Notas iniciais
Hey gente! Demorei?

Quinn suspirou, enquanto parava na frente da casa dos Berry, tão ou mais nervosa que há quase dois meses atrás.

Naquela noite, ela esperava entrar na casa, conhecer os sogros, fazer o possível para passar uma boa impressão, jantar, ser a nora que qualquer pai quer por mais alguns minutos, se despedir e sair dali tranqüila e com a aprovação dos pais de Rachel. Ao invés disso, ela mal pisou dentro da casa e foi expulsa de lá.

Se aquela noite que ela esperava que desse tudo certo, foi um desastre, o que poderia acontecer dali a alguns minutos, se naquela noite ela estava esperando ser expulsa da casa dez minutos depois de entrar?

Leroy tinha lhe dado um mês, mas fez questão de esperar que a loira estivesse melhor para ter a conversa marcada para a semana em que Quinn apanhou, o que lhe deu quase um mês a mais.

A loira ainda sentia um pouco de dor nas costas, às vezes, mas nada que ela não pudesse suportar, e já eram raras.

No momento em que Leroy disse que queria esperar que Quinn estivesse bem, a loira pensou que ele só queria poder mandá-la para o hospital ele mesmo, sem nenhuma interferência do que Finn fizera.

Suspirou antes de descer do carro.

– Não é como se ele fosse te matar. – a loira murmurava para si mesma – E, qualquer coisa, você pode implorar. É isso. Qualquer coisa, eu imploro.

Quinn parou na porta e suspirou mais uma vez, antes de tocar a capainha.

– Hey. – Rachel atendeu sorrindo.

– Hey. – a loira sorriu e lhe deu um selinho.

– Vem. Meus pais estão na sala.

– Algum indicio do veredicto do Leroy? – a loira sussurrou.

– Nenhum. – Rachel revirou os olhos – Mas você realmente acha que ele vai continuar sendo contra a gente?

– Nunca se sabe.

– Até quando eu deveria ser forte por você, você estava sendo forte por mim Q. – Rachel sorriu para a namorada – Eu deveria ter cuidado de você no ultimo mês, mas, mesmo literalmente quebrada do jeito que você estava, foi você quem cuidou de mim. E eu nem precisava de cuidados. – reclamou fazendo a loira rir – Vem, eles estão esperando.

Quinn seguiu a namorada até a sala e encontrou os sogros rindo.

– Boa noite. – sorriu.

– Hey Quinn. – Hiram sorriu.

– Fabray. – Leroy disse e Quinn engoliu em seco.

– Leroy. – Hiram repreendeu o marido e revirou os olhos – Você prometeu.

– Certo. – Leroy suspirou – Fabray, escritório. – disse se levantando.

***

– Eu ainda me pergunto por que ela escolheu você. – Leroy disse depois de encarar a garota sentada a sua frente por alguns minutos, e Quinn se sentiu incompetente. Sentia que tinha falhado. – Mas a pergunta tem mudado, ultimamente. A questão tem sido: por que uma Fabray?

– Desculpe, mas não estou entendendo aonde o senhor quer chegar. – Quinn murmurou. A verdade é que ela queria acabar com aquilo logo. E realmente não tinha entendido o quão diferente aquelas perguntas poderiam ser.

– Quinn, eu me pergunto como você pode ser filha do Russel. – Quinn abriu a boca para interrompê-lo e Leroy levantou a mão, pedindo para que ela o deixa-se continuar – Não estou te comparando a ele, estou fazendo exatamente ao contrario. Vocês são os opostos. Mas seu sobrenome ainda diz muito.

– Senh...

– Me deixe terminar. – pediu – Não é por que você é diferente dele, que seu sobrenome não diz em que tipo de lar você cresceu. Deve ter sido difícil pra você se assumir. – ele disse e a loira concordou – Mas, pelo que percebi, sua mãe e sua irmã também não tem nada a ver com o seu pai.

– Não.

– Você lembra do que eu te disse há dois meses atrás?

– Em relação ao que, exatamente?

– Ao que eu queria que você fizesse para me fazer mudar de opinião.

– O senhor queria algo grande.

– Você sabe o que fez de grande. Você se meteu entre a Rachel e o Hudson, impediu que ele fizesse sabe-se lá o que com ela, e levou uma surra por causa disso. Mas qualquer um com o mínimo de senso poderia fazer isso. E talvez ainda conseguisse evitar a parte da surra.

– Sinceramente, a ultima coisa em que eu pensei naquela hora foi agradar o senhor, ou provar qualquer coisa para qualquer um.

– Você só queria o bem dela. – Leroy revirou os olhos.

– Exatamente.

– Você, ao menos, provou ter palavra Fabray. Você disse que não era boa o suficiente para ela, mas se esforçaria para ser o melhor. E você fez isso. Você nunca mais vai me ouvir disser isso, mas, no fim das contas, eu estava errado. O que me fez mudar de idéia em relação a você foi isso.

– O senhor...

– O que me fez perceber que você realmente está disposta a fazer de tudo por ela, foi te ver estar mais preocupada em saber como ela estava do que como você estava. Foi você contar a todos sobre vocês. Enfrentar Shelby. Te ver sorrir por qualquer coisa que ela faça, e visse-versa. O jeito como os olhos de vocês brilham... Eu queria algo grande, mas foram as coisas pequenas que mudaram minha idéia sobre você. Foi você ter ido até o fim com essa historia de me provar que é boa o bastante para a Rachel quando você não precisava. Rachel não ia te deixar, de todo jeito.

– Senhor Berry...

– Indo direto ao ponto. – Leroy não a deixava falar – Você conseguiu Fabray. Me convenceu. Mas, por favor, pare de me chamar de Senhor Berry.

– Tudo bem, Leroy. Desculpe. – ele acenou positivamente – Mas eu quero que o senhor saiba que eu precisava sim fazer isso. Não importa se Rachel ia me deixar ou não. É importante para ela ter sua aprovação.

– Você realmente a ama. – ele sorriu – Mas isso não nos impede de ir para a segunda parte da conversa.

Quinn se arrepiou ao ver o sorriso quase maníaco de Leroy.

***

– Rachel, pare de andar de um lado para o outro. – Hiram pediu – Já esta me irritando.

– Desculpe papai. – ela suspirou – Mas eles já estão lá dentro há quase uma hora. Eu to ansiosa.

– Pelo menos a Quinn não saiu correndo ainda.

– Você acha que o...

– Hey família. – Leroy chamou, se aproximando dos dois e sendo seguido por uma Quinn tão branca quanto fantasma, e com a testa franzida.

– Você está bem? – Rachel perguntou se aproximando da namorada que assentiu positivamente, mas não falou nada.

– Esperamos vocês na cozinha. – Hiram saiu, puxando o marido consigo.

– Mas eu ainda quero... – Leroy começou.

– Você conversa com as duas depois.

– Mas...

– Vamos jantar. E fique quieto. – as meninas ainda ouviram Leroy reclamando e Rachel riu fraco.

– O que foi que ele disse?

– Muita coisa. – Quinn deu um sorriso fraco.

– Ele ainda não aceitou, não é? – a menor suspirou.

– Isso não vai ser problema. – Quinn sorriu verdadeiramente e Rachel lhe abraçou.

– Então, ele disse que... Tudo bem?

– Se estamos bem, sim, tudo bem pra ele. – a loira murmurou e deu um selinho em Rachel.

– E por que você parece... Assustada?

– Não é nada de mais.

– Quinn.

– Ele levou menos de meia hora pra dizer que estava tudo bem em namorarmos. A outra meia hora foi constituída por ameaças.

– Ele não...

– Relaxa. Vamos jantar, e conversamos depois, esta bem?

– Sem meu pai te olhar como se quisse-se te por para assar junto com a parte da refeição que parece mais um assassinato a sangue frio e eles chamam de carne? – Rachel sorriu e Quinn riu.

– Sem ter chance que eu vire parte do jantar, dessa vez.

***

– Oh meu Deus! – Rachel reclamou, virando o rosto – Isso é maldade com o pobre porquinho.

– Você mudaria de idéia se experimentasse.

– Pare de provocá-la!

– Mas eu só estou comendo meu bacon tranquilamente. – Frannie riu.

Havia dois meses que Leroy e Quinn haviam conversado – Quinn ainda tremia ao ver o sogro, e Rachel se perguntava o que o pai havia dito a namorada – e, finalmente haviam conseguido marcar o almoço com os Berrys e as Fabrays que Judy tanto insistia para ter desde aquele dia.

Frannie – que deveria ter voltado para a faculdade há mais de três meses – tinha voltado a morar com a mãe e a irmã e trancado a faculdade por tempo indeterminado, enquanto, de acordo com ela, colocava a cabeça em ordem – Quinn descobrira a quase um mês que Frannie havia engravidado do namorado, e que esse foi o motivo do termino que ela tanto se recusava a contar. Ela só não sabia se o termino havia sido causado por ela ter engravidado, ou perdido o bebê. Apesar de tudo, Frannie estava bem.

As coisas estavam indo bem entre Quinn e Rachel.

As garotas não desgrudavam e Quinn, apesar de tudo, se sentia mais a vontade com Leroy. Mas Rachel ainda reclamava quase todo dia da política de portas abertas. Quinn estava vendo à hora de Leroy expulsa-la de lá novamente por isso, dizendo que ela estava tentando se aproveitar de sua filha. Estava muito mais fácil acontecer o contrario.

Beth parecia cada dia mais feliz morando com as Fabrays e tendo Puck sempre por perto – o que chegou a levar Rachel a uma crise de ciúme, mas nada com que Quinn não pudesse lhe dar – e, certa vez, chegou a chamar Rachel de mamãe – como a judia sempre dizia a ela que seria um dia. – A loirinha riu por mais de cinco minutos enquanto Rachel enchia seu rosto de beijos e Quinn as olhava sorrindo.

– Mas, tia Fran, um porquinho teve que morrer pra você comer isso. – Beth resmungou e Rachel sorriu para ela.

– Isso ai pequena.

– Ah não! Você não vai transformar minha sobrinha em uma comedora de plantas. – Frannie reclamou – Você vai deixá-la fazer isso Quinn?

– Qual o problema? Vegetarianos costumam viver mais. – a loira deu de ombros.

– Não existe um Fabray que não coma bacon.

– Beth pode ser a primeira.

– Vai se juntar a trupe também?

– E largar o bacon? – Quinn riu.

– Bem, de acordo com algumas pesquisas, o apetite sexual dos vegetarianos é... Bom, vai ser difícil você me acompanhar se continuar comendo carne. – Rachel sussurrou no ouvido de Quinn, fazendo a loira ficar vermelhar e engasgar com a saliva – Alem disso, não entendo essa sua fixação por bacon. – Rachel se afastou da namorada e revirou os olhos.

– Por que nunca comeu. – Frannie sorriu.

– E nem vou.

– Nem se eu te desafiar?

– Pare com isso Frannie. – Judy disse, parando de rir da discussão das garotas, enquanto Hiram e Leroy ainda riam fraco – Até parece que Beth é mais velha que você.

– Eu ficava sem essa. – Leroy riu e Hiram lhe deu um tapa no braço.

– Hey!

– Fique quieto.

– Mamãe, da mais salada?

– Por que não pega um pedaço de bacon, Beth? – Frannie ofereceu.

– Não. – a garota balançou a cabeça freneticamente, sentada no colo da mãe – O porquinho.

Frannie bufou e os outros riram.

– Conforme-se Frannie. – Rachel sorriu.

Depois do almoço, todos foram para a sala dos Berry, onde Quinn e Rachel sentaram com Beth no chão, enquanto os outros sentaram nos sofás para conversarem.

– Eu consigo vê-las assim, no futuro. – Frannie disse de repente, chamando a atenção de Hiram, Leroy e Judy.

– Como?

– Vivendo juntas. Com filhos. Elas parecem realmente felizes assim.

– Parecem sim.

Beth levantou e correu até Leroy, que a pegou no colo quando a garota tropeçou.

– Hey loirinha.

– Leroy, eu poço chamar você e o Hiram de vovôs?

– Por que Beth? – Quinn arqueou a sobrancelha.

– Por que, se eu vou chamar a mamãe Rachel de mamãe, os dois vão ser meus vovôs, não é?

– Como ela pensou nisso sozinha? – Judy riu.

– Aposto que não pensou. – Frannie olhou para Rachel.

– Inocente. – a judia ergueu as mãos.

***

– Eu te amo. – Quinn murmurou dando um selinho em Rachel.

Beth havia acabado de dormir, e as garotas deixaram seus pais e Frannie conversando na sala, enquanto foram sentar na parte de trás da casa.

– Eu mais. – Rachel sorriu a puxando para um beijo – O que acha de um mergulho?

– To sem biquíni.

– Como se você não tivesse alguns esquecidos lá em cima. – Rachel riu.

– Se seu pai ouvir isso, pensa besteira e me expulsa daqui.

As duas voltaram para a casa rindo, e foram direto para as escadas.

– Aonde vão? – Leroy perguntou.

– Meu quarto. – Rachel respondeu – E depois, piscina.

– Não façam muito barulho, ok? – Frannie sorriu – Não quero ouvir isso.

– Céus Frannie! – Quinn estava vermelha – Só vamos nos trocar!

– Claro. – Frannie riu.

Quase uma hora e meia depois, as meninas estavam deitadas na beira da piscina, molhadas e sorrindo.

– Vou ver Beth. – Quinn disse e deu um selinho em Rachel – Já volto.

– Ok.

Mal Quinn sumiu da vista de Rachel, Frannie parou ao lado da judia.

– Hey baixinha.

– Você não cansa de me provocar? – Rachel sorriu.

– Não. Precisamos conversar.

– O que houve?

– Ainda nada. Mas eu sei que vai haver Rachel. Você vai machucar Quinn. – Frannie disse e Rachel ficou em pé.

– Por que você acha isso?

– Por que da pra ver que ela esta se entregando a esse relacionamento bem mais que você.

– Não diga besteiras.

– Não é besteira. E se você machucar minha irmã, eu juro que...

– Olha só quem já tava descendo pra pular na piscina também. – Quinn sorriu, com a filha no colo.

– Ta avisada. – Frannie murmurou e virou para Quinn – Deveria ter me avisado. Tinha trazido meu biquíni.

– Não achei que fossemos entrar.

– Cuidado com a água! – Leroy gritou enquanto corria e Quinn riu quando o sogro pulou na piscina, jogando parte da água para fora – Tente melhor! – ele gritou e, segundos depois, Hiram estava na piscina junto com o marido.

– Eu quero ir também. – Beth pediu.

– Vem com o vovô, pequena. – Leroy chamou indo ate a borda da piscina.

– Pensei que você achasse que as duas tinham futuro. – Judy comentou com Frannie, quando as garotas voltaram pra piscina.

– Eu acho. – Frannie sorriu – Mas precisava fazer meu papel de cunhada chata. – disse fazendo Judy rir.

Notas finais
O que acharam? Só tem mais o epilogo... :( Mas ainda tem! Então, comentem! Talvez o epilogo saia amanha. Mas não é certeza.