Change of Plans

20 Capítulo 20 - One more night...


Notas iniciais
Oi, gente! Aqui é a Camilla. Sei que vocês não esperavam atualização dessa fic mais, porém, eu estava relendo os capítulos e tive um lampejo de criatividade para escrever esse capítulo. Espero que gostem, então!

Após avisar a Finn que Quinn estava a sua procura, Sebastian caminhou apreensivo pelo corredor do navio. Ele não queria esbarrar em Santana, pois sabia que não aguentaria continuar ignorando-a e muito menos ter uma conversa decente com a morena. Era impossível que os dois ficassem no mesmo ambiente sem que ele quisesse agarrá-la ou arrancar fora sua cabeça.

Enquanto tentava se esconder da latina, acabou por ter uma surpresa ainda menos desagradável.

— Sebastian? — A voz conhecida chamou o rapaz com entusiasmo, transmitindo pelo tom alegre o quão surpresa estava por vê-lo ali.

Ele se virou revirando os olhos, já sabendo o que lhe esperava dali em diante.

— Hey, Blaine. — Ele sorriu fraco.

— O que faz por aqui? Quinn não me disse que te traria...

— Nem disse para mim que você estaria aqui... — O rapaz sussurrou para si mesmo, enquanto forçava simpatia. — Eu decidi vir de última hora, sabe?

— Você sempre imprevisível, não é mesmo, Seb? — Blaine disse com um sorriso bobo, inclinando a cabeça para o lado ao falar o apelido do mais novo.

— Sabe como é, né? — Ele fez uma pausa. — Cara, tenho que ir, estava indo encontrar uma pessoa agora.

— Ah, ela não pode esperar nem um pouquinho?

— É que eu já estou atrasado.

— Não precisa mentir para mim, Seb. Eu sei que você ainda não superou o nosso affair.

— Qual é, cara? Essa história de novo? Nós não tivemos nada!

— Como assim não tivemos? Bebemos juntos e nos divertimos à beça!

— Cara, eu já estava bêbado quando você chegou na boate e tudo o que você fez foi ligar para a minha irmã! — Sebastian estava perdendo a paciência com Blaine.

O mais baixo tinha uma paixão platônica pelo irmão de sua chefe desde o primeiro dia em que o vira. Stalkeava o rapaz em todas as redes sociais até começá-lo a seguir nas baladas e festas que ele costumava frequentar. Em uma noite criou toda uma fantasia de que os dois haviam compartilhado momentos de afeto e passou a atazanar Sebastian com o assunto.

— Eu sei que é difícil se revelar, sair do armário... Mas eu poderia te ajudar!

— Caralho, Blaine! Eu não sou gay! Quantas vezes vou ter que te dizer isso!? Você é maluco, cara!

— Você disse que estava indo encontrar alguém. Não especificou gênero, mas deixou subentendido que não era algo relacionado a amizade. Logo, podemos presumir que você está com medo do julgamento da sociedade e por isso não diz com quem você está indo se encontrar.

Sebastian preparou-se para rebater o argumento louco de Blaine, mas uma voz feminina e convicta soou atrás de si antes que ele pudesse responder.

— Ele está indo encontrar-se comigo, BlaiGay.

— O quê?! — Os dois falaram em uníssono. Santana olhou de canto para seu affair de uma noite e ele entendeu o que ela estava fazendo.

— Eu estava quase contatando a guarda costeira para te procurar, Seb. — Ela deu um selinho nos lábios do rapaz, que arregalou os olhos em surpresa.

— Não é pra tanto... — Ele disse entrando no jogo e segurando-a pela cintura, como há tempos gostaria de fazer.

— Mas como assim? Você está pegando essa “zinha” aí!

— Ei! Olha lá como você fala comigo. Eu ainda sou sua superiora na revista.

— Mas não é a minha superiora direta e outra, não estamos na revista.

— Mesmo assim sou sua superiora e outra, por que você não vazou daqui ainda?

O homem estreitou os olhos para a latina, prometendo em sua cabeça vingar-se dela, lançou um último olhar para Sebastian e virou-se, saindo à passos firmes dali.

Assim que Blaine saiu das vistas dos dois, Santana se desvencilhou dos braços do rapaz e caminhou para longe dele, que a acompanhou rapidamente.

— Por que fez aquilo? — Ele questionou.

— Pois não perderia uma oportunidade de tirar sarro do Blaine.

— De onde vocês se conhecem? Você trabalha na Vogue?

— Isso ficou meio óbvio na conversa não acha, garoto?!

Ele suspirou. O mesmo comportamento arrogante de sempre. Santana não mudou nada.

— Não me chama de garoto... — Ele pediu com paciência. — Minha irmã também trabalhar para a Vogue.

— Quem se importa?

Ela o encarou por um breve momento. Seus olhos castanhos fitando o azul claro que parecia mais vibrante agora do que se lembrava. Apenas a respiração rápida de Sebastian a transbordava de lembranças picantes e que seu subconsciente teimava em querer reviver.

Ele percebeu a guarda baixa da mulher por alguns segundos e decidiu investir para realizar seu desejo há muito reprimido. Cortou a distância entre os dois rapidamente e a agarrou pela cintura, recebendo protestos imediatos da parte dela.

— Ei, garoto, o que você acha que está fazendo? — A voz dela saiu um pouco fraca.

— O que isso te lembra, hein? — Ele falou baixo próximo ao ouvido dela.

— Nada. — Ela respondeu tentando controlar seus batimentos cardíacos que se aceleravam rapidamente.

— E isso? — Ele pressionou o corpo dela para mais perto do seu e Santana mordeu os lábios para controlar um gemido baixo de satisfação.

— N-nada. — Sua voz saiu ainda mais vacilante dessa vez.

— Nada? E quanto a isso? — Ele afastou o cabelo da latina para o lado e fez uma trilha imaginária em seu pescoço, apenas respirando ar quente pelo caminho.

— Garoto... — Santana sussurrou de olhos fechados.

— Se não sente nada então, não vai se incomodar com isso... — Sebastian mordeu levemente o pescoço da latina, subindo devagar até a orelha e repetindo o ato.

Ela mordeu os lábios ainda mais forte e cravou suas unhas no ombro do rapaz, que arfou com o contato. Ele pressionou a cintura dela com mais propriedade e retirando o rosto do vão do pescoço, selou seus lábios em um beijo urgente. As bocas se encontravam numa batalha feroz por contato.

Rapidamente estavam sem ar.

— No meu quarto ou no seu? — Santana perguntou sem muita paciência e voltando a beijá-lo.

{...}

— Uau! — Sebastian suspirou jogando-se para o lado.

Santana respirou fundo, recuperando o fôlego e levantando-se para se vestir.

— Ei, você já vai embora?

— Garoto, você tem que aprender a desapegar. — Ela disse revirando os olhos e vestindo seu sutiã.

Ele suspirou. Sabia que não adiantaria nada querer conversar com ela e bom, estava satisfeito demais para reclamar de alguma coisa. Então apenas apreciou a visão da latina se vestindo.

Ela procurou o top cropped pela cabine de Sebastian e fez uma nota mental de que na próxima vez não deveria espalhar suas roupas por aí. Logo em seguida se repreendeu mentalmente por está cogitando uma próxima vez. Essa já tinha sido erro suficiente.

— Ei, garoto, não fica felizinho achando que isso vai ficar acontecendo não, ok?

— Ok! — Ele entrou no jogo da latina.

Santana arqueou uma das sobrancelhas ao ouvir a resposta do rapaz, mas deu de ombros, vestindo a calça de cintura alta que complementava seu look.

— Você tem um pente aqui nesse chiqueiro? — Ela fez uma careta olhando ao redor do quarto.

— Em algum lugar do criado-mudo. — Ele disse remexendo-se para o lado e deixando sua bunda à mostra.

— Ei! Não preciso ficar vendo isso! — Santana protestou.

— Deixa de frescura. Não é nada que você nunca tenha visto. — Sebastian jogou o pente para a morena que rapidamente penteou os fios negros de seus cabelos, jogando-o de volta para o rapaz.

Ela se dirigiu para a porta, lançando um último olhar para o garoto que sorria maroto deitado na cama com o peitoral à mostra. Abriu a esquadria e quando já estava saindo, voltou para questioná-lo uma coisa:

— Ei, garoto, quem é a sua irmã?

Ele estranhou a pergunta àquela hora já que tinha comentado sobre sua irmã desde antes dos dois estarem se pegando no quarto dele e ela deixou claro que não se importava. Porém, deu de ombros e respondeu:

— Quinn Fabray.

Notas finais
E então? Alguém aqui ainda acompanha a fic? hahaha Beijos!