Notas iniciais
Como assim a Naya casou e eu eu nem recebi o convite!? :O kkk

Quinn tentou abrir os olhos, devagar.

Se sentia mole, sem forças ate mesmo para ficar acordada. Se seu tempo com as Skanks já não tivesse passado, ela poderia jurar que estava drogada novamente.

E com esse pensamento, ela se obrigou a abrir os olhos.

Aquilo tudo não poderia ter sido um sonho. Ela não poderia estar drogada.

Rachel a tinha tirado daquele inferno, certo?

Rachel tinha praticamente obrigado Quinn a largar todos os vícios que estava criando meses depois de dar a luz a Beth.

Elas tinham se tornado amigas, Quinn se declarou para Rachel em um minuto de desespero, e elas estavam namorando, mesmo que o pai de Rachel a odiasse por causa do seu pai. Essa era a vida de Quinn. Ela não poderia ter imaginado tudo aquilo. Não poderia estar delirando. Provavelmente acabaria em depressão se estivesse.

Sua vida estava perfeita de mais para voltar a ser o que era durante o segundo ano.

Ela tinha Rachel e Beth agora, não tinha? Ela estava implorando á Deus para ter.

– O que você tinha na cabeça Fabray? – Rachel gritou assim que percebeu que a loira acordara e, por mais que a namorada estivesse histérica e Quinn se sentisse quebrada, a loira suspirou ao ouvir a voz da judia – O que você achou que estava fazendo saindo desse quarto? Ainda mais com o Finn lá fora? Como diabos você conseguiu andar com esse pé quebrado?

– Calma Rachel.

– Não peça para eu me acalmar papai! Quem sabe o que Finn poderia ter feito com ela? Ou o que poderia ter acontecido enquanto ela tentava sair daqui? E se ela caísse e batesse a cabeça? Ou...

– Como vocês entram todos aqui? – Quinn murmurou, interrompendo Rachel, enquanto encarava as pessoas que enchiam o quarto do hospital.

– Passamos pela porta. – Santana revirou os olhos.

– Vá à merda Santana.

– Você ta preocupada em como estamos todos aqui? Você deveria estar preocupada se vai sair daqui, Fabray!

– Rach. – Quinn tentou esticar o braço e gemeu de dor, finalmente reparando no gesso.

– Você quebrou o ombro quando Finn te empurrou na parede. – Rachel murmurou segurando a outra mão da loira.

– Hey, baixinha, não chora. – Quinn pediu ao ver os olhos já inchados da diva lagrimejarem – Eu vou ficar bem.

– Ela já acordou? – Leroy perguntou, entrando no quarto.

– Acabou de acordar. – Judy respondeu.

– Ótimo. – Leroy disse se aproximando da nora – Rachel, abaixe a voz. Acho que o hospital inteiro te ouviu gritar.

– Desculpe.

– Fabray, deveriam te internar em uma clinica psiquiatra, e não aqui. O que acha que foi fazer lá fora?

– Desculpe. Eu só...

– Não peça desculpa pra mim. Peça pra si mesma. – Leroy suspirou – Você deu sorte. Com as costas quebradas e aquela pancada na parede, você podia ficar paraplégica.

O quarto ficou em silencio por alguns minutos.

– Bem, Quinn já acordou, e eu tenho que ir pra casa dormir um pouco, por que segurar quatro turnos é impossível, e eu já to fechando o segundo e pego amanha de manha de novo. Então, só um vai poder ficar agora.

– Eu vou ficar. – Rachel disse antes que qualquer outro pudesse pensar em responder.

– Nada disso. – Hiram negou – Você tem aula amanha. Tem que descansar.

– Mas...

– Sem mas, Rachel. – Quinn disse e a judia a encarou – O seu pai está certo.

– Eu quero ficar com você Quinn. – a judia choramingou.

– Você pode passar aqui amanha de manha para ver como eu estou antes da escola. E pode passar aqui depois da aula também, se eu ainda não estiver em casa. Mas você tem suas coisas pra fazer.

– Não espere sair daqui essa semana Fabray. – Leroy arqueou a sobrancelha e Quinn suspirou.

– Isso é uma droga.

– Sem reclamações. – Frannie sorriu para a irmã – Eu fico com ela.

***

Assim que o carro parou, Rachel pulou para fora e correu para a casa, indo direto para o seu quarto e batendo a porta.

– Esse dia foi cheio. – Leroy suspirou, se jogando no sofá.

– Nem me diga. – Hiram ainda encarava as escadas – Eu vou falar com ela.

– Não. Deixa que eu vou. – Leroy levantou e deu um selinho no marido – Ela vai querer saber mais sobre como Quinn está.

– Ela vai ficar bem, certo?

– Vai sim. A garota é forte. Eu disse que ela não sai essa semana, mas não duvido nada que eu já possa dar alta para ela em dois ou três dias.

***

Rachel deitou e se agarrou aos travesseiros, chorando descontroladamente.

Era sua culpa. Tudo o que ela sabia, naquele momento, era que Quinn estava no hospital por sua culpa.

Se tivesse pedido a ajuda de seus pais, ou... Talvez se tivesse contado para alguém que Finn estava ameaçando ela e Quinn, aquilo poderia não estar acontecendo.

Mas ela tinha ficado com medo.

– Eu tinha que ser a porcaria de uma covarde. – resmungou.

– Rachel? – ouviu Leroy batendo na porta – Abre a porta filha.

– Me deixa sozinha pai!

– Rach... – o homem suspirou – Por favor. Eu preciso falar com você. – Rachel ficou em silencio e Leroy resolveu apelar para a mentira – Tem algumas coisas sobre Quinn... Bem, eu não disse tudo.

A porta estava aberta menos de cinco segundos depois.

– É pior do que o que o senhor contou, não é?

– Não. Só queria que você abrisse a porta. – Rachel revirou os olhos e voltou a deitar.

– Me deixa dormir um pouco.

– Você não quer conversar?

– Sobre o que?

– Sobre o que aconteceu. Talvez... Finn tentou te agarrar, não foi?

– Eu to bem com isso. Quero dizer... Ele não conseguiu nada, realmente.

– Mas...?

– Isso é tudo minha culpa. É minha culpa e Quinn sabe disso. E ela... Ela esta brava comigo.

– De onde você tirou isso?

– Não é obvio? É claro que ela não quis que eu ficasse com ela hoje por que esta com raiva.

– Filha. – Leroy riu – Não foi sua culpa, e Quinn sabe muito bem disso.

– É minha culpa sim. Finn... Eu poderia ter evitado. E se... E se Quinn terminar comigo?

Leroy deitou ao lado da filha e a abraçou, deixando que ela chorasse agarrada a sua camisa.

– Ela vai ficar bem, não vai? – Rachel perguntou entre soluços.

– É claro que vai. – Leroy murmurou – Não se preocupe.

***

– Como ela esta? – Hiram perguntou assim que o marido deitou ao seu lado na cama.

– Dormiu. – Leroy respondeu o abraçando – Ela esta se culpando.

– O único culpado é o Hudson.

– Eu disse isso a ela. Mas você conhece a Rach. Quando ela põe uma coisa na cabeça... – Leroy suspirou – O pior é que ela acha que Quinn a culpa também.

– Por quê?

– Por que Quinn disse para ela vir para casa. Acha que a Fabray vai terminar com ela.

– Que idiotice. Quinn a ama!

– Eu sei. E isso me assusta. – confessou.

– Te assusta?

– Quinn esta roubando nossa menininha Hiram!

– Meu Deus, Leroy! – Hiram riu e se virou de frente para o marido – Você deveria ficar feliz que Rachel encontrou alguém que a ame tanto quanto nós. E que ela ame também.

– Você diz isso até a Fabray a tirar de casa.

– Você sabe que Rachel vai se mudar no ano que vem Leroy. Ela vai pra NY e, se Quinn for com ela, eu acho que seria ótimo.

– Como assim, ótimo?

– Você viu o que essa garota fez hoje Lê. Rachel estaria segura com ela. Um pouco mais segura, pelo menos. E Rach teria companhia. Você achou que Rachel seria sua menininha para sempre?

– O máximo possível.

– Lê, deixe a menina viver, sim?

– Eu ainda quero conversar com elas.

– Leroy... – Hiram suspiro.

– Prometo ser bonzinho. – Leroy piscou para o marido e o beijou.

– Promete?

– Humrum. – Leroy murmurou fazendo uma trilha de beijos do queixo para o pescoço do marido.

– A Rach ta em casa.

– E?

– Se ela acordar a culpa é sua. – Hiram suspirou.

***

– Como você esta se sentindo?

– Como se tivesse levado uma surra. – Quinn tentou sorrir para a irmã.

– Você entendeu.

– Estou bem.

– Pelo amor, Quinn! Você obviamente não está bem. O que eu quero saber é onde doe mais.

– Eu realmente estou bem Frannie.

– Claro. – a mais velha revirou os olhos.

– Eu estou preocupada é com a Rachel. Finn tentou agarrar ela, e... Eu não sei como ela vai reagir.

– Converse com ela amanha.

– Eu vou.

– Q? – Frannie chamou após alguns minutos.

– Hum? – a loira respondeu sonolenta.

– Você a ama, não ama?

– Muito.

– Leroy ainda encrenca com você?

– Pelo menos não me compara mais ao Russel. Não com freqüência.

– Eu amo você loirinha. – Frannie sorriu, dando um leve beijo na testa da irmã.

– Também te amo loirona. – a mais nova respondeu fazendo Frannie rir.

Não demorou muito para que Quinn dormisse, enquanto Frannie velava o sono da irmã, como costumava fazer quando as coisas ainda eram tranqüilas na sua família.

Frannie lembrava de ter passado varias horas por noite olhando a irmã dormir. Principalmente quando a menor tinha pesadelos.

– Eu realmente não consigo te proteger de tudo. Acho que falhei com isso. – Frannie suspirou e sorriu para a irmã – Mas tenho orgulho do que você se tornou Q. E você não precisou da irmã mais velha e coruja para isso.

***

– Cadê a mamãe? – Beth resmungou, sentada no colo da avó, que tentava faze-la dormir.

– Sua mãe esta dodói Beth. Não vai poder vir para casa hoje. – Judy respondeu pela quarta vez nos últimos quinze minutos.

– Ela me deixou também?

– Do que você ta falando?

– A mamãe me deixou, igual à Shelby, não foi?

– Claro que não. Não fale besteiras.

– Shelby sempre disse que Rachel é filha dela, por que nasceu dela, mas eu não. Eu nasci da mamãe?

– Nasceu sim.

– E ela tem foto comigo na barriga dela? – os olhos da menina brilharam.

Sempre que Beth perguntava para Shelby por que não era filha dela, já que essa sempre deixou claro não ser, a mulher respondia que a garota não havia saído de si para ser sua filha, e que Rachel era sua única e verdadeira filha. Como se ela tivesse se importado.

– Algumas.

– Eu posso ver?

– Amanha.

– Junto com a mamãe?

– Não sei pequena. Acho que sua mãe vai passar mais alguns dias no hospital.

– Mas eu só gosto de dormir com a mamãe.

– Nem se eu colocar um filme?

– Só com a mamãe. – a garota balançou a cabeça e Judy riu, lembrando de como Quinn costumava fazer o mesmo.

Naquele momento, não importava o quão manhosa ela estava sendo. Sua neta estava chamando por sua filha caçula. A garota era tão parecida com a mãe, que Judy acharia estranho, se não achasse fofo.

Judy quase filmou aquilo para mostrar a Quinn.

Por mais bobo que parecesse, aquilo significa algo.

Beth havia se apegado a Quinn, mal conhecendo a garota.

– Tal mãe, tal filha. – Judy murmurou sorrindo.

Notas finais
Ta chegando no final... :( E ai, o que acharam?