Notas iniciais
Mil desculpas pela demora, esse cap deu um pouco mais de trabalho para traduzir, e para quem perguntou se a Rachel ia jogar futebol sim ela joga nesse cap mas é só um treino... Prometo não demorar muito para o proximo... xD

P: Hey, Bro, aonde você ta indo? — Abaixei meu capacete preto que eu estava prestes a colocar, e me virei para encontrar Puck correndo na minha direção com sua jaqueta letterman batendo dos lados do seu corpo.

R: Para casa, — Eu disse simplesmente. – Dormir na escola em plena segunda-feira é sempre horrível.

Mas ele pareceu não ter me ouvido, seus olhos estavam vidrados em minha nova moto. Quando eu vi a moto pela primeira vez no momento em que cheguei de viagem com Quinn, eu fiquei do mesmo estado.

P: Whoa, moto nova?

Eu tentei minimizar, enquanto eu estava interiormente animada para divagar sobre todas as datas e fatos sobre esta moto. Era uma moto leve, que Shelby tinha comprado enquanto eu estava fora, e esta era a maneira dela dizer. ‘Desculpe, vamos começar de novo'. Eu realmente não quero parecer fácil, mas esse gesto iluminou meu coração. Especialmente quando ela disse que a razão disso foi a sua preocupação com a minha segurança.

P: É... Bonitinha. Ela combina com você, — Puck disse com um sorriso, apontando para o tamanho da moto em comparação com as normais. — Uma Aprilia?

R: Yeah. Preto clássico e vermelho, — Eu disse com orgulho. — Mas eu estou secretamente planejando ir à loja do Burt, talvez ele saiba deixá-la selvagem.

P: Ooh, ficar mais selvagem é, nós damos um jeito e você sabe que essas armas, — E ele fez uma pausa para mostrar seus bíceps bom, tentou, as mangas de sua jaqueta letterman eram muito largas para mostrar os contornos de seus músculos — Não foram feitas apenas para olhar. Você pode contar com a minha ajuda. — Eu ri como a sua reação, mas eu sabia que ele estava falando sério e que eu poderia realmente contar com ele.

P: Mas de qualquer maneira, — Ele disse rapidamente, em seguida, apontando por cima do ombro para a escola. — Temos prática agora, você não pode faltar ao primeiro treino depois das férias. — Confusa, eu inclinei minha cabeça.

R: Prática? — Puck olhou para mim, até que seus olhos se arregalaram de entendimento.

P: Bro! Você está no nosso time de futebol agora, você vai trabalhar duro ou a treinadora Beiste vai montá-lo para você!

R: Ew, — Eu murmurei em desgosto. Dando um último olhar de saudade na minha nova moto, eu segui Puck de volta para a escola e para a direita antes de entrar no camarim, de repente ele parou de andar e eu esbarrei nele.

R: O que há de errado? — Eu perguntei com um gemido, esfregando meu nariz.

P: Você não pode entrar lá, — Disse ele, franzindo a testa. — Dezenas de caras pelados e você é a única garota. — Eu engasguei e me afastei da porta, agora pensando horrorizada em nunca mais entrar lá.

R: Se eu não fosse gay, eu definitivamente seria agora. — Puck puxou seu moicano pensando.

P: Nós realmente nunca pensamos sobre esse problema. Você tem o seu próprio armário lá com todas as suas coisas. Espere aqui. — Sem me dizer o que ele ia fazer, ele simplesmente abriu a porta e rapidamente a fechou atrás dele novamente. Suspirando, eu me senti estúpida ali sozinha no corredor.

Sue: Traidora. — Assustada, me virei, mas depois relaxei novamente, era apenas Sue Sylvester. Ela tinha seus olhos estreitados para mim e eu imaginei que eu deveria sentir medo agora.

R: Treinadora, — A cumprimentei com um aceno de cabeça. As linhas em seu rosto ficaram mais profundas.

Sue: Não ouse falar comigo como se não tivesse me traído com aquele clone de Shrek-Hulk.

R: Ciúmes? — Eu sorri. Ela trabalhou o queixo e olhou fixamente para mim.

Sue: Indignada.

R: Estou estranhamente lisonjeada, — Eu admiti e falei sério. É claro que Sue estava com o megafone na mão direita, então ela o ligou e colocou na frente de sua boca, gritando comigo,

Sue: Espero sua ajuda para minhas práticas com as Cheerios, não importa em que tipo de uniforme que você esteja, nem mesmo se for um traje horrível. As nacionais começam em uma semana e você vai ser o meu saco de pancadas, sempre que eu precisar descarregar minha raiva. — Esfreguei meus ouvidos.

R: Sinto muito, eu não entendi a mensagem. — Sue regulou o volume no megafone, o tornando um pouco mais alto.

Sue: Veja como a ação mais generosa do século, vou te conceder a permissão para jogar e disputar com esses primatas, contanto que você me prometa aparecer em menos de um segundo, sempre que eu exigir.

Interiormente sorrindo, eu obedientemente assenti e, neste momento, Puck apareceu de novo, seus braços com equipamento de futebol e camisetas. Sue dirigiu o megafone para ele,

Sue: Você sabe o que aconteceu da última vez. Seja mais esperto. Ou pelo menos não seja tão estúpido. — Então, ela me encarou novamente. — Vejo você no campo, Ray. Ou melhor, vejo você ficar amassada no campo, Ray. — Com isso, ela passou por nós.

P: Uhm, uma ajudar seria bom, não é?

R: Oh, sim, me desculpe. — Peguei algumas coisas dos seus braços e me dei conta de que eram as minhas coisas, o meu equipamento de futebol. Era menor do que o normal, por isso não foi tão difícil de adivinhar.

P: Essas são as almofadas de proteção que eu usava quando eu tinha oito anos lembra, — Puck riu e felizmente para ele, minhas mãos estavam muito ocupadas para socá-lo.

P: Vamos lá, — Ele disse com entusiasmo, passando na minha frente. Eu quase tropecei nos meus pés quando eu o segui, sem realmente ver onde eu estava indo.

R: O quê? Para onde vamos?

P: Aonde mais você pode se trocar sem que os garotos te vejam? Embora agora que pensei nisso, as garotas também contam? — Ele pensou para si mesmo, abrindo o caminho para o lugar ainda desconhecido. Quando ele parou de andar, eu quase esbarrei nele novamente.

P: Desculpe Rach, mas aqui é aonde eu fico. Eu não sou suicida Sue sempre sabe quando outras pessoas que não sejam líderes de torcida entram no vestiário das Cheerios. — Ele colocou sem a menor cerimônia o resto das minhas coisas de futebol em meus braços já sobrecarregados, e eu estava tentando encontrar o equilíbrio, balançando da esquerda para a direita.

P: Vejo você no campo! — Ele correu de volta para o vestiário dos atletas.

R: Uh. Como eu vou chegar lá? Eu mal posso ver muito menos abrir a porta.

B: Rach eu pensei ter ouvido a voz do Puck. — Deixando escapar um suspiro de alívio ao ouvir a voz familiar de Brittany, eu rapidamente disse,

R: Britt! Você poderia, por favor, me ajudar?

B: Claro.

Para minha surpresa, apenas um segundo mais tarde, todo o meu uniforme foi tirado dos meus braços e eu vi com os olhos arregalados como Brittany sem esforço nenhum o equilibrou em seus braços. Ela chutou a porta com o pé, e em seguida, passou a ir com passos leves. Eu me senti estranha ao andar pelo vestiário das Cheerios. Ao contrário do vestiário dos Titãs, cheirava muito fresco e doce aqui, e as paredes eram pintadas de vermelho brilhante. Os armários pareciam novos tudo parecia estar melhor do que o resto da escola em geral. Não havia muitas líderes de torcida no vestiário, a maioria delas tinham aprendido a serem rápidas para evitar que Sue as punisse. Brittany deixou minhas coisas em um banco e apontou para um armário atrás dela.

B: A treinadora disse que esse é o seu armário a partir de agora, — Ela disse alegremente, em seguida, apontou para o armário ao lado dela. — A treinadora deve realmente amar você, porque este é o armário da Quinn. — Sorrindo para mim, eu deixei minha mochila escorregar dos meus ombros.

B: De qualquer forma, eu já acabei então eu já vou ou a treinadora vai ficar muito brava.

R: Vá em frente, — Eu disse com um aceno de cabeça, e a assisti feliz saltitando para fora do vestiário, que a levava diretamente para o campo.

S: Ew, um menino na nossa sala, — Uma voz provocante de repente soou perto de mim. Eu não poupei um olhar à minha direita, tirando minha camisa e dobrando. Eu podia sentir os olhos percorrendo meu corpo.

S: Retire o que eu disse. Você tem um corpo quente, Berry.

R: Eu sei, — Comentei com um sorriso, finalmente olhando para Santana com um sorriso de lado. — Por que você ainda está aqui?

Ela levantou um dedo como se quisesse dizer: ‘Espere, você vai ver’. Ela lentamente se aproximou na ponta dos pés das líderes de torcida restantes, que ainda estavam lutando para arrumar o rabo de cavalo em linha reta, e se posicionou atrás delas. Eu pulei quando Santana de repente começou a gritar e bater palmas como uma louca, gritando diretamente no ouvido das Cheerios,

S: Por que estão demorando tanto! Vamos, vamos, vamos! Você querem ser sempre as últimas? Você gostam de dar voltas extras pelo campo? Agora vão, vão, vão! Ou eu vou acabar com todas vocês! — As pobres líderes de torcida gritaram de susto e foram embora em um segundo, deixando só Santana e eu para trás. Eu assobiei.

R: Estou impressionada. — Santana apenas me deu um sorriso de satisfação.

S: Eu adoro ter um motivo para gritar. Mas agora eu tenho que ir.

Eu apenas balancei a cabeça e voltei a colocar meu uniforme, ouvindo os sapatos batendo no chão como ela marchou para fora do vestiário. Depois de corrigir as últimas tiras, eu puxei a camisa vermelha limpa com o número 28 em branco sobre a minha proteção. Me virando para o lado eu não sei porque eu estupidamente sorri para mim quando eu distraidamente acariciei o número da minha camisa. Lembrando que eu não podia perder mais tempo, eu rapidamente terminei de me arrumar me atrapalhando com o capacete.

Beiste: Finalmente, — Treinadora Beiste latiu uma vez que eu me juntei a equipe no campo. Ela tinha os olhos vesgos por causa do sol ofuscante, a fazendo parecer mais assustadora do que o habitual. Ela apontou para mim com seu megafone. — Eu não vou dizer para você fazer cinqüenta flexões, porque esta é a sua primeira prática. Mas acho que não vou facilitar as coisas para você só porque você é uma menina.

Eu estava feliz por já ter colocado o capacete, em parte, me ajudando a cobrir a vergonha na cara. Eu rapidamente acenei para mostrar a ela que isso nunca aconteceria novamente. Eu apenas esqueci que eu tinha prática hoje. Enquanto a treinadora Beiste listava os exercícios que faria hoje, eu me encontrei distraída por uma certa Cheerio que estava sendo jogada no ar do outro lado do campo. Algo em meu estômago revirou desconfortavelmente. Eu não poderia assistir a isto, minha namorada voando alguns metros acima do solo sem proteção. Ser uma líder de torcida era mais perigoso do que ser um jogador de futebol, se alguém me perguntasse, mas, aparentemente, ninguém pediu minha opinião. Beiste soprou seu apito, nos sinalizando para começarmos a nos mover. Eu não tinha ouvido as suas instruções, então minha cabeça estava girando freneticamente em direções diferentes para ver o que os outros estavam fazendo. Eu queria encontrar Puck ou Mike, mas com todo mundo estando com seus capacetes, era difícil reconhecer os rostos.

Dean: Não fique sem fazer nada, — Alguém rosnou para mim, e eu tive que virar 90 graus para ser capaz de ver a pessoa que se atreveu a falar assim comigo. Seu rosto era desconhecido, sua expressão hostil.

O que eu tinha feito para ele? Eu queria rosnar de volta para ele, pedindo-lhe o que inferno era o problema dele comigo, mas alguém me puxou. E olhando para cima encontrei Mike sorrindo para mim.

Mike: Vamos aquecer primeiro, — Mike pediu mais do que o sugeriu, e antes que eu pudesse protestar, ele já tinha começado a correr. Não querendo parecer estúpida, eu o segui até que eu fiquei ao lado dele.

R: Nós somos os únicos a correr, — Comentei, virando a cabeça para ver os outros fazendo exercícios de aquecimento específicos.

Mike: Eles são preguiçosos demais, — Mike respondeu, — Não querem ficar muito suados antes da prática.

R: Oh.

Nós corremos em uma velocidade confortável até que passamos ao lado do campo onde as Cheerios estavam tendo a sua prática. Meus olhos automaticamente procuraram uma certa líder de torcida, a minha líder de torcida. Foi quando eu percebi uma coisa. Quinn sabia que eu tinha prática do futebol de hoje, mas ela não tinha mencionado nada quando disse adeus após a última aula. Havia a pequena chance de que ela simplesmente tivesse esquecido, mas minha intuição me disse que ignorar este assunto tinha sido intencional. Estreitando os olhos, eu virei a minha cabeça de volta para o campo para ver onde eu estava correndo. Então, ela ainda não queria me ver jogar na equipe. Ela estava esperando que eu pudesse ser chutada para fora se eu não fosse para a primeira prática.

Mike: Ele é um idiota, — Mike disse de repente ao meu lado, me puxando para fora dos meus pensamentos e eu olhei para cima confusa. O que ele tinha acabado de dizer não correspondia com o que eu estava pensando.

Mike: Só o ignore, — Continuou ele, não percebendo minha confusão. — Dean é calado, como eu, mas quando ele abre a boca, ele só diz um monte de besteira. — Por um momento, pensei que ele estivesse falando do Finn. Lembrei-me então dos pequenos incidentes alguns minutos antes.

R: Esse cara é um idiota.

Nós terminamos nossa primeira volta, passando pelo time de futebol. Todos os jogadores de futebol faziam algo diferente para se aquecer, alguns levaram a sério e já estavam suando, enquanto outros tentavam se aquecer o mínimo possível para que não ficasse muito desgastado. Eu não me surpreendi quando vi Finn esticando as pernas, e nem sequer estava dobrando seus tornozelos o suficiente para esticar seus músculos.

Mike: Na maioria das vezes, ele vai junto com a equipe, — Disse Mike em pausas, o calor e o esforço físico já estava afetando o seu corpo e a sua respiração. — Eu o afastei. Ele não queria te aceitar na nossa equipe.

R: Por quê? — Eu ofegava, sentindo o sol radiante impiedosamente sobre nós. — Porque eu sou uma garota?

Mike: Esse é um ponto, — Mike respondeu e piscou, sendo cegado pelo sol. — Mas para ser honesto, todos nós costumávamos ser contra as mulheres em nossa equipe. Beiste demorou um pouco para ganhar o nosso respeito. Mas depois que ganhamos alguns jogos sob seu treinamento, começamos a aceitá-la e eu acho que isso tornou mais fácil para nós aceitarmos. Porque agora, só julgamos pelas habilidades e você as tem. — Eu só balancei a cabeça para poupar respiração.

Mike: Não, a verdadeira razão pela qual ele está chateado é porque você tirou dele a posição que ele estava halfback. Agora ele tem a honra de manter o banco quente.

R: Isso é problema dele, não meu.

Paramos de correr nossas pernas estavam formigando do exercício. A primeira metade da prática transcorreu sem problemas, tentamos aplicar novas estratégias aprendidas ao nosso jogo. Tentamos, porque a maior parte da equipe não foi capaz de colocar na prática a teoria, então acabamos correndo por aí sem nenhum indício do que estava acontecendo. Eu só fiz o meu trabalho de vez em quando de pegar a bola e levá-la para longe o máximo que eu pudesse no campo da equipe adversária. Agora eu estava correndo para a zona final. Ninguém parecia estar atrás de mim ainda, e, a julgar pelo som dos passos, eu assumi que ninguém estava tentando me persegui.

Quase triunfante, eu queria elegantemente correr os últimos metros para fazer o ponto, quando eu vi um flash de vermelho e branco nas laterais. Era Brittany e ela estava pulando para cima e para baixo, entusiasmada acenando para mim com seu pom-poms. Eu ri e queria acenar de volta, quando um corpo gigante colidiu com o meu. A força do impacto me fez derrapar por alguns metros, meus olhos registraram a linha branca da zona final apenas a dois centímetros de distância do meu nariz. Gemendo de dor, eu me virei de costas, me perguntando quantas células cerebrais eu perdi dessa vez. Isso não podia continuar, eu precisava de todas elas para me manter lúcida com Quinn.

P: Rachel, o que foi essa merda? — Uma voz irritada gritou de longe e eu tive que sorrir fracamente para isso. Pelo menos Puck sempre amaldiçoa em voz alta para mim quando eu não era capaz de formar uma palavra.

B: Rach, eu não quis te distrair!

R: Tudo bem, Brittany, — Eu murmurei, já tentando me levantar novamente. Mas eu tropecei e meus braços desajeitadamente agitavam no ar, tentando agarrar algo para apoiar. Consegui agarrar uma camisa de futebol.

Dean: Tire as mãos de mim, sapatão — Alguém venenosamente assobiou para mim, e as minhas mãos o empurraram para longe. Eu tropecei para trás em um par de braços macios.

B: Eu peguei você. – A calma voz de Brittany parecia quase ter o efeito oposto em mim. Eu senti raiva e vergonha de repente, não por causa dela, mas por causa da situação que me levou a seus braços. Desde quando é que eu pertenço a essas pessoas que eram empurradas ao redor? Desde quando é que alguém se atreve a me chamar desses nomes?

Tão suave quanto eu pude, me soltei dos braços de Brittany e arranquei meu capacete, cuspindo o protetor bucal. Minha expressão escureceu quando meus olhos se viraram para o rosto ainda antipático. Qual era o nome dele? Dean? Mas antes que eu pudesse socá-lo, alguém chegou antes de mim.

Q: O que diabos você estava pensando, seu idiota, você poderia ter matado ela!

Eu ouvi a voz estridente e furiosa da minha namorada antes que a vi, e de repente eu senti pena do jogador de futebol tolo. Mas desculpa ou não, eu recuei alguns passos, quase me escondendo atrás de Brittany. Ela parecia pensar o mesmo que eu e ela tentou ficar atrás de mim de novo, mas eu segurei seus ombros firmes no lugar. Ninguém poderia machucar Brittany. Espiando por cima do ombro, vi Quinn empurrando o jogador de futebol enquanto ela gritava várias coisas para ele, e ele só escutava. Ele não era estúpido o suficiente para machucar uma garota, muito menos uma Cheerio.

P: Se eu fosse você, corria. – Me virei para ver Puck preocupado olhando para mim. Confusa, eu disse,

R: Por quê?

P: Porque você é a próxima. — Meus olhos se arregalaram e se voltaram para Quinn, ela tinha acabado de gritar com o jogador de futebol. Ela se virou lentamente, com os olhos em chamas imediatamente encontrando os meus assustados.

Q: Rachel Berry.

Eu vacilei. Eu não tive boas experiências com as pessoas chamando pelo meu nome completo, eu associava com os policiais anotando o que eu tinha feito ou namoradas que queriam ter uma conversa séria. Este último era o mais assustador. Quando Quinn tentou me alcançar, vindo na minha direção, eu fugi para o lado direito de Brittany. O mesmo aconteceu quando ela tentou o contrário e Brittany lentamente ficou confusa por estarmos circulando ela.

Q: Fique quieta. — Quinn sussurrou irritada, estendendo a mão para me pegar, mas eu pulei para trás.

B: Gente, — Brittany inquieta disse, com a cabeça virada para a esquerda e para a direita para ver os nossos movimentos, — Estou ficando com dor de cabeça.

R: Desculpa, — Eu respirei, e em três, dois, um, eu corri. Mas eu corri na direção errada, em linha reta no território das Cheerios. Isso em si não era o problema, eu poderia correr por elas e fugir através da grade que dava para o estacionamento. Mas uma parede de vermelho e branco estava construída na minha frente, bloqueando a minha única saída.

Meus pés abrandaram e com desespero, eu notei os risos de Santana na frente, apontando para as líderes de torcida para que elas formassem uma parede mais apertada, então não havia jeito de eu fugir. Eu porra odiava a Santana. Foi realmente intimidante. Não era nenhuma surpresa que o McKinley tinha uma quantidade absurda de Cheerios, mas vê-las ali todas alinhadas em uma fileira, quase ocupando todo o campo, engoli em seco. Romper o muro não era uma opção, eu não poderia prejudicar essas meninas e pular acima de suas cabeças. Eu estava ferrada.

R: Foda-se, — Eu assobiei para Santana, porque eu sabia que ela estava perto o suficiente para me ouvir. Ela me tocou e sorrindo disse,

S: Então. Isso tem a ver com suas habilidades na cama?

R: Habilidades na cama? — Eu interrogativamente disse, me esquecendo por um momento a minha situação fatal.

S: Oh, vamos lá, — Santana falsificou um sorriso lascivo para mim. — Você não acha que melhores amigas não contam tudo uma a outra? Eu quase não acreditei quando Quinn me contou sobre as noites fabulosas de vocês em Nova York. — Antes que eu pudesse processar isso, uma voz aguda gritou meu nome. Eu congelei.

R: É.

Eu me senti tão pequena e impotente no meu uniforme de futebol quando eu me virei, os dentes cerrados juntos. Eu tinha que enfrentar isso com orgulho e dignidade. Minha reputação estava em jogo. Todas as Cheerios estavam me olhando, inclusive os jogadores de futebol. Uma tentativa de melhorar a situação com uma piada de mau gosto parecia ser inapropriada, porque Quinn não parecia querer ouvir uma piada, especialmente, não de mim. Talvez algo lisonjeiro?

R: Eu já disse a você como você está linda hoje? — Eu disse com um sorriso esperançoso que rapidamente caiu de novo quando Quinn não mostrou quaisquer sinais de diversões. Mas eu não podia desistir, eu tinha que pelo menos tentar. — Você é tão bonita, eu poderia simplesmente olhar para você o tempo todo. — Quinn trabalhou sua mandíbula e seus olhos se estreitaram.

Q: Isso é uma coisa boa de se ouvir, porque você não vai me tocar por muito tempo.

E com isso, ela girou sobre os calcanhares e desfilou para perto de Sue Sylvester, que estava profundamente envolvida em uma revista com uma líder de torcida na capa. Eu olhei atrás dela, já me lamentando quando eu me lembrei que eu não estava exatamente sozinha. Eu realmente queria bater o pé em indignação e gritar como uma criança pequena, porque isso não era justo, não era uma solução, ficar sem sexo nunca era a resposta para qualquer problema! Isso só piorava as coisas.

Meu corpo ficaria rígido e duro novamente por causa da frustração sexual, e meu estado emocional ficaria altamente perigoso. Depois de finalmente experimentar o amor verdadeiro e ver o que significava não conseguir fazê-lo novamente fez eu me senti como se tivesse uma perda enorme. Ter relações sexuais com alguém que você ama era muito mais sensual, às vezes até com uma vantagem espiritual, você simplesmente não pode comparar com uma noite de sexo sem sentido. Quinn estava cometendo um erro terrível. Não só para mim, mas para si mesma.

S: Berry feche a boca, — Santana riu maldosamente. — A julgar pela sua expressão, você não vai ter uma noite descontraída, certo?

R: Psst, — Eu assobiei. – Você vai gritar por todo o campo, não vai?

S: Bem, se você quiser -

R: Não!

Em torno de nós, as líderes de torcida já estavam começando a sussurrar e fofocar, tentando descobri sobre o que Quinn poderia ter dito para mim. Eu esperava que isso ficasse em segredo. Santana cruzou os braços e sorriu para mim, fazendo esse movimento de cabeça irritante que pingava presunção e ar superior.

R: Nenhuma palavra, Lopez.

S: Eu não preciso de palavras para mostrar o que você está perdendo, eu poderia demonstrar isso com Britt -

R: Cale a boca.

S: A lua de mel já acabou?

R: Eu já disse para você calar a boca.

S: É um sim, então.

R: Eu te odeio.

S: Eu também te amo.

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Eu tinha Quinn se contorcendo e gemendo debaixo de mim, e eu não poderia descrever a satisfação através de minhas veias e suas respirações rasas que sinalizavam seu orgasmo se aproximando. Tanta coisa para não me deixar tocá-la. Bom, ela tentou resistir a mim e ela me fez resistir por muito tempo, mas eu sabia que ela não tinha chances com meus olhos persuasivos, palavras suaves e lábios tentadores. E quando eu puxei um buquê de gardênias das minhas costas, eu cortei a última seqüência de resistência.

As gardênias ficaram abandonadas em sua mesa de estudos enquanto estávamos ocupadas sua cama. Talvez eu devesse ter, pelo menos, esperado um minuto para Quinn colocá-las em um vaso antes de me inclinar para um beijo que foi correspondido depois de uma tentativa mínima de ruptura. Mas eu prefiro ter Quinn molhada do que aquelas flores.

Q: Eu não deveria... Ohh... Ter aberto a porta para você.

Eu fiz uma careta quando ela conseguiu falar entre seus gemidos. Eu tinha que estar fazendo algo errado por que ela ainda era capaz de falar. Isso não era aceitável, eu costumava ser conhecida por deixar as meninas sem fala, em mais maneiras do que uma. Meus lábios capturaram os dela, para evitar mais do que outros 'Sim' e 'Mais Rápido' saísse de sua boca, eu deixei os meus dedos se moverem em um ritmo mais rápido, querendo que ela esquecesse de que era capaz de falar. Curvando os dedos dentro dela, comecei a ficar com a mão dolorida pelo ângulo desconfortável, mas desacelerar não era opção para mim. Eu prefiro morrer do que deixar a minha namorada na mão.

Eu gemi de dor quando Quinn cravou os dentes no meu lábio inferior, e não o liberou novamente. Ela estava tão perto da borda que ela se esqueceu de tudo, e da necessidade de aliviar a deliciosa dor amplificada. Engoli em seco e choraminguei junto com ela enquanto ela se aproximava do orgasmo, mas os meus sons eram de dor. Descobri que faze amor com Quinn sempre me levava a ter ferimentos leves. Especialmente quando ela chegava ao orgasmo, ela ficava desesperada, mas tão desesperada que ela mordia qualquer parte do meu corpo e afundava as unhas nas minhas costas. Segurar os lençóis ou apertar os travesseiros não era mais o suficiente.

Eu realmente não me importo. A respeito disso, eu não me importo em ser masoquista. Quinn sabia como fazer e realmente valia a pena. Tê-la lambendo toda a extensão marcada fazia todo o meu corpo estremecer.

R: Eu te amo, — Eu sussurrei contra seus lábios trêmulos e eu repeti uma e outra vez até que eu finalmente a senti alcançar o orgasmo.

Jogando a cabeça para trás, Quinn soltou um ofegante e alto gemido e seus olhos estavam fechados em êxtase total. Eu olhei seu rosto com fascínio, ainda não habituada a ver tanta beleza e perfeição de uma vez. Eu ainda não podia acreditar que eu estava tocando uma deusa.

R: Você ainda esta arrependida de abrir a porta para mim? — Eu humildemente disse com um sorriso presunçoso. As pálpebras de Quinn estavam fechadas, mas os cantos de sua boca se contraíram.

Q: Tanto faz.

R: Tanto faz? — Eu repeti em descrença. Será que eu tenho que lembrá-la das minhas entorpecentes técnicas de sexo que leva ao coma induzido?

Q: Sim, de certa forma, — Quinn disse novamente, finalmente abrindo os olhos para me mostrar o brilho neles. — Porque eu tenho um trabalho para entregar amanhã, mas eu não ia fazê-lo.

Ela nem mesmo terminou a frase, ela me agarrou pelos meus ombros nus e girou em torno de nós, e não perdeu um segundo sequer para deixar rastros de beijos pelo meu corpo. Meu último pensamento foi de que eu era uma má influência para ela, antes que meu cérebro se desligasse e deixasse meu corpo falar.

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Por que é que eu tenho um armário quando eu esqueço a metade dos livros em casa. Mas pelo menos era agradável olhar, estava cheio de fotos minhas junto com Quinn, e dos membros do clube Glee.

S: O que você fez? — Uma voz feminina grave disse de repente atrás de mim e eu casualmente fechei a porta do armário, em seguida, me virei para enfrentar Santana.

R: Bem, olá a você, também, — Eu sarcasticamente cumprimentei. Ela estreitou os olhos e cruzou os braços.

S: Q teve que explicar para a professora porque ela não fez o trabalho. E eu acho que você deveria ter dado a ela uma desculpa melhor do que aquela sobre a avó doente, que já morreu há seis anos. — Fingindo não saber do que ela estava falando, eu dei de ombros e passei por ela, no meu caminho para a próxima aula.

S: Berry, eu sei que você está por trás da lavagem cerebral em Quinn! — Ouvi Santana dizer atrás de mim e ri.

S: O inferno, mesmo que ela saia do Clube do celibato, rindo como uma cadela louca — Meu riso morreu em minha garganta. Eu rapidamente me virei e sussurrei,

R: Você pode se acalmar? — Santana balançou a cabeça e continuou em voz alta,

S: Só se você me disser que você não está distraindo ela da escola com o seu desejo sexual enorme!

R: Oh, vamos lá, — Eu gemi e me aproximei dela, acenando freneticamente com as mãos para impedi-la de deixar escapar mais um disparate. As pessoas estavam assistindo.

S: Não faça essa merda — Santana resmungou, irritada, batendo nas minhas mãos para longe do seu espaço pessoal. — Se as notas dela começarem a abaixar por sua causa, então eu vou -

R: Isso não vai acontecer, — Eu assobiei, puxando minhas mãos para trás. — Você não espera que eu acredite que você está triste por que o Clube do celibato vai acabar a maioria delas nem sequer participaram, para começar.

S: Oh, não deixe que as poucas Cheerios safadas te engane, — Santana soltou uma risada superficial. — Metade das líderes de torcida são calouras e alunas do segundo ano, eles não perderam a sua ingenuidade ainda.

R: Bom para elas, porque não é ingenuidade, quando na verdade você tem auto-estima, — Retorqui, e de repente eu não conseguia me lembrar por que estávamos discutindo. Eu estava cuidando da minha vida quando Santana apareceu do nada e disse que eu supostamente estava atrapalhando a Quinn.

S: Ha é irônico vindo de você, — Santana comentou sarcasticamente. — Eu pensei que você estava fazendo bem para ela, você sabe, soltando, e tirando o 'gelo' da 'Ice Queen' mas a tia Snix vai baixar se ela descobrir que você está arruinando as notas da Quinn apenas para que você possa continuar entrando nas calças dela -

R: Quem é Tia Snix -

S: Cale a boca, ou eu vou -

R: Se você já está fazendo ameaças injustificadas, pelo menos, use a gramática correta -

S: Porra, Berry, você me interrompeu mais uma vez, então -

R: Eu vou ter que agüentar mais má gramática? — Olhamos uma para a outra, de repente impressionadas com o silêncio. Agora eu percebi que isso era tudo sobre Quinn e meu olhar se suavizou.

R: Você sabe que eu não faria nada que Quinn não quisesse. — Santana pareceu perceber que seu próprio temperamento tinha ficado um pouco fora de controle. Seus ombros caíram, ela suspirou e balançou a cabeça.

S: Merda. Eu não queria dar um chilique, mas eu sei que Quinn mais do que você, Berry quer sair de Lima esse sempre foi o sonho dela, desde que me lembro, o inferno, é o sonho de todos nós, de cada criança de Lima. E você sabe que as notas dela e as Cheerios são a passagem dela para fora daqui. = Mesmo quando a campainha tocou e o resto dos estudantes correram para suas aulas, nos não nos mexemos.

S: Eu sei que não é grande coisa se ela não transformar em uma atribuição de vez em quando, mas eu, você sabe. Eu não quero que ela se torne uma pessoa normal, eu li sobre pessoas faltarem na escola quando eles estão em um relacionamento. E eles de repente perdem o foco, e após a formatura, após a relação, eles ficam sem nada. Eu não quero que Quinn seja uma dessas pessoas, não depois de tudo que ela trabalhou para conseguir.

Eu só queria abraçar a Santana e nunca deixá-la ir. Bom, talvez abraçar Quinn, mas Santana parecia tão abraçavel agora porque a preocupação e sinceridade em seu rosto fizeram meu coração inchar.

R: Oh, você, — Eu suspirei. — Vem cá.

S: O quê? — Santana respondeu confusa, não preparada para o abraço de urso.

S: O que? Me larga, Berry, vamos me solta, tire suas mãos de homem de cima de mim...

R: Shh, — Eu sussurrei suavemente, acariciando suas costas e ignorando as mãos que estavam tentando me empurrar para longe. — Apenas admita que você gosta. — Ela ainda estava em meus braços deu uns tapinhas em suas costas suavemente.

R: Está tudo bem. Eu não vou contar a ninguém que você é uma molenga nem para Quinn. Mas eu acho que ela já sabe disso.

S: Berry, eu vou bater em você em três segundos, se você não me deixar ir.

R: Você não vai e você não quer que eu te solte.

S: Um. Dois. Dois e meio.

R: Pare de lutar contra isso.

S: Três.

R: Veja você não. Ai que diabos. Só porque eu sou uma garota não significa que eu não me machuco se você me chutar.