Change of Plans

4 Everything I Do, I Do It For You


Notas iniciais
N/C: Agradeço a todos pelos comentários nos capítulos anteriores e por todo o carinho com a história. Espero que curtam essa dose de Fuinn. Boa leitura!

Finn e Quinn chegaram ao hospital em tempo recorde. Desceram do carro e deram as mãos, indo juntos em direção à entrada do hospital geral da cidade. O lugar era imenso e possuía cerca de seis prédios. Os dois ficaram meio perdidos, até que o homem notou uma placa luminosa com os dizeres “Emergência”. Então, dirigiram-se ao prédio que ficava a direita da entrada principal.

Assim que entraram, a loira foi mais que depressa à procura de informações. Seu noivo a seguiu, tentando em vão acalmá-la.

“Olá, em que posso ajudá-los?” A jovem recepcionista de cabelos ruivos e olhos grandes, cumprimentou-os com bastante entusiasmo.

“Eu gostaria de uma informação sobre um paciente. Eu sou irmã dele e recebi um telefonema dizendo que ele sofreu um acidente e estava sendo encaminhado para cá.” Ela falou tudo em um fôlego só e seu noivo colocou uma mão em seu ombro, acariciando-a.

“Preciso do nome dele, senhora.”

“Sebastian Fabray.”

“Só um minuto. Irei verificar.”

“Ok.”

A mulher de semblante e jeito engraçado buscava no computador dados sobre o paciente em questão. Quinn olhava-a com olhos inquietos e Finn, por sua vez, ainda insistia em tentar acalmá-la. Beijou o topo de sua cabeça e disse:

“Tudo ficará bem, meu amor.”

Ela aconchegou-se em seus braços e ele a envolveu num abraço terno e carinhoso. A recepcionista enfim conseguiu os dados e dirigiu a fala aos parentes.

“A senhora é o quê dele?”

“Sou irmã.”

“Bom, senhora Fabray, seu irmão deu entrada aqui no hospital há mais ou menos duas horas. Neste momento ela está sendo submetido a uma cirurgia, mas está fora de perigo.”

A loira estava agora em um misto de sentimentos. Estava preocupada com a operação, porém só em saber que ele estava fora de perigo, ela pôde suspirar aliviada.

“Quando poderemos vê-lo?” Dessa vez foi Finn quem falou.

“Terão que aguardar o chamado do médico.”

“Ok.”

Finn puxou a noiva para sentarem em um pequeno sofá na sala de espera. Ele sentou-se e ela fez o mesmo, descansando a cabeça em um dos ombros dele. O homem prontamente envolveu um braço ao redor dos ombros da mulher e depositou um beijo carinhoso no topo de sua cabeça.

O tempo passava vagarosamente e Quinn já ficava impaciente e novamente preocupada. Depois de algum tempo esperando notícias, enfim elas chegariam. Um doutor com traços asiáticos adentrou a sala e perguntou sobre os familiares de Sebastian Fabray. Os dois levantaram-se rapidamente e o jovem médico, pouco mais velho que Finn, dirigiu-se até eles.

“Olá, eu sou o cirurgião Michael Chang. Fui responsável pela cirurgia de Sebastian.” Estendeu a mão, primeiro para Finn e em seguida para Quinn. Eles o cumprimentaram e olharam-no com olhos esperançosos.

“A cirurgia foi um sucesso. Ele fraturou alguns ossos. Ainda está bastante frágil, porém, agora definitivamente, está fora de perigo. Terá que passar alguns dias internados e depois será liberado.”

“Muito obrigada, doutor.” O homem agradeceu ao médico, que prontamente fez questão de lembrá-lo que aquele era seu trabalho.

“Eu poderia vê-lo?” Quinn perguntou esperançosa e ansiosa para ver e constatar com seus próprios olhos que Sebastian estava bem.

“Claro, mas um de cada vez.”

“Sim.” Ela concordou e virou-se para seu noivo. “Eu irei primeiro, Finnie. Tudo bem de você ficar aqui sozinho?”

“Claro, meu amor. Irei tomar um café por enquanto.”

Os dois despediram-se com um beijo casto e foram para caminhos distintos. O homem foi para o lado esquerdo do hospital. Na tentativa de achar a máquina de café. Já a mulher, seguiu o médico até o quarto em que seu irmão estava internado.

“Não o agite, ok? Ele precisa repousar agora. Passe o mínimo de tempo. Se precisar de qualquer informação a mais pode me chamar.”

“Pode deixar, doutor Michael.”

O jovem foi embora e a mulher adentrou o quarto. Ao ver Sebastian deitado, porém acordado, ela sorriu largamente para ele. O rapaz retribuiu o sorriso, mas, como estava sem muita força, não conseguira mostrar a mesma intensidade.

“Que bom que você está bem!” Ela andou até ele e o abraçou, um pouco forte demais.

“Ai.” Ele gemeu.

“Desculpas, Seb. É que eu estava muito preocupada com você.”

“Eu sei, Q.”

“Então, está sentindo alguma dor? Quer que eu chame o médico?”

“Estou sentindo umas dores sim, mas não, não chame o médico. Eles me explicaram que quebrei alguns ossos e tenho que me acostumar a ficar quieto.” Ele fez uma careta de dor enquanto se mexia. Ela o ajudou.

“Ei, não se esforce, cara.”

Falou brava e ele sorriu. Os dois não conviviam muito, mas sempre que dava, os irmãos Fabray saíam juntos. Saíam para pedalar, para jantar e às vezes só para conversar mesmo. Um era a família do outro naquela cidade. Sebastian trabalhava como professor de educação física. Gostava de praticar esportes de tudo quanto era jeito. Vivia sempre se expondo ao perigo.

“Bom, eu tenho que ir, pois o Finn também quer te ver e o médico disse para eu não demorar. Porém quando você tiver alta, eu virei te buscar e você passará alguns dias na minha casa.” Ele abriu a boca para protestar, mas a irmã já estava na porta. “Tchau, Seb.”

Ela saiu da sala com uma sensação de alívio pela qual esperou àquelas horas todas. Encontrou Finn bebendo seu café na sala de espera. Quando ela a viu, levantou-se e andou em sua direção.

“Como ele está?”

“Bem. Eu o disse que o levaria para casa e já vi que ele irá se opor.”

“Não se preocupe com isso agora. O importante é que ele está bem.”

“Claro que sim. Finn, muito obrigada, ok? Por tudo. Por me apoiar e me consolar. Por ter ficado comigo até agora e por sempre, sempre, ficar ao meu lado. Independente de tudo.”

“Você é minha noiva. Tudo que eu sempre quis na vida. Como posso não cuidar de você, amor? É o que eu mais gosto de fazer. Não me agradeça por isso, ok?”

Ele ergueu o queixo bem desenhado da mulher e selou seus lábios. Era um beijo calmo e cheio de carinho. Os dois entrelaçaram as mãos e logo o beijo foi encerrado com vários selinhos. O homem caminhou até o quarto do cunhado para vê-lo e trocar algumas palavras com ele. Quinn, por sua vez, ficou sentada na sala de espera, pensando em o quanto era bom ter Finn ao seu lado. O quanto aquilo a acalmava e a fazia sentir bem.

Em pouco tempo seu noivo já estava de volta e os dois partiram para o carro. Andaram juntos, de mãos dadas até o veículo. Quando entraram o homem foi surpreendido pela mulher, que lhe arrancou um beijo. Os lábios de Quinn buscaram o de Finn apressadamente. Ele correspondeu com a mesma intensidade, colocando as mãos na cintura dela e apertando o local. Os dois continuaram com os beijos até que a loira afastou-se lentamente de seu noivo.

Ela colocou as pequenas mãos no rosto do grandão e o olhou nos olhos. Seus olhos de avelã esverdeados eram de uma intensidade suprema. A mulher realmente ficara mexida com a prova de amor e acima de tudo de amizade que obtinha dia após dia de seu noivo. Sua voz soou rouca quando pronunciou as palavras.

“Eu te amo, Finnie.”

“Eu também te amo, Q.”

Finn dirigiu rapidamente até o apartamento dos dois. Entraram no elevador trocando beijos e carícias. Quem sabe conseguiriam terminar o que começaram mais cedo? Apesar de estarem exaustos, o desejo ali presente falou mais alto. Quando chegaram ao andar desejado, o homem tratou de abrir a porta. Encostou Quinn a ela e enquanto a beijava, tentava, com fracasso, abrir a fechadura. Separaram-se um pouco, apenas para que o homem conseguisse realizar a ação e depois voltaram a se beijar.

“Mas o que é isso? Lucy Quinn Fabray!”

A voz inconfundível de Russel Fabray soara pela enorme sala de visitas do casal, fazendo com que a jovem mulher virasse de pronto para ele. Finn corou violentamente e tentava esconder, esticando a camisa, sua nítida excitação.

“Pai, mãe? O que fazem aqui? Souberam do Sebastian?”

“O quê? O que aconteceu com o Seb?” Judy perguntou.

“Não tente nos enrolar mocinha. Eu não posso acreditar no que os meus olhos viram, Quinn. Que pouca vergonha.”

“Ora, papai, não sejamos hipócritas. Finn é meu noivo e nós iremos nos casar. Você sabe muito bem que moramos juntos. O que acha que fazemos? Brincamos de boneca?”

“Meu Deus.” Ele olhou para ela incrédulo, enquanto Judy e Finn expressavam um sorriso tímido no rosto.

“Enfim, mãe, o Seb sofreu um acidente, mas está tudo bem. Acabamos de voltar de lá.”

Ela andou até sua mãe e a abraçou. Russel andou até Finn e começou a analisá-lo com um ar de superioridade. O jovem estendeu a mão para ele, que depois de muito analisar, apertou-a.

“Podemos ver seu irmão?” O chefe da família Fabray perguntou.

“Sim, mas creio que não hoje. O horário de visitas já acabou.”

Finn andou até a sogra que prontamente o recebeu com um abraço carinhoso e terno. Ele sentou-se ao lado da noiva, entrelaçando suas mãos. Quinn insistiu em saber o motivo da visita.

“Se não sabiam do ocorrido ao Seb, o que os trouxeram aqui?”

“Bem, seu pai e eu estivemos pensando em nos mudar para New York. Primeiro, pois gostaríamos muito de passar mais tempo com vocês e com o Sebastian e depois, pois seu pai pretende expandir os negócios para cá.”

“Sim, sei. Que bom. Pretendem comprar um apartamento aqui?”

“Sim, aqui no condomínio. Eu amei o apartamento de vocês dois. Muito elegante e moderno.”

“Obrigada, senhora Fabray. Quinn e eu pensamos em tudo juntos.” Olhou para a noiva com um sorriso bobo no rosto.

“Vejo que estão muito felizes, não é mesmo?”

“Sim, mamãe, muito.” Quinn o olhou com o mesmo olhar abobalhado. Os dois aproximaram os rostos e deram um selinho. Russel contorceu o rosto e resmungou.

“Ah, chega dessa melação e arrumem-me um quarto que eu preciso dormir. Não consegui pregar o olho naquele maldito avião.”

“Claro que sim, pai. Venha eu vou mostrar o quarto para vocês poderem descansar.”

Ela os levou para um enorme quarto de hóspedes que ficava no mesmo corredor de seu quarto com Finn. Aquela noite estava perdida. Os dois não fariam mais nada. Tanto por que os pais da mulher estavam presentes, tanto por que os dois estavam exaustos. Tomaram banho e deitaram juntos na cama.

Quinn encolheu-se envolta aos braços de seu noivo e os dois dormiram na popular “conchinha”. A mulher suspirou feliz por tudo ter dado certo. Seu irmão estava fora de perigo e bem. Logo estaria ali em sua casa, junto com seus pais e com Finn. Seria a perfeição para a loira. Ela aconchegou-se mais perto dele e finalmente pegou no sono. Dormindo tranquilamente naqueles braços protetores.

Notas finais
N/C: Leitores fantasmas, apareçam para dar um oi :3 Beijoooos.