Change of Plans

7 I love being around you


Notas iniciais
N/M: Sebtana Shipper querida muito obrigada pela recomendação super especial! Foi realmente uma honra, muito obrigada! N/C: Muuuuuito obrigada a todos pelos comentários e especialmente à linda da Luísa pela recomendação. Obrigada, Lu, fiquei muuuito feliz mesmo. Capítulo especial para você.

“Olha, eu não sei o que vocês farão, mas eu preciso de férias!” Finn alterou a voz e viu sua noiva remexer-se na cama. Parou de falar e logo em seguida continuou, com um tom mais baixo. “Artie, eu sei que você pode me substituir enquanto eu descanso. Por favor, cara, eu realmente estou precisando.”

Ele ouviu atentamente a explicação do colega de trabalho. Quando pensou em pedir férias, não imaginara que seria tão complicado. Ninguém queria que o “comandante” tirasse férias, pois isso significaria trabalho em dobro para todos. Principalmente para Artie. Já que ele era o responsável direto na ausência de Finn.

O homem quase pulou de felicidade quando o colega disse que o substituiria. Explodiu em agradecimento. Ele poderia ter se estressado durante a conversa, mas aquilo era de momento. Ele tinha um bom coração e mesmo estando em seu direito, agradeceu ao outro homem na linha por “conceder” suas férias.

“Muito obrigado, cara! Até mais.”

Desligou o celular e jogou-se na cama, agarrando uma Quinn Fabray que o observava há algum tempo em silêncio. Ela gargalhou alto ao sentir os lábios de seu noivo distribuindo beijos descoordenados por seu pescoço e repetindo incessantemente: “Consegui! Consegui!” como se tirar férias fosse um direito recém-conquistado pelos trabalhadores.

Finn deu um selinho estalado nos lábios da loira e a olhou nos olhos. Naquele momento uma onda de culpa invadiu a mulher e formou um nó em sua garganta. Ela forçou um sorriso, logo depois de receber o do noivo, que exalava felicidade. O homem se lançou para o lado e puxou Quinn para perto de si.

“Você já tomou café?” Ela perguntou, levantando o pescoço para olhar em seu rosto.

“Sim. Eu e seus pais.” Ele falou e franziu o cenho. “Eles desceram para ver um apartamento no terceiro andar.”

Ela o olhou com a sobrancelha erguida, parecendo esperar uma continuação para a explicação, mas ele apenas suspirou e deu de ombros.

“O que você acha de meus pais virem morar aqui no prédio?”

“Bem...eu...eu não sei, amor.” Ele disse por fim.

Ele adorava a mãe de Quinn, mas o pai, bom, ele não era a pessoa favorita de Finn. O homem sempre foi contra o namoro deles, simplesmente porque acha que sua filha de 30 anos, que comanda uma das maiores revistas de moda do país e que carrega um currículo de títulos e nomeações incríveis, ainda não está preparada para ter um relacionamento amoroso com ninguém.

“Tudo bem. Eu também ficaria confusa se fosse você.”

Ela sorriu e levantou-se. Finn continuou deitado, achando que tinha feito alguma burrada, até que Quinn aparece de toalha na porta do banheiro. Ela lançou um daqueles olhares maliciosos para ele e correu de volta ao banheiro. Ele apressou-se em levantar e correr atrás dela.

Ela estava deitada na banheira de hidromassagem da suíte. A toalha jogada em algum lugar e seu corpo inteiro submerso pela espuma. Ela ainda sorria para o noivo, que sem perder tempo, tirou suas peças de roupa e entrou na banheira. A loira se aconchegou ao grandão e deu início a um beijo ardente. Suas mãos puxavam o cabelo de Finn, enquanto se beijavam freneticamente.

O tesão reprimido entre os dois já estava fora do limite suportável. Parecia que toda vez que eles tentavam suprimir o desejo, algo ou alguém insistia em atrapalhá-los. E justamente, isso era verdade. Quinn ouviu a campainha soar irritantemente aos seus ouvidos, no exato momento em que seu noivo a estava fazendo ver estrelas.

“Puta que pariu!” Finn soltou em um tom relativamente alto e irritado.

A mulher atirou a cabeça para trás e soltou um longo suspiro. O homem encarava o teto, enquanto sentia sua excitação indo por água abaixo, quase que literalmente. Quem levantou para atender a porta foi uma Quinn furiosa, que se enrolou na toalha e marchou pela sala a passos firmes. Abriu a esquadria em um rompante e disparou.

“Quando vocês vão se mudar?”

“Bom dia pra você também.” Seu pai disse e adentrou o apartamento.

“Amanhã mesmo. Nós só precisamos efetuar o pagamento ao dono e assinar alguns papéis. Porém, a escritura de compra só nos será entregue daqui a alguns dias.” Judy respondeu, sentando-se no sofá e retirando os sapatos altos.

“Porque a presa em nos ver indo embora, Quinnie? E porque você está de toalha? Seu namoradinho não está aí, está?”

“Ele não é meu namoradinho, pai. Ele é meu noivo.” A loira frisou a última palavra na intenção que seu pai entendesse de uma vez por todas que ela já havia crescido. “E sim, ele está aqui!”

“Mas você está de toalha, Quinnie.” O pai respondeu com uma cara de preocupação.

“Russel, meu bem, Quinn já tem 30 anos e está noiva, você deve ter consciência de que os tempos são outros.”

“Ora...”

“Deixa pra lá, mãe.” Quinn suspirou, tentando acabar com a conversa. “Eu já volto.”

Atravessou a sala e adentrou seu quarto. Não iria discutir com seu pai sobre a sua vida amorosa e principalmente, sobre sua vida sexual. Finn estava jogado na cama, com o rosto pressionado no travesseiro. Quinn caminhou até seu closet e escolheu um vestido leve na cor amarela. Depois voltou para o quarto.

“Me desculpe.” Ela sussurrou apoiando-se nas costas de seu noivo.

Ele murmurou um “Ok” e a ouviu sair do quarto. Não estava com raiva dela. Estava com raiva das circunstâncias. Circunstâncias que o impediam de ficar em paz com sua noiva. Primeiro era o trabalho, depois foi o acidente de Sebastian e agora, os pais de Quinn.

[...]

Dois dias depois...

“Chegamos!” Judy exclamou na frente do seu mais novo apartamento.

Todos entraram. Finn dava apoio a Sebastian que ainda mancava um pouco e Quinn vinha logo atrás, segurando a bolsa de seu irmão. O levaram para o quarto que foi preparado para ele. Já continha algumas coisas do jovem, como seu violão, seu skate e alguns porta-retratos.

“Vocês invadiram minha casa, é isso?”

“Sim. Algumas coisas já estão aqui, mas as outras buscaremos amanhã.” Judy falou.

“O quê? Não. Eu não vou morar com vocês. Já tenho 26 anos!”

“Meu filho, aquilo que você chama de casa, pode ser considerado uma lata de sardinha. E o que você chama de emprego, eu chamo de falta do que fazer.” Russel disse segurando um copo de uísque.

“Russel!” Judy o repreendeu.

“Deixa, mãe. Eu já sei há tempos o que o papai acha do meu trabalho, mas a surpresa: eu não me importo.” O irmão mais novo de Quinn falou, deitando-se na cama. “Valeu, dude!” Disse para Finn com um sorriso. O maior retribuiu com um de canto da boca.

“Seb, eu e o Finn iremos viajar em um cruzeiro na semana que vem. Se você quiser, pode ficar lá em casa, mas o que nós queremos é que você não fique longe da gente. Você se expõe muito! E uma família deve ficar unida, certo?” Quinn falou sentando-se ao lado da cama e segurando a mão do irmão.

“Eu vou!”

“Ok, antes de ir eu deixo as chaves aqui.”

“Não, não pra sua casa. Pra o cruzeiro.”

“O quê? Não mesmo. Você acabou de sofrer um acidente, mocinho. Não vai mesmo.” Judy falou com o tom de voz alterado.

“Mãe, eu não perguntei.” Ele disse tentando ser o mais respeitador possível.

Todos fizeram silêncio, até que Finn o quebrou.

“Pode ser bom para ele, ir. Pra se distrair e tal. Lá ele não vai fazer esforço, pois é um cruzeiro para relaxar e nós estaremos de olho nele.” Ele explicou, gesticulando com as mãos.

“É, mãe. Eu cuido dele e também, ele não tá morto. Só um pouco dolorido.” Todos riram da observação de Quinn.

“Tá. Tá bem. Se eu pudesse, eu também iria, mas nós estaremos enrolados com alguns negócios.”

“Que bom” Finn pensou. Russel estava na sala de TV desde o momento que Sebastian expressou sua preocupação para com a opinião do pai. Estavam os quatro no quarto. O clima havia descontraído bastante. Todos estando de acordo com a ida do mais novo, ele falou:

“É oficial. Sebastian Fabray Smythe está dentro!”

[...]

Uma semana depois...

O som da embarcação deixando à costa era como música aos ouvidos de Finn. Agora sim ele sentia que poderia respirar, aliviado, e que finalmente tiraria férias com a sua adorada noiva. Ele podia ver no rosto da loira que ela estava esperançosa em relação a esse cruzeiro. O homem envolveu a cintura da mulher com um dos braços e beijou o topo dos cabelos dourados de Quinn. Ela se aconchegou ali, onde era seu refúgio favorito.

Ao lado do casal feliz, estava Sebastian, quase já arrependido de ter vindo fazer papel de vela. Olhou para a irmã e o cunhado e sorriu. Mesmo que fosse um saco servir de castiçal para um casal, ele estava até contente, por ver os dois se entendendo e compartilhando um tempo junto.

“O que está achando?” Finn pergunta a Quinn que suspira fundo, mirando o horizonte.

“Eu acho que será fantástico!”

Dito isso, virou-se de frente para o grandão e selou seus lábios, passando seus braços ao redor do pescoço de Finn e ficando na ponta dos pés para tal ato. No começo foi apenas um selinho, mas logo eles aprofundaram o beijo, sendo cortados por Sebastian.

“Qual é, Finn! Somos amigos, mas eu não sou obrigado ver você pegando minha irmã na minha frente, dude. Vão para um quarto.”

“Sebastian!” Quinn estapeou o braço do irmão e bufou com sua declaração, enquanto seu noivo gargalhava e envolvia os braços pelo corpo da mulher.

“Deixa, Quinn. É que ele tá irritadinho porque tá na seca desde o dia que saiu com uma gostosona e ela deu no pé.” Finn disse rindo e recebeu o olhar furioso de Sebastian.

“Muito engraçadinho você.” O mais baixo falou ironicamente, arrancando ainda mais risadas do outro. Enquanto Quinn apenas observava curiosa a situação. “Eu vou achar algo para fazer nesse navio.”

“Ver se acha uma mulher, dude. Tá precisando, para relaxar.”

“Vá se ferrar, Finn.”

Sebastian disse sério, mas caindo no riso em seguida. Finn era seu cunhado e melhor amigo. Era bom passar mais tempo com ele também. O garoto se afastou do casal e andou até seu quarto para ajeitar suas coisas. Enquanto Quinn assumia uma postura interrogativa para o noivo. Fitando-o com os olhos cerrados e as mãos na cintura.

“Que gostosona foi essa que o Sebastian saiu, Finn?”

“Meu amor, você pode ir me desculpando, mas isso é assunto extraoficial e eu não posso te contar nada. Papo de amigo fica entre amigo.”

Ele agarrou a loira que instantaneamente desfez sua postura e caiu no riso. Os dois pareciam estar nas nuvens. Em perfeita sincronia e esperando tudo do melhor para aquela viagem. Porém a loira ainda tinha algumas obrigações.

“Meu amor, eu vou ao banheiro e já volto.”

“Ok. Eu vou dar uma passada no bar por enquanto. Tomar um coquetel. Depois você vai para lá, ok?”

“Sim.”

Despediram-se com um selinho e Finn foi para o bar, dentro do salão principal do navio.

[...]

Na outra ponta do navio, imitando a tão famosa cena de Titanic estava Rachel e Puck. O mais alto abriu os braços da pequena após coloca-la em uma superfície mais elevada do navio. Ela gargalhava alto e em seguida imitava, com caras e bocas, a doce Rose do filme. Noah ostentava seu cavalheirismo como Jack, mas não se aguentava e caía na risada junto com a namorada.

“Isso aqui é incrível!” Rachel disse empolgada, beijando a bochecha do homem.

“Você é incrível!” Ele envolveu a cintura da mulher que o olhou docemente.

“Eu te amo.” Ela disse, fitando os olhos do namorado.

“Eu também te amo.” Ele respondeu e os dois se beijaram.

Devagar, sem pressa e sem malícia alguma. Apenas curtindo a paz que aquele ambiente proporcionava para eles e, principalmente, a companhia um do outro. As mãos da pequena estavam apoiadas no peitoral de Noah, que por sua vez, ainda segurava a cintura da namorada. Terminaram o beijo com uma infinidade de selinhos e enfim soltaram-se.

“Onde está a Sant?”

“Ah, ela disse que ficou enjoada e iria dormir. Também falou para não acordarmos ela antes do navio estar em alto mar, ou iríamos sentir a fúria da Snixx sobre nós.” Ele disse, imitando em alguns momentos a irmã e Rachel gargalhou alto. Era bem a cara de Santana dar alguns recados assim.

“Tudo bem então. Eu que não irei acordá-la.”

“Nem eu.” Eles riam abertamente da situação. “Amor, vamos ao bar beber alguma coisa.”

“Vamos sim, mas antes, eu preciso ir ao banheiro. Estou apertada, amor...”

“Tudo bem. Vou pedir dois sucos de melancia, pode ser?”

“Sim, sim, sim!” Ela agarrou o pescoço do namorado e distribuiu beijos por todo o rosto do rapaz.

“Não demora!”

Ela assentiu e saiu caminhando a procura do sanitário.

Notas finais
Eu tenho um grande fraco por Puckelberry ♥ , acreditem HAHHAA então definitivamente amo esses momentos .. Finchel baba do Seb hahahahahaha maaaaaaaais ou menos né Espero que gostem bastante e continuem acompanhando. Vocês são muito importante pra nós! Beijos Mahh e Camilla!