Notas iniciais
Oi, lind@s! Bom, o capítulo de hoje tem uma movimentação legal. Espero que vocês gostem!

Os olhos da latina se arregalaram ao ouvir o nome da sua arqui-inimiga como irmã mais velha de seu affair. Sebastian não deixou de notar a surpresa de Santana e logo perguntou:

— Vocês duas se conhecem?

A morena piscou várias vezes, limpando sua visão e tentando saber se aquilo era verdade ou estava apenas sonhando.

— Santana?

— O quê? — Ela enfim respondeu, saindo de seus pensamentos.

— O que você tem?

— Não tenho nada, garoto. Tá louco?!

Santana disse virando as costas para ele e saindo apressada do quarto.

— Puta que pariu! Como que eu vou pegar justamente o irmão daquela loira oxigenada?! — Perguntou para si mesma enquanto caminhava para longe dali.

Sebastian ficou com cara de desentendido dentro do quarto, mas quando se tratava da latina, ele já estava acostumado a não entender nada. Deitou-se na cama suspirando, relembrando em sua mente os últimos acontecimentos do dia. Como ele esperou por aquele momento. Para que tudo se repetisse. E bom, ele estava totalmente convencido de que tinha valido a pena esperar.

— Santana Lopez... — Ele sussurrou, soltando todo o ar de seu pulmão e dando um sorriso torto no final.

[...]

O anoitecer se aproximava e Quinn estava atolada com decisões finais do desfile. Inventou para Finn que passaria a tarde relaxando no SPA do navio e que antes das seis estaria de volta na cabine, mas já era sete e quinze e ela nada de conseguir fugir daquele caos.

— Pessoal! Está tudo muito bom, só precisamos repassar a troca 38. Você tá se atrasando um pouco para entrar, querida. Podemos corrigir isso, okay? — Sorriu simpática para a modelo com traços asiáticos e então pediu para que ela entrasse na passarela novamente.

A garota conseguiu acertar o seu tempo de entrada e saída e recebeu um sorriso agradecido de Quinn que podia riscar aquilo da lista de correções.

— Quinn! O que você acha de, no meio da minha entrada, eu der uma rebolada assim. Mostrando todo o meu white chocolate para o público? — Sam perguntou, fazendo a mulher arregalar os olhos ao vê-lo dançar similar a uma minhoca com fome.

— Acho que podemos guardar isso para outro desfile, okay? — Ela tentou ser simpática, mas seu tom rude não passou despercebido.

Tina se aproximou devagar e recolheu a prancheta das mãos da loira.

— Finn vai desconfiar. Vá ficar com ele, eu cuido do restante.

Quinn olhou agradecida para a sua amiga, mas ainda estava meio receosa se tudo ficaria bem na sua ausência. Sabia que Tina era uma excelente profissional, mas não tinha plena convicção de que ela daria conta do recado.

— Pode ir tranquila. Eu consigo! São só alguns detalhes...

— Tudo bem então! Qualquer coisa, já sabe, né?

— Sim, sei sim!

As duas trocaram um abraço rápido e a loira se apressou para sua cabine. Esperava poder contornar sua situação com Finn e aproveitar o restante da noite ao lado de seu noivo.

Assim que chegou na porta de seu quarto, notou que todas as luzes estavam apagadas e quando passou o cartão e sua entrada foi autorizada, confirmou o que já estava imaginando: Finn não estava mais lá.

Ela caminhou até o criado-mudo, recolhendo um pedaço de papel e lendo-o.

— "Fui jantar sozinho."

Simples. Seco. E direto. Finn nem se quer a chamou de amor. Certamente ele estava com muita raiva e com toda a razão.

— Idiota! — Ela disse chamando a si mesma.

Pensou em ir atrás dele e talvez fosse uma boa ideia, mas uma parte de seu cérebro queria dar a ele aquele tempo. Para ele sentir toda a raiva. Para que ele pudesse por algumas horas odiá-la.

Então decidiu procurar um bar no navio, na ala norte, a oposta da que seu noivo tinha ido. Aquela certamente seria uma boa desculpa para algumas doses de uísque.

Ao sair do quarto, para completar, deu de cara com um Puckerman prestes a bater em sua porta.

— Ei, Quinn!

— Puckerman? O que faz aqui?

— Ah, eu ia chamar o Finn para ir num bar daqui do navio. Ele tá aí?

— Não... O Finn saiu para jantar.

— Sozinho?

Ela calou-se. Puck entendeu que aquela não tinha sido uma pergunta apropriada e então desculpou-se:

— Desculpa, não queria me meter.

— Tudo bem. — Quinn deu de ombros. — Você ainda vai pra o bar?

— Acho que sim, tô precisando espairecer um pouco.

— O que houve? — Ela perguntou rapidamente, corrigindo-se em seguida: — Oh, desculpe-me. Foi um impulso.

— Tudo bem. Foi só uma briga com a Rachel... — Ele disse abaixando a cabeça.

— Entendi! Posso ir com você? Tava indo encher a cara mesmo.

— Oh... Fala assim, mas aposto que não aguenta nem dois copos. Cara de patricinha total.

— Você é sempre petulante assim? — Ela disse rindo. — Você vai ver!

Ele riu e deu espaço para que ela saísse da cabine, indo juntos afogar suas mágoas.

[...]

Finn havia acabado de jantar sozinho, sentindo-se desprezado por sua noiva e sem um pingo de vontade de falar sobre. Não queria voltar para a cabine, então decidiu caminhar um pouco pelo deck do navio.

A noite estava com um clima agradável, nem tão frio, nem tão quente. Algumas pessoas divertiam-se jogando cartas em uma das mesas distribuídas pelo local; outras observavam as estrelas, deitadas nas confortáveis espreguiçadeiras disponíveis, ou apenas desfrutavam da tranquilidade para curtir sua solidão particular. O que era o caso de Rachel Berry, que refletia em seus pensamentos o que tinha feito de errado para sua relação desandar tanto assim.

Quando percebeu a presença da baixinha no ambiente, ele ficou receoso se ia ao seu encontro ou não. Ela não parecia muito bem e isso perturbava o grandão de uma forma peculiar e incômoda. Ele não deveria se importar com uma quase desconhecida, muito menos se essa fosse namorada de um cara que ele já considerava como amigo.

Observou-a por alguns minutos. O corpo pequeno encolhido na espreguiçadeira, seus braços abraçando suas pernas e seu olhar distante, vago. Decidiu por falar com ela. Caminhou devagar e a cumprimentou com um tom baixo, para não assustá-la.

— Olá, Rachel... — Ela moveu a cabeça em sua direção e sorriu.

— Finn! Oi!

— Atrapalho?

— Não. Claro que não. Eu só tava aqui pensando na vida. — Ela sorriu amarelo e fitou o chão.

— Algo aconteceu?

— Bom... Eu não sei o que tá acontecendo ultimamente, mas nada parece mais certo. — A morena fez uma pausa, prendendo o choro e Finn sentou-se ao seu lado.

— Eu te entendo. E não, infelizmente não é aquele eu te entendo da boca pra fora, eu realmente, entendo o que você tá sentindo e é uma bosta.

Enquanto o homem falava, a pequena abaixou a cabeça e deixou as primeiras lágrimas rolarem livremente por seu rosto.

— Por que as coisas desandam desse jeito? — Sua voz estava embargada.

— Ei, Rach, não chora.

— Eu não sei mais o que fazer pra que isso dê certo, sabe? Nós estamos tentando, mas parece que não saímos do lugar! Não sei o que falta para funcionar, mas falta algo. É aquela sensação incômoda que não passa. E hoje nós discutimos feio e tudo o que eu queria era que não fosse assim, mas...

A morena disparou a falar e chorar um pouco mais, deixando Finn cada vez mais apreensivo. Ele queria acalmá-la. Fazer com que ela parasse de chorar. E num ato impulsivo, quase que irracional, tomou os lábios dela num beijo.

Rachel arregalou os olhos com o contato e sentiu o corpo inteiro se contrair, ficando paralisada. Enquanto Finn finalmente recuperava sua sanidade e se afastava em súbito da boca da morena.

— Oh, meu Deus! Porra! — Ele levou às mãos a cabeça e depois à frente do seu corpo, pedindo desculpas a mulher. — Eu sinto muito, Rach. Me desculpa... Eu... Eu tenho que ir.

Virou-se e saiu em disparada para longe dali, deixando a pequena atônita, completamente sem reação.

Notas finais
Beijou! Beijou! E aí? O que acharam? Contem-me tudo! Não me escondam nada!