Change of Plans

3 You're gonna have to face it


Notas iniciais
N/M: olá pessoal, postagem de hoje por mim, Mahh, espero que gostem. N/C: Obrigada pelos reviews e espero que gostem de mais esse capítulo. Boa leitura.

“Vamos logo, Rach.” Noah resmungava aflito andando atrás da namorada.

“Se acalme, Noah.” Ela respondeu irritada enquanto corria para terminar de se vestir

“O que tanto você faz?”

O rapaz entrou agitado no quarto e mostrou uma desenvoltura incrível junto a um reflexo impressionante, no momento em que desviou da bolsa da pequena que voava na direção de seu rosto.

“Rachel!”

“Pegue-a pra mim e vamos logo!”

A baixinha ordenou e soltando um longo suspiro deixou o quarto a passos duros. Seu namorado ficara sem entender a extrema mudança de humor da mulher. A agitação e pressa presentes na situação e no homem eram fruto de uma ligação que acabara de receber de seu cunhado. Ele informou com empolgação que sua esposa, irmã de Noah, acabara de entrar em trabalho de parto.

O homem ficara radiante e tão quanto empolgado por conta disso. E essa explosão e mistura de sentimentos o impedira de reparar o quão frágil e sensível sua namorada estava naquele momento. Pouco antes de ele chegar ao apartamento dela, Rachel tentava conter algumas lágrimas confusas que caíam de seus olhos.

Assim que chegaram ao hospital, o moreno segurou forte a mão de sua namorada e começou a se agitar ainda mais em antecipação. Ela então tomou a frente buscando por informações de sua cunhada. Ele sorriu docemente em agradecimento e deu um beijo demorado na têmpora de sua garota, em poucos minutos os dois foram encaminhados até a sala de espera da maternidade.

“Se acalma, gatinho.” Rachel acariciou o rosto do namorado que a encarou com os olhos esperançosos.

“Eu adoro crianças.”

“E você é ótimo com elas.” Ela pontuou e sorriu carinhosa.

“Teremos algumas, algum dia?” Perguntou um pouco mais calmo.

“Algumas? Quantas? Não muitas, certo? Duas acho que já está ótimo! Não precisaremos de mais do que dois filhos, pois teríamos que comprar uma minivan. E eu sei o quanto você odeia esse tipo de carro. E acho um pouco difícil conseguirmos dar a mesma atenção pra mais de dois filhos, afinal, o terceiro pode estar precisando de algo enquanto estamos entretidos cuidando dos outros dois. Tenho medo de errar como mãe; tenho medo de não saber...”

Noah a interrompeu unindo seus lábios demoradamente aos dela. Deu uma atenção especial ao lábio inferior e o sugou com propriedade, deixando ali mais um selinho se afastou com um enorme sorriso no rosto e percebeu sua namorada suspirar profundamente.

“Teremos dois, está ótimo pra mim.”

Rachel sorriu de leve, estava sem palavras. Eles possuíam uma cumplicidade aparente. Porém em alguns momentos ela não sentia como se ele realmente a entendesse. Aquele havia sido mais um desabafo do que um monólogo, onde a pequena simplesmente solta todas as palavras e questionamentos sobre um determinado assunto. Aquilo realmente a assustou, porém ela sabia que seria cobrar demais exigir que seu namorado percebesse que havia algo de errado em um momento em que ele mesmo estava tão entorpecido em sua alegria.

“É um garoto, Puck.” O marido de Carol apareceu na porta com o rosto coberto de lagrimas e um sorriso inabalável no rosto.

“Um garoto, Rach. É um garotão lindo.”

Os dois levantaram-se rapidamente e correram para abraçá-lo. Trocaram um olhar significativo pelas costas do cunhado e foi nesse momento que o moreno pôde perceber que havia algo além incomodando sua garota. Porém ele não iria abordar esse assunto agora, pois nem era o local, nem o momento apropriado para isso.

Assim que receberam permissão do médico entraram no quarto em que Carol estava com o pequeno bebê no colo. Aproximaram-se lentamente e os olhos de Noah marejaram com a primeira imagem de seu sobrinho. Era surreal para ele e ter Rachel ao seu lado, naquele momento, estava sendo realmente fantástico.

“Que padrinho mais babão você tem, Kevin.” Carol riu ao ver a expressão confusa no rosto do irmão.

“Padrinho, mas como assim?”

“Vocês certamente nos darão essa honra.” Noah encarou o cunhado que o olhava com um sorriso convencido no rosto.

“Uou!” O moreno exclamou alto. “Com certeza, não é Rach?”

“Eu...” Ela gaguejou ao sentir os três pares de olhos esperançosos apontados para seu rosto.

“Na verdade, não seria melhor alguém mais próxima da família, alguém da sua família Tomy?” Ela encarou o cunhado ignorando o olhar completamente incrédulo de seu namorado ao seu lado.

”Ou até mesmo a San. Ela é irmã de vocês e eu não quero que isso seja como uma afronta a ela. Isso pode chateá-la de alguma maneira. Ela tem um temperamento forte.”

“Rach...” Antes que Noah pudesse falar alguma coisa sua irmã o interrompeu.

“Entendemos que foi pega de surpresa, Rach.” Carol forçou um sorriso simpático. “O convite continuará de pé amanhã. Pense um pouco e nos responda. Sem pressão, ok?”

Rachel assentiu com a cabeça e abriu um fraco sorriso. Aproximou-se do pequeno bebê e deixou em sua bochecha um beijo carinhoso. Fez o mesmo com os dois cunhados e saiu do quarto. Poucos minutos depois sentiu a presença de Noah atrás de si. Ela virou-se para encará-lo e percebeu que ambos estavam hesitantes naquele momento, não sabendo como iniciar uma conversa o moreno apenas ofereceu.

“Irei buscar um café antes de irmos, quer um copo?”

A pequena assentiu com a cabeça e se jogou no sofá da sala de espera enquanto acompanhava com os olhos os passos de seu namorado afastando-se.

Alguma coisa havia entrado em choque em seu interior, no momento em que se viu em uma responsabilidade tão complexa de aceitar batizar o pequeno Kevin, mas o choque mascarando a decepção por trás dos olhos acinzentados de Noah praticamente a fizeram reconsiderar a decisão tomada em um reflexo.

Porém seu corpo não reagia aos pedidos de sua mente em voltar atrás naquela cena, no mínimo estúpida, que havia acabado de protagonizar minutos atrás. Ela deitou o rosto nas mãos e respirou fundo repassando os últimos momentos em seu pensamento. Ao mesmo tempo em que queria aceitar, algo dentro de si, bem no fundo, dizia que não seria melhor decisão.

Noah caminhou um pouco perdido até encontrar a máquina de café indicada por seu cunhado. Ele tentou manter a mente vazia, porém estava muito confuso com as atitudes contraditórias de Rachel nas últimas horas. Ele então parou atrás de um homem alto que dava algumas tapas na máquina de café enquanto resmungava alguma coisa inaudível.

“Algum problema aí, cara?” Noah perguntou parando ao lado do homem.

“Esta porcaria de máquina engoliu meu dinheiro e não está saindo nenhuma gota de café. Minha noiva deve estar pensando bobagem por conta de minha demora.”

“Mulheres e maquinas...” Noah abriu um sorriso convencido. “Precisamos de anos de estudos para entendê-las.” Ele desconectou alguns fios atrás da maquina de café e os re-conectou em ordem diferente. “E ainda com anos de experiência, sempre acabamos culpados quando algo sai errado.”

O moreno sorriu orgulhoso quando o liquido preto começou a preencher o copo do rapaz mais alto ao seu lado.

“Obrigado, cara. Agora que arrumou a máquina, será que poderia me ajudar com a minha mulher?” Os dois riram abertamente e o mais alto estendeu a mão.

“Finn Hudson.”

“Noah Puckermann.” Ele aceitou e o cumprimentou sorrindo. “Na verdade eu ia te fazer uma proposta parecida. Já que te ajudei com a máquina, você poderia me ajudar com a minha mulher?”

“Qual o problema?” Finn sorriu de lado dando um gole no café enquanto Noah enchia seus copos.

“Não sei, esse é o problema, não saber.” Deu de ombros.

“Isso é mal, cara.” Finn resmungou e recebeu um olhar reprovador de Noah. “Ei, mas converse com ela. Tente entendê-la. Procure ver o lado dela da situação, isso pode ajudar.”

“Você falou como uma garota.” Noah debochou rindo.

“Apenas repeti as palavras que a minha garota disse a pouco pra mim.” O mais alto deu de ombros. “Pode ser que você ainda tenha chance de consertar essa situação.”

“Obrigado.” Noah sorriu apertando o ombro de Finn. “Tentarei, e melhoras... Quer dizer, está tudo bem? Afinal você está em um hospital e levando sermão da mulher, não deve ser boa coisa.”

“O irmão dela sofreu um acidente e passou por uma cirurgia. Graças a Deus está fora de perigo. Ela está no quarto com ele, pois temos que entrar lá separados. Um de cada vez. Como disse o doutor asiático.”

“Graças a Deus, mesmo. Espero que dê tudo certo, cara. Boa sorte e tente entender mais sua garota.” Noah piscou com um sorriso malandro entre os lábios enquanto Finn retribuiu um sorriso e ergueu o copo saudando o rapaz que se afastava.

Assim que caminhava de volta, Puckerman recebeu uma mensagem de Rachel, a morena apenas disse que o esperaria no carro. Ele rapidamente mudou o trajeto e a encontrou. Entregou o café com um sorriso fraco entre os lábios e ligou o carro. O trajeto para a casa de Rachel foi resumido em um silêncio realmente incômodo. Nenhum dos dois sabia como começar o assunto que rondava o pensamento de ambos.

Logo entraram, ainda em silêncio, na casa da pequena e Noah não sabia como agir. Normalmente ele se espalharia no sofá e esperaria que sua namorada fosse ao seu encontro. Ela sentaria em seu colo e eles conseguiriam ter a conversa naturalmente. Aconteceria com alguns típicos dramas dela, mas rapidamente conseguiriam se acertar. Rachel suspirou e se sentou em uma cadeira na ponta da mesa de jantar, o moreno a seguiu e se sentou na cadeira ao lado. Nada parecido com o costumeiro.

“Não sei como começar essa conversa.” Ela fechou os olhos. “Mas me desculpe, eu não estava me sentindo confortável com o convite, afinal sua irmã não chegou a comentar sobre isso com nós dois em nenhum momento antes. Fui pega de surpresa e não acho que tenha sido uma decisão racional dela, pois acredito que ela pode se arrepender de deixar a irmã de vocês, de alguma maneira, fora disso. Só acho que ela irá repensar essa decisão e assim evitamos constrangimentos.”

“Para quem não sabia como começar essa conversa você se saiu muito bem.”

Ele sorriu tentando descontrair a situação. Ela riu fraco, mas rapidamente fechou a expressão, repreendendo-o.

“Noah, por favor.”

“Acho que o constrangimento já foi causado.” Ele deu de ombros. “Aconteceu alguma coisa hoje pra você estar se sentindo dessa maneira? Percebi que não está bem, mas juro que não consigo enxergar o que fiz de errado.”

“Pensei que não havia percebido.” Os dois se encararam por alguns instantes. “Sim, aconteceu, mas você não teve nada a ver com isso.”

“Você pode me dizer?” Ele segurou a mão da morena em cima da mesa e a olhou nos olhos. Seus olhos acinzentados eram de uma intensidade imensa.

“Tive um pequeno susto essa semana, mas está tudo bem.”

“Tem certeza?”

“Sim.”

“Me conte o susto.”

“Não é importante.”

“Tudo que diz respeito a você é importante.”

Noah se levantou e curvou-se atrás da cadeira em que ela estava sentada abraçando-a carinhosamente. Rachel sorriu e fechou os olhos. Aconchegou-se entre os braços fortes que a envolveram e virou o rosto para selar seus lábios nos dele.

“Está tudo bem, amor. Agora só quero me sentir assim, protegida entre seus braços. Está bem?”

“Você me deixa te proteger assim? Sempre?” Ela concordou com a cabeça e ele continuou. “Eu te amo, meu amor.”

“Eu te amo.”

Ela respondeu e levantou-se. Os dois deram um beijo demorado e lento. Despejando nele todas as esperanças de que o relacionamento desse certo. Rachel deu vários selinhos em seu namorado quando o beijo acabou e deu uma sugestão que o moreno achou fora de série.

“O que você acha de assistirmos um filme e comermos brigadeiro? Eu posso fazer. Nunca mais fizemos isso. Diz que sim vai.” Ela pediu manhosa. Ele fez uma cara de desânimo, mas era tudo cena. A idéia também o empolgara.

“Não sei, Rach. Tô cansado.”

“Ah.” Ela disse, dando-se por vencida e abaixando os ombros numa expressão de tristeza.

“Claro que eu quero, minha gatinha manhosa.”

Ele agarrou-a, erguendo-a nos braços e correndo em direção a cozinha. Ela soltou uma gargalhada gostosa de ouvir no momento que ouviu as palavras e sentiu os braços de Noah envolvê-la e erguê-la rapidamente. Os dois prepararam o brigadeiro de panela e tomaram um banho, que deveria ser rápido, enquanto o prato esfriava.

Durante o banho, os dois trocaram carícias e beijos. Quando enfim terminaram, assistiram até adormecer quase todos os filmes musicais que a morena tinha em casa. Sempre juntos no final do dia.

Notas finais
N/C: Até o próximo.