Changes Love
15 Capítulo 14 – Dias perfeitos
Notas iniciais
Stefan
– Boa noite a todos! Para quem não sabe, eu sou o irmão mais velho do noivo – Damon estava em pé no palco improvisado e todos estavam sentados nas suas respectivas mesas escutando as suas palavras – Como vocês devem imaginar, eu conheço o Stefan desde que ele nasceu; no inicio a gente não se dê muito bem, mas logo acabamos virando amigos. E, acreditem, eu sei de umas histórias constrangedoras que certamente vão fazer a Caroline se arrepender de ter se casado com ele.
Devia fazer um pouco mais de uma hora que a cerimônia de casamento acabou e viemos para a casa do pai, onde está acontecendo a festa. Durante esse pequeno espaço de tempo já recebemos os cumprimentos dos convidados e também tiramos fotos com os padrinhos, com as damas de honra, com nossos pais, sozinhos e também fingindo cortar o bolo; essa era a primeira vez desde que chegamos que conseguimos sentar e relaxar por um momento.
– Acho que é meio tarde para me falar isso... – minha esposa decidiu entrar na brincadeira; o comentário dela fez com que todos rissem.
– Mas eu não deveria estar falando mal do meu irmão no dia do casamento dele, então acho melhor eu ficar quieto – continuou – Vou contar então sobre o dia em que conheci Caroline Forbes, quando ela e Stef ainda estavam no Ensino Médio. No momento em que os vi, tinha certeza que acabariam juntos; claro que eu não contei isso para o irmão na época ou ele me acharia um maluco, mas agora ele veria o quanto eu estava certo.
Mais uma vez os convidados começaram a rir e eu segurei a mão de Care e entrelacei os nossos dedos; ela sorriu para mim antes de deixar a cabeça no meu ombro.
– E para completar – Damon levantou a sua taça de champagne, pronto para fazer o brinde – Stefan e Caroline! Que vocês sejam muito felizes e que em breve os dois me dêem um sobrinho.
Em seguida ele desceu do palco e foi até a nossa mesa dando um beijo na cabeça da minha esposa e dando um tampinha nas minhas costas antes de se sentar ao meu lado.
A próxima a discursar foi Lexi, que não poupou comentários constrangedores a respeito de mim aos oito anos e ainda falou a respeito das pessoas acharem que nós dois ficaríamos juntos quando éramos mais novos; para a minha sorte Caroline parecia estar se divertindo muito com tudo aquilo. Já Elena não disse nada a respeito de já termos namorado, ela se limitou a falar a respeito de que conheceu a amiga quando as duas ainda usam fraldas e que estavam sempre juntas durante a época da escola, nos bons e maus momentos, por fim ela me mandou um aviso de que tinha aprendido Krav Magá desde que foi para Nova York e que poderia me machucar caso eu magoasse a Care de alguma maneira.
– Onde é que você vai? – ela perguntou quando soltei a sua mão e me levantei.
– Você vai ver... – foi tudo que eu disse.
Essa foi a minha vez de subir no palco e fui na direção do microfone e o ajeitei para que ficasse na minha altura.
– Boa noite a todos! Antes de mais nada eu gostaria de agradecer, em meu nome e em nome da Caroline, pela presença no nosso casamento; sabemos que foi totalmente em cima da hora e estarem aqui hoje é mais do que importante para nós – comecei – Não sei quantos aqui conhecem a minha história com a Care, mas ela foi a primeira pessoa da minha idade que eu conheci quando me mudei para Mystic Falls. Confesso que a achei muito mandona e controladora a primeira vista, mas as coisas foram acontecendo e acabamos nos tornando amigos, logo nos tornamos mais do que inseparáveis e foi só uma questão de tempo para que essa amizade evoluísse para algo mais; talvez eu não estivesse esperando por isso antes, mas estou curtindo cada momento agora.
Fiz uma pausa para procurar os olhos azuis de Caroline no meio da “multidão”. Assim que nossos olhares se encontraram ela deu um pequeno sorriso.
– Care, por anos você foi a minha melhor amiga, depois virou a minha namorada e agora é minha esposa – prossegui com o meu discurso – Quero que você saiba que eu quero passar o resto da minha vida ao seu lado.
Todos começaram a bater palmas quando terminei de falar. No momento em que voltei para a mesa, uma das mulheres que fazia parte do cerimonial foi para o local em que eu estava há poucos instantes.
– Nesse momento quero convidar a todos para assistirem a primeira dança do senhor e da senhora Salvatore – ela avisou.
– Senhora Salvatore... – estendi o braço para Caroline assim que estava perto o suficiente – Me daria a honra dessa dança?
– Mas é claro senhor Salvatore! – segurou a minha mão e eu a ajudei a se levantar.
Fomos caminhando na direção da pista de dança que foi montada bem no centro do jardim. Fiz com que Care desse uma voltinha antes de colocar a mão na sua cintura e começarmos a nos mexer no ritmo da música.
– E então, como você se sente agora que é uma mulher casada? – decidi perguntar depois que passamos alguns instantes em silêncio apenas aproveitando a dança.
– Sinceramente, ainda não vi muita diferença... – deu de ombros — Pelo menos nessa primeira hora, está tudo exatamente igual.
– Pois saiba que se depender de mim, essa será a época mais feliz da sua vida – fiz com que ela dessa mais uma volta – Começando por agora mesmo.
– Gosto da maneira como você pensa – riu – Mas e quanto a você, senhor Salvatore, como se sente agora que é um homem casado?
– Até agora tem sido incrível – segurei o seu rosto e a beijei – Tudo isso graça a esposa maravilhosa que eu tenho.
Nesse momento os nossos convidados, que até então estavam apenas observando, se juntaram a nós e também começaram a dançar.
– Adorei o seu discurso agora a pouco – continuou – Tenho certeza de que todos que ouviram, assim como eu, ficaram emocionados.
– E nada do que eu disse nele foi mentira – lembrei – Acredite, Care, você para mim é tudo isso e muito mais.
Caroline ficou extremamente nervosa com o meu comentário e passou a encarar os próprios pés.
– Sabe, eu não lembrava que eu tinha sido a primeira pessoa que você conheceu quando se mudou – decidiu mudar ligeiramente de assunto – E não acredito que você ainda se lembra disso, depois de tantos anos.
– É meio difícil de esquecer disso, Care – foi impossível não rir – Eu estava chegando em um colégio totalmente novo e de repente esbarro em uma garota carregando o peso em livros. Para o que eles eram mesmo?
– Projeto de incentivo a leitura... – lembrou – Falando sério, Stef, algum dia você imaginou que estaria se casando com aquela garota.
– Sinceramente, não – respondi – Mas posso dizer que eu não poderia estar mais feliz por isso ter acontecido.
– Eu também não – concordou.
Retirei uma das mãos da sua cintura e coloquei por baixo do seu cabeço para poder beijá-la. Caroline entreabriu os lábios e soltou um pequeno gemido, então paramos de dançar gradativamente a medida que aprofundamos o contato.
– Com licença, pombinhos – Damon colocou a mão sob o meu ombro fazendo com que eu me afastasse da minha esposa no mesmo instante – Desculpe-me interromper, mas será que eu posso dançar uma vez com a minha cunhadinha.
– Mas é claro! – me afastei mais ainda dela, permitindo que meu irmão se aproximasse – Só cuida dela direitinho...
– Fica tranquilo, irmão, vou devolvê-la inteirinha para você – garantiu.
Então, antes que eu pudesse sair da pista de dança, senti uma mão me puxando, quando me virei dei de cara com a Lexi.
– Finalmente te encontrei totalmente livre e desimpedido – brincou – Será que agora eu consigo dançar com o meu melhor amigo no dia do casamento dele?
– Se eu disser que não, sei que você vai se conformar e continuar pedindo até que eu concorde – revirei os olhos – Então sim.
– Que bom que você me conhece tão bem assim – riu antes de puxar – Vamos até lá!
Voltei para o centro da pista e continuei a dançar, dessa vez com Lexi. De onde estávamos eu conseguia ver perfeitamente Damon e Caroline; meu irmão falava alguma coisa que parecia diverti-la no momento.
– Por favor, não faça isso... – minha amiga virou rapidamente a cabeça para ver o que eu estava olhando – Vocês dois já se casaram, não precisa ficar vigiando ela, isso é obsessivo e dá muito medo; sem contar que aquele é o seu irmão e nunca tentaria roubar a sua esposa, você está vendo muita série de televisão caso acredite nisso.
– Não estava vigiando ela, apenas observando – expliquei – Caroline está tão diferente, como eu não a via há anos; parece mais leve, sei lá..., parece tão...
– Tão apaixonada? – me interrompeu, tentando completar a minha frase – Sim, Stef, o amor faz isso com as pessoas. Deixa tudo diferente, mágico.
– Acho que não diria que ela está apaixonada – dei de ombros – Acredito que a Caroline sinta um carinho muito grande por mim, mas não sei se poso nomear isso como amor.
– Pelo jeito você realmente subestima os sentimentos da Caroline por você – riu – Sei que só a conheci ontem no jantar, mais observei a maneira como ela te olhava e parecia bem apaixonada, pelo menos essa é a minha opinião.
Será? Tenho certeza que Lexi estava imaginando coisas. Nunca falamos sobre isso, mas acho que se Caroline sentisse por mim algo mais do que amizade, já teria me contado; é obvio que ela só se casou comigo por causa da história da empresa e, é claro, o bebê.
– Olha só quem está “espionando” agora – decidi disfarçar e mudar de assunto – Depois falar de mim.
– Só estava dando uma de amiga preocupada e vendo se você estava mesmo em boas mãos – se defendeu – Aliais, não só ela, mas você também está apaixonado. Nem adianta tentar mentir para mim, Stefan Salvatore, eu te conheço muito bem e posso ver na sua cara o quanto você a ama; sem contar que você jamais estaria se casando se não fosse isso.
Isso era a mais pura verdade, Lexi me conhecia muito bem e mesmo que eu quisesse poderia mentir para ela. Estou mesmo perdidamente apaixonado pela Caroline e só de pensar nisso faz com que um sorriso bobo apareça no meu rosto.
– Você tem razão, Lexi – concordei – Eu estou mesmo apaixonado.
***
Eu ainda fui “obrigado” a dançar com a minha madrasta, com Anna e até mesmo com a Val. Quando elas finalmente me deram um pouco de folga, consegui ir me sentar ao lado de Caroline na nossa mesa.
– Para quem não gosta de dançar, até que você está dançando muito hoje... – ela comentou, rindo divertida.
– Acredite, eu tentei falar isso, só que nenhum delas me escutou – revirei – Praticamente fui arrastado para a pista de dança.
– Fico bem aliviada em ouvir isso – admitiu – Estava começando a achar que você agora gostava de dançar com outras além de mim.
– Nunca... – garanti, colocando a mão sob a dela – Você sempre será a única com quem eu vou ficar feliz em dançar e a única com quem eu farei isso sem ser obrigado.
Caroline se inclinou e me deu um selinho antes de dar um pequeno sorriso.
– O que acha de irmos dançarmos mais um pouquinho? – sugeri – Aproveita que eu estou no embalo.
– Eu adoraria, mas os meus pés estão me matando – fez uma careta enquanto explicava – Ficar andando por horas com esse sapato está começando a incomodar.
– Certo... – suspirei pesadamente, mas acabei aceitando a resposta dela – O que você quer fazer agora?
– Eu comi uns aperitivos que estavam servindo por aqui, só que eu ainda estou com fome – fez uma carinha triste – Vi que já estão servindo o bolo, bem que você poderia pegar um pedaço para mim...
– Claro! – me levantei e deu um beijo no topo da sua cabeça – Volto em um minuto.
Fui até a mesa onde estava o bolo de três andares, que agora já estava com vários “buracos”; os garçons já tinham deixado vários pedaços em cima de pratos, então eu peguei um deles.
– Stefan Salvatore! Finalmente te encontrei sem metade dessa festa estar em volta de você! – me virei a tempo de encontrar meu amigo Klaus, ele estava acompanhando de uma mulher que eu imaginei ser a sua noiva, que eu já tinha ouvido falar pelos comentários de Esther — Queria te dar os parabéns e desejar toda a felicidade do mundo pelo seu casamento.
– Eu é que quero agradecer por você ter vindo – respondi – Como eu disse lá no meu discurso, foi tudo tão em cima da hora; eu e Caroline chegamos a pensar que iria acabar sendo algo apenas para a família.
– Bom..., eu já estava mesmo na cidade e quando a minha mãe disse que você ia se casar e que tinha pedido para me convidar, era mais do óbvio que eu não poderia faltar – comentou – A Rebekah e a Freya também vieram, elas estão em algum lugar por ai.
– Elas já falaram comigo lá na igreja, antes da cerimônia começar – expliquei – Acho que você ainda não tinha chegado.
– Peguei transito e quando cheguei a cerimônia já tinha até começado – explicou – Mas, mudando de assunto, essa daqui é a minha noiva, Camile – apresentou a mulher que estava ao seu lado.
– É um prazer conhecê-la... – estiquei a sua mão para cumprimentá-la, que retribuiu o meu gesto – Eu estava indo levar isso aqui para a Caroline, porque vocês não vêm comigo para poderem conhecê-la?
– Vou adoraria conhecer a sua esposa – afirmou – Vamos até lá.
Segui pelo mesmo caminho em que tinha vindo antes enquanto Klaus e Camile vieram atrás de mim. Cheguei perto da minha esposa e entreguei a ela o prato de bolo, que me agradeceu com um selinho.
– Care, eu quero que você conheça meu amigo Klaus e Camile, a noiva dele – fiz as apresentações – Ele é um dos filhos da Esther, já te falei dele algumas vezes.
Caroline já conhecia o Elijah, que trabalha comigo na Salvatore’s Entertainment, e o Henriky, que é adolescente e ainda mora com os pais; mas ela ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer o restante dos filhos de Esther, pelo menos até hoje.
– Você já falou dele sim – afirmou com a cabeça, por fim – E é mesmo muito bom finalmente conhecê-lo.
E então ficamos algum tempo conversando, em algum momento as irmãs de Klaus também apareceram e se juntaram a nós. Hoje estava sendo o dia de reencontrar os velhos amigos de infância e não poderia ser mais divertido.
***
A festa já estava acontecendo há pouco mais de três horas e os primeiros convidados estavam começando a ir embora. Sendo sincero, mal posso esperar para ir embora também e começar a logo a lua-de-mel.
– Lena, não acredito que você ainda guarda isso – Caroline estava conversando distraidamente com Elena quando me aproximei e coloquei a mão no seu ombro, ela estava segurando uma espécie de pulseira de pano feita em casa – Quanto tempo faz que eu te dei isso.
– Acho que deve uns 15 anos, mais ou menos – respondeu dando de ombros – E é claro que eu guardei, principalmente naquela época em que estávamos brigadas.
– Você é mesmo uma melhor amiga incrível – admitiu.
– Será que eu posso saber o que é isso? – decidi perguntar, entrando na conversa das duas.
– Foi uma pulsei da amizade que eu fiz para a Lena quando éramos pequenas – explicou – Era uma aula de artes em que estávamos mexendo com tecidos, então eu peguei um monte de fiapos e comecei a emendar um no outro; não era para ser nada, mas ficou tão bonitinho...
– A Brooke vive querendo que eu dê a pulseira para ela – Elena continuou – Mas eu conheço a minha filha e sei que ela destruiria isso em cinco minutos.
– Diz para ela que depois eu posso fazer uma só para ela – avisou – Só não sei como, mas eu tentarei.
– Tenho certeza de que ela vai adorar – garantiu.
– Care, será que a gente pode ir embora? – sussurrei no seu ouvido, de modo que só ela pudesse ouvir – Já está ficando tarde e temos uma longa viagem pela frente.
– Pelo jeito eu estou sobrando aqui... – Lena disse antes de se levantar – Mas não precisam se preocupar comigo já estou indo, preciso mesmo ir procurar pela Brooke.
Ela ainda se despediu da amiga e prometeram se encontrar quando eu e Care voltássemos de viagem. E lá estávamos nós dois sozinhos, mais uma vez.
– Preciso encontrar a Pearl para ir lá dentro trocar de roupa – avisou logo em seguida.
– Você ainda vai trocar de roupa, Care? – perguntei espantado – Mas por quê?
– Achou mesmo que eu fosse sair daqui vestida de noiva? – apontou para si mesma, aquele vestido parecia ser mesmo bem incomodo para sair andando por ai – Pois você está totalmente enganado, meu caro Stefan?
– Vai demorar, muito? – quis saber – Acho você não tem ideia o quanto estou ansioso para ficarmos a sós definitivamente.
– Acredite, também estou ansiosa para isso – segurou o meu rosto antes de me dar um último selinho – Não se preocupe, eu já volto... – sussurrou essa última frase antes de se afastar.
***
Caroline tinha razão, não demorou muito para ela retornar, já usando um vestido mais confortável. Mas antes de irmos embora, ela ainda jogou o boque,que foi surpreendentemente pego por Bonnie.
Agora nós estamos no carro a caminho da saída de Toronto. A noite está linda, o céu estrelado e o transito estava bem melhor do que hoje mais cedo.
– Não que eu esteja querendo bancar o marido ciumento – o som estava sendo preenchido pela música do rádio, mesmo assim decidi puxar assunto – Mas será que eu posso saber o que você e o Damon tanto conversavam enquanto estavam dançando? Você parecia estar se divertindo muito com aquela conversa.
– Ah! Aquilo... – começou a rir antes mesmo que continuar – Acontece que o seu irmão estava me pedindo conselhos para poder se aproximar de uma amiga minha; eu, é claro, fiquei feliz em ajudar.
– Uma amiga sua? – a olhei rapidamente antes de voltar a minha atenção na estrada – Não me diga que ele ficou interessado na Elena?
Tenho que admitir que vai ser estranho ver Damon e Elena juntos, afinal, ela é minha ex-namorada e apesar da maneira como tudo terminou, temos uma história juntos. Mas se for algo que fará o meu irmão feliz, claro que não vou me opor.
– Na verdade ele estava falando da Bonnie – respondeu – Eu achei tão fofo, então falei dos caras com quem ela costumava sair quando estávamos no Ensino Médio e o que ele pode fazer para tentar conquistá-la.
– Agora que você falou, eu vi os dois dançando um pouco antes da gente ir embora – lembrei – Será que eles conseguiram se acertar.
– Espero que sim – admitiu – Além disso, a Bonnie está morando em Atlanta fazendo uma pós-graduação em lendas urbanas americanas lá na Universidade da Geórgia; não fica tão longe de Miami e eles não vão precisar fazer nenhuma viagem grande para se verem.
– Algo bem prático... – concordei – E espero que um dia os dois possam ser tão felizes quanto a gente.
Segurei a sua mão e a levei aos meus lábios.
– Ainda falta muito para chegarmos? – quis saber logo em seguida – Você já me mostrou várias fotos da casa de campo da sua família, mas estou doida para ver tudo pessoalmente!
Nem eu nem Caroline estamos podendo nos afastar por muito tempo de nossos trabalhos, o que impede que façamos uma viagem muito longa; por esse motivo sugeri que a gente fosse para a casa que meu pai tem fora de Toronto: é confortável, isolada e teremos a oportunidade de ficarmos sozinhos por alguns dias apenas curtindo um ao outro. Então, daqui a um ano quando bebê já estiver grande o suficiente para ficar com uma babá, podemos ir para Paris ou algum outro lugar da Europa.
– Já estamos quase chegando – avisei – A casa não fica muito longe da saída da cidade.
– Certo... – soltou um pequeno e discreto bocejo – Você se importa se eu dormir um pouquinho enquanto não chegamos. Foi um longo dia e agora que eu parei para relaxar, percebi o quanto estou cansada.
– Claro, sem problema – garanti – Eu te acordo assim que a gente chegar.
***
Parei o carro na entrada da garagem da casa e desliguei o motor antes de tirar o cinto de segurança.
– Care... – comecei a sacudir o ombro da minha esposa, fazendo com que ela soltasse um pequeno gemido de reclamação – Nós já chegamos, Care.
– Oi! – deu um sorrisinho sem graça quando abriu os olhos – Eu dormi por muito tempo?
– Só por uns vinte minutos – disse, imitando o gesto dela – E então, vamos entrar?
– Claro – ela concordou com a cabeça.
Nós dois saímos do veículo e eu fui até o porta-malas para tirar as nossas bagagens lá de dentro. Foi então que a porta principal da casa foi aberta.
– Olá, Stefan! – Finn Mikaelson, o filho mais velho de Esther, veio nos receber – Não sabia que horas vocês iriam chegar, mas achei que era melhor esperá-lo, para o caso de não terem trazido a chave ou alguma coisa parecida.
– Muito obrigado, Finn – agradeci – Bom, deixa eu te apresentar a minha esposa, Caroline.
Ele acenou na direção da Care, que retribuiu o gesto.
– O Finn toma conta da casa juntamente com a esposa – expliquei – Aqui fica a maior parte do tempo vazia e precisamos de alguém para administrar tudo.
– Tentamos fazer o melhor possível – ele garantiu – Bom, o quarto principal está arrumado e a dispensa cheia, espero que a estadia de vocês aqui seja bem agradável.
Nós dois agradecemos com um aceno de cabeça.
***
Finn me ajudou a levar a malas para o andar de cima antes de ir embora para que ficássemos a vontade. Caroline foi primeiro ao banheiro fazer a sua higiene pessoal e em seguida foi a minha vez.
Quando retornei ao quarto ela estava sentada na ponta da cama, já vestindo uma camisola preta de seda e passava um creme hidrante nas pernas. Fiquei algum tempo apenas admirando a minha esposa, até que ela finalmente notasse a minha presença no local.
– Está um pouco, frio não acha? – ela balançou a cabeça afirmativamente em reposta – O que acha de eu acender a lareira?
– É uma excelente ideia! – concordou e eu fui imediatamente até a lareira e peguei o acendedor – Sabe, acho que eu nunca imaginei que viveria o dia em que precisaria acender uma lareira durante o verão.
– Está mesmo no Canadá, Caroline – lembrei – Pensei que depois de cinco anos morando aqui já estivesse acostumada com isso.
– Acho que mesmo que eu more aqui o resto da vida nunca vou me acostumar com isso – admitiu – Não me leve a mal, eu amo Toronto, mas tem dias que eu sinto tanta falta de Mystic Falls que eu nem sei como explicar.
– Sei exatamente o que você quer dizer com isso, Care – me sentei ao lado dela – Quando me mudei para Mystic Falls, também sentia muita falta de Toronto; com o tempo eu fui me acostumando, mas a saudade continuou, até o dia em que voltei para cá.
– Bom, talvez eu não saiba como resolver isso, mas posso dizer que existe uma grande vantagem em termos uma lareira acesa a nossa disposição essa noite – ficou mexendo no meu cabelo e fazendo carinho na minha orelha – Isso torna tudo muito mais romântico.
Eu a beijei enquanto tentava me aproximar cada vez mais dela, se é que isso era possível. Nós nos separamos quando o ar foi necessário e Caroline soltou um pequeno gemido de protesto, então desci os lábios até seu ombro e afastei a alça da sua camisola com o auxilio dos dentes; ela colocou as pernas por cima das minhas, ficando mais confortável.
– Espera, Care... – com certo custo eu consegui me afastar dela – Esqueci uma coisa.
Eu me levantei e fui até a minha mala até achar um embrulho rosa que tinha colocado ali hoje mais cedo.
– Stefan Salvatore, você comprou um presente para mim? – perguntou, agora totalmente interessada – Isso é mesmo sério?
– Bom, não exatamente para você – expliquei – Mas você pode abrir.
Entreguei o embrulho para ela, que abriu na mesma hora. Dentro tinha um macacão de bebê, um vestidinho e um sapatinho de lã, todos com o mesmo tom de rosa.
– Stef, isso é... – parou de falar, provavelmente pensando no que falar – É a coisa mais fofa que já fizeram por mim.
– Sei que com toda a história do nosso noivado e agora com o casamento você ainda não teve tempo de comprar nada – disse – Então eu quis ser o primeiro a dar um presente para o nosso bebê. Espero que tenha gostado.
– Eu amei... – garantiu – Mas é tudo rosa; você mesmo disse que pode ser um menino.
– Você parece tão convicta que está esperando uma menina, que decidi acreditar isso também – dei de ombros – E, se por acaso, seja um menino, guardamos isso para o próximo bebê.
– Próximo bebê? – voltou a me encarar – Quer dizer que você planeja ter mais filhos?
– Essa era a ideia... – sorri – Isso, é claro, se você quiser também. O que acha? Vamos dar ao nosso pequeno Thomas ou a nossa pequena Scarlett um irmãozinho ou uma irmãzinha?
– O que acha de esperarmos o pequeno Thomas ou a pequena Scarlett nascer para pensarmos nisso? – sugeriu – Mas a possibilidade é mesmo muito grande.
– Sabia que você ia concordar – coloquei a mão sob a sua barriga antes de voltar a beijá-la.
Caroline sorriu ainda com os lábios grudados nos meus quando eu puxei as suas pernas para poder enganchá-las na minha cintura.
– Stef, você se importa se não fizermos nada hoje? – perguntou – Eu estou mesmo cansada.
– Claro, hoje foi mesmo um longo dia – concordei – Nós ainda temos bastante tempo para isso nos próximos dias.
Então nós dois nos deitamos e ficamos embaixo das cobertas abraçados um ao outro. Não demorou muito para Care cair na inconsciência.
– Eu te amo, Caroline – sussurrei enquanto passava a mão no seu cabelo e dei um beijo na sua testa – Você não ideia do quanto.
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