Notas iniciais
Olá!
Como vão vocês?
Eu acho que demorei um pouco para postar, mas essa semana eu dediquei apenas numa nova temporada que estou fazendo de outra fic então me desculpem pelo atraso.
Boa leitura!

Percy estava começando a entender de vez que as coisas sempre podem piorar.

Assim que passaram pela porta, que depois descobriram ser a dos fundos daquela imensa boate, ele sabia que nada iria dar certo. Aquele era o tipo de lugar que nunca, nunca em sua vida ele iria com duas garotas. Uma recente namorada e a melhor amiga.

Era escuro e com várias luzes coloridas. Quando falaram que era um clube de “streap tease” realmente não estavam brincando, tinham palcos pequenos e arredondados com aqueles ferros de dançar, ou o “queijo” com algumas mulheres mais nuas do que vestidas dançando.

Um palco maior no centro era a atenção da maioria dos homens, que ficavam sentados. (E como estava escuro não era fácil perceber, mas alguns estavam se masturbando). E a mulher mais bonita e mais a caráter era aquela que dançava no meio. Percy percebeu que era a mais gostosa também, e que a maioria das mulheres não eram daquela forma naturalmente, e sim com muitos silicones ali e acolá. Percy quase suspirou, saber que tudo aquilo era artificial praticamente acabava com a graça.

-Tudo bem, qual é o nosso plano? – perguntou Vic animada, a música alta que estremecia o chão quase fez com que os outros dois não a ouvissem. Annabeth estava retesada e envergonhada num canto, sua respiração estava forte.

-Vocês estão vendo? Eros está ali – Percy disse perto das duas. Annabeth arregalou os olhos. Aquele era Eros? O Deus do Amor?

-Aquele é Eros? O Deus do Amor?

-Em sua forma romana, Cupido. Mas sim, é ele – respondeu Percy olhando para todos os lados. – Eu vou tentar não sei... Chegar perto dele e conversar...

-E pegar uma chave do bolso dele? – perguntou Vic com os braços cruzados. Percy deu de ombros, irritado novamente.

-Alguém tem que tentar alguma coisa, não é? – retrucou ele sem esperar a resposta de Vic e indo, sentando-se um corredor atrás de cadeiras que Eros estava. Victória bufou e bateu o pé no chão. Enraivecida.

Passaram-se 10 minutos e nenhuma evolução fora feita pela parte de Percy. As garotas ficavam ali, encostadas num canto e esperando ansiosamente que ele fizesse algo. Annabeth se virou para Vic.

-Aí não dá. Nós temos que ter um... – alguém a puxou pelo cabelo. Fazendo-a dar um grito agudo – Aiê!

-Hannah! – gritou uma mulher de volta – Você está muito atrasada, sabia? O chefe tá aí e ele não vai gostar de saber que você está conversando com uma cliente invés de trabalhar.

-Oi? – perguntaram Vic e Annabeth juntas para a mulher que elas viam com muita dificuldade. Mas ela parecia alta e superior.

-Hannah, eu sei que não foi legal aquele quase estuprou na última dança, mas você é a nossa estrela. Vem, vá se trocar e o palco é todo seu – a mulher deu meia volta, depois se virou novamente. Tinha uma prancheta na mão e bateu nela com a caneta – E ah, sem restrições com o chefinho. Pode fazer o que você quiser.

Annabeth podia jurar que tinha um enorme sorriso malicioso na mulher. Vic parecia revoltada.

-Desculpa, mas...

-Não. Estou indo – respondeu Annabeth. Provavelmente a tal da Hannah tinha os cabelos iguais os dela, talvez por isto a confusão. Ela decidiu se aproveitar. – É a ideia perfeita – sussurrou para Vic, e então se foi para o camarim.

Victória ficou ainda mais frustrada. Sua equipe havia se dispersado para propósitos inúteis e ela não podia sair da posição. Poucos minutos depois uma luz vermelha e forte caiu encima do palco principal.

Os olhos de Percy ficaram cansados, ele estava pronto para ver outra siliconada e já estava com a cabeça doendo pela mistura de tentar pensar e a música alta. Uma cadeira foi empurrada para o meio do palco.

Uma mulher com um traje de diabinha entrou no palco. Vários homens urraram em aprovação, ela tinha um arco com dois chifres presos nos cabelos loiros e tinha um pequeno cajado com três pontas, como um tridente... Só que com nenhuma ligação com Poseidon, olha o respeito.

Annabeth sorriu de lado, havia tomado dois copos de vodca antes de entrar no palco e se sentia mais leve, mesmo assim conhecia seu objetivo ali.

Ela usava um vestido tomara que caia colado no corpo, mas com uma saia curta e rodada no final, saia esta que quase mostrava sua bunda, uma meia cobria suas pernas, mas era tão imperceptível que se não fosse pelos rasgos nas coxas ninguém iria perceber.

Annabeth colocou um pé na cadeira e passou a mão na própria coxa, fazendo alguns bêbedos urrarem ao seu lado. Sorriu de lado e chutou a cadeira tão forte que ela parou exatamente na frente de Eros, este que sorriu malvadamente.

O principal era que se não fosse pelo batom vermelho, o rosto da loira seria angelical. Seus cabelos loiros a faziam parecer um anjo rebelde que virou uma diabinha.

Ela andou com o cajado na mão e o bateu na outra como se fosse um porrete. Ela parou na frente de Eros, sorrindo maliciosamente e se sentando com as pernas abertas na cadeira.

Percy engoliu em seco, um pouco atrás do Deus do Amor. Sentia-se um estupido em se sentir excitado por ver sua namorada rebolando com um tanto de homens do lado. Mas ter a certeza que era provavelmente o único daquele lugar em saber que ela era uma virgem... Era excitante.

Ele viu vidrado ela rebolando encima da cadeira, cavalgando nela lentamente como se estivesse com alguém. A loira empurrou a cadeira para o lado e se sentou encima de Eros, de forma que seus seios estavam muito perto do rosto do Deus. Este que parecia vidrado e babando como nunca fora visto.

-Isto. Você é a melhor – gritou Eros, alucinado enquanto a via rebolar encima dele.

Ela passou as mãos nas costas, tirando lentamente o vestido e ficando apenas com um sutiã vermelho cheio de lantejoulas também vermelhas. Percy mordeu a parte de dentro da bochecha quando viu Eros beijar lentamente o colo da garota, colocando uma nota de 50 dólares no seu sutiã.

Isto o fez acordar e perceber que a mão de Annabeth estava muito perto da virilha do Deus, massageando para cima de modo que metade da chave já estava fora do bolso. A loira rebolou encima dele com mais destreza e conseguiu pegar a chave. Saiu de cima dele logo em seguida e deixou o vestido ali, no seu colo, de recordação.

Acabou dançando mais um pouco no palco, mas Percy não ficou para saber. Saiu dali frustrado e Vic, que ria insanamente, o viu saindo em passos pesados tentando esconder uma excitação protuberante.

(...)

Annabeth e Vic gargalhavam enquanto recontavam a história trilhões de vezes. Percy, que dirigia, bufava de cinco em cinco segundos. Sua maior missão era não pensar na cena e não passar vergonha. O que era algo complicado.

Naquela manhã não pouparam tempo de pôr o pé na estrada. Eles esperavam ansiosamente chegar a Detroit antes do anoitecer, e por isto não saiam dos 120 km por hora.

Annabeth não ficava com medo mais. Havia se acostumado e era muito mais divertido ir tão rápido pela estrada. E a loira descobriu que Percy era um exímio motorista, era até impressionante como ele estacionava o carro numa vaga pequena com apenas uma mão e praticamente sem olhar para trás. Era sensacional, na realidade.

A viagem foi longa, mas calma, em nenhum momento receberam interrupções de monstros, Deuses ou algo do gênero para atrapalha-los. De forma que às 18 horas em ponto eles se encontravam na entrada de Detroit, aquela cidade enorme e bonita que todos os três ouviram muito falar, mas nenhum realmente já havia marcado presença.

Annabeth percebeu o quanto a arquitetura da cidade era diversificada, tanto porque em muitos lugares se via casa velhas e de época, e também enormes arranhas céus resultantes de uma ótima economia que não fazia nenhuma cidade continuar nos velhos tempos.

Era uma linda cidade.

Mais uma vez Percy ficara revoltado com a disponibilidade de Annabeth em pagar todas as lanchonetes, e hotéis que entravam. Levou as mochilas com raiva até o corredor em que se estabeleceram.

Vic e Annabeth ficaram normalmente no mesmo quarto, e Percy continuava mal humorado.

Quando as duas loiras conversavam sobre aquela mesma cena que não saía de pauta, ouviram uma batida calma e ritmada na porta de madeira. Annabeth entreolhou com Vic e acabou abrindo a porta.

Nico não parecia muito feliz, tinha arranhões por todo o seu rosto e as roupas negras rasgadas, sua respiração era ofegante e seus olhos elétricos.

-Nico? – perguntou Annabeth segurando em seus braços. Ele sorriu de lado e caiu para trás, desmaiando. As duas meninas mais que rapidamente o pegaram e o deitaram na cama. Chamaram Percy que continuava mal humorado, agora ainda mais porque interromperam seu sono.

Os três ficaram ali, pasmos, olhando para um Nico roncando, até que Percy revirou os olhos e deu um tapa na testa do outro moreno. Este que deu um pulo de susto e continuava a respirar ofegante.

- Minha espada atravessará sua garganta – Nico disse enquanto punha a mão no lado esquerdo do peito. Percy revirou os olhos e cruzou os braços.

-O que está acontecendo? Porque você apareceu aqui do nada? – começou o filho de Poseidon, Nico se levantou vagarosamente e bagunçou os cabelos.

-Antes, por favor me agradeça por me fazer de mensageiro e lhe dar uma informação importante.

- Informação importante? Qual? – perguntou Annabeth sentando-se ao seu lado. Nico suspirou e desarrumou ainda mais os cabelos.

-Melhor vocês se sentarem, eu tenho uma historinha a contar – anunciou ele fazendo todos se sentarem. Percy continuava impaciente, por um momento ele estava com a mentalidade de “dane-se o mundo, eu quero dormir”, mas após o começo da narrativa de Nico, ele começou a se preocupar cada vez mais.

-Eu estava novamente no Acampamento Júpiter, e sabia que as coisas estavam num clima esquisito desde a hora em que cheguei. Rey... Quer dizer, a pretora anunciou ontem marcha para o acampamento meio-sangue, eles irão invadir...

-Por quê? O que fizemos? – Annabeth perguntou se levantando. Nico suspirou novamente, desta vez mais alto.

-Felizmente nada. Annabeth, existem forças internas no acampamento romano que não gostam da situação de um acampamento conhecer o outro e ter um “acordo de paz” entre eles. Aconteceram alguns problemas no hum... Líder dos romanos e tudo acabou sendo ainda mais pressionado.

-Problemas com o líder? Tipo, o garoto que lutou com Percy? – Nico olhou significativamente para os outros dois ali em frente. Percy pediu para ele continuar, deixando claro que já havia contado a história toda.

-Sim. Problemas com este líder, ele desapareceu. Todos acham que foram os gregos que o raptaram, o que é uma hipótese muito boa – Nico coçou a cabeça – Mas o que importa é que a marcha começará amanhã de manhã. Vocês já estão em missão tem três dias. E acho que são a nossa salvação.

-Como? – perguntou Percy — Vamos chegar neste Deus que não gosta da gente e falar “Olha, dá um jeito nos Romanos para mim, ok? Fica na paz” – argumentou fazendo Vic sorrir. Nico fez uma careta.

-Eu saí do acampamento em disparada, tentando achar uma sombra para voltar à Nova York ou falar com vocês. Aconteceu que eu acabei trombando com um monstrinho que parecia com fome e vocês já conhecem esta história.

-Espera – disse Vic – O que você quer dizer com “acho que são a nossa salvação”, sem sarcasmo, como ajudaríamos o acampamento meio-sangue? É a hora de se preparar para a guerra.

-Eu acho que não – Nico contrapôs – Tem algumas coisas que podem ser feitas para neutralizar o acampamento Júpiter. Primeiro, podemos achar o líder e entrega-lo aos romanos. Ele provavelmente irá falar que não o raptamos, ele tem uma palavra de honra em não mentir nestes aspectos. Isto nos faria ter algum tipo de reputação com os romanos, então não é bem necessário entrarmos em guerra. Talvez consigamos um acordo de paz.

-E como acharemos este tal líder? Se nem o acampamento Júpiter está achando imagina nós – Percy disse. Como sempre quando está de mal humor, parecia bem pessimista. Nico chispou a boca.

-Isto não é mais tarefa minha. Eu só vim passar a mensagem, e preciso ir agora também – ele se levantou. Annabeth franziu a sobrancelha.

-Nico, uma última pergunta. Qual o nome deste líder, este romano? – ela perguntou. Nico olhou alternadamente para Percy e Vic, pedindo a permissão com o olhar para falar.

-Não é comigo que você tem que pedir – argumentou Percy – Você sabe que tudo isto é com a sua namorada.

Annabeth franziu a sobrancelha ainda mais. Não entendia nada do que estava acontecendo.

-E então, qual é o nome dele? – perguntou Annie enquanto cruzava os braços. Nico amassou a camisa preta na ponta.

-Jason – respondeu ele – Jason Grace.

(...)

A madrugada estava em seu ápice e junto com ela a mais bela noite estrelada. Annabeth dormia levemente enquanto algumas corujas cantavam ao lado de fora. Foi neste exato momento que leves batidas na porta mais uma vez foram ouvidas.

Ela, que tinha o sono mais leve que Vic, levantou-se coçando os olhos e os cabelos. Abriu a porta vagarosamente e perdeu a sonolência ao ver quem estava em frente à porta. Percy mais uma vez aparecia apenas de bermuda, os cabelos mais revoltados que o normal, mas o rosto não parecia sonolento. Annabeth mordeu o lábio inferior.

-Aconteceu alguma coisa?- sussurrou ela saindo para o corredor e fechando a porta levemente atrás de si. Percy desarrumou os cabelos negros ainda mais.

-Sim.

-Você não consegue dormir? Como na última vez? Porque eu, por exemplo, tive um sono ótimo... O que é estranho – Percy pigarreou levemente.

-Sim, eu não consigo dormir. Mas não é por causa de nenhum pesadelo, muito pelo contrário – ele sussurrou a última parte. Annabeth arqueou uma sobrancelha.

-Então qual é a causa? – Percy tombou um pouco o corpo, chegando extremamente perto de Annabeth.

-Vou parecer muito mais novo que sou, mas eu não consigo parar de pensar, Annabeth. Eu não consigo dormir porque eu só penso e penso e...

-Pens...

-... Em você. Naquela boate. É por isto que eu estou mal humorado, porque eu quero algo que não consegui até agora, você.

-O-o que você está querendo dizer? – Annabeth perguntou respirando mais pesadamente e com dificuldade. Percy sorriu de lado, agora com sua típica pose normal.

-Eu quero que você passe a noite comigo, uma noite inteira desta vez.

Notas finais
Sim, o Jason é irmão da Thalia nesta fic aqui também.
Deixem seus reviews! ;)
Beijos e até o próximo!