Change of Plans

15 The road is long, we carry on


Notas iniciais
Mahh por aqui

Rachel sorriu e uniu seus lábios aos do namorado, iniciando um beijo necessitado, ela precisava do gosto, do toque, de toda intimidade que eles sempre tiveram para afirmar que era ele, que ele era o seu homem e que apenas ele deveria importar. O beijo foi se tornando mais urgente, e a pequena deslizou as mãos entre a camiseta do namorado, a tirando com agilidade, enquanto o moreno a deitava sobre a cama, descendo os lábios até o pescoço da namorada, fazendo com que ela arfasse em antecipação. Há tempos eles não conseguiam uns momentos sozinhos para se aproveitarem daquela maneira, dariam tudo de si para recuperar o tempo perdido e fazer valer a pena e espantar todos os pensamentos desnecessários que lhes invadia.

Puck subia as mãos apertando sabiamente os locais que faziam com que a pequena se entregasse completamente. Em poucos minutos seus lábios se exploravam enquanto seus corpos se tocavam e se buscavam com necessidade. O beijo era quebrado por alguns gemidos entrecortados que escapavam de suas gargantas, Rachel ia ao delírio, apenas Noah sabia como deixá–la em outra dimensão, todo aquele prazer que sempre vinha, pareceu chegar em um nível dobrado naquela noite, pois ele estava faminto por ela, seus lábios, suas mãos e seu corpo trabalhavam em sintonia para dar tudo o que a morena precisava. Eles precisavam se completar de uma forma mais urgente do que precisavam do próprio ar, respirar se tornava supérfluo naquele momento.

Assim que seus corpos se separaram, beijaram-se com mais carinho e lentidão, com os corpos exaustos, completos e felizes, pareciam recobrar a certeza de que se pertenciam e de que estavam realmente no lugar certo, juntos. Rachel entre os braços de Puck recebendo carícias tranquilas do namorado que aos poucos recuperava a respiração e sorria de olhos fechados, o encarou por um momento e sorriu satisfeita, ele era sua escolha desde sempre, e não deixaria de ser, por qualquer motivo que fosse.

[...]

“Não! Pessoal, você não me ouviram? Não é desse jeito...” Quinn bufou com os modelos do desfile e revirou os olhos. “Descansem cinco minutos.” Falou por fim.

“Não está nos seus melhores dias, hein, chefa?” Tina perguntou oferecendo um café a loira, que foi recusado.

“Tina, onde está o Sam?” Ela pareceu ainda mais nervosa com o atraso do loiro que não atendia suas chamadas.

“Não faço a mínima ideia!”

“Pois deveria!” Seu grito assustou a asiática que retraiu os braços, olhando para Quinn com um semblante assustado.

“Me desculpe, mas é que isso está me dando nos nervos.”

A mulher apenas virou as costas para a loira e marchou para longe dela, que deu de ombros ao ver Sam entrando no local. Ela caminhou furiosa até ele e o parou na entrada.

“Eu deveria te demitir, Sam Evans!”

“Quinn, me desculpe, tive uns problemas...”

“E por que não avisou? Que problema era esse que não podia atender no Nextel?” A loira o fuzilava com os olhos e após não receber uma resposta, do homem todo enrolado a sua frente, falou: “Deixa para lá, mas que isso não se repita!”

“Ok, Quinnie!”

“Não me chame de Quinnie e vá já procurar Tina para a prova das roupas.”

Ele saiu e ela suspirou cansada. Aquilo certamente estava deixando-a uma pilha de nervos. Procurou Blaine, para que pudesse avisar que o seu tempo ali estava esgotado e que precisava ir encontrar Finn. Após ter feito, saiu apressada do salão para a sua suíte.

Em um canto escondida dali, Santana observava a explosão de nervos de sua colega de trabalho, com um sorriso triunfante nos lábios.

[...]

“Amor, onde você estava?” Finn perguntou ao sair do banheiro e observar Quinn sentada na cama.

“Passeando...” Ela respondeu ríspida.

“Algo aconteceu? Parece irritada...” O homem se aproximou da loira, acariciando seus ombros.

“Não é nada, Finn!” Quinn ainda estava irritada e se controlava para não descontar em seu noivo.

“Ei, baby, eu te conheço. Me diz o que houve...”

“Você sempre acha que sabe de tudo, não é?” Sem conseguir se segurar, ela gritou sem paciência com Finn.

“Não estou dizendo isso, é que eu sinto você tensa, amor.” Ele tentava apaziguar a situação. Não queria ter outra briga com sua noiva. Não ali, no que deveria ser o ponto de acerto para os dois.

“Mas eu estou dizendo que não estou, ok? É tão difícil de entender isso?” Seu tom de voz acertava o homem em cheio.

“Tudo bem...”

“Sempre é assim! Agora você diz que tá tudo bem e fica fofo comigo só para eu me sentir culpada!”

“Ok, agora você não está falando coisa com coisa.” O tom doce que o rapaz tinha desde o início da conversa desapareceu.

“Eu sou maluca!”

“Quer saber? É sim! Eu achei que essa droga de cruzeiro fosse para nos aproximar, mas às vezes você desaparece e passa horas fora e chega estressada desse jeito. Da mesma forma de quando estávamos em nosso apartamento e você chegava irritada da revista. Até parece que ainda estamos lá!”

“Finn, não é isso...”

“Me diz o que eu estou fazendo de errado. Me diz, por favor, pois por mais que eu tente enxergar meu erro nessa situação eu não consigo! O que você quer que eu faça? Me diz, Quinn! Por que você sempre parece tão insatisfeita.”

“Isso não é verdade, Finn. Escuta, me desculpa por isso. Eu...”

“Qual a desculpa agora?”

Os olhos do homem possuíam um brilho negro de decepção. Quinn os fitava tentando consertar toda aquela confusão, mas ela parecia inválida. Não disse nada, apenas abaixou a cabeça. Ouviu o suspiro cansado de Finn e em seguida a batida forte da porta.

Finn ficou mais do que chateado com aquilo, ele realmente estava cansado de tentar preservar uma relação que às vezes, só dependia dos esforços dele. Quinn sentiu a primeira lágrima cair em seus lábios e deitou-se na cama, encolhendo-se em volta do seu corpo. Tinha machucado seu noivo pelo mesmo motivo pela milésima vez.

Notas finais
N/M: E ai galera! Espero que gostem desse capítulo, apesar de não ser dos maiores,é de grande importância .. prestem atenção nos detalhes e vocês vão ver que alguns sinais vem acontecendo desde o começo. Espero que vocês gostem e se mantenham em sintonia com a gente. Beijos