Notas iniciais
Vou postar mais um hoje xD

Eu mentiria se dissesse que não estava nervosa. Eu mentiria se dissesse que eu tinha tudo planejado, tudo sob controle. Não, nada era perfeito tudo tinha saído de controle e eu estava prestes a confirmar tudo. Mais uma vez, de pé na varanda dos Fabrays, eu senti meu coração batendo descontroladamente e prestes a saltar do meu peito. Eu ponderei sobre me virar e fugir, enquanto eu ainda podia, mas meus pés não se moviam.

E então já era tarde demais.

Q: Oi, Rachel.

Quinn de pé bem na minha frente, com a cabeça inclinada interrogativamente e um doce sorriso nos lábios. Ela parecia estar se divertindo, ela cruzou os braços na expectativa e meus olhos percorreram sua roupa sexy, involuntariamente engoli a seco.

Q: Então, Rach, minha mãe e eu fizemos uma aposta de quanto tempo levaria para você tocar a campainha. Adivinha quem ganhou? — A loira disse com um sorriso, percebendo a maneira como meus olhos a devoravam e eu rapidamente desviei o olhar corando e limpei a garganta, retirando uma flor nas minhas costas que estava escondida até agora.

Os olhos de Quinn se arregalaram com a visão e seu sorriso anterior se transformou em um sorriso surpreso. Fazendo uma pausa, ela me deu um olhar inseguro e eu sorri para ela, levantando a minha mão com a flor na direção dela.

R: O que é o Dia dos Namorados, sem a flor perfeita? — Eu ligeiramente disse, girando a flor entre os dedos. — As rosas vermelhas são superestimadas, e eu não quero que você tenha algo que qualquer outra garota simples tenha, então eu fui ao florista e comprei esta gardênia aqui.

Eu assisti Quinn aceitar a gardênia com os dedos trêmulos como se ela estivesse com medo que ela se desmoronasse. Ela olhou para gardênia por um tempo, antes de timidamente olhar para cima dizer,

Q: Obrigada. — Eu dei um leve sorriso, encolhendo os ombros,

R: Você merece.

Depois de tudo que Finnept conseguiu estragar.

Um passo à frente, e ela abriu os braços para me abraçar e eu felizmente me deixei ficar trancada em um abraço apertado, cantarolando em seu cabelo.

Q: Espere um minuto, eu quero colocar a gardênia em um vaso. Então, podemos ir, — Ela murmurou em meu ouvido e eu saí do abraço, escondendo minha carranca com a perda de contato com ela.

Ainda do lado de fora da casa na varanda, eu esperei pacientemente que ela voltasse para que pudéssemos sair para o nosso uh, não encontro, apenas amigas saindo. Eu conscientemente olhei para mim, e passei a mão pelo meu blazer preto e eu nervosamente puxei a barra da minha camisa branca por baixo. Olhando para o relógio, vi que já era 07:10. Se eu não tivesse ficado de pé 10 minutos na frente da porta da casa? Humildemente gemendo com o fato embaraçoso de que Judy e Quinn tinham me visto ali como uma idiota, eu balancei a cabeça para ninguém em particular.

Muito Badass Hein?

Eu era... Ainda sou eu pensei desafiadoramente. Era só o que me faltava eu parecer uma idiota sempre que se tratava de uma certa Fabray.

Q: Rach? — Saindo do meu transe, eu imediatamente olhei para Quinn e dei um sorriso brilhante e ofereci o meu braço como um cavalheiro.

R: Pronta? — Ela riu levemente e agarrou meu braço, me deixando acompanhá-la para o meu carro.

Q: Então, para onde estamos indo? — A loira curiosamente perguntou e eu abri a porta do passageiro para ela. Eu apenas ri e fiz movimentos a enxotando para que ela entrasse no carro.

R: Paciência, Quinn, — Eu respondi e fechei a porta antes que ela pudesse protestar. Andei em torno do carro, e entrei no mesmo.

Q: Sinto muito, o quê? — A loira disse com um sorriso, seu sorriso maroto estava me testando.

Balançando a cabeça com sua impaciência, liguei o motor e tirei o carro da garagem.

Q: Vamos lá, Racheeeel, — Quinn choramingou, — Não seja mau comigo.

R: Quinnie, você sabe que eu não sou mau com você.

Q: Psh! — Quinn suspirou em indignação, mas o tom era lisonjeado e facilmente distinguível. — Você sempre me provoca e me para quando eu quero falar sobre assuntos sérios.

R: Como o quê?

Q: Sua obsessão doentia por café, por exemplo.

R: Mais uma vez, como o quê?

Q: Rachel.

R: Ok, ok. Você me pegou. Estou me sentindo envergonhada. Agora esta melhor?

Q: Racheeeeeell-

R: Tudo bem, eu entendo. Sem provocação. Mas não é minha culpa, eu fiquei viciada em café por causa da sua mãe, eu juro, o café que ela faz é tão bom.

Q: Você quer dizer que temos uma boa máquina de café.

R: Não, eu estou dizendo que o encanto Fabray está em toda parte. Mesmo no café. E eu fiquei viciada.

Quando Quinn não deu uma resposta com raciocínio rápido, eu logo olhei para o lado e rapidamente virei meus olhos para estrada novamente. Eu senti minha garganta ficar seca de repente e me mexi no meu lugar, só querendo esquecer o que eu tinha visto. Foi esse olhar. Aquele olhar brilhante. O mesmo que ela tinha me dado na véspera do Ano Novo, o mesmo que me fez perder o fôlego e meu coração ficar acelerado.

Q: Por que você me deu uma gardênia? — Quinn perguntou de repente, com a voz mais delicada e mais suave do que nunca.

R: Porque você é muito especial para ganhar apenas uma rosa, — Eu murmurei depois de limpar minha garganta várias vezes.

Q: Não, eu... Deus, Rachel, mesmo quando você me dá respostas erradas, você ainda pode fazê-las sair bem de alguma forma, — Quinn disse ofegante e eu arqueei minhas sobrancelhas em confusão quando ela suspirou e balançou a cabeça para si mesma.

Q: Eu quero saber por que exatamente uma gardênia? E não outra flor, eu não sei, uma tulipa vermelha, por exemplo?

Então era isso que ela queria dizer.

R: Para ser honesta, — Eu comecei e sorri timidamente, — A florista que escolheu para mim. Ela me fez descrever você e então eu disse a ela tudo o que sabia sobre você. E ela me deu a mais bela gardênia que ela poderia encontrar e disse que iria se encaixar perfeitamente na descrição.

Q: Então... Você não sabe o que significa? — A loira hesitante perguntou e eu fiz uma careta para o tom decepcionado de sua voz.

R: Não, — Admiti, — Por quê?

Q: Eu, eu não sei, — Ela calmamente respondeu, virando a cabeça para olhar fora da janela.

Estúpida, estúpida, estúpida. Por que eu não procurei saber o que significava antes de eu dar a ela? É claro que uma garota como ela gostaria de saber o que significava e, puta merda, e se fosse algo como: ‘Me desculpe, eu te trai’ ou, pior ainda, ‘Eu te amo com todo meu coração’?

Não, não podia ser. Eu tinha dito explicitamente a florista que Quinn era uma amiga próxima e merecia algo especial, algo simples, mas elegante. Na verdade, eu poderia ter desviado com algumas histórias engraçadas sobre ela, mas a florista sempre me lembrava de descrever o caráter da loira, e não sua aparência ou seus hábitos bonitos... Sim, você sabe o que quero dizer. E quando ela me mostrou a gardênia, eu imediatamente pensei que era perfeito, porque a cor branca parecia tão inocente e pura, assim como Quinn. Bem, talvez a parte inocente não estivesse cem por cento aplicável. Embora agora que eu pensei sobre isso, o florista tinha um sorriso estranho depois que eu tinha pagado pela gardênia. Qualquer que seja.

R: Então, eu estava pensando... — Eu comecei querendo fazê-la falar comigo novamente.

Q: Hum. — Ignorando seu olhar para mim, eu continuei,

R: Eu estava pensando sobre onde levá-la. — Isso chamou a atenção da loira e ela se virou para mim novamente com um olhar curioso.

R: Não foi fácil, — Eu suspirei, — Não há muitos lugares divertidos em Lima, exceto o meu quarto. — Quinn me lançou um olhar de ‘Não foi engraçado’ e rapidamente disse,

Q: Nem pense em começar com suas escapadas.

Engoli a seco e fingi me magoar eu era inteligente o suficiente para levá-la a sério. Ela tinha escutado eu falar com Puck sobre uma menina, que poderia dobrar seu corpo como se fosse feita de borracha. Me deixa dizer uma coisa, ficar uma semana sendo ignorada por Quinn foi o castigo suficiente para mim. Mas isso foi há muito tempo atrás. Este ano, eu realmente não tive mais sex escapadas para contar.

R: Quinn, — Eu disse depois de um tempo, — Eu tenho usado a minha cama para atividades diferentes agora.

Q: Como...? — Quinn perguntou.

R: Fazendo absolutamente nada.

Q: Isso não é uma atividade.

R: Verdade. Esqueci de mencionar sonhar. Eu sonho muito.

Q: Você sonha?

R: Sim. Sobre como a vida é diferente em Lima, em comparação com Nova York. — Quinn balançou a cabeça lentamente antes de um pequeno sorriso aparecer em seu rosto e ela perguntou provocativamente,

Q: E você sonha comigo?

Será que ela esperava que eu dissesse: 'A cada segundo da minha vida’?

Não. Muito brega embora possa ser verdade.

R: Somente em pesadelos, — Eu respondi com um sorriso atrevido e ganhei um suspiro indignado por esta resposta, combinado com um tapa no meu ombro.

R: Você tem que me ouvir, Quinn! — Eu, rindo, exclamei e ela continuou a olhar para mim. – Tem sempre esse monstro tentando roubar meus breadsticks! E sempre que ele chega muito perto, você sai do nada e o afugenta. E então você me da um abraço e diz que os breadsticks serão meus para sempre. E é assim que você aparece nos meus pesadelos e os transforma em sonhos.

Eu terminei a minha explicação, e não fui capaz de ver a reação de Quinn porque tínhamos chegado ao destino e eu tive que focar onde estacionar o meu carro.

Q: Você... Eu Rachel, eu não sei nem o que dizer.

R: Que é Ridículo? — Eu ofereci.

Q: Não que é Bonitinho.

Fiquei tentada em bater o carro contra uma árvore, então eu não teria que suportar a doce tortura que estava prestes a vir. Mas eu me concentrei em estacionar o carro de uma vez.

R: Se você quer zombar de mim pelo resto da noite, podemos ficar aqui, a menos que você queira ver o que eu preparei para nós esta noite...

E, porra, Quinn tinha desaparecido em um piscar de olhos, me deixando sentada sozinha no carro com um sorriso presunçoso. Saindo do carro, eu vi a loira ansiosa olhando para o céu claro com sua boca aberta e olhos arregalados, apenas piscando. Era como se ela nunca tivesse visto o céu noturno antes, quando eu sabia que ela não tinha sido capaz de tirar os olhos dele na noite do Ano Novo.

R: Quinn, nós ainda não chegamos, — Eu disse lentamente, com a voz baixa, não querendo assustá-la, enquanto ela parecia estar perdida em seu próprio mundo, sua cabeça ainda inclinada para o céu.

Ela não se moveu, ela só ficava olhando para as estrelas.

Eu fui abrir o porta-malas e tirei uma grande cesta de piquenique, dando a Quinn um olhar inseguro. E se ela não gostar? E se ela esperasse que eu a levasse em algum lugar mais chique, mais especial, mais... Eu não sei.

Caminhando até a loira, eu timidamente peguei a mão dela com a minha livre aquela que não estava segurando a cesta. Suavemente puxando sua mão, acenei para ela me seguir e, juntas, subimos uma pequena colina.

Q: Sabe por que eu gosto tanto do céu noturno? Especialmente quando esta tão claro como hoje, com infinitas estrelas para contemplar? — Quinn disse de repente e eu quase derrubei a cesta de piquenique quando seus olhos expressivos encontraram os meus.

Eu balancei minha cabeça com um olhar estupefato.

Q: Não é por causa das muitas estrelas e as suas histórias. Não é por causa da profundidade do universo. Eu só gosto por um motivo, o que pode parecer estúpido e ingênuo, mas eu acredito nisso.

Agora ela tinha me deixado curiosa e preocupada ao mesmo tempo. Preocupada por que eu não estava entendendo o que ela estava dizendo.

Q: Na noite em que as férias de verão terminaram, olhei da minha janela e vi o céu mais claro e mais brilhante que eu já vi. E nesse momento, eu não sei por que fiz isso, mas eu fechei os olhos. E fiz um desejo.

Absorta em sua história, eu quase não notei quando eu comecei a ficar ofegante porque o morro era muito íngreme. Quinn fechou os olhos por um breve momento, como se estivesse revivendo essa memória. E eu podia ver tudo nítido e claro, eu poderia imaginá-la de pé junto à janela com os olhos fechados enquanto fazia um desejo.

Q: Eu não fiz um desejo exato, porque eu não sabia o que estava faltando na minha vida, mas eu sabia que algoestava faltando você pode. Você sabe o que quero dizer este sentimento de estar incompleta, sabendo que você deveria estar contente, porque você tem tudo o que você sempre quis, mas você não se sente feliz. Este sentimento ficou me incomodando durante as férias de verão.

Eu peguei a mão dela e a apertei em um tom tranquilizador. Quinn me deu um pequeno sorriso, antes de olhar para o céu novamente e continuar,

Q: Então, eu queria que as coisas fossem diferentes este ano. Eu desejava que algo grande acontecesse e isso iria mudar a minha opinião sobre a minha vida. Assim eu não iria acabar como uma perdedora em Lima, vivendo nesta cidade com poucas oportunidades para brilhar.

A loira me colocou num turbilhão de emoções e o medo de não entender se multiplicou, eu não conseguia ver para onde essa história estava nos levando. Eu não sabia o que tinha a ver com ela gostar de ver o céu noturno.

Q: E no primeiro dia que cheguei à escola, eu percebi que nada havia mudado. Os nerds ainda eram nerds, os atletas arrogantes ainda eram atletas arrogantes... Nada tinha acontecido. Nada. — A voz de Quinn ficou mais baixa, e eu tive grandes dificuldades de compreendê-la agora.

Q: Eu estava tão deprimida e com raiva que eu quebrei a minha promessa e permiti que Karofsky tacasse raspadinha nos alunos. Ele ia tacar raspadinha no Kurt no primeiro dia.

Isso me atingiu como um raio, as memórias do meu primeiro dia no McKinley High. Eu vi fotos desfocadas de Karofsky com raspadinha, um Kurt grato, uma louca Sue Sylvester. Em seguida, os membros do Clube Glee cantarem no auditório, e eu prometendo que iria entrar no Clube Glee, em seguida, Sue me pedindo para ajudá-la a treinar as Cheerios. E foi o dia em que eu conheci Quinn Fabray.

Eu finalmente poderia ver onde isso estava indo.

Q: Você me entende agora? — Quinn humilde perguntou.

Eu balancei a cabeça um pouco eu poderia imaginar isso agora.

Q: O meu desejo se tornou realidade, — A loira disse com um sorriso, que dirigiu ao céu. — Você é a mudança que eu venho desejando.

A mão segurando a cesta de piquenique reforçou seu domínio e eu senti meu coração desacelerar como se ele estivesse cansado de bater, cansado de sofrer ataques cardíacos constantes.

Q: Aquele momento em que eu não fiz nada para deter o Karofsky de tacar raspadinha no Kurt foi o mesmo momento em que você se tornou parte da minha vida.

É eu estava sobrecarregada. Com muitas emoções, muitos pensamentos e memórias, muitos 'Que se dane’. Ela estava certa em tantos níveis, se eu nunca tivesse chegado a conhecer Kurt, então eu não estaria no Glee Club. Se Karofsky não tivesse tentado se vingar de mim, eu não teria Puck como meu Bro agora. Se eu tivesse ignorado o destino de Kurt, eu teria ido direto para o escritório do diretor e nunca teria conhecido Sue Sylvester. Eu nunca teria conhecido Quinn Fabray.

Q: Você entende agora porque eu gosto tanto do céu noturno? Ele cumpriu o meu desejo e eu não posso agradecer o suficiente por me dar você, — Disse ela em um tom genuíno e eu esqueci como respirar, mais uma vez. Ela fez o meu coração ficar acelerado, minha mente cambaleando e tudo dentro de mim ardendo em chamas. E ela ligou todas as luzes de alerta e sinais de alarme na minha cabeça, mas eu não poderia me trazer de volta para reagir.

Chegamos ao topo da colina, onde o terreno era plano e oferece o lugar perfeito para um piquenique sob o céu claro. Tirei um grande cobertor da cesta e a coloquei no chão, de repente eu disse,

R: Você está errada. — Quinn olhou para mim com surpresa me ajudando com os pratos.

R: Eu deveria ser a única a agradecer ao céu noturno, — Eu disse com um sorriso. — Com você, eu aprendi a apreciar as coisas simples da vida.

Q: Serio? — Perguntou a loira com um sorriso torto e se sentou sobre o cobertor. A segui e disse,

R: Sim, sim. Ainda faço.

Q: Por exemplo?

R: Eu aprecio o pássaro estúpido fora da minha janela, cantando todas as manhãs, às sete horas em ponto. Embora às vezes tenho vontade de jogar um sapato nesse maldito animal, eu sou grata por ele ter escolhido o meu peitoril da janela para cantar. Porque sem esse pássaro, eu não seria capaz de me levantar e ir para a escola, o que, no final, eu só faço para vê-lo lá.

Quinn soltou uma risada trêmula e balançou a cabeça lentamente, olhando para baixo. Eu fiz uma careta e me movi para mais perto dela, tocando suavemente seu ombro com o meu.

R: Hey, o que há de errado? — Eu preocupada perguntei, mas a loira respondeu com uma risada em vez disso, dizendo,

Q: Rachel, você não pode simplesmente dizer coisas como... Assim.

R: Por que não?

Q: Porque você me faz sentir como... Ah, eu não sei como dizer isso sem soar tão cheia de mim mesma, mas quando você diz coisas assim, eu sinto que eu sou a única pessoa que importa na sua vida.

Ela evitou o meu olhar e olhou para o céu novamente eu olhei para baixo, meus olhos em suas mãos. Peguei sua mão e sinceramente disse com uma voz rouca.

R: É porque você é. Você sabe que eu não dou a mínima para um monte de coisas, mas você é importante para mim.

Ela virou a cabeça para mim, o cheiro de seu cabelo maravilhoso enchendo meu nariz neste movimento. Minha mente se desviou para aquelas propagandas de shampoo, onde a modelo com cabelo comprido jogava seu cabelo em câmera lenta e sorria sedutoramente para a câmera. Eu podia imaginar Quinn fazendo isso, uma e outra vez, chicoteando o cabelo em volta e piscando para a câmera provocante. Oh meu Deus.

Q: Para Rachel, não. — Saindo do meu transe eu rapidamente comecei,

R: Quinn, não discuta. É a verdade. E se você quiser que eu pare, então você deve fazer o mesmo. — A loira me deu um olhar surpreso, sem entender o que eu estava falando.

R: Você esqueceu o que você disse sobre o porquê você gosta tanto do céu noturno? — Perguntei com exasperação na minha voz agora, — Como eu deveria me sentir quando você diz coisas assim? Você diz isso a cada amigo seu?

Parecia que Quinn foi pega em flagrante e eu não sabia como lidar com isso. O que essa expressão significava?

R: Olha você não pode me dizer para parar de fazer você se sentir especial, se você faz o mesmo para mim. — Eu disse e soltei um suspiro. Peguei uma garrafa de água, abri e coloquei na minha boca.

Pelo canto dos meus olhos, vi Quinn deitada sobre o cobertor com os braços cruzados atrás da cabeça. E eu quase engasguei com a água quando eu percebi que ela estava olhando para mim. Ela parecia perfeita. Minha mente não poderia lidar com qualquer outra coisa agora, ela estava muito ocupada vendo Quinn deitada como uma deusa, seu cabelo dourado esparramado, com os olhos verdes me encarando.

R: Quanto tempo você planeja olhar para mim? — Eu disse com um sorriso. Sua boca se curvou em um sorriso ao ouvir essas palavras familiares.

Q: Para sempre, — Ela sussurrou de volta, o brilho em seus olhos me dizendo que ela ainda se lembrava do que tinha acontecido há dois meses e meio atrás, na véspera do Ano Novo.

R: Com fome? — Eu perguntei com um sorriso. — Eu trouxe sanduíches, saladas, frutas e até mesmo sobremesa. Maçã ou torta de cereja? — Quinn me lançou um olhar brincalhão.

Q: Você trouxe torta de mirtilo? — Deixei escapar uma risada, afirmando

R: Claro, minha senhora, todo mundo quer um pedaço dessa torta Berry, — E eu sorrindo apontei para mim.

A loira lambeu os lábios lentamente e meu queixo caiu.

Santo Deus

Q: E se eu quiser essa torta Berry só para mim? — Minha garganta ficou seca, eu simplesmente fiquei boquiaberta para ela.

Isso não estava acontecendo. Isso não era real, não poderia ser Quinn Fabray dizendo estas palavras ambíguas. Ela estava flertando comigo? Seria uma maneira de foder com a minha cabeça já doendo?

A loira ainda estava conscientemente sorrindo. Ela sabia o que estava fazendo comigo, mas ela não parecia estar ciente das consequências.

R: Compartilhar é uma virtude, Fabray, — Eu disse baixinho, meus olhos não piscaram enquanto eu segurava seu olhar desafiador. Então, ela queria jogar? Bom, eu iria definir as regras.

Q: Por que eu iria querer compartilhar algo que só pertence a mim? — Quinn provocante rebateu e caramba, fiquei sem palavras por alguns segundos. Tudo o que eu conseguia pensar era: Como é que ela sabe?

Saindo do meu transe de novo, eu facilmente retruquei,

R: E quem disse que a torta Berry é toda sua?

Q: Por favor, — Quinn zombou com um aceno de mão desconsiderando, — Têm o meu nome escrito nela.

E eu não podia deixar de pensar no quão bizarro era esta situação. No sentido figurado, estávamos discutindo sobre a propriedade de tortas de mirtilo, mas por que eu tinha essa sensação incômoda de que era muito mais do que isso? Não, estrague isso, era muito mais do que isso, este duplo sentido estava me matando. Era definitivamente sobre mim sem querer soar egoísta e essa foi a parte ruim sobre essa conversa inútil. Ou não conversa tão inútil. Eu estava confusa como o inferno. Porque se eu não estivesse imaginando coisas, Quinn tinha acabado de afirmar que eu era dela.

Oh maldito. Eu ia enlouquecer.

E agora que este pensamento louco havia sido plantado em minha mente, não havia nenhuma maneira de eu me livrar dele novamente.

R: Então você é minha dona? — Eu disse, completamente deixando de fora a parte da torta Berry. Sim, eu fiz apenas as coisas ficarem reais, jogando um par de novos dados para o jogo.

Quinn arqueou uma sobrancelha e ergueu o queixo, desta forma graciosa, desafiadora, quase sem palavras afirmando: ‘Ousada’.

Assumindo que tínhamos falado sobre mim foi uma jogada muito ousada, mas eu não era conhecida por jogar limpo. Eu prefiro saber que eu estava interpretando as coisas erradas, do que ficar acordada durante a noite reproduzindo toda a conversa em minha mente, imaginando se cada frase tinha sido uma ilusão a algo que eu não conseguia ver.

Q: Eu pensei que nós estávamos falando sobre a torta que você trouxe com você? — Quinn perguntou com hesitação fingida a insegurança em sua voz delicada, e eu tinha que admitir, foi uma jogada inteligente maldição. Ela era uma ótima atriz, mas eu sabia desses métodos de manipulação retórica muito bem para não reconhecer a esperteza dela.

Ela queria me persuadir, me fazendo admitir coisas que eu nunca quis admitir.

R: Nós paramos de falar sobre isso no momento em que você disse que me queria toda para si mesma. — Eu disse lentamente e meu sorriso torto estava pingando de presunção quando Quinn tentou rir, mas não conseguiu soar realmente despreocupada por ele.

Quando ela não respondeu, eu disse com uma voz triunfante,

R: Quinn Fabray, você pode enganar todo mundo nesse universo com o seu sorriso encantador, mas você não pode me enganar.

Ela já me enganou?

A loira fez um beicinho e se sentou lentamente, estreitando os olhos para mim e eu não pude deixar de rir com isso. Mudei a minha posição para mais perto dela, sentada a sua frente de modo que os nossos joelhos se encostassem ao outro.

R: Eu vou te contar um segredo — Eu de repente sussurrei com a voz conspiratória e observei Quinn se inclinar para mais perto de mim, — Mas ninguém pode saber. — A loira riu, e respondeu brincando,

Q: Você quer que eu faça jura de mindinho? — Eu mordi o meu lábio inferior e bufei, resmungando,

R: Nenhum segredo, então. — Ainda sorrindo, Quinn nem sequer tentou agir como se ela estivesse triste quando ela disse,

Q: Ok, sem jura de mindinho em seguida. — Dando um olhar examinando-a, eu disse lentamente,

R: Eu não acho que você está pronta para a verdade. — Isso fez Quinn ficar interessada e ela se aproximou de mim, com uma expressão séria agora.

Eu intencionalmente olhei em volta para ver se não havia mais alguém além de nós e que eu estava brincando, poderíamos estar bêbadas, tendo sexo barulhento e ninguém notaria nada. Teoricamente, é claro. Quer dizer, havia uma possibilidade de que alguém pudesse nos ouvir quando estivéssemos fazendo sexo. Quero dizer, se fizermos sexo. Não que eu pensasse sobre isso ou algo assim. Não vai acontecer de qualquer maneira.

R: Tem a ver com você. Tem certeza que você quer saber? — Eu humildemente perguntei e Quinn assentiu ansiosamente, agora muito intrigada. Eu dei um olhar significativo e fiz uma pausa dramática antes de dizer,

R: Eu ainda acho que devemos ir a uma loja de lingerie. Você não me mostrou ainda se você pode ficar quente numa lingerie da Victoria Secret.

Um alto, grito indignado e uma expressão cheia de incredulidade foi a minha resposta esperada. Eu não poderia suprimir o sorriso atrevido que estava prestes a dividir meu rosto quando ela me bateu nos braços, e furiosa, gritando.

Q: Eu não posso acreditar! Por um segundo eu pensei que você ia me dizer algo importante!

R: Isso é importante! — Eu ri, tentando me esquivar de seus tapas, mas acabei recebendo mais um tapa no meu ombro.

Q: Você, — Ela resmungou me fazendo cócegas e eu estava ofegante, — É – Mais cócegas — Incorrigível.

Para escapar do seu ataque de cócegas, eu rapidamente me levantei e cambaleei para longe de suas mãos atrevidas, correndo como uma louca, ainda rindo com falta de ar. Eu olhei por cima do ombro para ver se Quinn estava realmente correndo atrás de mim e eu estremeci quando me deparei com um brilho malicioso nos olhos.

Q: Não pense que você pode ir muito longe! — Ela gritou e provocando se apressou, estendendo a mão para me pegar. Eu me esquivei de sua mão e corri em outra direção, zombando dela com uma risada louca.

Aqui estávamos nós. Correndo em volta de alguma colina em Lima, sob o céu claro, enchendo o ar com a nossa risada maníaca. Brincando de pegar, como se tivéssemos cinco anos de idade.

No entanto, não havia nenhum outro lugar onde eu gostaria de estar.

Notas finais
Estamos nós aproximando do tão esperado beijo ;)