Change My Life
16 Medrosa.
Notas iniciais
Olha, a estória para fazer este capitulo foi bem complicada, viu?Ontem eu estava pronta para posta-lo, aí eu saí para ver o jogo do Atlético ( pois sou cruzeirense doente e queria que eles se ferrassem), e quando voltei para o computador o capítulo sumiu. Eu já estava revoltada com a vitória do galo então decidi deixar para lá. Por isto, estou postando hoje, apenas.
Agradecer aqui a anniejacksons, pela recomendação, obrigada, sua fofa. =]
Boa leitura!
Annabeth correu como ninguém nunca correu. E lutou como ninguém nunca lutou. Estudou grego como ninguém nunca estudou. E estava cansada como ninguém nunca cansou. Havia um mês que tinha Percy Jackson como tutor, e definitivamente ele não pegava nada leve.
–Annabeth, está vendo esta revista capricho, não está? – Annabeth assentiu, quase chorando porque sabia que ele iria fazer uma chantagem com aquilo. Tinha o Justin Bieber na capa e ela precisava ver o que aconteceu com ele! Percy leu a manchete: — Justin usa drogas frequentemente? Qual o seu tipo de namorada preferida? Entrevista exclusiva com Bieber! – Percy fez uma careta, parecia ter lido a pior coisa do mundo.
–Eu preciso ler isto! – ela saiu correndo em sua direção, mas ele apenas levantou o braço. Annabeth já estava cansada, pois tinha ficado a tarde toda lutando, e quase, quase, ganhou de Percy. Ou ele havia deixado? Ela ainda não sabia.
–Qual é o monstro mais popular nos subúrbios de Nova York? – Annabeth revirou os olhos.
–Sei lá. Menina que usa listra com onça? – Percy semicerrou os olhos, e rasgou uma página da revista. Annabeth sufocou um grito – Meu Deus, o que tinha nesta primeira página?
–Você nunca vai saber – ele fez uma bolinha e jogou no lixo ao lado. Os dois estavam sentados no anfiteatro, numa das últimas arquibancadas, o sol estava forte, e como disse anteriormente, Annabeth estava cansada – Responde direito.
–As cobras lá, só Deus sabe o nome. Percy, por favor, eu estou morta. – Percy suspirou e deu a revista para ela. Annabeth mais que rapidamente foi até a página dez e leu com velocidade surpreendedora a entrevista com o Justin Bieber. Enquanto isto Percy não fez outra coisa senão descansar. Não era nada fácil ser professor de Annabeth.
A filha de Atena ficou algum tempo olhando para o moreno, ele era um garoto diferente, com uma beleza arrematadora. Mas não a beleza normal que se vê em garotos por aí, era genuína, ele parecia um Deus Grego.
Não percebeu quando Percy pegou na sua mão, puxando-a para fora do anfiteatro, ele se virou para ela que tinha as sobrancelhas franzidas, confusa, então sorriu travesso, como uma criança que acaba de achar uma brincadeira interessante.
Os dois foram até o píer, ele foi andando até a beirada e segurando a mão de Annabeth com mais força. Foi quando a loira percebeu o que ele iria fazer e logo recuou.
–Percy, eu preciso de pelo menos uma roupa de ba... – não deu tempo de falar tudo que queria. O moreno a puxou para dentro do rio e Annabeth fechou os olhos, pronta para ser encharcada e perder o fôlego, porém quando abriu os olhos percebeu que não estavam bem no meio H20. E sim dentro de uma bolha de oxigênio, ela franziu as sobrancelhas, curiosa, enquanto Percy se sentava de um lado da bolha, seu sorriso de lado era bonito.
–Não... Espera. Este é seu superpoder? Fazer uma bolha de ar no fundo do rio? – Percy revirou os olhos, indicando para ela se sentar ao seu lado.
–Na realidade não, este é um dos meus pequenos artifícios... – Annabeth riu.
–Ainda bem, porque é só um pouquinho impressionante — ele beijou sua bochecha e entrelaçou os próprios dedos, aparentemente nervoso.
–Eh... Bem... Eu queria te fazer um pedido, na realidade- Annabeth mordeu o lábio inferior, seu coração batia rápido e descompensado. – Me deixa começar do começo...
–É o mais sensato – cortou rapidamente Annabeth, depois fez um gesto de quem calaria à boca e sorriu incentivando-o a continuar. Ele expirou fundo.
–Bem, desde que você me deu aquele beijo no meio da sala eu fiquei confuso, confuso sobre assuntos que eu achei que nunca mais ficaria. E isto foi estanho, mas estranho de um jeito bom. Eu te achava fútil, metida, egocêntrica...
–Obrigada – Annabeth não estava indignada.
–Você é um pouquinho disto, não é? – ela acabou dando de ombros, concordando. Percy pigarreou – E aí você veio para o acampamento e me mostrou um lado totalmente diferente da Annabeth Chase, você está aqui tem dois meses e mostrou ser uma garota dedicada, engraçada, legal e muitas outras coisas, mas não acho que é por personalidade que eu goste tanto de você. Talvez seja o destino – Annabeth olhou em seus olhos, agora seu coração ia ser vomitado junto com seus ácidos gástricos. Percy pegou em sua mão novamente.
–Eu fui um idiota em não ter feito isto há muito tempo atrás, este tempo em que ficamos não oficializados foi uma grande besteira. Então, Annabeth, você quer namorar comigo? De verdade? – o coração da loira havia parado. Ela saiu do sorrisinho de lado e foi para um sorriso puro e singelo de felicidade.
Foi quando ouviram um grande “Bummmm” embaixo da água. E uma fumaça começando a subir. Os dois voltaram rapidamente para o píer e olharam para os lados, na área dos chalés começava uma não tão grande explosão, mas definitivamente muito bem trabalhada. Estava demorando para este Deus inimigo atacar.
Os dois foram correndo até a área dos chalés, onde já havia uma multidão sendo formada. Percy, já com sua espada na mão, concentrou-se em fazer o riacho ir para os fogaréus. Que atingiram parte do bosque e metade do chalé 13. Nico parecia atordoado.
Quando a maior parte do fogo fora extinto e apenas o chalé 13 estava com metade dele virando cinzas foi que Percy foi em direção aos seus amigos. Zac e Thalia pareciam apreensivos. Nico, chocado.
–Cadê a Vic? – perguntaram Percy e Zac em uníssono. Os dois se entreolharam, aquilo era difícil de acontecer.
–Achei que estava com você! – Zac gritou por cima da multidão. Percy abriu os braços.
–Eu estava treinando Annabeth! – Thalia revirou os olhos. Beliscando os braços dos dois. Então lá do bosque, saindo das cinzas, estava Vic. Ela andava com parte das roupas chamuscadas, sua perna parecia ter uma queimadura latejante. Mas felizmente ela parecia bem. Seu rosto estava marcado pelas cinzas do incêndio e seus cabelos loiros sempre perfeitos agora estavam bagunçados.
–Meu Deus, garota! Onde você se meteu?! – Zac a abraçou com força. Abraço este que foi devolvido da mesma forma. Percy cruzou os braços enquanto via a cena. Mas Annabeth não sabia dizer se estava revoltado com os dois a sua frente ou por Annabeth não ter falado sua resposta.
Eles começaram a conversar num círculo fechado, círculo este que foi irrompido por uma Annabeth enraivecida. Eles pararam de falar e olharam em sua direção.
–Nós temos que achar Quíron! Claro que foi este Deus rival que fez isto. Ele tem que nos recrutar para a missão agora, neste exato momento. Aliás, onde ele está num momento como este? Que tipo de novo diretor ele é? – todos olhavam acima da cabeça de Annabeth, esta que abaixou os ombros – Ele esta atrás de mim, não é?
–Srta. Chase! – gritou o centauro — É óbvio que vocês irão urgentemente para a missão. Percy, Vic, arrumem seus suprimentos o mais rápido possível. Annabeth Chase, você vem comigo para a Casa Grande. — ela olhou para todos e depois olhou para Quíron, bufou.
–Agora eu estou de detenção também, é? – Quíron riu com escarnio, deu tapinhas nas costas dos meio-sangues ainda meio chamuscados do incêndio, como se não tivesse sido nada demais.
–É um pouco pior que isto, Filha de Atena – ela franziu as sobrancelhas: Realmente odiava castigos – Você irá consultar o oráculo.
*
Annabeth respirou fundo uma. Duas vezes. Até que seu coração voltou ao normal, era naquele dia que ela iria ter um enfarto, não havia dúvidas disto. Olhou para a porta a sua frente.
Onde estava? Exatamente no andar de baixo ao principal da Casa Grande, num corredor ensolarado com uma porta sombria. Lá em cima, todos esperavam por ela. Mas ali, de frente para o quarto do oráculo, ela se sentia extremamente sozinha...
Pegou-se dando meia volta e quase indo embora. Mas não conseguiu pensar na feição de todos quando chegasse lá se cagando de medo. Não queria fazer papel de covarde. Respirou fundo, pegou na maçaneta, girou-a, empurrou a porta.
Ela rangeu como madeira velha sempre faz. Isto fez Annabeth conseguir infelizmente comparar aquele quarto com um filme de terror qualquer. Não gostava nem um pouco do ambiente daquele lugar: Tinha velas para todos os lados, quilos de poeira, e parecia o lugar mais jogado do acampamento. Só perdia para o chalé de Hermes.
–Calma, calma. É como o Percy disse: É só uma múmia – ela olhou para as paredes, tinham fotos endereçadas como de 1930. Aquilo era loucura. Deu meia volta novamente, não ligava se lhe olhassem torto para o resto da vida. Morria de medo daqueles tipos de coisas e odiava aquele tipo de ambiente.
–Pathernosss.... – sibilou, porém, uma voz esquisita. Ela se virou na mesma hora, a mão no cinto da adaga. Olhou para aquela coisa verde sentada na poltrona. De acordo com as caraterísticas apresentadas por Percy, era exatamente ela. Na realidade era difícil confundir com outra pessoa.
Tinha uma pele verde e muito enrugada, nos braços, pernas, rosto, toda a sua pele estava murchando. Os olhos eram ocos e sua voz era intimidadora, como se mil oráculos falassem ao mesmo tempo.
–Pathernoss.... – ela sibilou novamente, os nódulos dos dedos da múmia pareciam que de verde foram para roxo de tanto que ela apertava o encosto da poltrona. Um vento saiu do nada em direção à porta, fechando-a. Annabeth reparou que não havia janelas naquele quarto, o que só significava coisas ruins.
Com dificuldade, a múmia se levantou, arrastando seus pés até a direção da loira. Que estava com os olhos arregalados, as mãos frias, tremendo. Aquela múmia era assustadora. Com raiva, e um vento forte, a múmia apertou os ombros da loira, com força, muita força. O vento ficou mais forte.
Uma fumaça verde saiu da sua boca, contaminando todo o local. Annabeth iria falar “Que nojo”, se não estivesse com tanto medo. Seus ombros começaram a doer. O espirito de Delfos entrou dentro daquela pobre mulher e mil vozes falaram ao mesmo tempo:
A nova filha a missão desvendará
Com ela e o mar o problema se resolverá
A jornada repentina é só um começo curto
Com portas nevoeiras, em tempos escuros
Filha da sabedoria, cuidado com a ganância!
Pois o final da guerra se decidirá com sua lança.
Annabeth olhou para a múmia como se ela estivesse falado grego antigo. Sabia a loira que não era bem assim porque havia entendido perfeitamente todas as palavras, só não sabia interpreta-las. Os ombros da meio sangue foram aliviados, o vento e a fumaça verde dissiparam-se, a múmia andou em passos lentos de volta para sua poltrona, continuou ali, sentada, com mal de Parkinson na mão esquerda.
Mais que rapidamente Annabeth deu meia volta e abriu à porta, que estava travada, ela entrou em pânico e começou a meche-la sem qualquer precisão. Descobriu que o problema na realidade era seu e virou a maçaneta para o lado contrário, abriu a porta e a fechou com destreza.
Saiu andando desesperada até a escadaria, quando chegou lá, encostou sua cabeça na parede, seu coração batia rápido, e ela respirava fundo.
–Que medo... – sussurrou ela enquanto fechada os olhos. Foi quando sentiu uma mão em seu ombro, no automático ela deu um golpe de caratê no antebraço da pessoa (ela havia feito mesmo anos de caratê, e este foi um dos únicos golpes que aprendeu). Vic a olhou com medo.
–Que isso! – destoou ela com a mão no pulso. Annabeth cobriu a boca.
–Desculpa, é que...
–Já entendi. Foi assustador, hã? – Vic sorriu sacana enquanto se virava – Você está bem?
–Saí de lá viva, é óbvio que estou bem – as duas andaram para a Casa Grande. Na sala, onde havia dois sofás, estavam sentados Percy, Nico, Zac e Thalia. Todos pareciam apreensivos. Menos Percy, que tomava um chá de camomila (pois estava muito nervoso enquanto Annabeth estava lá). Quando as duas loiras chegaram, ele colocou sua xicara de volta no pires, como um Sr.
Quíron estava em sua forma dentro da cadeira de rodas, tinha a mão no queixo pensativo. Vic ficou ao lado dele, conversando algo baixinho que a própria Annabeth não podia entender.
–Vocês querem que eu recite a profecia? Porque daqui a uns 10 minutos eu provavelmente vou esquecê-la – Percy se levantou, dando o lugar para que Annabeth pudesse se sentar, Zac fez quase a mesma coisa, porém Annabeth sentou-se no lugar em que Percy estava. Vic olhou para aquilo enraivecida.
–Por favor – disse Zac com as duas mãos entrelaçadas. Annabeth assentiu. E proferiu audivelmente:
A nova filha a missão desvendará
Com ela e o mar o problema se resolverá
A jornada repentina é só um começo curto
Com portas nevoeiras, em tempos escuros
Filha da sabedoria, cuidado com a ganância!
Pois o final da guerra se decidirá com sua lança.
Todos se entreolharam quando as palavras foram proferidas, Annabeth depois disto se afundou no sofá, sentindo que já tinha feito a sua parte. Mesmo que de certa forma a profecia parecia se referir a ela em todo o momento. Isto a deixou um pouco entristecida, tudo parecia ter caído nas suas costas.
–Tudo bem. Isto para mim não tem nenhuma dica por onde devemos começar a missão – Vic foi a primeira a se pronunciar – Mas algumas coisas são um tanto óbvias. Filha da Sabedoria se remeteria então a Annabeth, mesmo ela não usando nenhuma lança, e sim, adaga. E o mar, talvez, a Percy. Agora, portas nevoeiras, em tempos escuros?
Nico coçou a sobrancelha, depois começou a mexer em seu anel de prata, parecia ter alguma ideia. Annabeth percebeu que ninguém deu ênfase na última frase “Pois o final da guerra se decidirá com sua lança”.
–Acho eu- começou Nico — Que Annabeth poderia falar sua ideia – todos olharem de uma só vez para a loira. Ela que estava ainda mais afundada no sofá e com o olhar vago — Até porque quem desvendará a missão é a nova filha. Acho que também se refere a ela.
Mais uma vez todos os olhares foram para a filha de Atena. Quíron estava dando um mínimo sorriso, apenas Percy e Annabeth perceberam aquilo. Ela pigarreou.
–De acordo com alguns estudos sobre as profecias do Espírito de Delfos, muitas das vezes as pessoas procuravam algum tipo de metáfora ou alguma retórica, mas muitas vezes o oráculo falava de forma literal. Para talvez destoar à interpretação de sua profecia.
O sorriso de Quíron aumentou. Annabeth não parecia mais Annabeth. Na realidade, ali, parecia à garota mais sensata e mais experiente do acampamento. Percy franziu as sobrancelhas, nunca foi bom com profecias.
–O que você quer dizer com isto?
–Bem, portas nevoeiras, em tempos escuros. Talvez, quem sabe, isto seja realmente isto. De certo eu pensei no estado mais nevoeiro e escuro dos Estados Unidos, Minnesota. Talvez nós devêssemos começar por lá – ela não se sentia muito confortável na frente daqueles tantos veteranos. Sentia-se uma criança de seis anos que nunca é levada a sério. E foi exatamente isto que aconteceu. Vic riu pelo nariz.
–Você não está falando sério... Quíron, isto não é relevante, é? – Quíron deu de ombros. Sorrindo de lado.
–Porque não? Na realidade, Annabeth teve uma interpretação perfeita. Estava tendo uma reunião com sátiros espalhados pelo país e descobri que monstros estão fugindo do norte de Minnesota, vocês como bons heróis sabem que isto só acontece quando há algum Deus no local. Esta profecia comprova tudo.
–Só um Deus sem medo não ficaria preso no Olimpo, e só um Deus sem medo atacaria os heróis rivais de seu acampamento favorito – disse Thalia. Annabeth franziu a sobrancelha. Acampamento? Outro acampamento? Sua cabeça deu um nó.
–Tá, tudo bem, norte de Minnesota. Vamos sair iguais loucos atrás do norte de todo um estado? — Annabeth lambeu o lábio inferior. Vic era persistente.
–Na verdade, acho que só nos cabe o dom da interpretação. A cidade mais nevoeira e escura de Minnesota será então uma cidade grande, onde um Deus pode se esconder melhor, e também a mais aproximada do Canadá. Por estar mais ao norte do globo terrestre e ter temperaturas mais baixas, de acordo com a geografia básica esta cidade é Hallock.
Todos estavam boquiabertos. Quíron deu meia volta com sua cadeira de todas.
–Acho que já foi resolvida a questão – disse ele serenamente. Vic abriu os braços.
–De acordo com a geografia básica de uma meio-sangue novata? – Quíron virou-se novamente, com os olhos semicerrados. Vic sabia que estava sendo chata, mas não conseguia acreditar como as coisas estavam se desenrolando.
–Não é apenas uma meio-sangue novata. É a filha de Atena da profecia – ele se virou novamente. Andando para o outro aposento. Annabeth se afundou ainda mais no travesseiro, Percy foi o único que percebeu que ela não estava confortável com aquela reponsabilidade.
–Parabéns Annabeth, foi um ótimo raciocínio – disse Zac com um sorriso cativante. Vic olhou fulminantemente para Annabeth. Então foi embora arrumar suas malas. Percy olhou para Vic saindo e mordeu o lábio inferior.
–Vamos Annabeth, temos que sair o mais rápido possível.
*
Depois de se despedir dos seus meio irmãos, Quíron, Katie e os Irmãos Stoll. Annabeth foi subindo a colina meio sangue com certa dificuldade. Sua mala estava pesada e ela não gostava dessa coisa de missão. Parecia legal quando ela virou a heroína, mas ali, no presente, saindo do acampamento. Ela não se sentia muito bem. Não tinha certeza se já era uma saudade do local, ou apenas medo. Se fosse medo, não era como o medo que sentiu com o Espírito de Delfos, era um medo menos assustador, mas muito mais significativo. Medo de perder sua casa e família sempre é assim.
Quando chegou ao topo da colina, visualizou que havia Vic e Zac conversando com seriedade. Andou mais um pouco e viu Thalia agachada, tentando fechar uma mala. E Nico ao seu lado, fazendo absolutamente nada. Percy estava dentro da sua picape, já havia a concertado e estava tentando faze-la pegar. Annabeth revirou os olhos, andando como uma manca por causa do peso no braço direito.
–Fala sério. A gente vai ir até quase o Canadá com esta coisa? – Percy conseguiu fazer a picape pegar. Saiu do carro e pegou a mala da mão da loira.
–Sim, dona atrasadinha. Mas se você quiser pode ir a pé como um andarilho – ela fez uma careta, desgostando do exemplo. Percy jogou a mala de Annabeth na parte de trás da picape, a loira sufocou um grito. Saindo correndo em sua direção.
–É Louis Vuitton! Olha o que você faz! – ela deu tapas no braço de Percy, pegando sua mala com carinho – Coitadinha.
–A caçamba da limpa, Annabeth – ela bateu em seu braço mais uma vez. Agora com raiva de tudo e de todos.
–Não pode colocar lá na frente, não? – Percy revirou os olhos.
–Claro- que- não. Annabeth, deixa de ser chata e coloca esta mala aí — ela bufou e colocou delicadamente a mala ali. Viu que Nico sufocava um riso, assim como Thalia. Voltou para o chão com um pulo e fez um bico pirracento. Vic havia parado de conversar com Zac e veio com os braços cruzados para junto dos outros.
Thalia se levantou conseguindo enfim fechar a mala de Vic (uma mochila tão cheia que parecia que iria explodir). Zac foi o primeiro a se pronunciar.
–Enfim, boa sorte para vocês – ele abraçou todos. Deu o abraço de “macho” em Percy e acenou com a mão. Thalia e Nico fizeram a mesma coisa. O moreno assustador, porém, colocou as mãos nos ombros de Annabeth, sussurrando em seu ouvido:
–Cuidado com os mortos – era para a loira sentir medo. E meio que sentiu, mas a voz de Nico era extremamente sedutora. Como a morte para aquele que entra em depressão. Ela piscou uma e duas vezes e só acordou com um tapinha de Vic. Percy foi para o volante, Annabeth ficou no meio e Vic ao seu lado.
Quando Annabeth percebeu que tinha voltado ao caminho de terra da estrada para o acampamento, percebeu também que aquela missão teria grandes proporções. E definitivamente, estava com medo.
Notas finais
Algumas coisas que eu queria deixar claro. Primeiro, agora o foco será na missão. MAS como algumas pessoas já perceberam (não contava com a astúcia destes leitores), Thalia e Nico são namorados. E ãh... Eu vou fazer capítulo bônus deles, sim. Mesmo preferindo Thaluke (infelizmente não existe Luke nesta fic).
Enfim, vocês viram nas notas iniciais que não foi coisa fácil postar isto aqui não, mas eu reescrevi hoje porque amo meus leitores. ♥
Deixem seus reviews, ok?
Beijos e até o próximo!
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