Change of Plans

13 You’ll never know what hit you


Notas iniciais
Mahh por aqui o/

Sebastian apreciava a vista do mar apoiado em uma das grades laterais do navio. A calma que o simples balançar das águas parecia lhe passar contrastava com o turbilhão de pensamentos bagunçados em sua mente, já que ele tinha certeza que havia visto aquela latina no navio, afinal, ele não poderia estar tão enfeitiçado a ponto de começar a vê-la nos lugares como uma assombração. Mas que bela assombração! Ele era realmente um cara de sorte se seus fantasmas se tornassem tão atraentes e quentes como Santana.

A latina usava um pequeno shorts jeans e uma blusa vermelha de mangas longas. O sol estava próximo de se pôr e um vento gélido vindo das águas lhe causava arrepios. Era melhor se prevenir enquanto caminhava pelo navio, apenas afim de clarear as ideias e arquitetar um plano concreto para invadir e assumir o controle do desfile de Quinn.

Conforme os passos se aproximaram, Sebastian se virou instintivamente para olhar quem estava se aproximando e, por alguns segundos, fechou os olhos e balançou a cabeça antes de abri-los novamente e dar de cara com ela, seu fantasma, sua assombração... Santana, a latina que morava em seus pensamentos nos últimos tempos. Ele abriu um enorme sorriso ao constatar que não era uma nova alucinaçãoe sim ela realmente se aproximando distraidamente dele.

“Santana?” Chamou um pouco inseguro.

Ao ouvir aquela voz vibrando em seus ouvidos, os flashs daquela noite insana dominaram a mente da latina. Como se o timbre da voz aflorasse em seus sentidos todas as sensações sentidas em conjunto: o toque firme, os lábios macios, as carícias certas... Seu corpo arrepiou instintivamente e ela sabia que dessa vez não havia sido causado pelo vento de fim de tarde.

“Sim?” Ela o encarou como se não o conhecesse, porém quase vacilou ao perceber o sorriso brilhante que ele ostentava.

“Que bom te ver aqui!” Exclamou animado se aproximando dela: “Está passeando?”

“Me desculpe, mas não tenho o hábito de falar com estranhos.” A latina deu alguns passos porém Sebastian bloqueou sua passagem, postando seu corpo em frente ao dela.

“Santana, por favor, não aja desse jeito!” Ele ainda mantinha um sorriso entre os lábios: “Eu não quero ser inconveniente, quero apenas conversar!”

“Olha, me desculpe, mas não me lembro do seu nome, então por isso ainda te considero um estranho, ok? E eu tenho alguns assuntos para resolver, então, se me der licença...” Não terminou a frase e tentou caminhar novamente:

“Não dou! Qual é?” O sorriso do rapaz já estava mais vacilante: “Podemos jantar juntos, beber alguma coisa?”

“Por favor, você quer parar de bloquear o meu caminho?” Perguntou irritada cruzando os braços encarando o rapaz.

“Sou o Sebastian!”

“Ok Sebastian, saia da minha frente!”

“O Sebastian do bar...” Falava esperançoso.

“Sim, já entendi Sebastian do bar!” A latina respirou fundo revirando os olhos, irritada. “Você pode fazer a gentileza de sair do meu caminho?”

“Você não pode ter esquecido Santana!” O moreno deu um passo a frente se aproximando ainda mais dela.

“Olha, eu já pedi educadamente algumas vezes pra você sair do meu caminho garoto, minha cota de gentileza já esgotou! Me deixe passar!”

“Eu aposto...” Ele aproximou seu rosto perigosamente do delae levou seus lábios ao pé do ouvido da latina: “Que sou capaz de te fazer gemer novamente e talvez assim fazer com que você se lembre daquela noite.”

“Não seja um ogro imundo falando dessa maneira com uma mulher que você nem conhece!” Ela resmungou entre os dentes, fechando os olhos para manter o controle e tentando não permitir que o perfume dele dominasse seus sentidos.

“Oh, mas eu te conheço Santana!” Sebastian sorriu safado e mordeu a pontinha da orelha da latina, suspirando pesadamente. “Te conheço de maneiras únicas, e acredite, quero conhecer ainda mais. Quero estar ainda mais por dentro de você.” Falou as últimas palavras sugestivamente.

A latina ergueu uma das sobrancelhas, aquele garoto era extremamente gostoso, porém era incrivelmente abusado. Não que ela fosse alguém difícil ou apegada ao romantismo e ao cavalheirismo, pelo contrário, ela costumava tratar os homens como objetos de satisfação, mas a forma abusada com que o garoto passou a deslizar os dedos em sua cintura a irritou ainda mais.

Então ela faria um joguinho:

“Ah é?” Sorriu de leve suavizando a voz e levando as mãos até o peitoral do rapaz: “Me diga, de quais maneiras?”

“Eu posso te enlouquecer ainda mais...” Ele respondeu se animando ao sentir o toque dela. “Te levar a lugares onde você nunca esteve.”

“Me fale mais.” Santana suspirou fingindo excitação e percebendo o rapaz se entregando.

“Irei fazer de todas as maneiras com você, serei bem safado, exatamente como você gosta.” Ele riu safado: “E você irá pedir mais, até que não aguente tudo que posso te dar, gostosa.”

Santana deu alguns passos conduzindo Sebastian pra trás, conectou seus olhos aos olhos claros que a encaravam cheios de luxúria, eram tão claros quanto o mar, mas possuíam um brilho escuro no tom em que o céu estava ficando conforme o sol se escondia. Ela sorriu provocante e se aproximou ainda mais dele. Sebastian se animou e fechou os olhos ao sentir as pequenas mãos alisando seus ombros e voltando a deslizar pelo seu peitoral.

Foi então que Santana em um impulso o empurrou com toda sua força pra trás, fazendo com que ele se desequilibrasse contra a grade do navio e caísse direto no mar. A latina não conteve uma gargalhada que quase a deixou sem fôlego, antes de se apoiar na grade para olhar o rapaz se debatendo contra a força da água para ficar na superfície.

“Quem sabe a água consiga limpar toda essa sua imundice garoto!” Ela gritou ainda rindo abertamente.

“Você está louca?” Ele gritava engasgando com a água: “Completamente maluca? Sua psicopata!”

“Ora, cale a boca!” A latina gesticulou com a mão fazendo menção de se afastar.

“E vai me deixar aqui?” Sebastian gritava desesperado.

Santana não respondeu, apenas piscou para o rapaz que se debatia e se afastou da grade, caminhando na mesma tranquilidade de antes, tentando ignorar completamente o encontro indesejado com ele. Sebastian continuou gritando por socorro, porém parecia que aquela parte do navio continuava deserta.

Quinn caminhava atenta apenas em seu celular. Havia se perdido enquanto procurava um dos lounges que Tina havia indicado para uma rápida reunião. Ainda com os olhos fixos no celular, ela ouviu alguns gritos um pouco distante, ergueu a cabeça por alguns minutos e não avistou ninguém, então voltou a caminhar agitada. Porém os gritos ficaram ainda mais altos, e, se sentindo em uma cena surreal de filme, resolveu olhar para a água por cima da grade lateral do navio e soltou um grito desesperado ao ver seu irmão na água pedindo por ajuda.

“Sebastian!” Ela gritou desesperada: “Seu idiota, o que você está fazendo aí?”

“Me tire daqui Quinn!” Gritou angustiado: “Depois eu falo. Apenas me tire logo daqui!”

“Como eu vou te tirar daí Sebastian?”

“Peça ajuda Quinn, pelos céus, peça ajuda!”

“Ai minha nossa!” A loira levou as duas mãos entre os cabelos e começou a se agitar andando em círculos: “Ai, o que eu faço?”

“Ei, está tudo bem?”

A voz grossa de Noah se fez presente atrás de si, a loira deu um pulo de susto pois não estava esperando encontrar ninguém, muito menos alguém conhecido naquele momento, porém a expressão confusa do rapaz a fez lembrar que provavelmente ela estava parecendo uma louca falando sozinha e andando em círculos.

“Noah, não é?” Perguntou segurando os braços do rapaz. “Você pode me ajudar!”

“Sim, sou Noah.” Ele respirou olhando nos olhos da loira: “Se acalme, por favor, o que está acontecendo?”

“Meu irmão, meu irmão Noah!”

“Desculpe, mas não sou seu irmão!” O moreno a encarava ainda mais confuso.

“Meu irmão caiu no mar!” Ela apontou desesperada com uma das mãos e com a outra puxou Puck até a grade fazendo com que ele visse o rapaz nadando para se manter na superfície.

“Que diabos!” Exclamou assustado: “Mas como isso?”

“Acabei de encontrá–lo, por favor...” A loira pedia chorosa: “Eu não sei como ajudá-lo!”

Antes que Noah respondesse alguma coisa, avistou dois garotos com no máximo 6 anos passando por eles, cada um segurando uma grande boia redonda, provavelmente caminhavam até a área das piscinas, foi aí que o moreno teve uma boa ideia.

“Garotos, ei, garotos!” Chamou se aproximando das crianças.

“Acho que esse não é o momento para brincar com crianças aleatórias!” Quinn resmungou em suas costas.

“O que acham de trocar essas boias de vocês por acessórios mais legais?” Os dois meninos o encararam sem entender.

“O que poderia ser mais legal que a minha boia?” O pequeno respondeu.

“O meu boné!” Puck tirou o boné que usava virado pra trás e colocou na cabeça do pequeno garoto, arrancando um sorriso convencido do menino. “E pra você que tal meus óculos?” Ele tirou os óculos que estavam pendurados em sua camiseta e colocou no rosto do outro garotinho.

“Que óculos legal tio!” O pequeno soltou a boia no chão e encarou o amigo.

“Assim vocês vão conseguir impressionar todas as meninas e vão ser mais legais que os outros meninos que precisam de boias.” Noah sorriu batendo o punho com o dos garotos que sorriam abertamente. “Mostrem que vocês valem mais!”

“Obrigado tio!”

Os dois garotos deixaram as boias no chão e saíram correndo continuando seu caminho, Quinn encarou a interação entre eles boquiaberta, e enfim entendeu a intenção do moreno. Puck pegou as boias e se curvou contra a grade do navio.

“Ei! Você!” Gritou chamando a atenção de Sebastian, enquanto Quinn aparecia ao seu lado olhando o irmão.

“É Sebastian o nome dele!” A loira disparou.

“Sebastian! Vou jogar essas boias, se apoie nelas até que alguém venha te tirar da água ok?” Arremessou as boias na água.

“Obrigado!” Sebastian respondeu agradecido, apoiando um braço em cada boia e se movimentando para tentar se manter aquecido, já que seus dentes já batiam devido a baixa temperatura da água.

“Não tire os olhos dele Quinn, voltarei com ajuda!”

A loira apenas assentiu enquanto encarou o perfil de Puck correndo e chamando por ajuda. Ela voltou a olhar o irmão na água e se certificou de que ele estava bem e seguro. Em pouco menos de cinco minutos, Noah voltou com dois homens que faziam parte da tripulação e carregavam uma boia ainda maior, presa em uma corda aparentemente forte, preparados para resgatar o rapaz.

“Quinn? Ei, Quinn?” Noah chamou tocando o braço da loira.

“O quê?” Ela olhou para seu braço onde a mão dele segurava delicadamente e depois encarou seus olhos.

“Eles vão trazê-lo para cima.” Sorriu carinhoso. “Está tudo bem, apenas se afaste um pouco agora, ok?”

Ela assentiu com a cabeça e caminhou até o lado de Puck enquanto os dois homens lançavam a corda e davam as instruções para que Sebastian ficasse seguro e não batesse no navio ou se machucasse ainda mais. Quando começaram a o puxar pra cima, sentiram uma certa dificuldade, o que fez com que Quinn suspirasse ainda mais nervosa e apertasse o braço de Noah ao seu lado.

“Eu vou ajudá–los, tudo bem?” Ele encarava a loira e falava as palavras carinhosamente.

“O-obrigada!”

Enquanto os dois homens puxavam a corda, Puck se curvou sobre a grade, puxando um pouco da corda, até que Sebastian estivesse ao seu alcance e ele pudesse puxar o rapaz pelo braço e ajudá–lo a cair em segurança sobre o chão de madeira do navio. Quinn se jogou sobre o irmão o abraçando e apertando, procurando saber se tudo estava no lugar, enquanto Puck agradecia os dois homens e lhes dava uma boa gorjeta pela ajuda.

“Onde você estava com a cabeça seu completo idiota irresponsável?” Assim que constatou que o irmão estava bem e inteiro, Quinn se exaltou e começou a dar tapas nele.

“Pare Quinn, pare com isso!” Ele se protegia com os braços sobre o rosto. “Foi apenas um acidente!”

“Você poderia ter morrido seu estúpido!Já é o segundo acidente que você sofre em menos de um mês! Pare de se expor tanto assim, Sebastian!”

“Eu estou com frio! Me deixe tomar um banho quente e me agasalhar, depois você pode encher o meu saco o quanto quiser!” Sebastian tentou se levantar porém sentiu a loira o empurrar de volta e distribuir mais tapas em seus ombros.

“Ei, ei, ok Quinn, acho que ele já entendeu!” Noah a segurou pela cinturapuxando–a pra longe do rapaz caído no chão.

“Obrigado, dude!” Sebastian o encarou e estranhou o contato com sua irmã: “Obrigado pela ajuda!”

“Não foi nada.” Ele sorriu de leve ainda tentando conter Quinn com um de seus braços. “Tome!” Jogou a tolha que tinha apoiada nos ombros para o rapaz. “Sou Noah!”

“Sou Sebastian, mas acho que não preciso me apresentar, já que minha irmã gritou tanto meu nome que todos no navio devem saber!”

“Você age como um irresponsável e ainda vem falar desse jeito comigo?!” Ela tentou avançar novamente sobre o irmão, porém ainda sentia o braço forte do moreno a segurando. “Me solte Noah!”

“Apenas quando você se acalmar...” Ele ignorou o olhar cortante que a loira lhe deu. “Sebastian, seria uma boa hora para você sair correndo antes que ela volte a te atacar.”

“Parece uma boa ideia!” O rapaz se levantou sorrindo para Puck: “Obrigado mais uma vez!”

Noah assentiu com a cabeça sorrindo de leve ao ver o rapaz se afastar enrolado na toalha e ignorou os protestos e resmungos de Quinn, até que a loira parou de se mexer tentando se desvencilhar e ele finalmente afrouxou seu aperto sobre o corpo dela.

“Está mais calma?”

“Você não tinha o direito de me segurar!” Quinn esbravejou.

“O garoto acabou de passar por um susto e você só estava piorando as coisas.”

“Não fale como se soubesse de tudo!” Resmungou irritada.

“De tudo?” Ele riu abertamente. “De que tudo eu posso querer saber?”

“Eu não sei!” Ergueu as mãos impaciente: “Você falando assim, desse jeito...”

“Quinn...” O moreno riu novamente. “ Acho que você está um pouco nervosa com o sustoe eu te entendo, ok? O que acha de tomarmos alguma coisa?”

Ela o estudou por alguns segundos e percebeu que ele estava sendo sinceroe que por mais estranho que pudesse parecer, lhe passava um certo conforto e segurança, afinal, só poderia ser consequência do ato heróico de salvar seu irmão. Quinn assentiu com a cabeça e saiu caminhando ao lado de Puck em direção as piscinas.

Notas finais
N/M: Hey galera, que tal um pouco de Sebtana e Quick?! Espero que gostem. Beijos