Notas iniciais
O ultimo de hoje xD

Assobiando uma música feliz, eu entrei para dentro do prédio da escola, uma mão segurando a alça da minha mochila, a outra no meu bolso da calça jeans. De alguma forma eu me sentia intocável, invencível mesmo. Não me pergunte como eu cheguei a um humor tão brilhante, mas esta manhã, eu tinha saltado da minha cama quando ‘Duckie Li’ tinha me acordado com o seu cantar feliz. Sim, eu tinha dado nome ao pássaro que cantava no peitoral da minha janela todas as manhãs. Brittany concordou totalmente com a escolha do nome. De qualquer forma, eu me sentia como o rei do mundo. Nada poderia estragar o meu bom humor.

F: Hey, você! Espere um segundo!

Pensando bem, não era algo iria estragar o bom humor.

F: Nós precisamos conversar, — Uma voz ofegante atrás de mim rosnou e eu não me incomodei em me virar. Eu tinha aula de espanhol primeiro hoje e eu não quero chegar atrasada ou Quinn me daria uma palestra sobre a importância de frequentar as aulas.

Uma mão grande agarrou meu braço e me virei, não tão suave como eu teria preferido. Balançando a pata do meu braço, eu finalmente rosnei,

R: Que porra é essa?

Olhei para cima para o idiota que acabava de arruinar o meu equilíbrio interior e fiz uma careta para ele, nem mesmo me preocupando em esconder o desdém na minha expressão.

F: Nós precisamos conversar, — Finn atirou um olhar inseguro, me fazendo revirar os olhos para ele.

R: Nós? — Eu zombava dele — Não, espera aí. Nós não vamos fazer merda nenhuma juntos, porque eu estou indo para minha primeira aula e você vai ficar aqui como um idiota, mudo e confuso. Como sempre. Parece bom, não é? — Seus olhos se estreitaram e ele franziu a testa, sua voz ganhou um tom desesperado quando ele sussurrou,

F: Por que você me odeia tanto?

R: Eu não te odeio. — Suspirei e balancei minha cabeça. — Eu simplesmente não posso ficar na frente disso. — E apontei na direção dele, o fazendo olhar para baixo em si mesmo.

F: Mas você está apontando para mim?

R: E eu quero dizer você todo, — Eu respondi calmamente, observando suas feições retorcidas em mágoa e raiva.

F: Eu não sei qual é seu problema comigo, mas não é legal fazer a Quinn não gostar de mim, também! — Finn disse lentamente, o volume de sua voz aumentando a cada palavra, alimentada pela sua frustração.

Dei um passo para trás e coloquei as minhas mãos na defensiva, respondendo com um sorriso,

R: Acalme suas tetas, eu posso vê-las balançando de emoção.

Ele deu um passo ameaçador para mais perto e eu levantei meu queixo desafiadoramente, desafiando-o a se aproximar mais, se ele se atrevesse. Ele não ousou se aproximar, os nossos espaços pessoais não se tocaram, mas eu acho que foi por causa dos muitos alunos ainda ao redor, pegando o material de seus armários antes de se dirigirem para a primeira aula. Muitas testemunhas.

F: O que você disse a ela? — Finn rosnou — O que você disse?

R: O que diabos você está falando? — Eu rosnei de volta, sentindo raiva dentro de mim aumentar em poucos segundos.

Mais uma vez, fiquei chateada com ele, deixando a raiva quente encher meu corpo. Eu não sei como ele consegue isso, mas ele literalmente faz meu sangue ferver, eu podia sentir minha pele e minhas bochechas começando a queimar em fúria. Foi como ontem, Dia dos Namorados, onde ele tinha me levado para a beira da insanidade apenas por ser estúpido.

F: Você sabe exatamente o que eu estou falando! — Finn assobiou. — Você fez Quinn se voltar contra mim!

Eu deixei minha mochila cair no chão e o barulho alto chamou a atenção de alguns alunos que estavam perto de nós.

R: Eu ainda não sei aonde porra você quer chegar, — Eu atirei e dei um passo ousado para mais perto dele, — E se você quiser continuar a brigar comigo, pode vir. Quanto mais testemunhas, melhor, porque alguém precisa filmar quando eu te bater.

Foi quando ele perdeu as estribeiras.

F: Ela terminou comigo! — Finn exclamou com raiva, agora tendo a atenção de todos no corredor. — Ela terminou comigo e você é a culpada!

Eu estava chocada demais para chegar a uma resposta. Quinn tinha terminado com o ogro. Quinn tinha terminado com ele. Ela tinha terminado com ele. Eles haviam rompido, não estavam mais juntos, era o fim da sobrecarga de emoções.

F: Então o que você disse a ela? O que você disse para fazê-la terminar comigo? — Finn continuou a reclamar. — Foi sua idéia fazer ela terminar comigo me enviando uma mensagem, não foi? Você disse a ela para escrever, não é?

R: Cale a boca? Estou tentando processar as coisas aqui, — Eu assobiei e me afastei dele.

Quando isso aconteceu? Por que ela não me contou sobre isso? Tínhamos passado a noite toda juntas ontem e nem uma vez ela mencionou que rompeu com Finnept. Certo, que ela estava ocupada se divertindo demais para se preocupar com qualquer outra coisa, mas ainda assim, ela poderia ter falado alguma coisa sobre o assunto. Talvez algo como: 'Este é o melhor encontro de sempre, Finn nunca fez nada parecido por mim e oh, eu terminei com ele pelo caminho e eu não me importo com nada, porque eu tenho você. ‘Vamos obter nosso mack’.

Sem a última parte, é claro.

F: Não finja que você não tinha planeado isso o tempo todo, e eu deveria saber desde o dia em que você jogou uma caixa de lápis na minha cabeça!

Eu tinha que ir para a aula de espanhol. Uma certa loira me devia uma explicação. Pegando minha mochila do chão, eu queria ir e deixar o ogro ainda de mau humor, mas um aperto no meu pulso me impediu de fazê-lo. Eu me virei, com a intenção de puxar um movimento ninja, mas quando eu me virei para socá-lo, Finn já estava preso alguém já tinha imobilizado ele.

P: Ninguém, realmente ninguém, trata a minha Bro desta forma, — Uma voz familiar rosnou atrás de Finn e um sorriso brilhante apareceu no meu rosto quando eu felizmente exclamei.

R: Noah!

P: Ao seu serviço, — Puck disse com um sorriso antes de se virar para Finn que ainda estava imobilizado em seus braços, rosnando, — Você vai se desculpar com minha Bro, agora. — Finn lutou com o aperto forte o sufocando, e ofegante disse,

F: Desculpe

R: Sinto muito, eu não ouvi você, — Eu disse docemente e recebi um grunhido incrédulo. O que fez Puck flexionar o braço mais forte, apertando mais a garganta de Finn.

F: Sinto muito, — Ele engasgou, — Por puxar você.

R: Veja, não foi tão difícil, — Eu respondi com um sorriso, balançando a cabeça para Puck e ele soltou o homem-criança.

P: Cara, você não puxa uma garota e, especialmente, não o meu bebê, — Puck rosnou e deu o seu companheiro um leve empurrão. Finn fez uma careta, e continuou esfregando a garganta e saiu com um bufo.

P: Então, o que diabos foi isso? — Puck se virou para mim com um olhar preocupado. — O que ele queria? — Suspirei e encolhi os ombros, simplesmente respondendo,

R: Quinn terminou com ele e ele acha que a culpa é minha. — Meu Bro soltou um 'pah' e levemente me bateu no ombro.

P: Se você me perguntasse, eu diria que era apenas uma questão de tempo até que Quinn percebesse que Finn não era o que ela queria.

Eu cantarolava em acordo, um sorriso presunçoso apareceu no meu rosto. Este dia estava ficando cada vez melhor e melhor. O sinal da escola tocou e eu olhei ao redor, surpresa. Puck e eu éramos os únicos no corredor.

P: Quer cabular aulas comigo? — Puck perguntou com um sorriso. – Abriu um novo arcade aqui perto.

Eu deveria ir para a aula de espanhol. Eu realmente queria ver Quinn e perguntar a ela sobre todo o negócio de terminar, e por Finn dizer que eu estava por trás disso. Tantas perguntas que eu tinha, mas eu acho que elas poderiam esperar para serem respondidas. Se ela não achava tão importante me dizer isso ontem, mais algumas horas não importavam. Eu sorri para Puck.

R: O que estamos esperando?

–-------------------------------------////-----------------------------------------

Estávamos no paraíso. A sala estava quase completamente vazia, com a exceção de alguns poucos homens vulgares à espreita. Puck e eu tínhamos atraído olhares curiosos, visto que realmente deveríamos estar na escola, neste momento, mas depois de alguns olhares ameaçadores de nós, eles deram de ombros e se viraram. Primeiro foi um jogo de tiro zumbi, Puck e eu estávamos gritando como loucos quando matávamos um zumbi atrás do outro. Continuamos rindo e xingando, não importando com os olhares de reprovação que recebemos dos funcionários de lá.

P: Você viu isso? — Puck exclamou com entusiasmo. — Um tiro na cabeça!

Sim, foi muito engraçado, até que ele morreu no último nível. Saímos de um jogo para outro, gritamos alto quando perdemos e também quando ganhamos. No momento em que sentimos nossas carteiras vazias quase chorando, decidimos jogar um último jogo. Por isso, escolhemos um jogo de corrida e depois de algumas rodadas, começamos a focar mais em colidir com o outro do que ficar no primeiro lugar na corrida. Era mais divertido bater nos outros carros. O som de alguém limpando a garganta atrás de nós foi ignorado, Puck estava prestes a colidir seu carro com o meu, frontalmente. Sim, nós paramos de correr, agora só estávamos interessados ​​em destruir nossos carros.

Policial B: Hey, — Uma voz profunda masculina e impaciente disse e continuamos o ignorando, observando com espanto como os nossos carros bateram no ar em câmera lenta, pequenos pedaços voando por toda parte.

Game over.

Policial B: Vocês terminaram agora? — Suspirando, Puck e eu compartilhamos um rolar de olhos antes de nos virarmos.

Policial B: Lima Departamento de Polícia, vocês vem comigo, — Um homem com um uniforme da polícia disse, batendo em seu distintivo.

Opa. Minha mente imediatamente pensou em finalmente ser presa por arrombar carro de Finn muito tempo atrás, onde eu tinha dado uma volta em Lima e depois fiz sexo no banco de trás. Com muita surra, se eu me lembrava corretamente.

P: Por quê? — Puck perguntou incrédulo. — Nós não fizemos nada de errado! — O policial riu e levantou o chapéu para correr a mão pelos cabelos grisalhos.

Policial B: Eu não estou falando de jogar em um arcade, apesar de existirem várias reclamações sobre o barulho, — Disse ele com sua voz profunda e eu adivinhei que a vibração estava vindo de sua enorme barriga de cerveja.

Policial B: Vocês não têm outro lugar para ir? — Ele perguntou, e Puck e eu compartilhamos um olhar ‘Sério?’. Fora todos os dias em que Puck tinha cabulado aulas e nunca foi pego, logo hoje que eu estava com ele, fomos pegos.

R: Eu podia te perguntar a mesma coisa, — Eu disse docemente e Puck me lançou um olhar de advertência, — Eu pensava que os policiais não costumam ir a um arcade? — O homem de uniforme riu de novo e eu vi sua enorme barriga balançando, suprimindo minha careta de nojo e sorrindo inocentemente.

Policial B: Ótimo, — Ele disse em um tom amigável, — Mas fui enviado para procurar por vocês. E quando eu tive uma dica dos funcionários do arcade que aqui tinham duas pessoas cabulando aula, ai pensei, por que não? E acho que estava certo.

Droga. Embora este policial parecia ser um dos que ‘Comiam rosquinhas o dia todo’, ele não era tão burro.

P: Espere, — Puck disse de repente, franzindo a testa, — Você foi enviado para procurar por nós? A escola nunca deu a mínima antes.

Policial B: Então você admite que você faz isso com bastante frequência? -O oficial disse com uma sobrancelha arqueada.

Eu comecei a gostar dele.

P: Eu disse isso? — Meu Bro respondeu, levantando uma sobrancelha zombeteiramente. — Eu não me lembro de dizer estas palavras.

Isso estava ficando bom, eu queria me inclinar para trás com um saco de pipoca, mas Puck tinha um ponto. Alguém enviou a polícia para nós procurar. Mas quem?

R: Me desculpe interromper, — Eu disse cordialmente, dando a Puck um olhar significativo e ele acenou com a cabeça ligeiramente, — Mas eu gostaria de saber quem se preocupa tanto em saber que nós estamos sãos e salvos. E prometo que vamos voltar para a escola logo em seguida. — O homem uniformizado soltou uma risada curta e divertida e respondeu com um suspiro,

Policial B: Tudo bem, então. — Ele enfiou a mão no bolso da frente de sua camisa e tirou um papel, lendo antes de dizer,

Policial B: Ah, aqui está. — Puck e eu compartilhamos um olhar tenso, e cerramos os punhos, com a intenção de bater no idiota que tinha nos dedurado.

Policial B: Vamos ver... Veio de William McKinley High... E eu fiz algumas anotações, aqui, Interlocutor do sexo feminino, muito chateada e preocupada especificamente perguntado sobre uma Rachel Berry. Você é Rachel Berry?

Meus dedos afrouxaram, e eu dei a Puck um olhar confuso. Então eu acenei para o policial.

Policial B: Ah, espera, aqui está o nome. Kim Faday.

P: Quem, — Puck começou, mas eu rapidamente compreendi e meus olhos se arregalaram, exclamando,

R: Quinn, Quinn Fabray! — O oficial riu timidamente,

Policial B: Desculpe, eu não conseguia entendê-la muito bem. Ela falou muito rápido, estava nervosa.

Eu fiquei boquiaberta.

Oh merda, eu deixei Quinn preocupada só porque eu não tive vontade de ir à escola e agora ela pensava que eu fui abduzida por alienígenas ou algo assim... Eu tinha que ligar para ela, para dizer a ela que eu estava bem. Quer dizer, eu nunca tinha faltado nas aulas de espanhol com ela antes, eu só ignorava as aulas, quando eu sabia que ela não ia saber.

Como eu pude ser tão estúpida, e não pensar sobre isso?

Enfiei a mão no bolso da calça jeans, e vasculhei até que eu peguei meu celular, apenas para encontrá-lo desligado. Opa.

Policial B: Então, Quinn, né? — O oficial disse, com sorriso, olhando minhas mãos tremerem ao pegar o meu celular, desejando que ele ligasse mais rápido. — Uma boa amiga? Deve ser pelo jeito que você reagiu.

P: Ela tem reagido de várias maneiras, — Eu ouvi Puck dar uma risadinha e eu ignorei quando a tela no meu telefone brilhou intensamente e me mostrou as mensagens e as chamadas não atendidas. Eu vacilei.

Policial B: Oh wow, — O homem uniformizado respirou, olhando por cima do ombro para ver o número de textos e as chamadas perdidas, todas de Quinn Fabray.

Puck riu,

P: Incrível, mano. Já estão agindo como um casal.

Eu lancei um olhar frio para ele antes de olhar as mensagens.

Quinn Fabray: Onde você está?

Quinn Fabray: Você está doente hoje?

Quinn Fabray: Eu te liguei em casa, mas ninguém atende.

Quinn Fabray: Rachel Berry me responda neste instante!

Quinn Fabray: Se você não responder nos próximos cinco minutos, eu vou chamar a polícia. Eu vou fazê-lo.

Quinn Fabray: Eu estou fazendo isso. E eu vou dizer a sua mãe.

Quinn Fabray: Desculpe a última mensagem, mas eu chamei a polícia. Você nunca perdeu espanhol comigo antes. = (

Quinn Fabray: Por favor, me ligue. Eu me preocupo com você. xoxo

Sim. E ela tinha usado até mesmo gramática e ortografia.

Eu dei ao oficial um olhar suplicante.

R: Você se importa de me dar uma carona para a escola? Eu, hum, tenho algumas coisas para fazer. — Ele riu alto e me deu um tapinha na minha cabeça, e eu fiz uma careta com este suposto gesto reconfortante.

Policial B: Não tem problema, mas só se você me prometer nunca mais vai faltar à escola novamente.

R: Tudo bem, — Eu murmurei, cruzando os dedos atrás das costas.

Policial B: E se você permitir eu vou algemá-la, — Acrescentou o oficial e recebeu um olhar arregalado meu. — Você sabe, para assustar as outras crianças, então eles nunca vão querer faltar à escola também.

Virei para Puck e ele simplesmente deu de ombros.

P: Eu estou acostumado com isso.

–----------------------------------////----------------------------------------

P: Hey, chefe, — Puck soltou quando nos aproximávamos da escola e vi muitos estudantes curiosos se aproximando do carro da polícia, que tinha suas luzes acesas, — Seria muito legal se você pudesse dizer a todos que nos pegou quebrando uma máquina de venda automática ou algo assim.

Jim Burton, como o policial nos disse o seu nome, apenas riu e disse,

Policial B: Você não acha que seria muito mais legal se vocês dois mantivessem isso como um segredo só entre nós três? Daria mais credibilidade nas ruas.

Puck e eu lentamente assentimos com um, ‘Ok’.

Policial B: Então, chegamos, — Disse Burton, enquanto estacionava em frente a entrada da escola, voltando-se para nós. — Quando eu abri a porta, vocês vão sair para fora, sem qualquer expressão, certo? Não podemos deixar que ninguém saiba que isto é apenas fingimento. — Nós assentimos.

Policial B: E vocês, entram para a escola, enquanto eu os sigo. Sem o sorriso arrogante. — Outro aceno de cabeça.

Policial B: Tudo bem. Agora se virem e me dê as mãos, eu vou colocar as algemas. — Fizemos o que nos foi dito e eu ouvi Puck murmurar,

P: Eu prefiro ser algemado em uma cama. — Eu ri baixinho e o cutuquei com o meu ombro enquanto eu sentia o frio metal ser envolvido em torno de meus pulsos.

R: Concordo.

Policial B: Os adolescentes de hoje... — Ouvimos Burton murmurar atrás de nós e que nos fez explodir em gargalhadas.

Policial B: Ótimo. Vocês estão prontos? — O oficial perguntou e nós acenamos com a cabeça, ainda sorrindo. — Eu carrego suas mochilas. Vocês se concentrem em apenas em dar olhares culpados ou arrependidos.

R: Er, chefe, — Eu interrogativamente observei, — Mais uma coisa. Pensei que apenas criminosos perigosos ficassem algemados por trás de suas costas? Eu gostaria de ser capaz de ver as minhas mãos.

Policial B: Oh, não, — Riu Burton, — Se eu fizesse isso, você estaria sem estas algemas em questão de segundos.

Eu estava realmente sendo muito previsível?

P: Agora que você disse isso, eu me sinto como um super gangster, — Puck murmurou e fez uma careta enquanto tentava mover os braços. Eu sabia que tinha que ser bastante desconfortável para ele, com os braços fortes e não era fácil ele dobrar os braços para trás.

Policial B: Vamos lá.

Descobrimos que sair de um carro com as mãos algemadas atrás das costas provou ser mais difícil do que eu imaginava. Mas eu consegui sair do carro de polícia sem tropeçar e me ajeitar com graça. Tão graciosa como me foi permitido nesta situação. No segundo em que eu coloquei meus pés no chão da escola fomos cercados por um enxame de estudantes curiosos e eles apontavam para nós, sem vergonha. Fiz uma careta para eles, eles não tinham aulas para assistir?

P: É hora do almoço, — Puck murmurou para mim.

Policial B: Tudo bem, as crianças, por favor, deem passagem — Burton disse em voz alta com autoridade enchendo sua voz profunda, e ele tinha acabado de arruinar a minha imagem dele comendo rosquinha, tipo com se fosse um policial inofensivo.

A multidão abriu caminho para nós. Depois de um breve aceno de cabeça de Burton, Puck e eu começamos a andar em direção à entrada da escola com a aparência escura nos rostos. O murmúrio agitado e os olhares eram qualquer indicação, que fizemos o nosso trabalho. Foi isso, até que eu entrei na escola e eu só consegui pegar um vislumbre dos cabelos loiros e eu quase fui derrubada, por causa de um abraço apertado. Minha expressão facial caiu, e eu parecia completamente surpresa e um pouco apavorada quando eu percebi que eu estava presa. Nos braços de Quinn.

Q: Rachel, — Ela suspirou com preocupação e alívio em sua voz, e eu estava, em êxtase, ao saber que ela se importava tanto comigo. Ela lentamente se afastou e eu sorri para ela como uma idiota, mas meu sorriso morreu quando eu vi sua expressão mudar.

Q: Rachel Berry! — A loira resmungou depois que ela percebeu que eu estava algemada. — Eu dei um passo hesitante para trás, só para bater em Burton que não se moveria.

Policial B: Você tem que lidar com as consequências, — Ouvi ele murmurar e eu queria chicotear ao redor, pegar sua arma e apontar para a minha cabeça, para evitar uma Quinn em fúria.

Q: Onde você estava? — A loira perguntou docemente, mas o sorriso forçado no rosto com raiva me fez engolir a seco. Eu senti Burton atrás de mim dando alguns passos para trás.

R: Eu... Erm, eu estava... Eu, você sabe, eu estava apenas rondando... — Eu sem jeito disse, olhando para o chão.

Q: Oh, você teve um bom tempo?

O tom de raiva em sua voz trêmula me deixou nervosa e eu desesperadamente mexi com minhas algemas, querendo me livrar delas e fazer uma grande fuga. Era impossível fugir de Quinn com as mãos algemadas atrás das costas, as pernas tonificadas e infinitamente longas não eram só super sexy, mas tinham uma boa resistência do caralho. Eu tive a má idéia de correr dela ontem, só para ficar impiedosamente caída no chão depois de alguns minutos descontroladamente correndo por aí.

P: Nós tivemos, até que fomos presos por um policial que você mandou, — Puck murmurou, mas não foi o suficiente para Quinn ficar tranqüila. Seu rosto lentamente se virou para ele, quase em câmera lenta, e me lembrou de cenas assustadoras em filmes de terror sem imaginação. Ela lhe lançou um olhar carrancudo, se aproximou dele e enfiou um dedo acusador em seu peito.

Q: Você, — Ela sussurrou sombriamente, fazendo parecer que Puck era a única razão de todos os problemas que já aconteceram no mundo, — Você que chamou a Rachel para cabular aulas, não é?

O auto-proclamado rei de todos os Badass do mundo estremeceu.

Q: Eu sabia, — Quinn murmurou e quando eu acreditava estar fora de sua linha de tiro, a loira de repente se virou para mim novamente. Eu quase podia ver as chamas da ira em seus olhos verdes, o calor em seu olhar fez eu me sentir quente por dentro.

Socorro, eu interiormente gemi e, neste momento, eu não poderia me importar se eu parecia uma covarde. Estávamos falando de Quinn Fabray, e Quinn Fabray furiosa ia porra chutar minha bunda inútil, se eu não fizesse algo drástico para distraí-la agora.

R: Por que você não me disse que você terminou com Finn? — De repente eu perguntei a primeira pergunta que me veio à mente. E a distração funcionou, a expressão de Quinn mudou, eu seu olhar frio foi substituído por surpresa, substituído pela culpa, substituído por milhares de outras emoções que eu não fui capaz de ler. E, pela primeira vez na minha vida, eu queria ser mais inteligente.

Eu queria ser mais inteligente. Não o tipo de inteligência que você tem de ler e aprender muito, mas a capacidade de ler emoções, para entendê-los. Para se ter uma idéia sobre o que estava acontecendo dentro da cabeça de Quinn, para saber o que o olhar que ela me deu significava, para entender por que de alguma forma ela me deu aquele olhar.

Q: Por que você se importa? — Quinn sussurrou, as pálpebras tremulas enquanto olhava diretamente nos meus olhos. E o sentimento carente dentro de mim se ampliou, a necessidade de saber o que o tom esperançoso em sua voz delicada significava. — Você nunca gostou muito dele.

Limpei a garganta e fechei os olhos, me lembrando que o que eu queria dizer era privado e ainda estávamos nos corredores da escola, com Burton e Puck ainda perto. Eu dei Quinn um olhar significativo, sem palavras lhe dizendo para esperar um breve momento e eu me virei para Burton. Eu o peguei rapidamente escondendo sua expressão séria, substituindo-a por uma simpática.

Policial B: Eu fiz o meu trabalho, — Ele disse , recebendo minha mensagem implícita sobre querer falar com Quinn em particular. Ele tirou uma chave e abriu as algemas de Puck e quando eu esperava que ele abrisse as minhas, ele sacudiu a cabeça. E se adiantou e empurrou a chave nas mãos de Quinn, e ela fechou os dedos em torno dela.

Policial B: Eu não consigo pensar em uma punição melhor, — Burton riu, piscando para a loira. – A faça pensar duas vezes antes de faltar à escola de novo. — Me recuperando rapidamente da surpresa, a loira deu um sorriso torto, apertando a chave.

Q: Oh, eu vou.

Erguendo o chapéu de polícia e dizendo adeus, o oficial saiu, rindo. Eu fiquei boquiaberta por isso, com os meus pulsos doloridos gritando ‘traidor!'.

Uma mão agarrou a gola da minha jaqueta de couro e me virou, interrompendo a minha tentativa de fazer o chapéu de Burton ficar em chamas pelo simples poder dos pensamentos homicidas. Eu fiquei cara a cara com Quinn e eu timidamente sorri para ela.

Q: Nós precisamos conversar, — Ela sussurrou docemente e eu engoli a seco.

Não tendo outra escolha, com minhas mãos algemadas nas costas e seu aperto firme na minha jaqueta, eu tropecei atrás dela, para onde ela estava me levando. Ouvi Puck atrás de nós gritar,

P: Isso é uma merda Bro, sexo algemada na sala de aula!

Eu desejei.

Não, eu nem sequer tentei negá-lo agora.