Notas iniciais
Olá!
Bem, eu quero agradecer a Gaby Di Angelo pela maravilhosa recomendação! Fiquei super feliz com ela. E parece que você gosta do Nico, então acho que irá adorar este capítulo. Ele é dedicado a você.
Boa leitura a todos!

Thalia olhou para os dois lados antes de atravessar o arco e flecha. Aquele era, depois da floresta, o lugar mais perigoso do acampamento meio-sangue. Heróis sem qualquer tipo de mira atiravam no próprio pé ou no pé dos outros. Sempre era bom ficar atento.

Zac estava no meio da multidão de garotas como era de se esperar. Suas mãos passavam descaradamente pela cintura da filha de Hefesto enquanto a ajudava no arco (o que é necessário ser dito é que a cintura da garota não tinha nada a ver com o tiro ao alvo em si).

Thalia bateu em seu braço fazendo-o suspirar enraivecido.

-Ei, isso deu choque, sabia? – os olhos de Thalia estavam revoltantes e azuis, faiscando de ódio. Zac percebeu isto de cara e logo dispensou a filha de Hefesto – Você quer conversar, ãhn... Em particular?

-O que você acha? – Thalia perguntou ríspida. Ela e Zac foram até o começo da floresta e ela o socou novamente.

-Olha, isto realmente está doendo!

-Porque você não me contou que conseguiu falar com Nico, hein? — ela o bateu novamente – Ele saiu do Acampamento Júpiter e você não me contou nada! Onde ele está? O que ele está fazendo? Porque você não me contou nada?

-Você tem que entender que ele me pediu para não contar nada – ele sussurrou olhando para os dois lados. Seus olhos azuis claros bem diferentes dos olhos de Thalia, que faiscavam (literalmente) – Ele saiu do Acampamento Júpiter e foi à única coisa que me disse, e Quíron deveria parar de ser fofoqueiro!

-Ele foi justo! Eu sou a namorada dele, tenho que saber estas coisas! — Thalia quase se estranhou quando se ouviu, ela não era aquele tipo de garota. Na realidade ela e Nico nunca foram um casal que se mostravam muito em público, poucas pessoas sabiam que eles realmente namoravam. Mas quando ele corria perigo, bem, ela ficava mais desesperada do que qualquer filha de Afrodite.

-Então você brigue com ele e não comigo. Ele me pediu para não te contar nada, não queria que você ficasse preocupada a toa...

-Eu não estou preocupada a toa!

-Ah não!

-Cala a boca – ela semicerrou os olhos — E isto não é a única coisa que eu quero falar com você, queridinho. O que você vai fazer em respeito à Vic?

Foi a vez de Zac semicerrar os olhos. Cruzou os braços e parte de seu cabelo loiro caiu em seus olhos.

-Eu não faço ideia do que você está falando... A respeito de que? – Thalia parecia ultrajada.

-Ora! Você sabe muito bem o que está acontecendo! Ela... Você sabe... – Thalia olhou para trás – Ela é uma filha de Vênus. Se os dois acampamentos se encontrarem...

-Ninguém precisa saber – repentinamente o tom de voz de Zac ficou duro e imperativo, como a de um líder — Ela está segura no acampamento meio-sangue. Ninguém desconfia, nem nós desconfiávamos... Ninguém nunca prestou atenção no antebraço dela!

-Mas se houver qualquer contato com os romanos, pode ter certeza que vão começar a reparar. Ela será banida do nosso acampamento, Dionísio voltará e irá expulsa-la assim que puder. Os Romanos não a aceitarão de volta e ela estará numa encruzilhada.

-Nada disto vai acontecer! – Zac retrucou já com raiva. Não conseguia imaginar Vic fora do acampamento – Ela... Nós... Ela irá continuar aqui. Tenho certeza que daremos um jeito.

-Eu não estou brigando, Zac- Thalia suspirou – Eu também acho que ela deve ficar aqui. Mas quando eu disse se você não faria nada respeito é que bem... Ela já achou uma solução, achei que você sabia.

Zac franziu ainda mais as sobrancelhas, como se precisasse delas para enxergar.

-Solução? – ele engoliu em seco – O que você quer dizer com...

-Thalia! – gritou uma voz atrás dos dois. Os dois meio-sangues se viraram e Helena, a filha de Afrodite, apontava freneticamente para cima. Ela que estava no meio da colina meio-sangue. Zac e Thalia olharam para a entrada do acampamento e viram um garoto em frangalhos.

Assim que correram até o fim da colina viram que Nico estava num estado mais decadente quando visto de perto. Thalia o segurou pelos ombros, os olhos dele pareciam revirados como se alguém estivesse o possuído.

Mas não era esse o motivo, ele apenas estava muito cansado. Conseguiu encontrar com monstros gregos desde o hotel onde Percy, Annabeth e Vic estavam até ali. Vários monstros gregos, aliás.

-Ei, punk – disse ele fraco apenas com um sorriso de lado. Depois apenas revirou os olhos e caiu, Zac foi mais rápido e o pegou. Agora sim, os olhos de Thalia estavam em puros raios.

(...)

Ele se sentia sensacional. Porque todos perguntavam “se ele estava bem”? Era um meio-sangue treinado, muito bem preparado. E se recuperava muito, muito rápido. De uma forma ou de outra, não era para tanto alarme. Ele só havia desmaiado, e isto já tinha dois dias!

Os cabelos negros caíram por seus olhos tão negros quanto, ele precisava achar um barbeiro urgentemente. Tinha seus 18 anos, mas era descuidado como se tivesse 70. Havia feito sua barba maravilhosamente bem, mas seus cabelos já haviam passado do limite. Estavam enormes e caindo por seus olhos! Era isto que procurava pelo acampamento. Um barbeiro.

Deu um passo para dentro da Casa Grande, pigarreou ao ver que o lugar estava silencioso. Na maioria das vezes era o lugar mais barulhento que ele frequentava. Semicerrou os olhos, sua pele pálida ficando mais pálida que o normal.

Suspirou quando viu que Quíron estava sussurrando com alguém em sua sala, ele em sua forma “professor cadeira de rodas”. Nico andou silenciosamente até ele e quando ia abrir totalmente a porta entreaberta viu que isto aconteceu antes do seu agir, e que Thalia deu um encontrão com ele.

Ela parecia nervosa, seus cabelos repicados mais despenteados que o normal, e a maquiagem mais pesada do que costumava ser. Ela o viu e o empurrou com raiva. O que o fez arquear a sobrancelha.

Nico olhou para Quíron tentando entender o que acontecia, mas o centauro deu de ombros, como se falasse: “pergunte para ela”. E o moreno assim fez, saiu correndo na direção da morena que ia a passos pesados para a arena.

Havia dois dias que eles não se comunicavam. Nico não fazia nem ideia do porque do gelo de Thalia. Ele não era o tipo de garoto que fazia tempestade em copo de água, e não tinha problemas em não conversar com sua namorada por um tempo. Mas não se sentia totalmente bem em não falar com Thalia, como se parte da sua vida não estivesse encaixada.

-Thalia! – ele chamou. A punk continuou andando e o ignorando. Ele correu mais rápido e a segurou pelo pulso, fazendo-a bater contra o seu corpo – O que está acontecendo?

-Legal você me perguntar isto, porque quem não fala o que acontece por aqui é você – respondeu ela se soltando, um choque percorreu o braço direito de Nico. Este que tinha os olhos semicerrados.

-Do que você está falando? Que indireta você está tentando me enviar? – os olhos azuis faiscaram. Ela parecia mais enraivecida que o normal. Thalia se virou para ir embora, ignorando totalmente o moreno. Porém Nico a segurou novamente contra o seu corpo, agora muito mais forte, de forma que Thalia não conseguia se soltar. Ele começou a ficar realmente com raiva também – Será que tem como você falar comigo?

-Não, você é um estupido! Nico, você me dá vontade de... De... Ah, eu nem sei o que você me dá vontade de fazer! Da próxima vez que correr perigo, sair do acampamento romano obrigatoriamente e enfrentar um monte de monstros, será que tem como você avisar a sua namorada antes do seu amigo? Obrigada.

Nico arqueou uma sobrancelha. Desde quando Thalia era daquele jeito? Mesmo assim decidiu não discutir, ela parecia realmente com raiva.

-O filho da puta do Zac te contou? Eu falei para ele não contar...

-E você falou para ele não me falar! Nico, você é impossível. – ela andou dois passos, mas depois se virou, com raiva – E ah, fique sabendo que ele não falou de proposito. Eu que acabei descobrindo.

Thalia saiu em passos pesados até a floresta. Nico bateu o pé no chão de raiva e a seguiu em passos mais pesados que o dela, o que a fez andar mais rápido. Porque os dois tinham que ser tão opostos? Eles nem se mostravam namorados em público, mas as brigas eram constantes.

-Será que você não entende? Eu fiz isto para não te deixar preocupada! Você iria ficar louca e também iria querer ir atrás de mim. Deuses, Thalia... Eu estava pensando em você! – eles agora andavam pela floresta afora. Numa parte em que não tinham tantos meio-sangues assim. Thalia se virou para ele.

-Será que você não entende? Nós temos tudo para dar errado. Você é o filho de Hades, eu sou a filha de Zeus. Nós não temos nada em comum além das roupas pretas. E você é o garoto mais misterioso da face da terra! Tudo dá errado para mim. Você não tem problemas na sua cabeça do tipo “será que ele pensa em mim?” ou “ele leva isto realmente a sério?” Quer dizer... Você é homem! Mas eu sim, posso parecer de um jeito esquisito, mas eu ligo para o que você pensa! E na boa, parece que você simplesmente não pensa em mim.

Ela se virou, mas agora havia começado, queria terminar. Depois de um ano de namoro, ela estava tocando no assunto que mais a afligia e não iria parar agora.

-Eu estou afundando por causa de você! Nenhum de nós dois gostamos de admitir o que sentimos. É melhor parecer frio, não é? Mas eu não estou conseguindo fazer isto mais – ela suspirou – Você pode até ter este seu pensamento esquisito. Mas eu me apaixonei, de verdade. E isto é uma bosta.

Ela estava cega de raiva, enquanto falava tudo que vinha na sua cabeça. Quando focou em Nico, percebeu que ele estava vindo em sua direção, tinha um sorriso satisfeito no rosto e aquela mesma pose sedutora que levava as garotas para o espaço de tanto suspirarem. Ele parou por um segundo e pegou uma flor numa parte cheia delas da floresta.

Ele mordeu levemente o lábio inferior enquanto olhava para a margarida.

-Eu posso começar assim – Nico entregou-a para Thalia, fazendo-a morder o lábio inferior – Desculpa por tudo. Eu só não queria te deixar preocupada.

-Eu já fico preocupada, toda hora que você vai para lá! – ela gritou de raiva. O que o fez assustar um pouco – Por Zeus, eu pareço uma filha de Afrodite!

Nico riu. Uma gargalhada que não dava há tempos e que apenas Thalia poderia retirar dele. Então olhou para a morena, sentindo seu coração bater mais rápido.

-Você sabe que foi a primeira vez em que admitiu ser apaixonada por mim, não é? – perguntou ele sorrindo de lado. Thalia pigarreou, com raiva. Não queria ser a primeira a falar algo como aquilo.

-Você deve estar se achando agora...

-Meu ego está lá no monte Olimpo, realmente– ele disse fazendo-a sorrir de lado. Mas logo depois ela deixou a flor cair em seu pé, o que distraiu Nico por um tempo. Ela o encostou contra uma árvore e seu antebraço pressionou o pescoço de Nico, seus olhos faiscavam.

-Se você acha que é porque desmaiou dois dias atrás que eu vou te dar uma trégua está muito enganado. Você comece a me contar as coisas, ainda mais quando tem algo a ver com Jason! – ela parou por um segundo – Porque eu sei que você foi avisar Annabeth sobre o que aconteceu.

Ele sorriu malicioso. Poderia se explicar: Falar que Annabeth era a garota da profecia e estava numa missão. Mas ele gostava de correr perigo.

-Você está morrendo de ciúmes de mim, apaixonadinha – ele caçoou fazendo-a ficar com mais raiva ainda. Ela, ao contrário do que se esperava, afrouxou o aperto em seu pescoço.

-Bem, você que não sabe o que acontece por aqui enquanto está fora – seu tom de voz era brincalhão, mas seus olhos estavam revoltados de raiva – Nem o que o Logan, do chalé de Apolo vem falando comigo... Ou quem sabe o Theo do...

-Ei, o que? – perguntou Nico. Ele usava uma simples blusa negra que realçava seus ombros largos e os músculos do corpo de tanto treinar, mas Thalia decidiu não ficar olhando para aquilo, ia se distrair muito.

-Bem, você sabe... Eu posso ser uma garota cobiçada quando quero – ela disse com um sorriso de lado. Virou-se novamente para ir embora, estava com tanta raiva por ter falado que era apaixonada por Nico que queria se matar. Agora, provavelmente, ela seria a fraca da relação. A que fica atrás do garoto. Era a última coisa que queria.

Sentiu Nico pegar em seu pulso novamente, só que invés de puxa-la contra seu próprio corpo ele a empurrou com força na árvore, fazendo-a suspirar de dor.

-Você não está falando sério – ele disse enquanto colocava seus dois braços cada qual de um lado da cabeça de Thalia, esta que tinha um sorriso brincalhão, mas os olhos ainda enraivecidos.

-Está com ciúmes? – foi a pergunta de mestre. Nico se desgrudou dela, havia admitido os ciúmes bem na cara dura. Um segundo depois roubou o beijo de Thalia, um beijo avassalador e selvagem, com direito a puxões e mordidas.

A morena entrelaçou suas pernas na cintura de Nico, deixando-se ser pressionada pelo corpo forte do moreno. Ele deu um último puxão com os dentes em seu lábio inferior e se soltaram, ofegantes.

-Você vem comigo – Nico disse enquanto a beijava ainda mais.

Era uma relação estranha a deles, quanto mais ódio compartilhavam um do outro, mais queriam estar juntos. Poderiam não se mostrar tanto para a multidão, mas dentro deles tinha um sentimento mais forte do que a maioria dos casais do acampamento tinha.

A porta do chalé 13 fora praticamente arrombada, o lugar sombrio e frio recebendo-os com surpresa. A morena fora jogada contra a parede mais próxima enquanto Nico fechava a porta com o pé.

Antes que ela pensasse em fazer algo as mãos de Nico já estavam em sua cintura, pressionando-a contra a parede enquanto seus dentes faziam um estrago incerto na pele alva dela.

Suas mãos mais que rapidamente tiraram a blusa fina de Nico, passou a mão descaradamente pelo abdômen definido do moreno, suspirando vergonhosamente.

Nico sorriu safado enquanto a pressionava contra a parede, Thalia se entrelaçou em sua cintura e rebolou sofregamente encima de sua intimidade. Isto que fez Nico ter que apoiar os braços na parede.

-Ei, você tem certeza que pode fazer isto? – perguntou Thalia com o que lhe restava de razão, pois todo seu corpo aclamava pelo toque do moreno. Nico sorriu.

-Você acha que eu não consigo te segurar mais, punk?- Thalia sorriu maliciosamente.

-Você sabe do que estou falando, eu posso te machucar.

-Não, não sei. Eu nunca me importei com isto também – disse Nico enquanto tirava sua blusa do acampamento meio-sangue. Vendo com o pouco que tinha de luz os seios médios da morena que cabiam perfeitamente em sua mão. – É gostoso, até.

Thalia o empurrou, trocando as posições e o pressionando contra a parede com força. Arrancou o zíper da calça jeans de Nico abaixando sua calça até seus pés, sorrindo de lado ao ver a já excitação do garoto.

Arranhou o ombro dele de leve, mordendo a pele pálida e fria de Nico. Ela desceu os beijos molhados até o umbigo dele, contornando com a língua os músculos definidos do abdômen.

Foi puxada de volta para cima e empurrada para a parede, sentindo a língua quente de Nico contra sua boca. Foi um beijo avassalador, que a fez se sentir excitada e com cada pedaço de sua pele pronta para receber a melhor transa da sua vida.

Arranhou as costas de Nico de excitação, chegando até a sua bunda e apertando-a com força. Ouviu Nicolas sussurrar um “safada” entre o beijo e sorriu de lado. Thalia fechou os olhos e gemeu baixo quando sentiu os lábios dele percorrer por seus seios, as mãos pesadas retirando devagar o sutiã e jogando-o num lugar qualquer do quarto.

Os dentes selvagens do filho de Hades morderam seu mamilo já duro, ela acabou arranhando a própria parede, tirando lascas da tinta recém-pintada pelo incêndio do chalé.

Seus seios gostavam da atenção que recebiam, as mordidas e lambidas eram projetadas por todo o corpo de Thalia e a fazia se sentir mais e mais excitada. Em alguma parte de seu cérebro ela sabia que aquilo era errado, que os Deuses viam e não aceitavam. Isto era um ânimo a mais para fazer tudo aquilo.

Nico chegou perto de sua intimidade, tirando a calça jeans dela com cuidado e sôfrega lentidão, passando as mãos sedutoramente e forte pela coxa dela enquanto a ouvia suspirar alto.

Quando ele a viu apenas de calcinha, sorriu de lado com seu sorriso mais safado, como se estivesse ganhando na loteria. Foi a vez dele ser puxado para cima, Thalia gostava das coisas rápido, e Nico lentamente, os dois se frustravam e davam prazer por conta disto.

Beijaram-se até irem para o outro lado do chalé, batendo seus corpos na outra parede, Nico procurava desesperadamente a camisinha em seu criado mudo enquanto gemia ao sentir os lábios de Thalia irem para seu membro, beijando-o por cima da cueca, ela retirou a cueca do garoto e passou os dentes por toda sua extensão. Nico acabou gemendo e socando tudo que tinha encima de sua mesinha de cama, jogando vidro contra a parede e socando ali também, fazendo uma cratera na parede.

-Thalia... – sussurrou Nico enquanto a via sorrir diabolicamente. A barriga de Nico tinha várias borboletas, um frio tensionado se alastrava sobre seu corpo, e quando Thalia pôs a boca na cabeça de seu membro, ele fechou os olhos e gemeu vergonhosamente alto. Suas bochechas ficando extremamente vermelhas, o que era uma cena e tanto para Thalia.

Ele desistiu de procurar a camisinha, suas mãos foram direto para os cabelos da morena, puxando-os por senti-la em toda sua extensão. Lentamente Thalia percebia que Nico fazia os movimentos de vai e vem em sua boca, e que em qualquer momento ele chegaria ao seu ápice.

Ouviu um gemido mais alto dele. Sua língua pressionou a fenda dele enquanto suas unhas arranhavam toda sua extensão. Ela fez questão de engolir todo o gozo de Nico. Era doce e ela adorava.

Nico se arrastou pela parede, caindo lentamente até estar ao lado de Thalia. Sua respiração era ofegante e seu membro estava semiereto, uma fina camada de suor preenchia todo seu corpo. Thalia foi até a mesa de cabeceira e abriu a gaveta, pegando a camisinha com um sorriso de lado no rosto.

Ela jogou para ele enquanto ofegava, deixando bem claro que não queria preliminar alguma. Os dois se entreolharam por um segundo, e no outro já foram encima do corpo do outro, beijando-se vorazmente.

Thalia riu entre os beijos, adorava quando as coisas ficavam tão fluidas entre eles.

-Você nem precisa de um tempinho? Para descansar? – perguntou ela rindo. Dando um selinho nele. Nico riu também enquanto passava a mão pela perna dela, abrindo-a e entrelaçando em sua cintura.

-Thalia, eu tenho 18 anos, a última coisa que eu preciso é de descanso – não foi preciso falar mais coisas. Nenhum dos dois queria falar mais coisas. Até porque estavam com as bocas ocupadas se beijando. Nico a jogou contra a cama, sentindo-a guinchar pelo peso dos dois.

Os lábios de Nico foram para a sua virilha. Era uma visão e tanto vê-lo com o rosto entre suas pernas, o sorriso sensual e os olhos negros brilhantes, Thalia quase ficou senil ao senti-lo beijar por cima da sua calcinha, olhando-a com os olhos mais tenros e selvagens que ela viu na vida.

Ele tirou a calcinha dela com rapidez desconhecida, beijou a virilha da garota e mordiscou seu clitóris, fazendo as costas dela arquear de excitação. As mãos de Thalia rasgaram os lençóis, sentindo os dentes e a língua de Nico brincarem com sua intimidade. Tinha algum tipo de força sobrenatural tentando afasta-los de alguma forma, era perceptível isto para os dois, então eles lutavam contra isto e tudo se tornava muito mais sensível.

As mãos de Thalia puxaram a cabeça de Nico para cima, era óbvio que ela não queria nenhum tipo de provocação. Todo seu corpo estava coberto de suor, sua respiração estava ofegante, e ficou ainda mais quando Nico beijou seus lábios.

Pouco a pouco, ela sentiu todo o membro do moreno a preencher, fazendo-a revirar os olhos ao senti-lo completando-a totalmente. As mãos dela passaram por suas costas, criando queimaduras por conta dos choques que dava no corpo de Nico em cada lugar que seus dedos passavam.

Ele ofegou e segurou as mãos na cabeceira da cama, sentindo todo seu corpo queimar de alguma forma gostosa. Os dois corpos trabalhavam em complemento, as estocadas de Nico ficavam cada vez mais fortes.

Os dentes de Thalia abocanharam seu ombro, mordendo-o com força enquanto sentia todo o seu corpo ficar em êxtase. Os dois sentiam estar quase ao ápice, as estocadas de Nico ficaram mais rápidas, a cama não aguentaria os dois por muito mais tempo.

Uma última estocada, Thalia sentiu um gemido alto sair de sua própria boca involuntariamente, todo o seu corpo tremeu, os choques pararam de queimar as costas de Nico, este que deu mais duas estocadas e empurrou a cabeceira da cama com tanta força que ela acabou caindo.

Seu corpo caiu por cima do dela, os dois tremendo e com os cabelos grudados na testa de suor. Sentiam-se extasiados, mas ao mesmo tempo sabiam que queriam mais, sempre queriam.

Ele passou para o lado dela, os dois olhando para o quarto escuro (Nico havia conseguido quebrar a lâmpada ao jogar os sapatos de Thalia longe).

-Você... – os dois falaram ao mesmo tempo, e acabaram rindo. Nico se apoiou pelo cotovelo e viu o estado do seu chalé. A marca das unhas de Thalia na parede da frente, a cortina rasgada pelo vidro que foi jogado pela mesinha de cabeceira que estava com cacos encima dela. A cratera formada na parede por Nico e a cabeceira da cama desparafusada.

Os dois se entreolharam, era mais que óbvio que os danos de duas pessoas tão fortes e opostas juntas era exagerado. Contra as leis gregas e contra tudo e todos, mas quando se olharam novamente, tinham a total certeza de que valia a pena tudo isto.

Notas finais
Agora vocês sabem porque a Vic é uma filha de "Afrodite" meio esquisita, meio filha de Ares. Os Romanos são assim. E ah, agora vocês também sabem que tem algumas falhas na história contada pela Vic para a Annabeth.
E para quem não sabia que o Nico e Thalia eram namorados, eu já havia avisado antes. Mas agora eu acho que não preciso mais de avisar. Hehe.
Deixem seus reviews! Eu amo reviews e odeio fantasminhas. :s
Beijos e até o próximo! =)