Change of Plans
22 We're drunk!
Notas iniciais
Puck e Quinn chegaram ao bar do hotel rindo e conversando animadamente. A loira esqueceu por alguns minutos de sua situação desastrosa com Finn, igualmente o moreno fez, deixando de lado sua tristeza pela briga com Rachel.
O homem abriu a porta do estabelecimento e fez menção de que a loira entrasse, dando-lhe passagem para o mesmo. Ela torceu o nariz engolindo seu forte feminismo e entrou. Ele não deixou de perceber a careta que ela fez para o seu ato de cavalheirismo e sorriu torto, divertindo-se com o jeito marrento da loira.
O garçom veio ao encontro dos dois, sorridente, os cumprimentou com um “boa noite” bastante cortês e em seguida indicou a mesa perfeita para o casal – que teve que corrigi-lo quando o mesmo usou a palavra no sentido romântico da coisa.
— Uma mulher não pode sair com um homem que não seja seu namorado, ou noivo, ou marido? — Quinn perguntou revirando os olhos. — Isso é um completo absurdo e sabe o quê mais?
— Machista! Construção do patriarcado... Blá, blá, blá. — Puck falou para irritá-la e ela parou para escutá-lo com uma das sobrancelhas erguidas.
— Como é? — Perguntou ainda com a expressão marrenta no rosto.
Ele gargalhou, sentando-se em uma das cadeiras da mesa que lhes fora oferecida.
— Relaxa, só estou tirando uma com você.
— Muito engraçado da sua parte brincar com algo tão importante que...
— Quinn! — Ele falou relativamente alto. — Relaxa! Não precisa ficar com essa guarda alta perto de mim, ok? Eu sou legal!
Noah disse tocando a gola de sua camisa polo azul. Ela controlou um riso retorcendo a boca e finalmente juntou-se a ele, sentando na cadeira à sua frente.
— O que a princesinha vai beber? Uma caipiroska sem álcool? Ou uma Ice?
Quinn o ignorou, fazendo sinal para o garçom que rapidamente chegou onde eles estavam.
— Já escolheram o que vão beber?
— Para começar vou pedir um brandy sem gelo.
Puck arregalou os olhos ao ouvir o pedido da mulher. A bebida que Quinn pediu é relativamente forte, isso por que o brandy é uma espécie de conhaque que possui o teor alcoólico variável entre 40-60%.
— Tem certeza que vai pedir isso mesmo? — Ele perguntou não desperdiçando a chance de irritá-la. Ela não o respondeu, ao invés disso, questionou-o sobre seu pedido.
— E você? O que vai pedir?
— O mesmo pra mim então.
Após anotar os pedidos e estranhar o clima entre os dois, o garçom voltou para solicitar as bebidas ao barman.
— Ei, não fica brava comigo, tá? Só acho muito legal te irritar.
— Ah, é? E por quê?
Nessa hora Puck ficou sem saber o que responder. Não podia falar a verdade e dizer que achava lindo seus olhos entreabertos e seus lábios virados quando ela era contrariada. Muito menos que sua voz ficava ainda mais rouca e sexy quando ela estava disposta a defender seus ideais.
— Ah, sei lá. — Ele deu de ombros por fim, olhando para o outro lado.
Quinn o observou por alguns segundos. Gostava da companhia dele. Embora na maioria do tempo ele estivesse tentando tirá-la do sério, mesmo assim tudo parecia mais leve com ele por perto. Não tinha pressão para que as coisas dessem certo, ela não precisava se preocupar em agradá-lo ou qualquer coisa parecida. Ela só precisava está ali e os dois dariam ótimas risadas juntos.
— Suas bebidas... — O garçom colocou os dois copos de brandy sob a mesa e virou-se para ir embora, porém, antes que pudesse dar dois passos, foi solicitado novamente.
A loira bebeu seu copo de conhaque de uma só vez, fazendo apenas uma careta no final, enquanto Puck tinha começado a saborear a bebida.
Ele a olhava sorrindo torto, sabendo que ela estava tentando provar que era realmente foda. Já que ela tinha virado o dela, ele decidiu fazer o mesmo. Em tempo recorde, os dois já estavam prontos para solicitar a próxima bebida.
— Vamos de uísque? — Ele questionou.
— Isso! — Ela concordou. — Traga uma garrafa, dois copos e limão. Você quer gelo, bebezão? — Quinn perguntou rindo e o provocando.
— Nem a pau.
O garçom anotou tudo, segurando o riso. Estava claro que havia uma tensão entre os dois e a bebida só deixaria tudo mais nítido.
{...}
— Vira, vira, vira, vira! — Puck incentivava a loira que virava sua terceira dose de uísque.
— Uhul! — Ela gritou após colocar o copo em cima da mesa, sem se preocupar com o pessoal do bar.
Eles já estavam pra lá de alterados e riam alto sobre piadas totalmente sem graça.
— Quinn, você é foda mesmo. Achei que era só uma patricinha rica que ia para as festas e ficava segurando uma garrafinha de Ice o tempo todo.
— Cara, quando eu estava na faculdade, tomava todas nas festas, ia pra aula com uma puta ressaca e ainda tirava nota boa. Foda é pouco para me descrever.
Os dois gargalharam alto, mas de repente Quinn fez uma cara triste e abaixou os ombros.
— O que foi? — Puck perguntou.
— Se eu fosse tão foda assim, tinha conseguido manter o meu noivado bem.
— Não é sua culpa...
— E de quem é? Do Finn? Não! Finn é o homem mais maravilhoso que já encontrei na vida.
De uma forma estranha aquilo deixou Puck bastante incomodado. Sabia que a mulher era noiva de seu amigo e que esse sentimento e admiração existiam, mas ouvi-la dizer que ele é o homem mais maravilhoso que ela já conheceu foi curiosamente incômodo.
— Qual é? Um relacionamento não afunda sozinho. Não é culpa de ninguém. É culpa dos dois. Não é culpa de nada. É culpa do destino.
— Quê? — Quinn disse gargalhando da tentativa falha de filosofar do homem.
— Sei lá! — Ele a acompanhou na gargalhada.
Depois de um tempo rindo os dois fizeram silêncio e se olharam por alguns segundos com apenas um sorriso tímido nos lábios. Sentiam-se bem naquele momento. Cheios de bebida, com o cérebro lento e a fala descoordenada, mas bem.
— Vamos embora? — Quinn questionou.
— Vamos! — Ele respondeu, pegando a carteira para pagar a conta.
— Vamos rachar... — Ela pediu e o encarou o mais firme que pôde.
— Tá!
— Puck... O quê? Você disse sim? — Ela perguntou desconfiada.
— Eu tô liso. — Gargalharam novamente juntos e então pediram a conta.
Depois de pagar, foram para fora do bar, sendo observados por todos os presentes. Quinn tropeçou algumas vezes com seus saltos altos antes de decidir tirá-los.
— A princesa desceu do salto? Será esse o fim do mundo?
— Calado, Puckerman! — Ela disse em meio a um soluço.
— Eu não quero ir para a cabine. — Ele parou durante a caminhada e sentou-se no chão, encostando-se a uma das paredes do corredor.
— O quê? Tu sentou no chão, Puck? — A loira perguntou rindo e voltando para sentar ao seu lado. — Eu também não quero ir. Lá é tudo tão difícil.
— Vamos tomar banho de piscina?
— A gente tá bêbado!
— E daí? Eu ainda sei nadar.
— Você é louco! — Ela disse gargalhando e encostou a cabeça no ombro dele.
— Você é uma medrosa, Fabray!
— Não sou nada, vamos lá!
Quinn levantou tropeçando em seus próprios pés e puxou Puck para se levantar também. Ela colocou mais força para trazê-lo para cima do que precisava e seu corpo foi empurrado para trás, fazendo com que os dois fossem de encontro à parede. A loira bateu com as costas na estrutura e em seguida sentiu o corpo do moreno contra o seu, em um impacto médio.
— Ai! — Ela murmurou entre risos.
— Tá bem?
— Sim...
— Louca. Achou que eu pesava quanto? Uns duzentos quilos?
Os dois estavam bem próximos. Os corpos ainda colados da mesma forma do impacto e os lábios ainda mais próximos. Puck olhava atentamente para a boca de Quinn e a forma que ela fazia ao pronunciar cada palavra.
— Quinn... Eu quero...
A loira suspirou fundo, prevendo o que o homem iria dizer e então o interrompeu.
— Acho que tá tarde. Vamos?
Desvencilhou-se de seus braços e apanhou os saltos no chão, se desequilibrando um pouco ao subir. Em seguida partiu apressada para sua cabine, sem olhar para trás.
Fale com o autor