Change of Plans
12 You put me up and down
Notas iniciais
“Então Santana definitivamente não quis se juntar a nós para o jantar, gatinho?” Rachel perguntou enquanto caminhava de mãos dadas com o namorado.
“Ela disse que estaria do outro lado do navio, onde está acontecendo algum tipo de festa, não entendi muito bem, mas acho melhor assim.”
Puck sorriu e agarrou a cintura de Rachel, encostando-lhe em uma parede e juntando seus lábios em um beijo deliciosamente roubado. A morena riu surpresa, mas o acompanhou levando as mãos a nuca do namorado e o puxando mais pra si. Assim que encerraram o beijo com alguns selinhos, o homem agarrou de lado a cintura da morena e voltou a caminhar normalmente com ela, com uma expressão convencida no rosto.
“O que foi isso?” Rachel perguntou divertida.
“Nada demais...” O moreno deu de ombros abrindo um sorriso ainda maior.
“Bobo.” Ela riu segurando o rosto do namorado e deixando um beijo demorado ali.
Ao entrarem no salão de jantar, trocaram um olhar e sorriram. O ambiente tinha uma iluminação bonita com algumas velas espalhadas pelas mesas, música ao vivo tocada em um grande piano branco ao fundo do salão; era sofisticado e muito romântico. Assim que passaram por algumas mesas, Puck ouviu seu nome ser chamado animadamente e se virou para encarar o homem que lhe sorria com uma expressão aliviada.
Finn ao avistar Puck entrando teve o impulso de chamá-lo, afinal ele estava em um jantar que deveria ser romântico com Quinn, porém a loira já havia interrompido o momento ao menos três vezes para atender o celular, com a desculpa de que seria a última vez para que não fossem mais incomodados durante aquelas férias. Ele já estava ficando chateado e para evitar uma futura discussão, ele achou por bem, chamar o casal para juntar-se a eles.
O cunhado, Sebastian, estava em algum lugar da enorme sala de jogos e o grandão pensou ter uma perfeita oportunidade para ficar a sós e ter um bom momento com Quinn, porém, não era bem isso que estava ocorrendo:
“Hey, dude!” Finn se levantou para apertar a mão de Puck que sorria a sua frente.
“Como vai?” O mais baixo perguntou educado sem lembrar o nome da loira, noiva de seu novo amigo.
"Olá!”
Rachel imitou o namorado apertando a mão do mais alto e se limitou a sorrir levemente para a loira que continuava sentada, lembrando-se do episódio onde se encontraram no banheiro e constatando ser uma infortuna coincidência ela ser noiva de Finn.
“Vão jantar por aqui também?” O mais alto perguntou empolgado. “Querem se juntar a nós?”
Recebeu o olhar confuso de Puck, que rapidamente voltou-se para Rachel, esperando alguma resposta. Quinn encarou o rapaz com moicano e em seguida seu noivo, tentando entender o que diabos ele estava pretendendo com isso. O homem parecia ser agradável, mas a loira já não se sentia assim em relação à morena. Na cabeça de Finn, a única coisa que ele queria, era se distrair e ter um bom tempo, evitando assim, um iminente mal-estar com a noiva.
Enquanto o outro homem tentava escapar daquela situação. Ele queria um momento a sós e romântico com sua morena, porém, percebeu o pedido de ajuda silencioso do grandão.
“Seria ótimo, dude. Íamos apenas jantar também.” Respondeu tirando seus olhos de Rachel por alguns segundos.
“Ótimo! Sentem-se.” Finn disse animado.
Puck puxou a cadeira para que sua namorada se sentasse; ela sentou-se lentamente sem tirar os olhos dos do namorado, como em um aviso de que não concordava com aquela situação e que gostaria de sair o mais rápido possível dali. Ele apenas deu um sorriso sem graça e se sentou ao lado dela, entrelaçando suas mãos e mantendo-se o mais próximo possível.
“Então...” O administrador pigarreou. “Já pediram alguma coisa?”
“Apenas um vinho Chardonnay.” Finn respondeu.
“O favorito de Rachel!” Puck exclamou acariciando a mão da namorada.
“Boa pedida.” Amorena elogiou com um pequeno sorriso.
“Então...” O moicano encarou a loira que continuava calada olhando para o lado oposto. “Bem, é realmente legal aqui, né?”
Rachel apertou a mão do namorado sob a mesa, tentando impedir que ele falasse alguma besteira na intenção de quebrar o gelo.
“Realmente muito bonito. É como a nossa pré-lua de mel, não é amor?” Finn respondeu olhando para Quinn. “Nos casaremos dentro de alguns meses.”
“Sim.” A loira forçou um sorriso e agradeceu ao garçom por interromper naquele momento.
“E vocês estão aqui por alguma comemoração em especial?” O jornalista perguntou ao casal.
“Apenas celebrando por estarmos juntos.” Puck respondeu arrancando um enorme sorriso da morena. “Não precisamos de motivos, mas posso dizer que sou o cara mais sortudo do mundo por tê-la ao meu lado.” Ele se curvou e selou os lábios nos da namorada em um breve selinho.
Quinn olhou atenta à declaração do homem e sentiu-se culpada por não se entregar com tamanha intensidade a Finn. Rachel estava certa, ela não deveria mentir daquela forma para ele, pois, se o mesmo descobrisse, seria na certa mais uma cicatriz no relacionamento já ferido dos dois. Ela voltou seu olhar para o noivo ao sentir o olhar dele sobre ela. Estava na hora de retribuí um pouco tudo o que recebia dele.
“Bom, um brinde então!” Ela ergueu a taça surpreendendo a todos e ainda com os olhos fixos em seu noivo. “A sorte de termos encontrado a pessoa certa.” Fitou Puck por alguns segundos e sorriu, virando-se para o grandão.
Finn a olhou encantado. Ele sempre achava que estava perdendo-a, mas ela sempre o surpreendia voltando a ser a garota encantadora pela qual ele se apaixonou à primeira vista. Os quatro brindaram e Quinn selou os lábios rapidamente nos do noivo, abrindo um sorriso triunfante enquanto recebia um leve carinho do mesmo em sua nuca.
O jantar correu melhor que o esperado e quando já estavam na sobremesa, um pouco alterados por terem bebido uma quantidade considerável de vinho, Rachel e Finn estavam em uma discussão calorosa sobre basquete, enquanto a pequena tentava convencê-lo de que o time do Miami era muito mais qualificado para vencer a temporada, o grandão pensava ter melhores argumentos a favor do Dallas.
Puck ria abertamente da irritação de sua namorada cada vez que o Miami recebia algum insulto, enquanto Quinn agia da mesma maneira, algumas vezes apoiando seu noivo mesmo sem entender nada do esporte. A discussão terminou no momento em que perceberam que eram os últimos ainda presentes no salão e os garçons os olhavam com intenso interesse, como se os expulsassem gentilmente.
O rapaz de moicano passou um dos braços ao redor dos ombros da namorada enquanto Finn cedeu sua jaqueta para Quinn e entrelaçou seus dedos. Os dois casais saíram juntos do salão de jantar e caminharam em um silêncio confortável.
“O jantar foi realmente muito agradável!” Finn apertou a mão de Puck e em seguida a de Rachel com mais delicadeza. “Nós vamos por aqui.” Apontou para trás. “Mas espero que nos encontremos mais vezes.”
“Obrigada pela companhia!” Quinn sorriu simpática e acenou para os dois.
Assim que se afastaram Rachel envolveu os braços ao redor de Puck, caminhando agarrada em seu corpo para conseguir se equilibrar melhor.
“Eles são realmente legais, principalmente Finn!”
“Sim, eles são, amor!” Puck respondeu carinhoso deixando um beijo entre os fios castanhos da namorada.
“E vão se casar!” Ela exclamou.
“Sim, eles vão.”
“E nós?”
“O quê, amor?” O moreno parou de andar e virou seu rosto para encarar a namorada.
“Vamos nos casar?” Perguntou com a voz um pouco mole.
“Eu espero que sim, um dia, sim!” Respondeu deixando um beijo carinhoso na testa da pequena.
“Ótimo!”
Rachel se aconchegou novamente no corpo do namorado e caminharam juntos em silencio até a cabine. Enquanto ela parecia tranquila, ele tinha um turbilhão de pensamentos em mente. Pedir Rachel em casamento sempre foi uma opção válida, porém não estava em seus planos atuais, apenas em alguns anos ele faria isso, mas aquela simples conversa trouxe esse pensamento à tona, afinal o que poderia impedir?
Ambos estavam estáveis em seus trabalhos, tinham uma relação de muitos anos e se conheciam como ninguém, talvez aquele cruzeiro que já tinha a intenção de trazer algo de melhor para o relacionamento deles, pudesse ser definitivo. Puck pensaria melhor sobre o assunto, mas a possibilidade de pedi-la em casamento em alto mar era realmente romântica, exatamente do jeito que sua namorada gostaria e merecia, ele apenas precisava pensar nos detalhes.
Quando a pequena já tinha pegado no sono, Puck continuava acordado ao seu lado, olhando-a dormir, velando seus sonhos. Seu pensamento vagava pelos últimos acontecimentos daquela noite. Tinha sido uma noite agradável no fim das contas. Porém, ele estava estranhamente inquieto com algo que acontecera no jantar. Ao declarar a frase do brinde, “a sorte de termos achado a pessoa certa”, Quinn encarou o moreno por alguns segundos, fazendo-o sentir um arrepio incomum ao sentir os olhos dela sobre si.
Lembrando-se desse fato agora, Puck sentia-se extremamente incomodado com aquela sensação e desejando que nunca mais se repita.
[...]
“Você está tão bêbado a ponto de não achar as chaves, amor?” Quinn perguntou, gargalhando.
“Shiu...” Ele colocou o dedo sobre os lábios da loira. “Preciso de concentração.”
Disse rindo e por fim abriu a porta da cabine. Os dois entraram rápido e ainda gargalhando da suposta embriaguez dos dois. Claro que ambos estavam exagerando, não estavam tão bêbados assim, porém, era bom ter um tempo com um clima mais leve entre os dois.
“Essa foi uma noite tão agradável!” Finn exclamou deitando-se na cama.
“Foi sim, amor. Eu pensei, a princípio, que não seria, por conta da nariguda da namorada do Puck.” Quinn disse retirando seus sapatos.
“O que você tem contra ela? Ela é super legal?”
A loira parou o que estava fazendo e olhou para o noivo, que se mantinha de olhos fechados esperando a resposta dela.
“Ah, quer dizer que ela é ‘super legal’, é Finn?”
Ela disse brava, imitando a voz do noivo para fazer referência a sua fala. Ele riu e resolveu provocá-la um pouco mais, ao sentir o ciúme transbordar em sua voz.
“Claro que é! Ela gosta de basquete, tem um excelente gosto para vinhos e tem um ótimo papo.”
“Fica com ela, então!” Quinn disse em um fio de voz, sem perceber que tudo não passava de uma brincadeira.
Finn começou a rir e puxou os braços finos da loira, trazendo-a para si. Ela virou o rosto, quando ele tentou beijá-la.
“Ei, eu só estava brincando, minha ciumentinha.” Finn acariciou o rosto de Quinn e sentiu uma lágrima em seu dedo. “Princesa, me desculpa, não quis te fazer chorar. Foi só uma brincadeira. Não precisa ficar assim.”
“Não pede desculpas.” Ela respirou fundo, sentindo o peso das lágrimas e a culpa caindo sobre si. “É que eu não quero te perder. Me promete isso? Você nunca vai se afastar de mim?”
“Claro que não, meu amor. Nós vamos nos casar, eu quero você mais do que tudo na minha vida. Só tenho olhos para você. Você é minha princesa.”
A mulher agarrou-se ao pescoço do noivo e respirou fundo, absorvendo o cheiro que ele emanava e tentando espantar o sentimento de culpa que ela estava sentindo. Voltou a encará-lo, mas dessa vez sem lágrimas nos olhos e com um sorriso travesso nos lábios.
“Acho que precisamos de um bom banho, o que acha senhor Hudson?” Ela falou mordendo os lábios sedutoramente.
“Eu acho que você finalmente teve uma ideia boa, futura senhora Hudson.” Ele falou com o seu mais lindo sorriso torto e tentou levantar-se com a loira nos braços, mas acabou se desequilibrando e caindo na cama novamente.
“Isso é frustrante!” Quinn disse em meio a uma gargalhada alta.
“Vamos de novo?” O homem perguntou, preparando-se para levantar.
“Não, melhor irmos andando mesmo. Vamos evitar acidentes.”
Eles riram e caminharam trocando beijos e apertos até o banheiro da cabine. Uma enorme banheira de hidromassagem os aguardava para uma deliciosa sessão de carícias. Finn lembrou-se da última vez em que estiveram juntos numa banheira assim e desejou que desta vez não houvesse ninguém para atrapalhar. E por incrível que pareça. Não houve.
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