Change Of Directions
44 Capitulo 44
Notas iniciais
Às vezes, tudo que você precisa para seguir em frente é de um choque de realidade, para abrir os olhos. Para mim, a visita dos meus pais foi como um tapa na minha cara. Mas foi um tapa que finalmente me libertou. Por muito tempo eu me afoguei em magoas imaginando milhares de cenas sobre como reagir se eles vissem pedir perdão para mim. Nenhum dos discursos e reações preparados me ajudou quando realmente aconteceu. Todo o tempo do mundo e não seria o bastante para eu me preparar para isso.
Masagora os longos capítulos sobre as partes miseráveis da minha vida estavam chegando ao fim, eu tinha alcançado o ponto de virar a pagina e tudo o que costumava doer tanto agora apenas era uma memória distante. Agora que eu sabia que meus pais tinham percebido seus erros e começaram o longo processo para ganhar o meu perdão, eu poderia finalmente viver em paz. E essa era a única coisa que eu precisava, em primeiro lugar. Bastava saber que eles ainda me amavam que eu era digna de amor depois de tudo.
E essa confirmação ia me ajudar a me livrar do meu medo irracional de que eu não merecia Quinn. Porque como você pode se entregar cem por cento para alguém se você estava com medo que ela te deixasse? Sim, inseguranças eram ruins. E eu sabia disso, mas eu ainda tinha e embora eu soubesse que tudo era coisa da minha cabeça, eu ainda pensava que existia no mundo exterior. Era como um daqueles momentos em que era tarde da noite e eu estava vagando pela casa no escuro para beber água, quando algo inexplicável me assusta e eu ficaria brevemente receosa com o conceito de fantasmas que eu sabia que não existia.
Eu não tinha explicação para este tipo de coisa. E às vezes era melhor deixar para lá coisas inexplicáveis, porque por mais que você procure saber sobre elas nunca vai entender e o pior é que elas ficariam em sua mente. Era a mesma coisa com inseguranças. Sua dúvida só irá crescer mais a cada segundo que você a alimentasse. Nem tudo precisa de uma resposta. Nada é tão importante a ponto de consumir todo o seu tempo e energia se apenas resultasse na miséria. Eu estava quase feliz que meus pais tinham me visitado. Ou eu ainda estaria presa na gaiola mental que eu tinha construído e não era capaz de sair sozinha.
–--------------------------------////-----------------------------------------
Com o baile chegando cada vez mais perto, todos os alunos do primeiro ano e abaixo estavam enlouquecendo por qualquer motivo. Eu não sabia que o Júnior Prom era um negócio tão grande em comparação com Senior Prom, mas aparentemente, era um dos maiores concursos de popularidade do ano. Toda vez que eu via os cartazes dos candidatos a Rei e Rainha para conseguir votos, eu dava um olhar nervoso para Quinn e se ela notasse acenava com desdém com um lembrete: ‘Você sabe que eu não me importo mais’.
E eu acreditava nela e a amava por isso, mas eu ainda não podia deixar de sentir que ela teve que abandonar esta experiência de ser Rainha do baile, porque ela não tinha um bom candidato a Rei do baile. Ela foi nomeada, é claro, mas ela não tinha intenções de se envolver com um dos candidatos do sexo masculino para ganhar. Desde o anúncio dos candidatos, ela não tinha feito nada para promover a si mesma para conseguir votos.
Santana e Brittany, do outro lado tinha realmente encontrado uma solução para este problema, embora eu ainda não soubesse que era possível Brittany foi nomeada para o Rei do baile. De qualquer forma os outros candidatos do sexo masculino para Rei do baile eram Finn, Puck e Karofsky. Eu não me importava quem iria ganhar, eu só esperava que não fosse Finn, porque eu tinha certeza de que Quinn ia ser a Rainha do baile. Eu só sabia que ela iria conquistar todos os corações e não seria porque ela era a Líder das Cherrios Quinn Fabray, o único nome conhecido em uma grande escola, mas porque ela era Quinn, inteligente, gentil e maravilhosa e todos os tipos de perfeição. Não, ela não era mais a Rainha do Gelo, mas a garota que nunca estava muito cansada para dar um sorriso.
Ela iria vencer. E eu ia ser a idiota que iria vê-la ser Rainha do baile e dançar com outra pessoa.
–-----------------------------------////------------------------------
Às vezes eu gostava de ficar acordada no escuro, com os olhos abertos embora eu não conseguisse ver nada. E talvez fosse a cegueira temporária que me confortasse, porque realmente os nossos sentidos estavam sendo inundados com impressões sensoriais em uma base diária e ninguém poderia processar tudo. Às vezes, você só precisa de um tempo.
Q: Você deveria descansar um pouco, — Quinn sussurrou no meu ouvido e eu me arrepiei por estar tão próxima dela.
R: Estou descansando, — Eu calmamente respondi, virando a cabeça para encará-la, mas estava escuro demais para ver. — Eu estou mais relaxada agora.
E era verdade. A mais completa escuridão era um contraste com a luz dentro do meu coração, porque não importa se eu podia ou não ver Quinn deitada ao meu lado, eu podia senti-la. Sua mão na minha, o calor do seu corpo, a respiração dela em meu rosto, eu estava contente.
Q: Mas eu quero que o seu corpo descanse, também, — Quinn murmurou e colocou a mão na minha barriga, circulando a pele nua com a ponta dos dedos. Eu estremeci, mas não pedi que ela parasse os movimentos, porque eu amava deixar que ela me torturasse das mais deliciosas maneiras.
R: Você não está ajudando, — Eu mais ou menos sussurrei quando eu não agüentava mais.
Q: Oh. — Sua mão parou e agora estava imóvel no meu estômago. — Sinto muito.
R: Volte a dormir futura rainha do baile, — Eu suavemente murmurei e acariciei levemente seu braço.
Q: Não comece com isso, — Ela protestou sonolenta, se virando de costas. — Eu não vou ser e eu não estou mais interessada. — Suprimindo um suspiro, eu disse calmamente,
R: As pessoas vão votar em você de qualquer jeito e você vai ganhar.
Quinn murmurou concordando em resposta, porque ela já estava quase dormindo novamente. E eu não disse mais nada, ela realmente precisava dormir. Depois de ficar parada por um minuto para ter certeza de que ela tinha adormecido, eu cuidadosamente a soltei e lentamente me levantei, quando eu estava prestes a sair da cama, uma mão agarrou meu pulso e eu soltei um assustado,
R: Jesus, Quinn!
Q: Aonde você pensa que vai? — Quinn disse com a voz arrastada, soando mais como um bêbado. Ela fez uma pausa a cada duas palavras e respirou fundo pelo nariz, e eu me amaldiçoei por ser a razão pela qual ela se forçou a ficar consciente. — Isso ainda é por causa do baile?
R: Não, — Eu imediatamente disse por reflexo, mas depois cedi porque não havia nenhum motivo para mentir para ela. — Sim.
A mão que segurava meu pulso me puxou de volta para o centro da cama e rolei de volta para os braços de Quinn sem protesto.
Q: Rachel -
R: Podemos falar sobre isso amanhã? Quando você conseguir pensar com clareza?
Q: Não, — Ela murmurou e até mesmo em seu estado semi-consciente, o tom de sua voz sonolenta era inconfundivelmente desafiador. — Eu vou dizer isso agora e você vai me ouvir ok? — Eu suspirei,
R: Ok.
Q: Quando eu quis ser rainha do baile era por todas as razões erradas, você se lembra, da véspera de Ano Novo?
A memória de uma véspera de Ano Novo que se destacou entre as outras estávamos nos inclinando para um beijo, que não aconteceu. O resto da noite pareceu ser um borrão. Mas eu poderia vagamente me lembrar que ela me disse que o sonho dela era se tornar rainha do baile.
Q: Bom, — Quinn continuou, parando apenas para um bocejo, — Eu não preciso deste título para me sentir bem comigo mesma, não mais. Porque eu não deixo mais a opinião dos outros me definir, a única que conta é a minha quando se trata de mim ok? Então, pare de se sentir culpada, qualquer que seja o motivo que esteja incomodando você, porque claramente não me incomoda.
Engoli em seco. Eu precisava parar de pensar que eu sabia o que era bom para Quinn, porque só ela mesma poderia saber. E que ela tinha o direito de decidir sobre o que era importante para ela, eu não poderia projetar minhas próprias opiniões sobre as dela. E se ela disse que não se importava mais com isso, então não devo me intrometer, porque eu não era o seu goleiro. Eu não estava em posição de decidir por ela.
Nosso relacionamento funcionava bem porque não estávamos tentando decidir uma pela outra. Claro, nem sempre concordamos com as escolhas da outra e tentamos várias vezes mudar a opinião de cada uma, mas no final, sempre cedemos porque vemos o quão felizes fazíamos uma à outra. Quinn tinha aceitado a minha posição no time de futebol, porque ela sabia que eu precisava me distrair com alguma coisa, e ela fez o trabalho dela para me apoiar com seu pelotão. E se ela confiava em mim para tomar minhas próprias decisões, então eu deveria fazer o mesmo.
R: Eu te amo, — Eu sussurrei. Eu pensei que tinha demorado muito e que ela tinha caído no sono de novo, mas depois eu senti os lábios macios pelo meu rosto, se movendo contra minha pele,
Q: Eu amo você, também.
E eu ainda não conseguia acreditar em como eu tinha tanta sorte. Sua respiração ainda me confortava e lentamente, meu coração ficou em sincronia com o dela. Eu gostaria de poder ficar para sempre neste estado onde eu estava meio acordada e meio dormindo, com a sensação de dormência, mas ainda ciente de tudo em torno de mim. Mas eu não conseguia segurar este transe, não podia lutar contra o sono tomando conta de mim e eu deixei ele me levar.
–-----------------------------------////-------------------------------------
Eu tinha considerado brevemente a idéia de não ir ao baile, mas esta idéia foi rapidamente derrubada pela minha namorada. Ela me levou em uma viagem aterrorizante para o shopping onde escolhemos os nossos vestidos de baile que combinavam bem juntos, o que eu relutantemente admiti depois.
Mas isso era praticamente tudo o que eu tinha preparado para o Baile. Quinn, Santana e Brittany, tinham a intenção de usar esse evento como uma desculpa para irem à manicure e fazer uma massagem no corpo inteiro. Desde que eu não entendia como as unhas recém-pintadas podia melhorar a experiência no baile, eu recusei a ir e chamei Puck porque ele ainda precisava de um terno.
Então o meu plano para hoje era fácil: Convencer meu Bro a usar um Terno para baile, comprar o maldito terno, me encontrar com a Tridade Profana às três horas em ponto na praça de alimentação no único shopping que Lima possuía, e convencer a minha namorada a experimentar uma nova posição sexual. Não logo após o encontro na praça de alimentação é claro, mas quando estivéssemos indo para minha casa esta noite.
Soa como um bom plano.
–--------------------------------////---------------------------------------
P: Isso é ridículo, cara. — Puck olhou para si mesmo, escovando a poeira imaginária de seu terno preto. — Eu pareço um esnobe. Porque o Baile tem que ser tão pretensioso? — Eu bufei e balancei a cabeça.
R: Ouvir você dizer 'pretensioso' é definitivamente um dos destaques de hoje.
Ir às compras de baile com Puck era uma das coisas mais divertidas de sempre. Ele realmente parecia miserável, sempre que entravamos em uma nova loja, ele estava tão desesperado para acabar com estas compras que ele tentou agarrar e comprar um terno o mais rápido possível. Mas eu não queria deixá-lo sair tão facilmente, é claro ele era meu Bro, ele tinha que estar bonito. E ele ia me agradecer mais cedo ou mais tarde.
P: Hm, — Puck resmungou, se olhando criticamente no espelho. Para alguém que fingia não se importar com nada, ele com certeza era muito exigente quando se tratava de sua aparência.
R: Vamos lá, você esta bonito, — Eu disse bocejando e me recostei no sofá confortável. — Eu diria que em 20 minutos você teria uma menina pendurada em seu braço. — Puck parecia incerto.
P: Eu não sei Rach. Isso totalmente vai arruinar minha reputação Badass. Com um terno, eu fico domesticado e sofisticado e isso é uma merda. Nah, não é minha praia. — Revirei os olhos e bocejei novamente.
R: Então, não use nada, eu aposto que algumas garotas vão gostar disso. — Puck sorriu e sugestivamente respondeu,
P: Bom então eu vou no meu terno de aniversário, se você usar o seu. Que tal isso? — Eu ri e acenei para ele.
R: Não, eu não acho que Quinn ia querer mostrar o fetiche dela para todos.
O sorriso escorregou rosto de Puck e ele agarrou a gravata. Nós olhamos fixamente e foi tenso por alguns segundos antes que minha máscara quebrasse, e eu dobrei de tanto rir.
R: Você deveria ter visto a sua cara! — Puck lentamente piscou, então, exclamou,
P: Você não pode fazer uma merda como esta você é minha Bro! Isso não é legal, e eu não posso imaginar você fazendo isso, você é doente.
Eu ainda estava rindo dele. Ele sempre brincava comigo sobre a minha vida sexual com Quinn, sugestivamente me cutucando para revelar detalhes suculentos, e agora que eu brinquei com ele, ele não pôde agüentar. Isso iria ensinar a ele uma lição sobre não pedir mais do que se pode suportar. Puck balançou a cabeça e bagunçou seu moicano, resmungando,
P: Eu vou comprar este porque eu não posso ficar mais uma hora com você. — E ele voltou para o vestiário, ainda xingando baixinho.
Com um sorriso satisfeito, eu peguei meu celular para ver se tinha mensagens de Quinn, isso havia se tornado um hábito, uma vez que estávamos oficialmente juntas. Porque uma vez que uma experiência assustadora onde as minhas mãos estavam algemadas, e não intencionais confissões de amor e lágrimas amargas tinham sido envolvidas, eu preferi não deixar nenhuma mensagem dela sem ler porque elas poderiam ser de importância, às vezes. Este não era um desses momentos.
Q: O que você acha de eu deixar as unhas grandes?
Meu telefone quase caiu das minhas mãos. Estreitando os olhos, eu aproximei meu celular para mais perto dos meus olhos e reli a mensagem. Ela não quis dizer isso, não é? Deixar as unhas grandes? A última vez que chequei, Quinn tinha uma namorada que não precisava ser marcada. Ou com machucados nas costas. Eu rapidamente digitei de volta, esperando que não fosse tarde demais.
R: Não vou deixar você me tocar se você fizer isso.
A resposta foi quase instantânea, como se Quinn estivesse esperando por isso.
Q: Vamos ver.
O que isso quer dizer? Ela estava seriamente considerando a possibilidade de me torturar?
P: Por que essa cara? — Puck disse uma vez que ele saiu do vestiário. Eu estava muito chateada para sorrir. Olhando para ele decepcionada, eu suspirei,
R: Eu não vou transar hoje à noite. — Puck jogou as mãos para cima como se ele simplesmente desistisse e pegou o terno para comprá-lo.
P: Eu estou pronto, — Ouvi ele murmurar para si mesmo. Eu teria achado divertido se eu não estivesse preocupada.
–-----------------------------------///---------------------------------------
P: O plano é o seguinte: Você se veste super hot, envie algumas fotos suas para mim, a seduza e quando ela desistir, não deixe que ela te toque até que ela corte as unhas, certo? — Puck sugeriu enquanto mastigava seu hambúrguer. Ele apontou para mim com duas batatas fritas para dar ênfase a suas próximas palavras. — É assim que você vai ter o controle da situação. — E as batatas fritas acabaram em sua boca cheia. Mexi minha bebida com um canudo.
R: Eu vou considerar isso. Espere um minuto, por que eu deveria enviarpara você algumas fotos minhas? Como isso ajuda o plano? — Puck sorriu e deu de ombros.
P: Achei que valia a pena tentar.
Eu cuidadosamente cantarolava. Ele sempre teve as melhores idéias quando saíamos da praça de alimentação. Ou talvez fosse o fato de que geralmente comida desse a ele um humor melhor.
P: Ei olhe, três horas ao meu lado, — Puck, de repente sussurrou, colocando o hambúrguer meio comido na mesa e eu sabia que tinha que ser algo sério para ele deixar sua comida de lado. Eu discretamente segui sua linha de visão.
R: É claro, — Eu revirei os olhos, mas não pude deixar de sorrir ao ver o que ele indicava. Havia algumas coisas que eram mais importantes para ele do que a comida.
P: As garotas super quentes, — Ele respirou e rapidamente pegou um guardanapo para limpar a boca. — Bro, eu preciso de você para ser meu cupido. Agora. — Um pouco sobrecarregada, eu levantei as minhas mãos defensivamente.
R: Espere, espere, não temos nada planejado -
P: Não há tempo para planejar! — Ele sussurrou urgentemente, seus olhos treinados em um grupo de três garotas atraentes em pé na frente de uma loja de roupas. — Você vê?
R: Sim, eu posso vê-las, meus olhos estão bem -
P: Não, você não realmente não as vê, Rach. — Puck se virou para mim com a expressão mais séria que eu já tinha visto nele. — São três mulheres solteiras desesperadamente em busca de uma boa companhia e a procura de um grande evento. — Eu dei a elas um olhar de dúvida.
R: E você sabe disso, por que...?
P: Porque elas simplesmente saíram da loja vestido, e cada e uma delas comprou um vestido novo, mas ai e que está a coisa, elas não parecem completamente satisfeitas, — Puck baixou a voz. — E por que elas não estão satisfeitas por comprarem roupas novas? Porque não tem nenhuma companhia para o evento para qual elas compraram os vestidos em primeiro lugar. Bom, a lógica Puckerman e é cem por cento precisa.
Ele se recostou na cadeira e olhou para as meninas um pouco mais. Inclinei a cabeça e fiz o mesmo. Aquelas garotas estavam realmente um pouco infelizes com suas novas aquisições, enquanto as outras meninas saiam da loja de vestidos com um sorriso. E quando elas olharam depois para um belo rapaz andando com sua namorada agarrando-o pelo braço, a teoria de Puck acabou por estar correta.
R: Ok, qual seu plano? — Perguntei convencida agora. — Sua expressão vacilou.
P: Eu pensei que você ia vir com algo inteligente.
R: Você percebe que eu tenho uma namorada, — Eu o lembrei com uma sobrancelha arqueada. Olhei para o meu relógio, os meus olhos pararam no R & Q gravado antes de olhar as horas. — E ela vai estar aqui em cerca de vinte minutos. Eu não quero correr quaisquer riscos. — Puck estreitou os olhos lentamente, se inclinando para mim, eu fiquei nervosa vendo ele me olhar. Ele severamente disse,
P: Este é o nosso primeiro dia Bro depois de um longo tempo, e você me deve. Você vai conseguir pra mim um encontro ou eu não vou para o baile.
R: De jeito nenhum, — Eu imediatamente recusei. — Você já comprou o terno! — Ele deu de ombros e se inclinou para trás.
P: Eu vou deixar a minha mãe devolvê-lo. — É claro que ele iria deixar sua mãe fazer isso, porque ele era orgulhoso demais a ponto de não voltar a loja para devolver algo.
R: Ok, ok, — Eu desisti, porque eu realmente queria que ele fosse ele era candidato a Rei do baile e depois de tudo o baile não seria o mesmo sem ele. — Mas não me culpe se eu falhar, eu estou sem prática. — Puck apenas sorriu e me deu um polegar para cima.
P: Melhor Bro de todos.
Com uma careta para ele, eu me empurrei para fora da cadeira e, lentamente me dirigi ate as meninas mal-humoradas. Engoli em seco na verdade, eu não tinha um plano e percebi que eu deveria fazer da forma tradicional: Apontar para Puck e apresentá-lo. Mas eu não queria chegar mais perto do que cinco metros quando o inesperado aconteceu e uma delas reparou em mim, cutucou suas amigas e acenou com a cabeça para mim, e suas expressões se fecharam. Eu tinha que estar imaginando coisas, eu nunca tinha visto aquelas meninas antes, mas elas ainda pareciam saber o suficiente sobre mim para me dar um olhar com desdém. Missão abortar agora. Eu estava a ponto de fingir que eu estava realmente indo para a loja de roupas, mas uma delas gritou,
– Ei, eu sei quem é você!
Enraizada no chão, eu trabalhava na manutenção de uma expressão indiferente quando interiormente eu me sentia desconfortável ao vê-las se aproximando, seus rostos cada vez mais desdenhosos a cada passo que elas davam. A menina que tinha me chamado não era a única realmente irritada em seu grupo, suas amigas pareciam ser sombrias. Antes que eu pudesse reagir ou desviar dela, ela entrou no meu espaço pessoal e me deu um áspero empurrão no ombro. Graças a práticas regulares de futebol, eu não estranhei o inesperado empurrão, então tudo que a moça furiosa conseguiu foi que eu tropeçasse um passo para trás, mas não cai.
R: O inferno? — Eu furiosamente exclamei. — O que foi isso?
– Isso foi pela minha irmã! — Ela sussurrou no meu rosto e me empurrou novamente. — Você é a puta que dormia com a minha irmã, e você prometeu a ela que iria juntar um clube LGBT ela levá-la, oh eu sei que você está bem, sua vadia barata -
P: Ei se acalme! — Suspirei de alívio quando Puck escorregou entre mim e a cadela louca, para me ajudar. Neste momento eu estava muito sobrecarregada para me ajudar.
– Cale a boca você, não me diga para acalmar! — A menina continuou seu discurso zangado com ele, suas amigas não fizeram nada para tirá-la de la. E sim observavam a cena com interesse.
– Oh, eu sei quem é você, o portador de pelo menos nove doenças genitais Puckerman, o prostituto do Mckinley. — Uma das duas meninas que estava assistindo soltou, feliz em jogar alguma informação para contribuir para o drama que estava prestes a acontecer.
– Puckerman? — A terceira menina engasgou. – E você deve ser Rachel Berry, sua contraparte feminina. Ouvi dizer que ela está com Quinn Fabray agora, meu irmão me contou tudo. Não posso acreditar que Sue Sylvester deixou que ela continuasse a ser Líder das Cheerios depois que nos formamos.
Ao mencionar a minha namorada, a neblina no meu cérebro apurou imediatamente e deixou a cena para exponencialmente crescer de raiva. Eu podia sentir meu rosto ficando vermelho e me agravou ainda mais que eu não podia controlar, mostrando-lhes em vez disso, eles haviam atingido um ponto vulnerável. A menina que estava furiosamente encarando Puck deu um passo para trás e lentamente disse,
– Ah, é mesmo? Quinn Fabray, né? — Meu corpo tencionou, e Puck estendeu um braço, me impedindo.
P: Não, elas estão apenas tentando atingir você! — Ele rapidamente sussurrou, mas eu empurrei o braço e me aproximei da menina com o sorriso irritante.
R: Sim, — Eu disse que sob a falsa pretensão de estar calma. — Eu estou namorando Quinn Fabray, porque eu amo ela. Infelizmente, eu não posso dizer o mesmo sobre sua irmã e por isso estou profundamente arrependida.
Ela soltou um grito enfurecido e veio para cima de mim, ela iria me bater, veio mais cedo do que eu esperava. E ela teria me atingido, mas as mãos de Puck agarraram seu pulso antes que ela pudesse me alcançar.
– Me solte não me toque com essas mãos sujas, — A garota cuspiu e suas amigas correram para o lado dela, agarrando o braço musculoso de Puck.
P: Não posso acreditar que eu pensei que você era quente por um segundo, — Ele disse com raiva e soltou seu pulso. Elas ameaçaram nos denunciar por causa de lesão corporal.
– Fabray nunca teve quaisquer normas de qualquer maneira, ela merece uma vadia como você! — Uma delas gritou atrás de mim e antes que eu pudesse virar e mostrar a ela que tipo de truque eu tinha aprendido no futebol, Puck, pois seus braços em volta de mim e me segurou.
R: Me solta Puck, me solta que agora eu vou embrulhar o vestido novo em volta da garganta dela, porra! — Lutei contra seu aperto, absolutamente não tendo nenhuma chance. Mas eu precisava fazer alguma coisa, eu não poderia deixá-las terem a última palavra, especialmente depois do que elas tinham dito. A raiva dentro de mim me fez ficar inquieta e por um breve momento, eu odiei Puck por fazer isso comigo quando sabia que eu ficaria extremamente irritada por não ter a chance de contra-atacar.
Quando elas estavam fora de vista e outras pessoas estavam olhando para nos, eu percebi que estava atraindo a atenção indesejada e eu desabei, me sentindo quase que como um saco de batatas nos braços de Puck.
R: Eu estou bem de novo, — Eu suspirei em derrota.
Ele não duvidou e silenciosamente me soltou e, juntos, caminhamos calmamente para fora do shopping. Durante todo o caminho para o estacionamento e não dissemos nada, exceto Puck que respondeu a mensagem de Santana por não termos aparecido. Ele usou a desculpa de que ele não estava se sentindo bem e que eu o havia levado para casa, e eu fiquei agradecida. Porque ele poderia ter dito a ela que eu tinha brigado, mas, em seguida, Quinn iria ficar preocupada e viria atrás de mim. Então só causaria mais problemas para mim. Depois que entramos no seu carro ele disse,
P: Rach, eu sei que você está com raiva que eles usaram Quinn para te atingir -
R: Não é sobre mim, — Eu o interrompi, olhando pela janela. — Eu posso agüentar, eu estou acostumada a merda que dizem sobre mim, mas elas falaram mal da Quinn, isso é o que eu não posso agüentar as pessoas falando mal de Quinn por ela estar comigo.
P: Espere, não vá longe demais com isso, — Puck avisou. — Nós já conversamos sobre isso. Você realmente deveria parar de pensar que você não é boa o suficiente para ela. — Eu suspirei, me virando para ele com um olhar perdido.
R: Eu sou. Eu bom, eu tento. Mas é meio difícil quando as pessoas continuam a dizer o contrário.
P: Desde quando você ouve a merda que as pessoas dizem, — Puck perguntou e cutucou meu ombro. — Eu me lembro quando eu te conheci, eu não pude manter o interesse por dois segundos. — Eu sorri com a lembrança terna.
R: Mas você foi persistente.
P: Droga você esta certa, e olha onde estamos agora. – Ele disse com orgulho,
Eu realmente o amava especialmente neste momento em que ele estava tão orgulhoso por ser meu amigo, como se fosse algum tipo de realização. Eu poderia dizer honestamente que eu sentia o mesmo por ele. E ele tinha me mostrado varias vezes que ele era um amigo leal, na verdade, apenas a poucos minutos atrás, quando ele se levantou me salvou de um belo tapa.
R: Eu não disse ainda, mas obrigada, — Eu disse calmamente.
P: Bros ficam juntos, — Ele acenou. — E a culpa foi minha, afinal, eu não deveria ter deixado você fazer o trabalho sujo para mim. — Houve uma pausa na nossa conversa. Era a minha maneira de dizer a ele que estava tudo bem.
R: É estranho que eu não me sinta insultada? — De repente eu falei de novo, e esta questão veio do nada. Mas tinha estalado no meu cérebro e saiu da minha boca. Puck olhou para mim interrogativamente.
R: Eu não senti nada quando aquelas garotas me xingaram, mas quando elas falaram de Quinn. Eu não sei, eu quase perdi a cabeça.
P: Rach, você sabe que a Quinn é uma garota forte e ela pode lutar contra isso, acredite. Uma coisa que eu consegui aprender sobre ela durante os seus dias de rainha de gelo, é que ela não precisa de um cavaleiro de armadura brilhante para defender sua honra. Ela pode enfrentar seus inimigos por conta própria.
R: Eu não estou tentando bancar o herói, — Eu disse ficando na defensiva, sem motivo. — Eu não tenho uma reclamação sobre ela, e eu não estou sendo possessiva por querer defendê-la. — Olhei para ele com olhos suplicantes, porque eu queria que ele entendesse. — Eu quero defendê-la, porque ela é importante para mim, e eu aprendi a ser feliz, mas é difícil em torno de pessoas assim.
P: Hey, — Puck suavemente disse, colocando uma mão no meu ombro. — Eu sei que você não está sendo uma idiota sobre isso. Mas eu acho estúpido eu sei que você está fazendo isso por todas as razões certas. — Eu soltei um longo suspiro.
R: Você não sabe o que é se apaixonar, — Eu murmurei.
P: Você se arrepende? — Ele perguntou provocativamente.
R: Não, nunca, mas é complicado. De repente parece que você é responsável por duas vidas embora nenhuma delas esta realmente no seu controle. Você não sabe para onde está indo, só espera não bater e se queimar, porque enquanto você continua caminhando está tudo bem e isso é o que as pessoas chamam de amor louco, não é?
–--------------------------------------////-------------------------------------
No momento em que Quinn deixou o quarto para pegar água, eu rapidamente sai da cama e tirei minha camisa. ‘Dois poderiam jogar este jogo’ era o meu único pensamento quando eu tirei minha camisa, revelando o meu sutiã preto favorito que aumentava meus seios e combinava com meu tom de pele. Se Quinn pensa que ela pode me tocar com as unhas grandes, então eu vou provar que ela não era a única pessoa neste relacionamento que tinha dominado a arte de uma provocação frustrante.
Para minha descrença, ela não estava brincando sobre deixar as unhas grandes. Elas não estavam tão grandes, mas estavam maiores do que antes. Para outra pessoa, suas unhas pareciam perfeitamente bem e recém-cuidadas, mas eu só as via como garras de animais, e a pele das minhas costas vibraram com o pensamento. Eles não sabiam o que eu sabia, ou seja, a tendência de Quinn cravar as unhas em minhas costas, quando ela estava prestes a ter um orgasmo, e com esse fato em minha mente, cada milímetro de unha se igualava a polegadas para mim.
Eu abri o fecho da minha calça, querendo estar semi-nua no momento em que Quinn voltasse. Mas quando eu ouvi passos se aproximando do meu quarto, eu deixei o fecho aberto, formando um plano em segundos.
Q: Eu trouxe um — Previsivelmente, Quinn não terminou a frase, seus olhos cobiçando o meu corpo.
R: Oh, isso é para mim? — Eu apontei para a garrafa de água na mão rígida e caminhei até ela, dando um beijo na bochecha dela e tendo certeza que eu pressionei meu corpo no dela. — Obrigada.
Eu podia sentir seu coração acelerado, podia ouvir sua respiração ficar pesada. Seu corpo reagiu instantaneamente ao meu e eu interiormente sorri com a forma como ela pressionou ainda mais seu corpo contra o meu. Ela deu um passo para trás. Limpando a garganta, e humildemente disse,
Q: Eu sei o que você está fazendo. — Ela cruzou os braços.
R: Fazendo o quê? — Eu inocentemente perguntei quando eu peguei a garrafa dela e destampei. — Eu encontrei uma mancha na minha camisa e não tive vontade de usá-la mais.
Q: Ah, é mesmo? — Quinn disse seu olhar caindo novamente para meu corpo. — Você manchou seu jeans, também?
R: Não, mas eu me sinto quente, — Eu gemi e para provar meu ponto, eu bebi a água em grandes goles, propositadamente deixando um pequeno rastro de água escorrer pelo meu queixo garganta e pelo vale dos meus seios. Eu não conseguia me lembrar desde quando eu tive que recorrer a esses movimentos estereotipados para quebrar a minha namorada, mas se isso era necessário, então que assim seja.
Q: Eu não sou a única desesperada, — Quinn disse com voz rouca, mas seus olhos famintos estavam traindo ela. Sua expressão não deixava espaço para a interpretação, se ela agisse fora de seus pensamentos, então eu já estaria nua e sobre ela na cama. Mas ela era teimosa.
R: Isso é bom, — Eu sussurrei a encarando e um sorriso apareceu em meus lábios. — Porque o meu zíper está preso e talvez você possa me ajudar a tirar estes jeans?
Era tão fácil fazer ela se contorcer. E eu adorava vê-la lentamente perdendo o controle sobre algo que ela acreditava que ela tinha. Quando ela hesitou, eu arqueei uma sobrancelha para ela.
R: Posso confiar em você para tirar minha calça sem me atacar? — Ela zombou e seu próximo passo me deixou fora de orbita. Sustentando meu olhar ela deu um sorriso malicioso, e se abaixou lentamente sobre os joelhos até que seu rosto estava a centímetros de distância da minha virilha. Meu coração de repente não sabia como bater.
Q: Ele está preso, você diz?
Prendi a respiração quando ela se inclinou para dar uma olhada, fingindo inspecionar o meu zíper quebrado quando eu sabia que ela estava tentando me irritar, colocando o rosto bem em frente de onde eu precisava de suas mãos ou boca.
Q: Você já tentou... Puxar mais forte?
E ela colocou uma mão no meu quadril, e a outra mais ou menos puxando meu zíper. Mordi minha língua e abaixei a cabeça para olhar, mais uma olhada e eu não seria capaz de me impedir de gemer.
R: Quinn, se você não pode abrir — Eu disse, mas exatamente naquele momento, o fecho cedeu e Quinn o puxou completamente para baixo, revelando a calcinha que era o conjunto do meu sutiã. Ela se acalmou e era isso que eu precisava para recuperar um pouco da minha confiança. O jogo ainda estava começando.
R: Tire a calça, por favor? — Eu perguntei lentamente, minha voz ficando rouca com luxúria e desejo em minha garganta.
Eu vi os olhos de Quinn traçando a linha da minha calcinha. Ela pegou no meu jeans com ambas as mãos e puxou lentamente para baixo e minhas pernas foram mostradas como um presente. Um sorriso triunfante iluminou meu rosto. Eu estava bem ciente das pernas bem torneadas que eu tinha e o comprimento surpreendente comparado com a minha altura. Elas eram a minha arma secreta, e ninguém podia passar por elas sem querer olhar um pouco mais ou tocá-las. Quando Quinn finalmente cedeu, não sendo capaz de resistir a colocar as mãos em minhas coxas, eu me afastei dela e balancei a cabeça em desaprovação.
R: Eu disse que não ia deixá-la me tocar com essas unhas. — Quase instantaneamente, ela estava de pé novamente e sua expressão de luxúria nublada antes tinha ido embora, substituído por um olhar irritado.
Q: Tudo bem, — Ela disse entre dentes, — Vamos ver quem vai ceder primeiro. E não vai ser eu. — Eu desafiadoramente dei um passo para mais perto dela.
R: Você não é a única que aprendeu tudo sobre provocação. — Seus olhos se arregalaram.
Q: Quem te disse isso? — Eu poderia ter respondido com sinceridade e dizer que Santana era a minha fonte, mas eu imaginei que não iria ser nada divertido. Dei de ombros e casualmente comentei,
R: Uma Cheerio me disse. Eu sabia que o Clube do celibato era uma piada interna.
Q: Não, não era, — Quinn disse defensivamente e ela estava prestes a dizer mais coisa quando ela parou de repente. Um olhar irritado apareceu em seu rosto. — Qual Cheerio te disse isso? E quando você falou com ela?
Eu observava atentamente sua expressão. Se eu usar o ciúme dela o tiro pode sair pela culatra e uma vez que um incidente em particular que envolve uma certa garota chamada Jennifer Mont, eu tinha sido cautelosa ao fornecer sinais errados.
R: Foi a Santana, Santana que disse, — Eu disse com um suspiro, levantando as mãos em derrota. Quando percebi os olhos apertados de Quinn ainda me encarando, eu gemi e murmurei,
R: Nunca deveria ter mencionado isso, estúpido Clube do celibato.
Q: Primeiro, o Clube do celibato não é estúpido -
R: Isso não é o que você disse quando -
Q: E segundo, se eu descobrir que você esta mentindo para mim -
R: Isso é um insulto, Quinn.
Q: Você vai parar de me interromper — Finalmente, ela parou de falar quando eu capturei seus lábios com os meus, dando-lhes uma tarefa diferente, que não continha palavras. Enterrei as minhas mãos em seu cabelo, e apreciei a sensação dos seus fios sedosos, percorrendo meus dedos.
R: Ainda quer conversar? — Eu sussurrei com voz rouca logo que me separei para respirar. Sua resposta foi bastante clara quando senti seus lábios nos meus novamente.
–----------------------------------////-----------------------------------------
– Eu não me sinto confortável de estar aqui, — Alguém murmurou para si mesmo e Kurt e Mercedes, que estavam sentados ao lado dele, concordaram e acenaram com a cabeça fazendo uma careta.
Eu sabia que eu era a razão do seu mal-estar, mas isso não me impediu de enviar olhares quentes para a minha namorada. A distância, me fez ficar tonta e tudo que eu conseguia pensar era: Empurrar a mesa para abrir espaço para nós duas nela. Tinha sido assim desde que chegamos aqui. Não que a gente estivesse aqui por muito tempo, apenas meia hora. Era a noite do baile e ainda assim eu não sentei ao lado de minha namorada. Não porque foi restringido pelas diretrizes da escola ou porque nos preocupávamos com o que os outros pensavam, mas porque o nosso jogo ainda continuava. Nossa última sessão de amassos não passou de beijos e abraços, desde então, as coisas ficaram tensas.
S: Arranjem um quarto caralho, — Santana se virou para nós, olhando entre mim e Quinn. Limpei a garganta e, sem querer tirei meus olhos da minha namorada, que estava tão linda esta noite em seu vestido roxo e tudo o que eu queria fazer com ele era arrancá-lo do seu corpo.
R: Você não tem que cantar em um minuto? — Eu calmamente perguntei a Santana. Ela revirou os olhos e respondeu,
S: Você estava ocupada demais fazendo sexo com os olhos, e perdeu a nossa mudança de planos. Os meninos, com exceção de Kurt, vão cantar uma musica brega primeiro, Tina e Brittany vão cantar depois, eles já estão nos bastidores e eu vou ter um solo, sendo a estrela que eu sou.
R: É claro, — Eu murmurei minha atenção já escorregando e o meu olhar encontrou com o de Quinn novamente. E ela me deu um olhar sugestivo — Não é apropriado fazer isso em um evento na escola, aonde esta o seu autocontrole?
S: Ugh, — Santana gemeu e deixou a mesa com uma expressão irritada. Kurt e Mercedes trocaram um olhar e cuidadosamente se dirigiu a nos com,
K/M: Você não se importaria se nós -
Q/R: Não, — Quinn e eu dissemos ao mesmo tempo, sorrindo uma para a outra. Eles não hesitaram em se levantar e ir embora, nos deixando sozinhos na mesa.
R: Eu ainda acho que você vai perder, — Eu disse lentamente, e dei uma piscadela para Quinn. Ela colocou os cotovelos na mesa e apoiou o queixo nas mãos. Um sorriso sarcástico enfeitou suas feições.
Q: Não importa o que você acha, mas o que você vai fazer. E até o final da noite, eu vou ter você implorando pelo meu toque. — Eu podia sentir a minha boca ficando seca.
R: Se você me der licença, — Eu limpei minha garganta, já de pé e antes que Quinn pudesse perguntar o que estava acontecendo. — Eu acho que vou pegar uma bebida você quer alguma coisa?
Q: Eu estou bem, obrigada, eu vou ter que estar nos bastidores em um minuto de qualquer maneira, — Respondeu ela e sorriu consciente e ela elegantemente se levantou. — Só não faça mais do que você possa agüentar, você sabe, você tem um talento especial para subestimar as coisas. — Eu queria beijar aquele sorriso convencido.
R: Eu tenho certeza que eu sei o que estou fazendo. — Sua sobrancelha arqueada me disse claramente que ela pensava o contrário. Não querendo dar a ela a chance para uma resposta esperta, eu rapidamente disse,
R: Vejo você mais tarde — E me dirigi para a mesa de buffet. A tigela de ponche estava pela metade e o baile mal tinha começado, ainda havia um grande número de pessoas que não tinham chegado e a única razão pela qual eu estava aqui no início foi porque o Glee Clube ia se apresentar esta noite porque tivemos que montar o palco e o sistema de som.
Coloquei só um pouco no copo, querendo provar primeiro porque eu não tinha certeza de que já havia sido batizado, mas a falta de álcool era quase decepcionante, eu pensei que Puck já havia batizado.
Jules: Não esta bom? — Alguém perguntou atrás de mim e eu assenti, dando a tigela de ponche um olhar sombrio. O álcool era a minha única esperança para sobreviver a esta noite de frustração sexual.
Jules: Oh. Pensei que o Puckerman era responsável por batizá-lo.
R: Isso é o que eu pensei, também, — Eu murmurei e peguei um guardanapo na mesa para limpar a boca com ele. Querendo saber com quem eu estava realmente falando, e me virei meu guardanapo caiu no chão.
Jules: Gostaria de recuperá-lo para você, mas eu realmente não posso agora, como você provavelmente pode ver, — A menina olhou para seu corpo e eu involuntariamente segui sua linha de visão, vendo seu vestido apertado que não deixava dúvidas de como a forma do seu corpo era.
R: Não deve ser confortável, — Foi o primeiro pensamento que eu verbalizei. O segundo eu não atrevi a pronunciar em voz alta, porque eu já me sentia suja e culpada por pensar isso. Lancei um rápido olhar ao meu redor, me certificando de que Quinn já estava nos bastidores se preparando para o seu desempenho e não testemunhando essa cena estranha.
Jules: Ele realmente é, — A menina me disse com um sorriso e meus olhos cautelosamente correram de volta para ela, tentando descobrir o ângulo que ela estava jogando. — Não parece, mas eu poderia dançar por horas, se não fosse pelo meu namorado. Ele não dança.
R: Ah, — Eu respirei e sentido um alívio eu suspirei. Eu já tinha assumido o pior e pensei que ela fosse uma foda minha de uma noite que eu não conseguia lembrar.
Jules: Sim, ele ainda esta chateado comigo por dormir com você, — Ela riu. — Ele realmente não entendeu o conceito de um relacionamento aberto, eu acho. — Eu segurei minha testa com um gemido de dor e rapidamente me virei para a tigela de ponche, apenas para lembrar de que não havia álcool que iria me salvar.
Jules: Ei, você está bem? — A menina com o vestido incrivelmente apertado perguntou. Ela parecia muito relaxada sobre isso para o meu gosto. — Se isto é por causa do que aconteceu entre nós, então você está exagerando. Foi uma apenas uma vez não fique muito emocional -
R: Meu Deus, não, pare, — Eu gemi e belisquei a ponte do meu nariz. Eu não podia acreditar, eu nunca pensei que eu estaria em uma situação em que eu era a única que ficaria constrangida depois de uma foda de uma noite. — Eu não estou exagerando sobre isto apenas. Olha eu tenho namorada.
Jules: Eu estou em um relacionamento também, por quê? — Ela encolheu os ombros e eu queria me bater no rosto.
R: Não, você não entende, — Eu disse gravemente. — Eu estou em um relacionamento exclusivo só com ela.
Jules: Ah. — A menina fez uma careta. — Isso soa chato.
R: Não é, na verdade, — Eu disse, e pela primeira vez nesta conversa, minha voz soou firme. — Você deveria tentar isso, você sabe. Talvez ele não seja a pessoa certa, é por isso que você não quer ser exclusiva. — Ela pareceu considerar as minhas palavras, questionando e resmungando para si mesma,
Jules: Talvez se não fosse a mesma rotina de sexo eu provavelmente ficaria com ele por mais de um mês. — Eu dei um sorriso falso. Isso foi muita informação.
R: Sim, — Eu ri sem jeito e ainda a incentivei, — Tente manter a sua vida sexual interessante. E talvez privada. — Ela balançou a cabeça lentamente e sua expressão se iluminou.
Jules: Hey me lembro de você ser realmente boa com os seus -
Eu tossi.
R: Acabei de me lembrar que eu preciso ajudar os meus amigos nos bastidores, você sabe, nós somos responsáveis pela música esta noite.
Jules: Oh tudo bem foi bom falar com você. Me desculpe, eu não sei o seu nome? — Ela olhou para mim interrogativamente e, pela primeira vez em toda a conversa, eu percebi que ela não tinha nenhuma pista sobre quem eu era. Os papéis foram invertidos pela primeira vez e eu era a garota sem nome em sua lista de conquistas.
R: É, — Eu hesitei em dar o meu nome real. — Emily. Meu nome é Emily.
Jules: Oh, bem, eu sou Jules, — A menina disse com uma piscadela. — Olha Lilly, -
R: Emily.
Jules: Sim, o que eu disse, — Jules disse com desdém, — Se você estiver cansada da sua namorada, você sabe para onde ir.
Minha expressão era forcada e um sorriso falso pareceu a coisa mais difícil de fazer. Eu cantarolava sem emoção e precisava colocar um fim a essa conversa que estava acabando com a minha paciência.
R: Eu realmente preciso ir agora. Posso ouvir meus amigos me chamando, — Eu menti entre os dentes e não quis esperar por uma resposta, interessada em ficar longe dela o mais rápido possível.
Então era assim que elas se sentiam. Sendo um detalhe na cabeceira da cama de alguém, apenas um outro rosto, outro nome entre muitos outros. Ela não sabia nada sobre mim, exceto que ela tinha se envolvido comigo uma vez, ela nem sabia o meu nome eu pensei que o Mckinley já estava familiarizado com o meu nome.
Claro que não foi uma sensação agradável e percebendo que este era o mesmo jeito que eu havia tratado as outras garotas antes. Eu me senti tão barata e usada, embora naquela época eu não tivesse me sentido assim. Sim, eu não me apeguei emocionalmente, mas algumas garotas sim e eu tinha lhes dado o ombro frio, porque elas não eram nada mais do que apenas uma memória desfocada.
Eu estava co, dificuldade para respirar uniformemente com raiva no meu peito e me sentei no banco mais próximo de uma mesa vazia. Fechei os olhos e suspirei. Eu queria que ela tivesse pelo menos, lembrado meu nome completo de qualquer forma, ela só queria meu corpo. Não, eu não estava zangada com ela, isso não era nem sobre ela isso era sobre eu provar do meu próprio remédio amargo e eu não queria nada, mas voltar atrás e não dizer todas as palavras duras e rejeições indiferentes que eu já tinha feito.
Eu estava feliz que o baile estava cheio agora, porque minha figura sentada foi engolida pela multidão de pessoas de pé ou dançando. Se a minha namorada estivesse no palco, ela não seria capaz de me encontrar. Eu não queria que ela me visse abalada, esta noite era sobre ela e sobre o baile, e não sobre mim e meus problemas. Eu tinha a sensação de que meu encontro com Jules foi a maneira de me lembrar da presença de Karma e como eu ainda tinha contas a pagar. Só porque eu tinha parado com isso não significa que eu não tinha que enfrentar as conseqüências dos meus erros do passado. Alguém estendeu a mão na frente do meu rosto e eu parei o meu monólogo interior e eu olhei para cima, surpresa.
P: Parece que você precisa de uma distração. Dança comigo? — Puck sorriu e vendo ele no terno fiquei tão orgulhosa, eu sabia que ele ficaria bem nele. Eu sorri para ele e ele riu. Aceitando sua mão, ele me puxou para cima e nós mergulhamos na multidão, em busca de um lugar livre na pista de dança.
A melodia de uma canção otimista encheu o ginásio e a voz de Brittany e Tina apareceu pouco depois. Puck e eu compartilhamos um sorriso e começamos a dançar, não importando com olhares estranhos ou irritados porque estávamos batendo em todo mundo que nos rodiava. Nossos movimentos eram tolos e improvisados, às vezes preenchido com várias voltas e acima de todas as acrobacias embaraçosas, nossas vozes eram mais altas quando cantávamos junto com a música.
Quando Brittany e Tina terminaram a canção, a loira não hesitou em saltar para fora do palco e se juntar à nossa sessão de dança estúpida. Para culminar, Santana estava cantando uma canção brega de amor, e Puck e eu estávamos tentando dar nosso melhor para não atrapalhar Santana durante a sua performance, mas seus olhos estavam focados em Brittany de qualquer maneira. Mas quando a música abrandou e ‘Take My Breath Away' começou a tocar, eu me virei para encarar o palco.
Quinn se juntou Santana no palco e ela estava deslumbrante sob as luzes do palco. Seus olhos me encontraram e ela começou a cantar, com um sorriso, sua voz sedosa aquecendo meu coração e me dando arrepios. Sorrindo de volta, eu não percebi Puck lentamente se afastando. Mas Brittany ficou e quando Santana e Quinn cantaram o refrão juntas, ela se inclinou para mim e disse,
B: Nossas namoradas são tão quentes, não temos muita sorte?
R: Sim, — Eu distraidamente concordei, tendo apenas olhos para a minha namorada. Naquele momento, eu decidi que eu não me importava se ela queria manter as unhas grandes, eu prefiro tê-la machucando minhas costas do que não sentir o seu toque.
Só quando a música parou que eu acordei do meu transe e percebi que Quinn já não estava de pé no palco, mas Figgins e ele estava se atrapalhado com o seu microfone, a iluminação voltou e focou nele.
Figgins: Atenção, por favor, — Ele disse com sua voz monótona. — É o momento para o anúncio do Rei e Rainha deste ano, assim que os candidatos, por favor, entrarem no palco.
Seu tom de voz e a expressão teria sido mais adequada para um funeral. Mas eu não me importei com sua falta de entusiasmo quando os candidatos pisaram no palco, um por um. Karofsky parecia incerto, mas ele agradavelmente sorriu quando subiu no palco. Em seguida Puck, que estava com um sorriso enorme quando subiu ao palco confiante. Piscando para a multidão, ele fingiu limpar a sujeira de seu ombro. Eu balancei minha cabeça, mas ri mesmo assim.
R: Um palhaço.
Em seguida veio Finn, a luz focou nele e seu óbvio desconforto me fez ficar menos irritada com ele. Ele não queria estar lá tanto quanto eu não queria que ele ficasse lá. Todos os pensamentos sobre ele desapareceu quando uma saltitante Brittany pulou no palco e alegremente acenou para a multidão, de pé ao lado dos candidatos do sexo masculino para o Rei do Baile. Eu tinha votado nela eu tinha ficado indecisa entre ela e Puck. Mas eu achei que Puck teria votos suficientes enquanto eu duvidava que muitas pessoas votassem em Brittany.
A primeira das candidatas a aparecer era uma garota de cabelos negros chamada Mackenzie, mas ela não parecia ser agradável. Em seguida foi outra garota que eu nunca tinha visto antes, a escola era maior do que eu imaginava quando o nome desconhecido Shay foi anunciado. Finalmente, Quinn graciosamente entrou no palco e abriu um grande sorriso, e quando seus olhos brilhantes encontraram os meus, ela me deu um pequeno aceno tímido. Eu acenei para ela como um fã acena para uma celebridade.
Eu mal registrei quando Santana apareceu ao lado de Quinn, soprando beijos para a multidão aplaudindo. Os candidatos estavam completos e da forma mais desinteressante, Figgins sem cerimônia abriu o envelope e tirou o cartão onde os nomes dos vencedores estavam impressos.
Figgins: O rei do baile é, — E ele teve a decência de, no mínimo, uma pausa para tornar um suspense, — Dave Karofsky.
Eu aplaudi junto com a multidão, em parte porque eu estava feliz por ele, em parte porque eu estava aliviada porque não era Finn. Dave parecia oprimido e sua expressão não mudou uma vez que a coroa estava em sua cabeça.
S: Isso é besteira, — Eu ouvi alguém xingar e a voz soou suspeitosamente como a da Santana.
Finn pareceu aliviado que ele não estava sendo o centro das atenções, enquanto Brittany fazia um beicinho. Apenas Puck não pareceu perceber que o Rei do baile já tinha sido escolhido, ele estava ocupado paquerando uma garota no meio da multidão.
Figgins: E, a Rainha do baile é — Figgins segurou o cartão mais perto de seus olhos. — Isso é por pouco. Ganhou por um voto mais a Rainha do baile é Santana Lopez.
Antes que a multidão pudesse aplaudir, Santana arrancou o microfone das mãos de Figgins e parou toda a agitação com um simples,
S: Não, eu não quero o título se Brittany não é o meu Rei do Baile. Dá para o segundo lugar que eu não me importo.
E ela empurrou o microfone nas mãos Figgins, saindo do palco com um aceno de mão desconsiderado por cima do ombro. Todo mundo estava congelado em choque, incrédulos seguindo sua figura desaparecendo. Nunca antes senti tanta admiração por alguém. Eu não podia acreditar que ela costumava ser a garota que estava com medo de uma relação exclusiva com Brittany. Porque agora ela seria lembrada como a menina que se recusou a aceitar o título de Rainha do baile porque sua namorada não era seu respectivo Rei do baile, mostrando sua lealdade na frente de toda a escola. Essa foi a coisa mais foda que eu conseguia pensar. Figgins pigarreou para preencher o silêncio constrangedor.
Figgins: Bom, nesse caso, Quinn Fabray, é — Quinn balançou a cabeça e disse, em tom de desculpa,
Q: Me sinto honrada, mas o mesmo vale para mim. Eu não quero ser Rainha do Baile, se eu não posso dançar com a minha namorada depois.
E, seguindo os passos de Santana, ela confiantemente saiu do palco, deixando todos ainda mais em estado de choque. Neste momento, ninguém se atreveu a se mover ou fazer um som, no caso de eles perderem os movimentos mais espetaculares. Enquanto todo mundo em expectativa olhou para Figgins para ver como ele iria lidar com a situação, eu não agüentava mais e fui para os bastidores, querendo desesperadamente encontrar Quinn. Eu estava vagando no lugar mal iluminado por trás do palco, e ouvi alguém assumir o microfone e falar. Eu não poderia escutar o que ele estava dizendo, mas um suspiro encheu o ginásio. Isto agitou a minha curiosidade, mas o desejo de encontrar Quinn era maior.
Q: Rachel! — Eu me virei e soltei uma risada feliz quando vi Quinn sorrindo para mim.
R: Quinn, você estava tão incrível, mas por que você não aceitou a coroa. — Ela não deixou que eu continuasse a divagar me envolvendo em um abraço forte. Enterrando o rosto no meu cabelo, e murmurou,
Q: Por que você não entende que eu não me importo? — Minha mente ainda estava viajando pelo que tinha acontecido. O orgulho e o amor por ela me deixou sem palavras, tornando difícil para eu falar ou pensar com clareza.
R: Eu... Eu te amo. Ao infinito e além. — Ela se afastou e sorriu para mim.
Q: Você acabou de citar um filme de animação?
R: Não? — Eu inocentemente disse. — Mas o que você fez, foi -
Q: A coisa certa a fazer, — Quinn me interrompeu. Ela colocou a mão no meu ombro. — Santana era a vencedora e ela não queria isso. Nem eu quero este título de segundo lugar. Se as outras meninas precisam dele para se sentirem bem consigo mesmas, bom para elas. — Eu orgulhosamente sorri para ela.
R: Me desculpe por repetir, mas eu te amo tanto. — Ela riu e colocou um braço em volta do meu ombro, me pressionando mais perto dela até que estivéssemos cara a cara. Eu senti seus lábios na minha orelha, sua respiração quente em mim fez minha pele formigar.
Q: Eu não me importo se você repetir isso diariamente, — Ela sussurrou em meu ouvido e eu estremeci, porque o sorriso em sua voz era inconfundível. — Você deveria me levar para casa, você sabe. De repente eu não gosto mais das minhas unhas grandes e gostaria de cortá-las.
Meus olhos estavam vidrados. Eu já podia ver a gente lutando pelo domínio na minha cama, descabeladas, e nem sequer importando quem iria ganhar, enquanto eu poderia fazer os gemidos sair dos seus lábios rosados e ver a expressão em seu rosto de puro prazer. Minha imaginação estava correndo selvagem, era tudo um borrão, arqueando as costas, e revirando os quadris desesperadas por algum toque. Eu sugestivamente olhei para ela.
R: Eu tenho vontade de experimentar uma nova posição desde o último sábado.
Q: Então o que estamos esperando?
Fale com o autor