Change of Plans

8 Is none of your business


Notas iniciais
Olá, povo lindo. Aqui é a Camilla. Desculpem não ter postado ontem. Quero agradecer à Santana Smythe por ter recomendado a fic. Muito obrigada!! Boa leitura a todos!

“Tina?” Quinn chamava a moça em seu Nextel, aguardando ansiosamente que ela respondesse. “Tina?”

Ouviu o bipe e abriu um sorriso ao escutar a voz da figurinista.

“Oi, Quinnie. Estou ouvindo.”

“Que bom! Escuta, como estão as coisas por aí?”

“Está tudo certo por enquanto. À noite eu vou precisar conversar com você pessoalmente, como faremos?”

A loira, que estava escondida em uma das cabines sanitárias, pareceu pensar por alguns segundos, antes de responder.

“Eu vou dar um jeito de entreter o Finn e apareço lá.”

“Ok! Era só isso?”

“Sim, Tina. Obrigada.”

“Beijo, Quinn, até mais tarde.”

“Até.”

O bipe que encerrou a conversa das duas, veio acompanhado de um suspiro de alívio da loira. Ela saiu da cabine e guardou o aparelho de câmbio moderno em sua bolsa, indo lavar as mãos. Quando ouviu o som de descarga e a porta de outra cabine abrir-se, xingou baixo. Mesmo assim, permaneceu concentrada no trabalho de lavagem das mãos.

“Bom, eu sei que não é da minha conta, mas não me parece uma boa ideia mentir para uma pessoa desse jeito.” Rachel caminhou até as pias e abriu a que estava ao lado de Quinn.

“Como?”

“Eu digo, o que o Finn é seu?”

“Meu noivo.”

“Então é pior do que eu imaginava!” Ela levou as mãos até alguns papéis-toalha, secando-as. “Não é nada bom mentir para o seu noivo desse jeito.”

Quinn continuava a encará-la atônita. Sem querer acreditar que estava tomando lição de moral de uma criatura bem mais baixa que ela e que não sabia nada sobre sua vida e seu relacionamento. Depois de alguns minutos analisando a figura, que ela julgou estranha, a sua frente, a loira respondeu com um sorriso nos lábios:

“Você está certa.”

Rachel a olhou com o início de um sorriso brotando em seu rosto. Porém, antes que mostrasse os dentes incrivelmente brancos para a outra mulher e começasse seu monólogo sobre como mentiras destruíam relacionamentos, Quinn voltou a falar, dessa vez, nada simpática.

“Não é da sua conta.”

E saiu a passos firmes do banheiro, deixando a morena sozinha e com uma expressão surpresa em seu rosto.

[...]

“Dois sucos de melancia, por favor...”

“Puckerman?” Finn perguntou olhando para o homem que acabava de se sentar ao seu lado no balcão do bar.

“Hudson?” O homem confirmou e os dois trocaram um pequeno abraço e um forte aperto de mão.

“Mas que mundo pequeno, hein, cara?” O mais alto pontuou, bebendo um gole do seu suco de laranja.

“Sim...” Noah concordou sorrindo. “Como estão as coisas? Já resolveu os problemas com a patroa?”

“As coisas nunca estiveram melhores. Minha garota está mais feliz do que nunca e nós dois estamos numa montanha russa que só vai para cima, desde que programamos esse cruzeiro.”

“Vejo que mais pessoas estão usando isso aqui para consertar o relacionamento.”

“Você também, dude?” Finn perguntou rindo.

“Uhum. Ideia da minha irmã. Só não sei se vai dar certo. Bom, pelo menos por enquanto, tudo está de vento em polpa.”

“Então, já que seu suco de melancia chegou, façamos um brinde às nossas relações que estão tomando o prumo certo.”

“Às nossas relações.” O homem de moicano ergueu o copo.

“Às nossas relações.”

Os dois brindaram e beberam seu suco. Finn virou o copo que já estava no final e Puck bebericou o líquido, pois pretendia toma-lo na companhia de Rachel. Ouviram passos rápidos e uma loira emburrada aproximar-se do mais alto, abraçando-o.

“Amor, vamos pro quarto.” Ela disse fazendo bico.

“Primeiro, deixa eu te apresentar a alguém.” Ela então percebeu a presença de Noah, que sorria tímido. “Amor, esse é Noah Puckerman, um conhecido meu.”

A loira apertou a mão do homem, enquanto sorria fraco e o encarava.

“Prazer, eu sou Quinn Fabray.”

Ele assentiu, soltando sua mão do aperto e voltando a beber seu suco.

“Agora vamos?” Ela voltou a perguntar, encostando sua cabeça no ombro de seu noivo.

“Não quer um suco nem nada?”

Finn perguntou e ela negou. Ele então retirou a carteira de seu bolso e sacou uma nota para pagar a bebida. Feito isso, levantou-se do banco alto, despedindo-se do outro rapaz com um aperto de mão e uma tapinha nas costas.

“Nos vemos por aí, dude.”

Ele assentiu e sorriu para Quinn, que acenou uma despedida com a mão. Logo depois envolvendo a mão no braço de Finn e foi caminhando com ele para a suíte do casal. Os dois subiram dois grandes lances de escada para chegar até o cômodo de luxo. Abriram a porta e a loira jogou-se na cama, aninhando-se a um travesseiro enorme que ali existia.

“O que foi, meu amor? Mudou de humor de repente. Aconteceu alguma coisa?”

“Deve ser só um mal-estar, meu bem. Por conta do balanço, essas coisas.”

“Você quer que eu peça na enfermaria algum remédio para enjoo?”

A loira riu, sentindo-se culpada por mentir para o noivo que tanto se preocupava com ela. As palavras da pequena desconhecida do banheiro ecoavam em sua mente de uma forma perturbadora. Ela fitou os olhos de Finn e em seguida balançou a cabeça, negando a oferta do rapaz.

“Sabe o que eu quero?” Ele negou. “Eu quero que você deite aqui comigo e me abrace bem apertado.”

Ele o fez se pestanejar. Jogou-se, literalmente, na cama, agarrando a loira que gargalhava de sua atitude. Ele a abraçou forte e começou a afagar os cabelos de Quinn. Ela se aninhava a ele como uma gatinha prepara-se para dormir. Depois de alguns minutos nesse chamego, a loira vira-se de frente para Finn:

“Já estou melhorando...” Sorri maliciosa e começa a friccionar seu nariz no pescoço do homem. Inalando o perfume delicioso que dali saía.

“Quinn...” Ele tentou dizer em uma forma de advertência, mas saiu mais como um gemido. O que fez a mulher rir abafado.

“Oi, meu amor.” Ela disse dengosa, passando as mãos pelo peitoral do noivo delicadamente, o que provocou ao homem, pequenos arrepios.

Ele acariciou levemente a cintura fina e iniciou um beijo lento. Sabia que não aconteceria nada além de um bom momento de carinho naquela hora, mas parecia ser exatamente o que ele estava precisando. Um bom e longo momento de carinho com a mulher que ele amava.

Aos poucos, Quinn foi cessando os beijos e carícias, e deitando com a cabeça no ombro de Finn. Eles ficaram assim por um tempinho. Apenas curtindo a companhia um do outro, sentindo o cheiro distinto de cada um, ouvindo as respirações lentas... Até que adormeceram juntos.

[...]

“Meu amor, eu pensei que você tinha morrido no banheiro.” Puck disse ao notar a namorada caminhando em sua direção.

Ela sentou-se, com um pouco de dificuldade no banco alto do balcão e bateu duas vezes na madeira.

“Eu não morri, nem pretendo.” Ela disse séria. Enquanto o homem sorria e acariciava o rosto da pequena.

“O que aconteceu? Porque a demora?”

Ela lembrou-se do acontecimento no banheiro e achou por bem poupar seu namorado dessas suas picuinhas. Apenas negou com a cabeça que tinha acontecido algo e tomou seu suco, elogiando o gosto. O rapaz ficou com uma pulga atrás da orelha, porém, resolveu esquecer o assunto quando ouviu a sugestão da morena:

“Amor, que tal irmos vestir algo para aproveitar a piscina? Tá um sol tão gostoso.”

“Bom, eu acho... que até que enfim você teve uma boa ideia.” Ele disse rindo e Rachel mostrou a língua em descontentamento com a declaração.

“Tá, vamos lá.”

Caminharam até sua suíte e procuraram na mala algo adequado para vestir.

“Amor, eu não quero você de sunga, ok?”

“Ué, por quê?”

“Porque só quem pode ter o prazer de ver sua gostosura por completo sou eu.” Ela disse mordendo os lábios e olhando sedutoramente para ele.

“Se você me olhar assim de novo, não vamos sair desse quarto mais hoje.”

“Eu não faço questão.” Ela disse com o mesmo sorriso safado nos lábios e quando ele largava sua bermuda para ir até ela, foi interrompido por Santana:

“Mas eu faço. Parem com essa sacanagem que para isso vocês têm a noite inteira. Vamos, eu não vou pegar sol sozinha.”

Noah revirou os olhos, mas em seguida caiu na risada com Rachel. Eles abriram a porta para Santana que vestia um biquíni preto com algumas argolas douradas na parte superior, que era minúscula, e na parte inferior, igualmente minúscula.

“Aonde você pensa que vai assim?” O irmão perguntou encarando a latina de cima a baixo.

“Não vem me encher, Puckerman.”

“Pois pode vestir isso aqui, ou você não vai a lugar algum, Lopez.” Ele disse atirando uma ganga branca de sua namorada em direção a irmã.

“Nem morta que eu visto uma coisa brega dessas da Berry.” Ela lançou a ganga de volta e fez uma careta.

“Obrigada pela educação, Santana.”

“Disponha, cunhadinha.”

“Santana, eu falo sério. Eu não posso ficar de olho em você e na Rachel ao mesmo tempo.” Ele disse franzindo a testa e Rachel riu.

“Agora a pergunta que não quer calar: quem te pediu para ficar de olho em mim?” A latina disse irônica. Noah andou até a porta e pegou o cartão-chave, colocando-o no bolso.

“Ou veste a ganga, ou não tomamos sol. Escolha.”

Santana revirou os olhos, pronta para argumentar e dar de ombros a tudo que o irmão disse, mas antes que eles engatassem mais uma discursão idiota sobre a latina já ser bem crescida e não necessitar dos cuidados do irmão, Rachel falou:

“Sant, por favor, não comece. Você sabe que ele diz isso para o seu bem.”

“Mas, Rach...”

“Eu sei que você já é crescidinha, mas pense comigo: você vai gostar de ficar sendo incomodada por todos os homens solteiros do navio?”

Por todos não, mas por alguns... Santana pensou, mas decidiu não criar caso. Caminhando até a cunhada para escolher alguma peça que lhe agradasse. No caminho até Rachel, mostrou a língua para Puck que lhe lançou uma almofada. Depois de muita demora, ela conseguiu se agradar por uma canga da mulher e os três desceram para a piscina.

[...]

“Eu vou buscar um drink pra gente e já volto...”

“Ok.” Rachel e Santana concordaram.

“E aí, Sant? O que vai rolar lá da revista aqui no cruzeiro?”

“Ah, Hobbit, é um desfile de primavera/verão de uma nova estilista que lady Hummel descobriu. E tá sendo organizado pela Juno.”

“Juno?”

“É a Quinn Fabray. Eu não a suporto e... Ah, meu Deus, droga!”

“O que foi Sants?”

“Nada, Rach. Eu tenho que ir ao banheiro. Já volto.”

A latina andou quase correndo e a pequena ficou sem entender nada. Logo depois deu de ombros, Santana era louca mesmo e, além disso, ela tinha descoberto mais coisas sobre aquela mulher estranhamente grossa do banheiro. Noah chegou trazendo os drinks e tirando Rachel de seus pensamentos.

“Ué, cadê a Sants?”

“Acho que ela tá com piriri, amor...”

Ele olhou para a namorada com uma sobrancelha erguida, mas depois caiu na risada, já imaginando as piadas que faria com a irmã quando ela voltasse.

“Bem, aqui está seu suco, gatinha.”

“Obrigada, amor.” Ela deu um selinho em retribuição, arrancando um enorme sorriso do namorado.

Notas finais
O que acharam da interação Faberry? E o que será que deu em Santana, gente? Um beijo e até o próximo!!