Notas iniciais
Só um review? :(

– Como ela esta? – Leroy perguntou para Frannie, entrando no quarto de Quinn.

– Acordada. – Quinn respondeu pela irmã e Leroy sorriu.

– Muitas dores Fabray?

– Não. Só me sinto drogada.

– Isso por que você está. Mas já diminui as doses dos remédios para a metade. Isso vai, pelo menos, te deixar ficar acordada.

– Isso é bom.

– Frannie, como ela passou a noite?

– Bem.

– Nenhuma dor? Algo que indicasse febre, ou algum tipo de delírio?

– Não. Nada.

– Acho que vou te chutar daqui antes do previsto Fabray. – Leroy sorriu – Aparentemente, os remédios não foram tão fortes assim. Consegue abrir o olho?

Quinn gemeu de dor ao fazer o que o sogro pediu, e quase gritou quando ele relou na pele ainda inchada. Muito inchada.

– Você vai sobreviver a isso. Frannie, talvez você queira segurar a mão dela. – Leroy sugeriu e Frannie não hesitou em segurar a mão da irmã.

– O que você... Ai! – Quinn gritou e quase quebrou a mão de Frannie quando Leroy mexeu levemente em seu pé quebrado.

– Vamos ter que refazer os exames com esse pé. Acho que você terminou de quebrá-lo ontem. Provavelmente trocamos essa tala por um gesso e eu te mando pra casa. Depende da coluna.

– Pensei que ia ficar aqui o resto da semana.

– Pensei que os remédios fossem dar algum tipo de reação. Você consegue virar de bruços?

Leroy examinou Quinn por mais alguns minutos e pediu mais uma chapa do pé da loira, anotou algumas coisas no prontuário, e se virou para a nora suspirando.

– Esquece o medico por alguns minutos agora, está bem?

– Como Rachel esta? – Leroy não precisou pedir duas vezes.

– Mal. Se culpando e achando que você vai terminar com ela.

– Terminar? – a loira franziu a testa e resmungou de dor.

– Vou mandar trocar esse remédio. – Leroy murmurou e voltou a anotar algo no prontuário – Ela passou boa parte da noite chorando. Mesmo depois de dormir. E eu tenho quase certeza que não foi pelo que Finn fez com ela.

– Ele chegou a... Conseguir alguma coisa? Aconteceu tudo tão rápido depois que eu cheguei, que...

– Ela disse que não. – Leroy respondeu e sorriu – Não vai precisar matar o garoto.

– Isso é bom. Rachel vem me ver antes da escola?

– Não. Hiram vai passar o dia com ela. Achamos melhor que ela ficasse em casa. Mas, talvez, ela passe aqui durante a tarde. – Leroy disse e se virou para Frannie – A enfermeira vai trocar essa bolsa de soro por uma com o remédio um pouco mais forte. Se ele fizer efeito, e ela não tiver nenhuma reação, vou poder liberá-la em algumas horas. Ela vai refazer o exame no pé também. Se tiver quebrado, vamos colocar um gesso. Qualquer coisa me chame. E, se quer um conselho, vá comer alguma coisa assim que a enfermeira chegar. E tome um café. Você parece que vai desmaiar de sono a qualquer momento.

– Obrigada Leroy. – Frannie sorriu.

– É meu trabalho. – o homem sorriu antes de sair do quarto.

– Acho que ele não te odeia tanto assim. – Frannie brincou.

– Espero que não.

***

– Por favor, papai.

– Para Rachel. Descanse um pouco, e, mais tarde, eu te levo para ver Quinn.

– Eu estou bem!

– Você passou boa parte da noite chorando! Você deve estar exausta. Emocional e fisicamente.

– Papai, por favor... – a garota choramingou.

– Mais tarde, Rach. – Hiram se sentou ao lado da garota e a garota apoiou a cabeça no ombro do pai.

– Eu estou preocupada com ela.

– E eu estou preocupado com você. Tem certeza que não quer falar sobre o que Finn fez?

– Tenho. Ele tentou me beijar, mas Quinn chegou antes que ele conseguisse.

– Ele não te machucou, certo?

– Não. Eu estou bem. Só quero ir ver a Q.

– Rachel...

– Eu não posso dar mais motivos ainda para ela terminar comigo.

– E por que ela terminaria com você?

– Por que isso é tudo minha culpa, papai! Ela esta naquele hospital por minha culpa.

Hiram suspirou, abraçando a filha.

Rachel tinha chorado quando chegou, enquanto dormia, quando acordou, e já estava com os olhos marejados novamente.

Hiram não sabia o que fazer.

– Ela te ama Rachel. Ela vai sair daquele hospital, e é bem capaz de estar aqui na sexta para encarar seu pai.

– Mas...

– Sem “mas”. Descanse um pouco, esta bem? Você parece não ter dormido nada.

– O senhor sabe que eu dormi. Não estou com sono.

– Então vá ler alguma coisa, cantar, ouvir música, assistir televisão, um musical... Só relaxe um pouco, ok? Te levo para vê-la depois do almoço.

– Tudo bem. – Rachel suspirou e levantou indo para o quarto.

***

– Hey. – Rachel forçou um sorriso, entrando no quarto de Quinn.

– Hey Rach. – Quinn sorriu – Frannie, você pode...

– Já entendi. DR. Não fico no meio. – Frannie brincou, saindo do quarto.

Rachel sentou ao lado de Quinn e ambas ficaram em silencio por um minuto.

– Rachel...

– Desculpa. – Rachel murmurou, interrompendo Quinn e começando a chorar – Por favor, me desculpa! Eu sei que é minha culpa você estar aqui, desse jei...

– Eu juro que te beijaria pra te fazer calar a boca se só o esforço de te puxar não fosse fazer meu corpo inteiro doer.

– O que?

– Para de chorar, Rach. – Quinn pediu e sorriu – Será que dá pra você chegar um pouco mais perto, pra eu poder te abraçar?

Rachel se aproximou e Quinn a puxou para si com o braço bom.

– Para de chorar, ta bem? Não é sua culpa.

As garotas ficaram naquela posição por mais alguns minutos, enquanto Rachel chorava, molhando a camisa de Quinn, que se segurava para não deixar as lagrimas escaparem. Ela estava bem. Não estava com muitas dores, e podia agüentar o que ainda sentia. Mas ver a namorada daquele jeito doía mais do que a surra que Finn lhe dera.

– Desculpa. – Rachel disse, um tempo depois, se afastando.

– Pelo que, exatamente?

– Por tudo. Você pode dizer que não, mas nós sabemos que isso é minha culpa.

– E isso é sua culpa por que...?

– Por que Finn é meu ex.

– É meu ex também.

– Mas era atrás de mim que ele estava.

– E?

– E eu poderia ter evitado!

– Como?

– Eu... Eu não sei.

– Sabe por quê? Por que não tinha como você evitar. Não tinha como você descobrir que ele ia virar um maníaco de uma hora para outra.

– Ele andava estranho Quinn. Ele... Ele vinha me perseguindo e dizendo que me teria de volta... E...

– E o que você poderia ter feito?

– Ido a policia, por exemplo.

– E o que eles fariam?

– Dariam uma ordem judicial para que ele fosse obrigado a ficar longe da gente.

– Ele ainda iria à escola, certo?

– Certo.

– Você acha que um pedaço de papel ia impedi-lo?

– Não sei... Talvez... Provavelmente não.

– Agora, me explique, por que você tem culpa?

– Por que... Eu... Eu deveria ter tentado!

– Você acha que teria resultado?

Rachel suspirou e abaixou a cabeça, dando de ombros.

– Agora, me fala, você tem culpa, por que...?

– Por que alguém tem que ter culpa, e com certeza não é você.

– Nem você. O único culpado nisso é o Finn, Rach.

– Mas...

– Rachel, você acha que, seja lá o que você tivesse tentado fazer, alem daquilo que você já fez, para afastar Finn da gente, daria certo?

– Eu não sei.

– E nós não vamos descobrir Rach. Então, pare de se culpar.

– Você não vai terminar comigo, não é? – a judia parecia uma criança fazendo bico, e Quinn sorriu.

– Não baixinha. Nunca. – a loira fez uma careta – Isso é realmente um saco. Vem cá, ou eu não vou conseguir te beijar.

Rachel riu e se aproximou da loira, a beijando.

Do lado de fora do quarto, Leroy sorria observando o casal.

Se não tivesse mudado de idéia em relação à Quinn antes, com certeza mudaria agora.

A loira conseguiu fazer Rachel perceber que nada daquilo era sua culpa, em questão de minutos, enquanto ele tinha passado parte da manha tentando faze-lo, e Hiram boa parte da tarde, sem conseguir nem mesmo que a judia pensasse sobre a possibilidade de não ser culpada.

Quinn fazia bem a sua filha, e, por mais que aquilo, de algum modo, o assustasse e doe-se, pois sua menininha estava crescendo, Leroy era obrigado a admitir isso.

Isso, e que, talvez, ele torcesse pelo futuro desse relacionamento.

Talvez, bem lá no fundo. Provavelmente não.

O homem riu se afastando do vidro.

Sabia que tinha que deixar de ser teimoso.

A loira já o tinha feito mudar seu conceito em relação a ela.

Se conseguisse um pouco de coragem, poderia até mesmo admitir que já podia se ver com netos loiros, e com os olhos de Rachel. Ou morenos, com os olhos de Quinn.

Leroy suspirou, se aproximando de Hiram, que estava na sala de espera, e lhe dando um selinho.

Não importa o quão bem Quinn fizesse a Rachel, ele ainda tinha algumas ameaças a fazer para Quinn. E uma longa conversa para ter com as duas.

Notas finais
Estou sem aula essa semana, e pretendo aproveitar pra termina de postar. Se vou atualizar amanha ou não, depende de vocês ;)