Change My Life
15 Ingênua
Notas iniciais
Gente olha como eu postei rápido!! São as férias!! kkkk
Deixa eu agradecer aqui a blendamedeiroos, nossa como você é maravilhosa! Quantas recomendações você já me deu, três? Nossa, como eu te adoro!! kkk Capítulo para você, gatinha.
Boa leitura!
Por alguns minutos Annabeth pensou que Percy não iria fazer nada o resto da vida. Ele ficou ali, vegetando. Até que de uma hora para outra ele acordou e surtou. Fechou mais que rapidamente as janelas e a porta. Annabeth olhou tudo pasmada, mais do que rápido ele voltou a se sentar ao lado da loira.
-Atena falou com você? Ela... Apareceu para você? – ele parecia pasmado. Annabeth deu de ombros.
-Algo de errado? Ela é a minha mãe. Estava fraca, sim. E disse que estava morrendo. Mas eu tenho certeza de que era ela, Percy. Eu consegui sentir uma áurea diferente – o moreno olhou para ela por alguns segundos, então chegou mais perto, como se estivesse pensando no que faria a seguir.
-Annabeth, eu preciso que você me conte o que exatamente sua mãe disse – Annabeth mordeu o lábio inferior, havia se lembrado de que sua mãe havia lhe informado: “Conte o que lhe convém, para quem lhe convém”. Percy a convinha muito. E estava tão confusa que necessitava falar com alguém, o mais rápido possível. Decidiu contar tudo que sabia, era melhor daquela forma.
-Eu estava andando pelo bosque, procurando pela Katie, quando de repente meu mundo parecia ter caído, eu fiquei num ambiente escuro por muito tempo, depois de uma hora para outra num ambiente todo branco. E de repente uma mulher apareceu para mim, ela estava velha, com uma bengala, e parecia ter asma.
-Sua mãe – concordou Percy. Annabeth assentiu.
-Ela me disse que os gregos corriam perigo, que... Que sua forma grega estava se extinguido e logo morreria se não fizéssemos algo.
-É por isto que você falou que ela estava morrendo? – Annabeth chispou a boca.
-Sim, ela me disse que sua forma romana era pouco representativa, e logo ela iria morrer de vez. E a sabedoria ficaria nas mãos de pessoas incompetentes... Então ela teve uma crise de tosse.
Percy parecia sério, até mesmo assustado. Sua expressão era aquela que Annabeth sempre via quando ele estava em seu colégio: Culpado. Como se ele tivesse que resolver todos os problemas do Olimpo.
-Por fim ela disse que foi muito difícil para ela me determinar, que não tinha forças o suficiente para aquilo, e que estava esgotando praticamente tudo dela comigo, naquele momento. Ela disse que eu era a apaziguadora – Annabeth respirou fundo – Minha mãe disse que era para ter paz, não guerras. Seja lá o que isto significa... E por fim, disse-me que estava tudo ao meu cargo, e que sentia muito por não ter colocado o... – os olhos dela se encheram de lágrimas – Que deveria ter colocado antes você na minha vida.
As duas sobrancelhas de Percy se levantaram, agora sim ele parecia assustado. Desde quando Atena tinha algum tipo de adoração por um filho de Poseidon? Ele pôs a mão na bochecha, coçando levemente a barba por fazer tão rara em seu rosto jovial.
-Mais alguma coisa?
-Ela disse que eu tenho que resolver tudo, e foi embora. – Annabeth parecia desolada, como se todos os seus anos de irresponsabilidade fossem contados a partir daquele instante, e um enorme peso estivesse em suas costas. Mesmo ela não sabendo exatamente o quê. Que guerra era aquela? Porque sua forma grega estava morrendo? O que exatamente estava acontecendo...?
Percy ficou alguns segundos daquela forma, pensativo, piscando poucas vezes, olhando para um ponto do chão a parte. Suas mãos tocavam as de Annabeth com certa imprecisão, como se o corpo dele estivesse ali mas a alma não. Só que depois de algum tempo daquela forma sua expressão se clareou, e ele perguntou algo que deveria ter sido sua primeira pergunta:
-E porque você estava daquela forma? Machucada, com os olhos vidrados, com a adaga na mão? Parecia que você tinha lutado contra um fantasma... – Percy não continuou. Viu que a expressão de Annabeth havia se fechado de vez. Ela chegou mais perto dele, tão perto que ele sentia sua respiração quente em seu pescoço, sua boca roçou no pescoço dele, mas não era algo de carinho, ou erotismo. Ela queria alguém para abraça-la, e foi isto que Percy fez. Abraçou-a com o máximo de força que pode, como se alguma coisa muito errada fosse acontecer daqui a pouco.
-Percy, eu estava lutando contra um fantasma – ele sentiu o coração dela bater mais forte, Annabeth se separou dele – Eu estava lutando contra um ninguém... Enquanto conversava com a minha mãe, estava sentindo que alguém me puxava, tentando me tirar daquela visão que era Atena.
-Isto é verdade – definiu Percy mais que rapidamente – Os Deuses têm este poder, de tentar intervir a qualquer momento.
-Eu sei disto, eu sei que é desnecessário eu falar destas coisas porque você já sabe, mas foi tão estranho. Ao mesmo tempo em que eu conversava com Atena, eu lutava contra algo que me puxava para fora daquilo, de volta para o acampamento, talvez... Eu não sei por que eu apareci daquela forma para você... Eu não me lembro de realmente ter lutado com alguém. Mas de alguma forma mental... Sim, eu lutei sim.
-Você tem uma mente forte, Annabeth. E provavelmente você não se lembra de ter lutado realmente, porque estava em outra dimensão. – Percy parou por um segundo, então passou o polegar pelo queixo de Annabeth, levantando-o em sua direção – Eu sei que isto parece besteira, mas você não vai poder ir à missão amanhã.
A loira se levantou de uma só vez, assustada e enraivecida.
-Ah, não me diga que você vai colocar outro elitista no meu lugar?
-Quê?- Percy franziu as sobrancelhas – Elit... Annabeth, ninguém vai para missão alguma amanhã! – Por um momento Annabeth parou de vez, definitivamente estava mais confusa que o normal. O moreno bufou, enquanto balançava a cabeça repreendedor.
-Você não faz ideia o quanto está perigoso agora o mundo lá fora. Têm um mês que você está no acampamento Annabeth. E você percebeu que não sente a mínima falta do mundo lá fora?
-Na verdade, sim...
-É o seu subconsciente de semideusa em ação. Ele sabe que tem monstros lá fora, monstros e Deuses nenhum pouco gregos. Então você fica bem aqui, está protegida. É o único lugar do mundo em que gregos ficam protegidos.
-Certo. E porque precisamos ficar protegidos? Percy, com quem estamos lutando?- o moreno parou por um segundo, respirando fundo.
-Eu queria muito poder te contar, mas...
-Não pode. Entendi – ela o cortou rapidamente. Olhou-se no espelho, estava definitivamente horrorosa, precisava de maquiagem, chapinha, e um bom banho – Eu não vou a missão, não sei por que, você também não vai, não sei porque. Eu tenho que fazer não ter uma guerra contra alguém que eu não sei quem é, entendi. Percy riu pelo nariz sarcástico.
-Bem vinda ao meu mundo.
*
Thalia foi a última a chegar, sua expressão carrancuda e sua pose de “não estou nem aí”, davam uma impressão de que tudo que havia acontecido não era nada demais, e definitivamente Percy não precisava se preocupar com nada.
Ali havia Percy, Quíron, Nico, Clarisse, Vic, Zac e agora Thalia. Ou como o chalé seis gosta de chamar, “os elitistas”. O primeiro a se pronunciar foi o Filho de Poseidon.
-Quíron, a situação é séria. Nós temos que avisar a todos os campistas o que está acontecendo... – Quíron o parou com a mão.
-Percy, é mais complicado do que você imagina. Se tivermos a oportunidade de desviar de uma guerra, então iremos desviar de uma guerra. Ou você acha que Dionísio saiu do acampamento atoa?
-Não que alguém esteja sentindo falta dele... — murmurou Vic. Quíron a olhou fulminantemente. Victoria era perita em fazer piadas nas horas que não deveria fazer. Nico mexeu em seu anel prateado solenemente.
-Meu pai definitivamente gosta mais de sua forma romana, o Império Romano lhe deu muitos mortos, e realmente, valorizam-no muito mais. Não foi uma jornada divertida voltar ao submundo – Nico fez a sua expressão assustadora, aquela que poucas pessoas ousam enfrentar – Em minha opinião devemos agir o mais rápido possível. A aparição de Atena foi apenas um aviso: As coisas estão indo de mal a pior. Ela é a Deusa que mais sofre quando os romanos e gregos se encontram. E definitivamente Annabeth é uma garota muito especial para ela gastar sua força com ela.
-Todos concordamos com isto, Nico – disse Vic mexendo em suas mechas loiras. – Mas eu sou ao contrário, acho que ela tem que ter mais treinamento antes de ir para a missão. Seja qual for este Deus que está contra o nosso acampamento, provavelmente não irá ser tão previsível em dar um próximo passo quando nós já estamos na cola dele. Com certeza para nos denegrir novamente, ele terá que esperar algum tempo.
-Concordo com Vic – Percy se pronunciou novamente – Isto é sério demais. Levar uma garota com um mês de treinamento para uma missão nestas condições é suicídio. Eu e Vic não podemos, e nem vamos, ficar de guarda costas de ninguém. Eu acho que devemos esperar no mínimo mais um mês, treina-la de forma mais árdua. E então a levaremos para a missão, pois pelo que percebi, a tarefa dela não será simples.
-Vocês acham que ela deveria consultar o oráculo? – perguntou o filho do Deus Patrono do Espírito de Delfos. Todos se calaram, era uma boa pergunta, e próprio Zac respondeu – Em minha opinião? Sim. É uma forma de sabermos por onde começar. Um merda de um Deus é muito a favor dos Romanos, ok. Onde vamos acha-lo? Em São Francisco? — ele riu pelo nariz – Delfos não está aí apenas para fada-los a algo. Ela pode ajudar também.
Percy agora parecia extremamente sério, como nunca visto antes.
-Se for para consultar o oráculo, acho que é melhor ela fazer isto depois de treinada – todos concordaram. – E eu quero treina-la, se não for pedir muito.
Percy olhou rapidamente para Quíron, este que sorriu de forma misteriosa, como se as coisas estivessem entrando nos eixos de uma forma que nunca antes havia entrado. O centauro atravessou a sala com sua cadeira de rodas mágica, colocando a mão no ombro de Percy.
-Você fará uma coisa que não é nada fácil. Eu treinei Héracles, e lhe digo, ele era forte, mas só isto – Percy riu – Annabeth é ao contrário, ela é inteligente, muito inteligente, mas ainda não sabe usar isto, é uma filha de Atena eximia. Provavelmente a mais forte do chalé seis. E se vocês querem saber de mais coisas, ter filhos de Atena é uma dádiva, literalmente. Os Romanos não tem este poder de estratégia, Minerva não tem filhos. Voltando, ser um tutor não é uma coisa fácil, você abdicará de suas aulas para dar aulas. Dará aula de grego antigo até as de espada. Você aceita, realmente?
Percy assentiu.
-Sim, eu aceito – Vic riu alto.
-Meu Deus, para que você tá casando! — todos riram. Nico quase sussurrou um “provável eles se casarem mesmo”. Porém Percy estava meio nervoso, o que seria passar o dia inteiro com Annabeth Chase?
*
Annabeth acordou assustada, jogando-se no chão. Uma buzina alto soou em seu ouvido o que a fez praticamente ficar surda. Ela abriu os olhos sonolenta e viu um Percy Jackson solene. Com sua blusa do acampamento, bermudas, all star, e um sorriso zombeteiro no rosto.
-Annabeth Chase, hora de acordar – ele disse mais que rápido – Ou você acha que pode acordar uma hora atrasada? Nananinão. Levanta!
Ela levantou cambaleando, sem entender o que exatamente o filho de Poseidon estava fazendo.
-Percy – ela disse baixo – Que que tá acontecendo? Porque você tá gritando? – ela parecia uma drogada. Como sempre parecia quando acordava.
-Srta.Chase –ele disse com a voz severa, mas um sorriso de lado- Agora eu sou oficialmente o seu tutor, você aprenderá a ser gente, e definitivamente, uma heroína de verdade comigo, o Sr. Gostosão Supremo.
-Haha. Que engraçado – ela levantou uma sobrancelha – Espera. Tutor?
-Sim, sim. O melhor tutor de todos os tempos. – ele sorriu de lado. Enquanto ia de um lado para o outro. Annabeth olhou para o próprio corpo e só então percebeu que estava apenas com uma calcinha e uma blusa, olhou para Percy que não olhava para ela, mas mesmo assim ruborizou as suas bochechas. Só quando o moreno olhou para suas bochechas que percebeu as suas vestimentas.
Era impressionante como Annabeth era bonita, como uma filha de Afrodite. Percy se sentia mal por ter as sensações que tinha perante uma garota tão inocente, ou quase isto. Mas definitivamente ela tinha seus dotes. Parecia uma barbie. Era magra, tinha a cintura extremamente fina. E os seios extremamente fartos. Percy esperava ansiosamente para que ela ganhasse massa corporal e ficasse igual uma gostosa normal. E não que nem a barbie estonteante que era. Infelizmente, Percy sentia que a cada dia a mais que ela treinava, mais suas pernas ficavam grossas, e mais acentuadas eram as suas curvas.
-Melhor você trocar de roupa – ele disse como se fosse uma dica e não uma obrigação – E eu vou começar te dando aula de grego antigo. – ela assentiu e pegou um meado de roupa, andando até o banheiro, no caminho Percy a puxou para ele pela mão.
-Espero que você não me leve a mal – sua mão estava mais baixo do que Annabeth era acostumada a sentir, mas ela havia gostado – Mas infelizmente vou ter que pegar pesado com você.
Annabeth sorriu, ela adorava frases com duplo sentido.
Notas finais
Enfim, deixem seus reviews. =)
Beijos e até o próximo!!
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