Change of Plans
6 I will make it special
Notas iniciais
Ao chegar à casa de sua namorada, Puck bateu apressadamente na porta e foi recebido por uma Rachel descabelada, usando um pijama simples rosa, não muito curto. Ela sorriu confusa ao perceber o namorado parado em sua porta e antes que seus braços alcançassem o pescoço do moreno, foi surpreendida por um buquê de rosas que ele ergueu na altura de seus olhos.
“Rosas brancas.” Ele sorriu carinhoso. “Pois rosas vermelhas seriam vulgares demais para demonstrar todo o meu amor por você.”
“Você sabe o que significa dar rosas brancas a alguém?” Ela segurou o buquê com um enorme sorriso no rosto e encarou o namorado com uma expressão travessa.
“Significa amor eterno!” Ele coçou a nuca e pareceu pensar por alguns segundos. “Um voto eterno de amor! Quando alguém te presenteia com rosas brancas, esse alguém quer passar o resto da vida ao seu lado.”
Puck falou sorrindo e se surpreendeu quando a pequena o puxou pela nuca para um beijo intenso e apaixonado, rapidamente se recompondo do susto, ele agarrou sua cintura e correspondeu o beijo na mesma intensidade, permitindo que a morena mantivesse o controle.
“Como você sabe disso?” Ela perguntou com os lábios entreabertos. Um pouco ofegante pela intensidade do beijo e ainda pendurada no pescoço do namorado.
“Me lembro do meu vô me contar que conquistou a vovó desse jeito.” Ele sorriu de lado apertando o corpo da pequena no seu e encostando os lábios no ouvido da namorada. “E pesquisei um pouquinho na internet, pra não ter erro.”
Ela soltou uma gargalhada gostosa e o puxou para dentro de sua casa, os dois trocaram mais um beijo carinhoso antes que a morena colocasse as flores em um vaso na sala.
“Você está linda!” Ele sorriu a abraçando por trás pela cintura.
“Você está mentindo.” Ela riu se virando no abraço. “Estou de pijama, descabelada e sem maquiagem nenhuma.”
“Exatamente, está linda.” Ele deixou um selinho demorado entre os lábios carnudos. “Linda, linda e linda.”
Ele começou a distribuir beijos por todo o rosto da pequena, arrancando risadas da mesma que acariciava a nuca dele delicadamente.
“Obrigada, Noah, por ser tão bom comigo.” Ela sussurrou com a voz um pouco trêmula.
“Eu te amo!” Os dois sorriram.
“Eu também te amo!”
“Venha.” Ele segurou a mão da pequena e se sentou no sofá da sala da garota, a puxando para sentar em seu colo. “Deixa eu te perguntar uma coisa.”
“O que quiser!” Ela sorriu passando os braços ao redor do pescoço do moreno.
“O que acha de tirar uns dias de folga, nos próximos dias?”
“O quê? Por quê?” Ela perguntou confusa.
“Alguns dias, pra nós!” Ele sorria empolgado.
“Eu... não sei, Noah.” O sorriso nos lábios dele foi diminuindo. “Eu não sei se consigo. Na verdade está muito em cima, não planejamos nada ao certo, não sei se realmente poderei ter uma pausa, você sabe que tenho projetos que dependem exclusivamente de mim e que não posso deixá-los totalmente pra trás. Além do mais, o que faríamos nesses dias? Você consegue sair por uns dias? E seriam quantos dias? Eu não sei se é uma boa ideia...”
“Eu só...” Ele abaixou o olhar e tentou forçar um sorriso. “Queria tentar te animar talvez.”
“Mas, Noah.” Ela sentiu o peso do arrependimento por ter soltado aquelas palavras no rapaz. “Nós... Eu... Eu quero!” A morena segurou o rosto do namorado entre as mãos e fez com que ele a encarasse. “Eu quero!”
“Eu pensei em algo pra nós.” Ele sorriu um pouco mais animado. “Na verdade, seriam alguns dias em um cruzeiro, será bem legal, sei que terá algum evento de moda, você pode se divertir, se distrair um pouco e será um lugar muito bonito tenho certeza, só pra nós dois!”
“Uau, um cruzeiro!” Ela sorriu percebendo o brilho nos olhos do namorado.
“Por favor, diga que pelo menos vai pensar, Rach.”
“Eu posso conseguir uns dias pra nós, gatinho.”
Puck riu animado e a abraçou ainda mais forte, dando beijos por todo o rosto da pequena. Rachel ria da animação do namorado e sem pensar duas vezes, uniu seus lábios aos dele, iniciando um beijo cheio de paixão. Ela queria no mínimo retribuir todo o carinho que recebia do moreno e a atitude dele de pensar no bem dela fez com que algo se acendesse novamente em seu peito.
Rachel o beijava com entrega, deslizava as pontas dos dedos arranhando levemente a nuca do rapaz, sentindo que ele se arrepiava, foi descendo aos poucos os beijos pelo pescoço de Puck.
O moreno, sentindo a intensidade da namorada, passou a deslizar uma das mãos na parte interna da coxa da pequena e ao ouvir um gemido fraco escapar dos lábios que trabalhavam perfeitamente em seu pescoço, subiu a outra mão por dentro da blusa de pijama da garota, acariciando a pele descoberta e trazendo o corpo da namorada para mais perto do seu.
Rachel subiu novamente os lábios voltando a conduzir o beijo com ainda mais desejo. Puck sabia perfeitamente como usar as mãos e leva-la a loucura com simples toques, ela podia sentir a excitação de seu namorado ficando cada vez mais evidente, enquanto no seu corpo ocorria o mesmo tipo de reação.
Eles se desejavam ferozmente e em questão de segundos, ela estava deitada no sofá sentindo o corpo musculoso do moreno se apertar sobre o seu. As mãos sabiam o rumo perfeito para explorar os corpos um do outro.
O telefone tocava insistentemente, mas os dois conseguiram ignorar completamente os toques, até que a ligação caiu na secretária eletrônica e eles puderam ouvir duas vozes conhecidas através do aparelho.
“Estrelinha, eu sei que você está em casa, pois estou vendo seu carro na garagem.” Hiram anunciou.
“E sabemos que o seu namorado está aí também, pois estamos vendo o carro dele parado aqui em frente.” Foi a vez da voz de Leroy se fazer presente. “E eu espero que vocês estejam conversando sobre alguma coisa interessante como a economia do país, ou talvez as eleições.”
“Leroy, não seja rude com eles!”
“Mas, Hiram...”
Puck revirou os olhos rindo, sendo acompanhado pela namorada que gargalhava ouvindo as vozes dos pais. Os dois se sentaram no sofá e encararam o aparelho que continuava a ecoar a mensagem de voz
“Sem “mas” Leroy! Rach, eu e sei pai apenas passamos aqui na frente e deixamos algumas correspondências na sua caixa de correio, não queremos atrapalhar vocês crianças. Passe em casa para jantar com a gente amanhã, estaremos apenas eu e seu pai e estamos com saudades, apesar de termos nos visto ontem, mas você sabe como seus pais são.”
“Hiram, podemos ir?” A voz de Leroy estava um pouco mais longe.
“Mande lembranças ao Noah!”
“Ele está ao lado dela Hiram, você pode mandar as suas lembranças ao próprio Noah.”
“Não seja implicante, Leroy! Um beijo querida, um beijo Noah!”
“Beijos, estrelinha!” A voz de Leroy finalizou a ligação.
Rachel deitou a cabeça no ombro do namorado ainda rindo do comportamento dos pais, o moreno sorria e começou a acariciar carinhosamente os cabelos escuros da pequena.
“Parece um carma!” Ela suspirou afundando o rosto no peitoral do namorado.
“O quê, gatinha?” Ele perguntou deixando um beijo entre os cabelos dela.
“Nós! Algo sempre acontece!” Ela deu de ombros. “Por isso que você quer fazer esse cruzeiro e ter um tempo pra nós?”
“Pode ser por isso também.” Ele suspirou. “Mas não veja isso como algo ruim, Rach.”
“Eu não vejo como algo ruim.”
“Eu só quero que as coisas voltem, ou melhorem, não sei.” O rapaz deitou a cabeça pra trás no sofá e sentiu que a pequena o encarava.
“Eu acho que sermos melhores amigos atrapalha em alguns momentos.” Ela apoiou o queixo no peitoral de Puck, que a encarou curioso. “Talvez isso faça com que tenhamos medo de errar, ou de perder alguma coisa entre nós, não sei.”
“Eu te amo, você é a minha melhor amiga.” Os dois sorriram docemente. “Pra mim não existe nada melhor do que estar apaixonado pela minha melhor amiga e querer fazer sexo com ela.”
“Noah!” A pequena deu uma tapa no braço do rapaz e os dois riram. “Eu te amo, vamos fazer esse cruzeiro e fazer muito sexo?”
“Muito sexo é?” Ele a encarou com uma expressão divertida, com uma das sobrancelhas arqueadas.
“Sim, muito sexo!” Rachel deixou um selinho demorado entre os lábios dele. “Lá no cruzeiro faremos muito sexo, o melhor sexo de todos!”
“Você sabe o que está causando em mim falando desse jeito?” Ele sorriu malicioso e voltou a deslizar as mãos pelo corpo da pequena.
“Ah, eu sei bem.” Ela mordeu o lábio o encarando sedutora. “Mas sei também que vamos quebrar essa maldição de interromperem nosso sexo lá no cruzeiro!” Rachel piscou marota e se levantou do corpo do namorado. “Por isso faremos apenas lá!”
“Você é má!” Puck resmungou arrancando gargalhadas da morena que o encarava em pé com os braços cruzados. “Me prometa que iremos passar um dia inteiro fazendo.”
“Noah!” Rachel o repreendeu, mas voltou a rir com a expressão que via no rosto do moreno. “Você é um tarado sabia?”
“Você gosta!” Ele piscou convencido.
“Eu prometo.”
Os dois riram e o moreno se levantou abraçando a pequena e a beijando carinhosamente, foi um beijo lento, onde apenas sentiam os efeitos que um tinha no outro, era como se a cumplicidade voltasse aos eixos. Puck sentiu que acertou. Sentiu nos lábios da morena que aquela poderia ser uma viagem positiva.
“Prometo que será inesquecível, Rach!”
[...]
Na hora marcada, todos os convidados estavam sentados na mesa afastada reservada por Marley, esperando a triunfal chegada de Mercedes.
“Essa mulher não cansa?” Blaine perguntou, mas todos deram de ombros.
“Quinn, você não quer nos adiantar o assunto?” Sam perguntou.
“Não, Sam. Eu acho melhor esperar a Mercedes chegar, pois...” Ela não conseguiu completar a fala, pois, ao olhar para frente, deu de cara com a estilista sendo carregada nos ombros por dois homens extremamente musculosos e sem camisa.
“Mercedes Jones acaba de chegar!”
Ela se referiu a si mesma na terceira pessoa, coisa que lhe era comum fazer. Logo após, os dois homens a abaixaram e ela sentou-se. Todos da mesa estavam atônitos. A diretora os havia pedido discrição em seu encontro, para evitar paparazzi e assédio, mas Mercedes conseguiu chamar a atenção de todos do restaurante para a mesa deles.
“Acho que vocês já podem voltar a comer!” Quinn falou alto, dirigindo-se a todos do restaurante. Eles assim fizeram. “Obrigada.” Ela agradeceu e sentou. “Discrição não é bem o seu forte.” Lançou um olhar mortal para a estilista, que revirou os olhos.
“Agora que estamos todos aqui pode falar Quinn.” Brittany pontuou.
“Claro.” Respirou fundo. “Creio que todos aqui sabem que estou noiva, correto?” Todos concordaram silenciosamente. “Então, eu e meu noivo iremos a esse cruzeiro, mas ele não saberá que eu estarei coordenando todos vocês.”
“O quê? Mas ele vai ver quando formos falar com você e tal... Isso é meio impossível, sabe?” Blaine expôs.
“Não, não é! Pois vocês não vão falar diretamente comigo.” Ela suspirou fundo. Tinha tudo planejado em sua mente, só precisava explicar. “Bom, todos vocês terão um ponto eletrônico...”
***
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