Change your mind
13 Capitulo 13
Notas iniciais
– Como ela esta? – Leroy perguntou para Frannie, entrando no quarto de Quinn.
– Acordada. – Quinn respondeu pela irmã e Leroy sorriu.
– Muitas dores Fabray?
– Não. Só me sinto drogada.
– Isso por que você está. Mas já diminui as doses dos remédios para a metade. Isso vai, pelo menos, te deixar ficar acordada.
– Isso é bom.
– Frannie, como ela passou a noite?
– Bem.
– Nenhuma dor? Algo que indicasse febre, ou algum tipo de delírio?
– Não. Nada.
– Acho que vou te chutar daqui antes do previsto Fabray. – Leroy sorriu – Aparentemente, os remédios não foram tão fortes assim. Consegue abrir o olho?
Quinn gemeu de dor ao fazer o que o sogro pediu, e quase gritou quando ele relou na pele ainda inchada. Muito inchada.
– Você vai sobreviver a isso. Frannie, talvez você queira segurar a mão dela. – Leroy sugeriu e Frannie não hesitou em segurar a mão da irmã.
– O que você... Ai! – Quinn gritou e quase quebrou a mão de Frannie quando Leroy mexeu levemente em seu pé quebrado.
– Vamos ter que refazer os exames com esse pé. Acho que você terminou de quebrá-lo ontem. Provavelmente trocamos essa tala por um gesso e eu te mando pra casa. Depende da coluna.
– Pensei que ia ficar aqui o resto da semana.
– Pensei que os remédios fossem dar algum tipo de reação. Você consegue virar de bruços?
Leroy examinou Quinn por mais alguns minutos e pediu mais uma chapa do pé da loira, anotou algumas coisas no prontuário, e se virou para a nora suspirando.
– Esquece o medico por alguns minutos agora, está bem?
– Como Rachel esta? – Leroy não precisou pedir duas vezes.
– Mal. Se culpando e achando que você vai terminar com ela.
– Terminar? – a loira franziu a testa e resmungou de dor.
– Vou mandar trocar esse remédio. – Leroy murmurou e voltou a anotar algo no prontuário – Ela passou boa parte da noite chorando. Mesmo depois de dormir. E eu tenho quase certeza que não foi pelo que Finn fez com ela.
– Ele chegou a... Conseguir alguma coisa? Aconteceu tudo tão rápido depois que eu cheguei, que...
– Ela disse que não. – Leroy respondeu e sorriu – Não vai precisar matar o garoto.
– Isso é bom. Rachel vem me ver antes da escola?
– Não. Hiram vai passar o dia com ela. Achamos melhor que ela ficasse em casa. Mas, talvez, ela passe aqui durante a tarde. – Leroy disse e se virou para Frannie – A enfermeira vai trocar essa bolsa de soro por uma com o remédio um pouco mais forte. Se ele fizer efeito, e ela não tiver nenhuma reação, vou poder liberá-la em algumas horas. Ela vai refazer o exame no pé também. Se tiver quebrado, vamos colocar um gesso. Qualquer coisa me chame. E, se quer um conselho, vá comer alguma coisa assim que a enfermeira chegar. E tome um café. Você parece que vai desmaiar de sono a qualquer momento.
– Obrigada Leroy. – Frannie sorriu.
– É meu trabalho. – o homem sorriu antes de sair do quarto.
– Acho que ele não te odeia tanto assim. – Frannie brincou.
– Espero que não.
***
– Por favor, papai.
– Para Rachel. Descanse um pouco, e, mais tarde, eu te levo para ver Quinn.
– Eu estou bem!
– Você passou boa parte da noite chorando! Você deve estar exausta. Emocional e fisicamente.
– Papai, por favor... – a garota choramingou.
– Mais tarde, Rach. – Hiram se sentou ao lado da garota e a garota apoiou a cabeça no ombro do pai.
– Eu estou preocupada com ela.
– E eu estou preocupado com você. Tem certeza que não quer falar sobre o que Finn fez?
– Tenho. Ele tentou me beijar, mas Quinn chegou antes que ele conseguisse.
– Ele não te machucou, certo?
– Não. Eu estou bem. Só quero ir ver a Q.
– Rachel...
– Eu não posso dar mais motivos ainda para ela terminar comigo.
– E por que ela terminaria com você?
– Por que isso é tudo minha culpa, papai! Ela esta naquele hospital por minha culpa.
Hiram suspirou, abraçando a filha.
Rachel tinha chorado quando chegou, enquanto dormia, quando acordou, e já estava com os olhos marejados novamente.
Hiram não sabia o que fazer.
– Ela te ama Rachel. Ela vai sair daquele hospital, e é bem capaz de estar aqui na sexta para encarar seu pai.
– Mas...
– Sem “mas”. Descanse um pouco, esta bem? Você parece não ter dormido nada.
– O senhor sabe que eu dormi. Não estou com sono.
– Então vá ler alguma coisa, cantar, ouvir música, assistir televisão, um musical... Só relaxe um pouco, ok? Te levo para vê-la depois do almoço.
– Tudo bem. – Rachel suspirou e levantou indo para o quarto.
***
– Hey. – Rachel forçou um sorriso, entrando no quarto de Quinn.
– Hey Rach. – Quinn sorriu – Frannie, você pode...
– Já entendi. DR. Não fico no meio. – Frannie brincou, saindo do quarto.
Rachel sentou ao lado de Quinn e ambas ficaram em silencio por um minuto.
– Rachel...
– Desculpa. – Rachel murmurou, interrompendo Quinn e começando a chorar – Por favor, me desculpa! Eu sei que é minha culpa você estar aqui, desse jei...
– Eu juro que te beijaria pra te fazer calar a boca se só o esforço de te puxar não fosse fazer meu corpo inteiro doer.
– O que?
– Para de chorar, Rach. – Quinn pediu e sorriu – Será que dá pra você chegar um pouco mais perto, pra eu poder te abraçar?
Rachel se aproximou e Quinn a puxou para si com o braço bom.
– Para de chorar, ta bem? Não é sua culpa.
As garotas ficaram naquela posição por mais alguns minutos, enquanto Rachel chorava, molhando a camisa de Quinn, que se segurava para não deixar as lagrimas escaparem. Ela estava bem. Não estava com muitas dores, e podia agüentar o que ainda sentia. Mas ver a namorada daquele jeito doía mais do que a surra que Finn lhe dera.
– Desculpa. – Rachel disse, um tempo depois, se afastando.
– Pelo que, exatamente?
– Por tudo. Você pode dizer que não, mas nós sabemos que isso é minha culpa.
– E isso é sua culpa por que...?
– Por que Finn é meu ex.
– É meu ex também.
– Mas era atrás de mim que ele estava.
– E?
– E eu poderia ter evitado!
– Como?
– Eu... Eu não sei.
– Sabe por quê? Por que não tinha como você evitar. Não tinha como você descobrir que ele ia virar um maníaco de uma hora para outra.
– Ele andava estranho Quinn. Ele... Ele vinha me perseguindo e dizendo que me teria de volta... E...
– E o que você poderia ter feito?
– Ido a policia, por exemplo.
– E o que eles fariam?
– Dariam uma ordem judicial para que ele fosse obrigado a ficar longe da gente.
– Ele ainda iria à escola, certo?
– Certo.
– Você acha que um pedaço de papel ia impedi-lo?
– Não sei... Talvez... Provavelmente não.
– Agora, me explique, por que você tem culpa?
– Por que... Eu... Eu deveria ter tentado!
– Você acha que teria resultado?
Rachel suspirou e abaixou a cabeça, dando de ombros.
– Agora, me fala, você tem culpa, por que...?
– Por que alguém tem que ter culpa, e com certeza não é você.
– Nem você. O único culpado nisso é o Finn, Rach.
– Mas...
– Rachel, você acha que, seja lá o que você tivesse tentado fazer, alem daquilo que você já fez, para afastar Finn da gente, daria certo?
– Eu não sei.
– E nós não vamos descobrir Rach. Então, pare de se culpar.
– Você não vai terminar comigo, não é? – a judia parecia uma criança fazendo bico, e Quinn sorriu.
– Não baixinha. Nunca. – a loira fez uma careta – Isso é realmente um saco. Vem cá, ou eu não vou conseguir te beijar.
Rachel riu e se aproximou da loira, a beijando.
Do lado de fora do quarto, Leroy sorria observando o casal.
Se não tivesse mudado de idéia em relação à Quinn antes, com certeza mudaria agora.
A loira conseguiu fazer Rachel perceber que nada daquilo era sua culpa, em questão de minutos, enquanto ele tinha passado parte da manha tentando faze-lo, e Hiram boa parte da tarde, sem conseguir nem mesmo que a judia pensasse sobre a possibilidade de não ser culpada.
Quinn fazia bem a sua filha, e, por mais que aquilo, de algum modo, o assustasse e doe-se, pois sua menininha estava crescendo, Leroy era obrigado a admitir isso.
Isso, e que, talvez, ele torcesse pelo futuro desse relacionamento.
Talvez, bem lá no fundo. Provavelmente não.
O homem riu se afastando do vidro.
Sabia que tinha que deixar de ser teimoso.
A loira já o tinha feito mudar seu conceito em relação a ela.
Se conseguisse um pouco de coragem, poderia até mesmo admitir que já podia se ver com netos loiros, e com os olhos de Rachel. Ou morenos, com os olhos de Quinn.
Leroy suspirou, se aproximando de Hiram, que estava na sala de espera, e lhe dando um selinho.
Não importa o quão bem Quinn fizesse a Rachel, ele ainda tinha algumas ameaças a fazer para Quinn. E uma longa conversa para ter com as duas.
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