainha do meu aparamento tocou, fazendo com que eu e Elena nos olhássemos confusas. Quem poderia ser a essa hora da manhã?
– Acho melhor ir ver quem está ai... – avisei.
– Sim, é melhor mesmo – minha amiga concordou com a cabeça – Vai até lá, eu vou voltar até a cozinha para ver se a Brooke ainda não comeu toda a sua comida.
Quando chegamos a sala a porta já tinha sido aberta, o que me fez dar de cara com Stefan. Ele estava com uma cara bem cansada, como se não tivesse dormido bem a noite e também preocupado com alguma coisa.
– O que você está fazendo aqui, Stef? – perguntei assim que entrei no cômodo.
– Ela tem razão, Stefan, você não deveria estar aqui – foi minha mãe quem disse – Será que você não saber que não dá sorte ver a noiva antes do casamento?
– Pensei que só não pudesse vê-la vestida de noiva antes do casamento... – franziu a testa confuso – Mas eu prometo que vou ser rápido, só preciso conversar uma coisa com a Caroline; acredite em mim, não teria vindo até aqui se não fosse urgente.
Certo, agora eu estava oficialmente preocupada; o que poderia ter acontecido de tão urgente que fez o Stefan vir até aqui?
– Tudo bem, mãe, eu converso com ele – respondi – Não se preocupe que eu não vou deixar ele demorar muito aqui.
– Certo... – concordou depois olhar para nós dois repetidas vezes – Cinco minutos e vou bater na porta do quarto para verificar se vocês dois não estão fazendo nada indecente.
– Mãe...! – já podia sentir as minhas bochechas esquentando de vergonha por causa desse comentário dela.
– Só estou sendo sincera – completou como se não fosse nada demais – Agora vão logo antes que eu mude de ideia e faça o Stefan ir embora sem vocês conversarem.
Segurei a mão do meu noivo e o puxei para o corredor, na direção do meu quarto.
***
– Tudo bem, pode começar a falar – me encostei na porta fechada e cruzei os braços enquanto Stef se sentou na ponta da minha cama – E não adianta me dizer que você aqui apenas porque sentiu minha falta, eu te conheço bem o suficiente para saber que tem sim alguma coisa errada.
– Não ia fazer isso, Care – negou a cabeça antes de passar os dedos pelo cabelo – Eu vim aqui mesmo para conversar, ou melhor, vim aqui para desabafar.
– Foi alguma coisa que aconteceu ontem depois do jantar? – ele balançou a cabeça afirmativamente – Tudo bem, acho que estou começando a ficar bem preocupada.
– Não é motivo para se preocupar, pelo menos não nesse sentido – garantiu – Foi a minha mãe..., ela voltou.
– Sua mãe voltou? – me aproximei e ajoelhei na sua frente – Como assim, Stefan? Voltou quando?
– Acho que não posso dizer exatamente que ela tenha voltado; na realidade, ela nunca saiu daqui de Toronto – explicou melhor – Talvez o certo a falar é que ela decidiu dar sinal de vida, por assim dizer.
– Isso é... – fiquei pensando em algo que pudesse reconfortá-lo de alguma maneira – Eu nem sei o que te falar agora, Stef.
– Não precisa falar nada, Care – segurou uma das minhas mãos e levou até os seus lábios – Tudo que eu preciso no momento é de você aqui do meu lado.
– E eu estou nem aqui – me levantei e sentei ao lado dele antes de deitar a cabeça no seu ombro – Por que você não me conta exatamente o que foi que aconteceu, talvez ajude.
– Aparentemente ela procurou o Damon há alguns meses, depois de ver uma reportagem sobre ele na internet – continuou – Os dois tem se comunicado sempre , mas foi só quando o meu irmão veio para Toronto no inicio do mês que os dois realmente se viram, pela primeira vez em 13 anos.
– Então era com a mãe de vocês que o Damon estava indo se encontrar durante todo esse tempo? – voltou a afirmar apenas com a cabeça – E todo esse tempo eu achando que ele tinha alguma namorada secreta e que só estava com vergonha de admitir para você.
– Acredite em mim, Care, eu também pensei isso – afirmou – Nós dois fomos bobos em relação a isso.
– Sinceramente, eu nunca poderia imaginar uma coisa dessas – admiti – A sua mãe...! Mas por que agora? Por que aparecer do nada depois de 13 anos sem nem ao menos se preocupar se você ou o Damon estavam vivos?
– Tudo que eu sei é que Damon achou que eu merecia ver a nossa mãe antes do casamento – soltou um longo suspiro – Ela ainda tentou se explicar, disse que queria contar tudo, quais foram os motivos que a fizeram ir embora, mas eu não quis ouvir nada, apenas sai correndo de lá.
– Stef... – balancei a cabeça negativamente – Apesar de tudo ela é sua mãe, talvez fosse melhor você...
– Talvez nada, Care! – me interrompeu se levantando e começando a andar em círculos, algo que costumava fazer com muita frequência quando estava nervoso – Aquela mulher me abandonou quando eu tinha dez anos, nada do que ela possa me falar vai explicar isso ou me fazer entender.
– Tudo bem, eu entendo o seu ponto de vista – eu me levantei e fui até ele, segurei os ombros para fazê-lo olhar diretamente para mim – Mas ela é a sua mãe, não acha que seria legal vocês dois conversarem? Nem que seja apenas uma vez e depois nunca mais vê-la?
– Ela pode até ter me colocado no mundo, mas não é a minha mãe! – elevou um pouco o tom de voz, fazendo com que eu recuasse um pouco, assustada – Onde é que ela estava quando meu pai me obrigou a ir morar em Mystic Falls durante o Ensino Médio e eu não queria ir? E na minha formatura do colégio? Na da faculdade? E no anuncio do nosso casamento? Aliais, ela não vai estar presente na cerimônia hoje a noite, nem mesmo vai ver o primeiro neto ou a primeira neta nascer. É muito fácil ser mãe apenas quando lhe convêm e fugir quando não quer ser responsável.
– Stef... – quase que imediatamente eu fui abraçá-lo, ele escondeu o rosto no meu ombro e começou a chorar – Está tudo bem, eu sei o quanto isso tudo deve estar sendo difícil para você – tentei acalmá-lo fazendo carinho na sua nuca.
– Desculpe-me, eu não queria estar jogando tudo isso em cima de você dessa maneira – levantou a cabeça para poder me olhar – Hoje não é dia para isso.
– Não tem problema, você pode desabafar comigo – limpei as lágrimas no canto dos seus olhos – Eu estou aqui com você; nós estamos aqui com você – peguei a mão dele e coloquei sob a minha barriga, gesto que o fez sorrir.
– Você é incrível, sabia? – aproximou o rosto do meu para poder me beijar delicadamente.
– Sim, eu sei – brinquei – Mas e quanto a Damon? Por favor, Stef, não me diga que você brigou com o seu irmão por ele ter tentando te reaproximar da mãe de vocês.
– Eu não briguei com ele, afinal, tentei fazer exatamente a mesma coisa mais cedo – lembrou – Digamos que nós dois chegamos a um acordo. Eu não tento mais fazê-lo voltar a falar com o nosso pai e ele vai fazer o mesmo em relação a mim.
– Se você diz... – apenas dei de ombros; ainda acho que ele deveria tentar dar uma chance a mãe, mas não iria discutir mais isso, pelo menos não hoje quando Stefan ainda está de cabeça quente.
– Agora vamos parar de falar sobre essas coisas desagradáveis – pediu – Hoje é o nosso dia, vamos pensar nisso depois de voltarmos da lua-de-mel.
– Gostei disso – concordei.
E no momento em que Stefan se inclinou para me dar mais um selinho, a porta do quarto foi aberta; era a minha mãe. Estávamos conversando tão distraidamente que até esqueci que já tinham passado os cinco minutos que ela estipulou.
– Muito bem, pombinhos é hora do Stefan ir embora – já foi falando – Mas não se preocupem, vocês vão ter bastante tempo um para o outro depois de hoje.
– Pode deixar, mãe, eu sei disso – afirmei antes de voltar a me virar na direção do meu noivo – Você vai ficar bem, Stef?
– Vou ficar ótimo – garantiu antes de me dar um beijo no rosto – Muito obrigado por me ouvir.
– Vocês dois são fofos demais... – minha mãe estava encostada na parede escutando a nossa conversa – Mas infelizmente eu preciso atrapalhar isso.
– Não se preocupe, sogrinha, já estou indo mesmo – completou e me beijou pela última vez – Te vejo no altar.
– Eu sou aquela que vai estar de branco – avisei;
– Imaginei – franziu a testa enquanto sorria – Mal posso esperar para ver o seu vestido de noiva.
– Mas você só pode ver na hora do casamento – lembrei – É a tradição e não estou com muita vontade de quebrá-la, só por garantia.
– Não se preocupe, Care, eu sou um cara paciente – garantiu – Eu espero até noite.
Então saímos do meu quarto e fui acompanhar o meu noivo até a porta. Ainda tinha muito coisa para fazer até a noite, era praticamente uma corrida contra o tempo.
***
Depois do almoço todas nós fomos para o salão. Ganhei um tratamento completo para noivas, um verdadeiro dia de princesa: massagem, limpeza de pele, mãos e pés, cabelo e maquiagem. Já estava começando a escurecer quando saímos do local; então eu, Elena e minha mãe voltamos para o meu apartamento para podermos nos arrumamos, enquanto Bonnie decidiu fazer isso no hotel em que está hospedada.
Meu vestido também era, segundo minha melhor amiga, digno de uma princesa. Ele era tomara-que-caia cheio de pedrinhas por toda a extensão, principalmente na região dos seios, onde fazia diversos desenhos abstratos, além uma saia longa e ligeiramente rodada.
Foi impossível não lembrar o dia em que eu e Lena saímos para procurar uma roupa para o casamento. A escolha foi muito longa e difícil, mas finalmente encontrei o vestido ideal.
*Flash Back*
Ali tem mais uma loja de noivas! – Elena começou me arrastar na direção para onde estava apontando e não pude deixar de soltar um pequeno gemido de reclamação, estamos andando há horas e meu pé está começando a doer.
– Sério mesmo, Lena? – falei, por fim – Não acha que é melhor continuarmos com essa busca outro dia? Não encontramos nada nas outras lojas em que fomos e duvido que encontremos nessa.
– Quanto pessimismo, Caroline Forbes – revirou os olhos – E é melhor sim vermos isso hoje. Afinal, você conseguiu essa folga do trabalho para resolvermos isso hoje e você mesa duvida que consiga outra.
– É para isso que servem os fins de semana... – dei de ombros.
– Vamos logo até lá – voltou a insistir – Carol, você está reclamando tanto de ter que escolher um vestido que vou começar até a pensar que você não está querendo se casar com o Stefan.
– Mas é claro que eu quero me casar! – apressei-me em dizer – É só que...
Para falar a verdade eu queria sim escolher um vestido de noiva, o mais perfeito de todos, daqueles de dar inveja a qualquer membro da realeza. Mas acontece que com a cerimônia realizada as pressas e com o bebê a caminho, estou tentando me convencer que eu na realidade não mereço nada disso.
– Não tem “é só que” nenhum – me interrompeu – É o seu casamento, Carol, todas as atenções estarão voltadas para você e precisa estar mais do que incrível para isso.
Soltei um suspiro e revirei os olhos. Nada do que eu fizesse ou até mesmo falasse iria tirar a minha amiga do seu atual foco.
– Certo... – acabei em convencendo – Vamos até lá antes que eu acabe mudando de ideia.
– Isso... – bateu palmas e até deu alguns pulinhos de felicidade.
– Enquanto vocês vão até a loja vou dar uma volta por ai – minha mãe, que também estava conosco, falou antes que pudéssemos entrar na loja – Vi uma cafeteria lá atrás, qualquer coisa podem me ligar.
– Mãe! – a reprimi – Pensei que tivesse vindo nos ajudar, ao acredito que está mesmo indo embora desse jeito.
– Minha filha, você sabe que fazer compras nunca foi a minha atividade favorita – lembrou – Sinto que estou atrapalhando mais do que ajudando, então é melhor eu ir embora mesmo.
Antes que eu ou Elena pudéssemos falar qualquer outra coisa, ela já estava longe e suficiente para não ouvir. Então nós entramos no local e a primeira coisa que eu vi foram os milhares de vestidos de noiva pendurados nos dois cabideiros e também alguns sapatos, pelo jeito a minha decisão era mesmo bem difícil.
– Com licença! – a vendedora se aproximou de nós poucos segundos depois – Posso ajudá-las?
– Pode sim – foi Elena quem respondeu – A minha amiga aqui vai se casar em algumas semanas e estamos procurando o vestido perfeito para ela.
– Alguma ideia de como você quer o vestido? – quis saber – Temos vários modelos diferentes, para os mais variados gostos.
– Para falar a verdade não tenho a menor ideia – admiti.
– Se é assim, eu posso te mostrar os vestidos que mais vendem aqui na loja – sugeriu – Podem te ajudar.
– Acho uma excelente ideia – concordei.
Então a vendedora começou a me mostrar diferentes vestidos, eram todos muito bonitos, mas nada que tivesse chamado a minha atenção. Depois de meia hora estava prestes a desistir e tentando novamente algum outro dia.
– E quanto a esse? – enquanto isso minha amiga estava olhando as roupas expostas – É bem bonito, Carol.
– Oh sim! Tinha me esquecido completamente desse vestido – a mulher comentou – Por que você não experimenta?
Acabei concordando e fui até o provador. No momento em que coloquei o vestido, consegui me imaginar entrando na igreja com ele; talvez não fosse tão absurdo eu sonhar o casamento perfeito afinal.
– Está decidido! Vou levar esse! – falei sem nem ao menos pensar duas vezes.
O próximo passo era arranjar um sapato que combinasse, essa foi uma tarefa bem mais fácil, é claro. Quando saímos da loja, pouco tempo depois, minha roupara o casamento já estava toda escolhido e eu não podia estar mais animada com isso.
*Fim do Flash Back*
– Só não vale chorar – quando me virei para a porta do quarto dei de cara com Elena; ela estava brincando, mas pude ver que seus olhos estavam cheios de lágrimas, não posso culpá-la, afinal eu também estou bem emocionada – Essa maquiagem parece ter dado um trabalhão e você vai acabar borrando tudo.
– Só não choro se você prometer não chorar também... – avisei.
– Fechado! – concordou enquanto se aproximava e ajeitava alguma coisa no meu véu – Você está linda, Carol!
– Sério mesmo? – dei uma rápida olhada na minha própria roupa – Eu não estou mesmo gorda? Devia ter escolhido um vestido mais largo; com certeza já deve estar rolando algum assunto a respeito da minha possível gravidez e detestaria dar mais margem para fofocas.
– Você está ótima, Carol, ninguém vai desconfiar de nada, eu garanto – respondeu – Você tem sorte, eu com três meses já não estava mais conseguindo esconder a gravidez.
– Não vou precisar fazer isso por mais tempo... – lembrei – Ainda bem.
– Sabe que eu não concordo com essa história de você estarem escondendo sobre o bebê antes do casamento, mas já que é assim, tente não pensar nisso agora – avisou – Hoje é o seu casamento e tudo que você precisar pensar é em como o Stefan vai babar quando te vir vestida assim.
– Espero mesmo que ele faça isso – foi impossível não sorrir – Sabe, quando éramos mais novas, eu achava que você fosse ser a primeira de nós três a se casar.
– Porque você achou isso? – me olhou totalmente confusa.
– Sinceramente, não sei – dei de ombros – Provavelmente por você ter sido a primeira a começar a namorar firme e também por eu achar que, de nós três, você era a que tinha o maior espírito maternal e seria a primeira a querer começar a formar uma família.
– Teoricamente eu fui mesmo a primeira a formar uma família, já que fui a primeira a ter filho – disse – Mas você será a primeira a se casar.
– Com o seu ex-namorado – completei – Aquele mesmo ex-namorado com quem eu achei que você fosse acabar se casando um dia.
– Carol, hoje o Stefan não é o meu ex-namorado – me corrigiu – Hoje ele é o seu noivo, nada mais do que isso.
– Acho que ainda não te agradeci o suficiente por tudo que tem feito por mim nessas últimas semanas – voltei a falar – Nem todo mundo concordaria em assistir ao casamento do ex-namorado com a melhor amiga, muito menos aceitar ser a madrinha.
– Já disse que não tenho o porquê achar ou deixar de achar isso ruim, foi por minha culpa que eu e Stefan terminamos, agora tudo que eu posso fazer é torcer para que vocês dois sejam mais do que felizes – lembrou — Aliais, acho que preciso ter uma conversa séria com o Stefan e avisá-lo que se ele pensar em magoar você vai ter que se ver comigo.
Então nós duas começamos a rir. Foi bom ter um momento de descontração ao lado de Elena, isso me deixava menos nervosa com a expectativa da aproximação da cerimônia.
– Com licença! – agora foi a vez da minha mãe aparecer na porta do quarto – Uau! Você está linda, minha filha!
– Obrigada, mãe! – dei um sorriso sem graça.
– Seu pai já está lá embaixo no carro que vai nos levar para a igreja – avisou – Quer ir logo ou ainda precisa de um tempo?
Consegui dar uma olhada no relógio do celular, já estávamos alguns minutos atrasados. Não era muita coisa, afinal, toda noiva chega atrasada ao próprio casamento, mas tenho certeza de que Stefan deve estar totalmente aflito nesse momento.
– Não preciso de mais tempo – garanti – Podemos ir agora mesmo.
***
A igreja não ficava tão longe assim do prédio em que moro, mas pegamos um pequeno transito no caminho, o que fez com que demorássemos um pouco mais do que estávamos planejando. O pai de Stef estava na porta juntamente com Valentina e Brooke, minhas daminhas de honra, além de Lexi e o namorado, todos esperando por mim.
– Finalmente vocês chegaram! – meu futuro sogro comentou enquanto me ajudavam a sair do carro – É melhor eu entrar logo, está na hora de começarmos a cerimônia.
– Acho melhor eu entrar com eles – mamãe avisou – Vejo você daqui a pouco, Caroline.
Ela deu um beijo na minha testa antes de se subir as escadarias e entrar na igreja. Pouco tempo depois foi a vez de Damon aparecer.
– Ainda bem que você decidiu aparecer, cunhadinha – comentou – O Stefan está quase surtando por causa da sua demora.
– Acredite em mim, Damon, eu nunca desistiria desse casamento – garanti.
– Eu sei disso – concordou – Mas tentar falar alguma coisa com o meu irmão quando ele está nervoso.
Então uma música ao som do piano começou a tocar, essa era a deixa para os padrinhos começarem a entrar na igreja. Não demorou muito para trocarem pela marcha nupcial.
– Está na hora – meu pai comentou – Está preparada?
– Acho que sim – afirmei com a cabeça, embora não tivesse 100% de certeza – Só não me deixa cair, por favor.
– Nunca... – completou.
Val e Brooke entraram no local e fomos logo atrás delas. Todas as pessoas estavam de pé e observavam todos os meus passos, então eu decidi me concentrar em apenas uma pessoa, meu futuro marido.
Stefan deu um sorriso bobo assim que me viu e não tirou os olhos de mim durante todo o caminho. Quando eu estava quase chegando ao destino vi que Damon estava sussurrou alguma coisa e em seguida ele desceu as escadas que levavam ao altar, indo de encontro a mim.
– Você está linda, Care! – sussurrou ao meu ouvido depois de dar um beijo na ponta dos meus dedos, o que me fez sorrir.
– Obrigada, Stef... – respondi – Quando Elena me levou para fazer esse vestido achei que era um pouco de exagero, mas tenho que admitir que amei quando o vi pronto.
– Não é nem um poço de exagero – garantiu – Hoje é o seu dia e você merece está deslumbrante.
– Garoto, não esqueça de que a Caroline é minha única filha – meu decidiu se manifestar, quase como um aviso de que ele ainda estava ali – É bom você cuidar direitinho da minha princesa.
– Eu vou cuidar, senhor Forbes – afirmou com a cabeça – Quanto a isso o senhor pode ficar tranquilo.
– Acho bom mesmo... – fingiu um tom ameaçador, então ele deu um beijo na minha testa antes de se afastar, indo para o lado da minha mãe.
– Você tem certeza de que quer mesmo fazer isso? – Stef decidiu me perguntar depois de ficar alguns segundos apenas me encarando – Podemos desistir agora se você quiser, é só pedir.
Não pude deixar de rir da insegurança dele.
– Só você mesmo, Stefan – falei – Acha mesmo que eu vou desistir do casamento agora? Na igreja e diante de todos os nossos convidados?
– Eu preciso te perguntar isso, Care – colocou uma mecha solta atrás da minha orelha, o que me fez fechar os olhos e prender a respiração – Não quero que você faça nada do que possa se arrepender amanhã ou até mesmo daqui a dois anos.
– Se tivesse algo do qual eu pudesse me arrepender, já teria me arrependido, Stef – coloquei a mão no seu rosto – Além disso, já fomos longe demais para voltarmos atrás agora.
– Não sabe o quanto eu fico feliz em ouvir isso, Care – completou – Quero que saiba que eu vou fazer de tudo para que você seja mais do que feliz.
Me pegando totalmente de surpresa, ele colocou a mão na minha nuca e me puxou para um pequeno selinho. Mesmo depois de nos separarmos ainda manteve o rosto próximo ao meu.
– Sabe... – continuou – Já que decidimos mesmo nos casar, acho que temos alguns convidados esperando por isso.
Confesso que por um instante tinha esquecido completamente de onde nós estávamos. Mas Stefan tinha razão, nosso convidados estavam esperando por um casamento e era exatamente o que deviríamos dar isso a eles.
– Tem razão... – foi impossível não rir – Vamos logo acabar com isso, então.
Segurou o meu braço e caminhamos na direção do altar. Ajoelhamos para que o padre pudesse começar a cerimônia.
***
– Stefan Vincenzo Salvatore – nesse momento as lágrimas já estavam começando a inundar os meus olhos e estava me segurando para não começar a chorar – Você aceita Caroline Lucy Forbes como sua esposa?
– Aceito – respondeu em seguida, o que me fez dar um pequeno sorriso na sua direção.
– Caroline Lucy Forbes – agora era a minha vez – Você aceita Stefan Vincenzo Salvatore como seu esposo.
– Com toda a certeza! – garanti.
Em seguida foi a vez da troca das alianças. Minhas mãos estavam tremendo, mas eu consegui realizar a minha tarefa sem muitos problemas.
– Eu vos declaro: marido e mulher – o padre completou – Você já pode beijar a noiva.
Stefan me ajudou a levantar antes de segurar o meu rosto para o nosso primeiro beijo como casados. Mais uma vez eu esqueci completamente onde estávamos, pelo menos até o momento em que todos na igreja começaram a bater palmas; o que fez com que a gente se afastava e ficasse alguns instantes sorrindo sem graça um para o outro.
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