Notas iniciais
Oi minha gente!! Tudo bem com vocês??
Postei rápido não postei?? Palmas para mim.
Algumas coisas que não ficarão esclarecidas: Percy era emancipado, porque ãhn ele já fez 18 anos e já é maior de idade, quando ele colocou que é emancipado foi mais por uma coisa de não depender da mãe e tudo mais.
Boa leitura!!

A boca de Annabeth fez um leve “O” quando a porta do loft de Percy foi aberta. Era o apartamento mais bonito que ela tinha visto em toda sua vida.

Talvez ela tenha achado que Percy morasse em algo como um barraco na Upper East Side, mas era totalmente ao contrário, ele morava num maravilhoso loft de dois andares. Era tudo muito simples. Todas as paredes eram brancas, assim como a maioria dos móveis. Tinha uma escada de madeira polida, clara e com os degraus pintados de branco ao lado. No andar de baixo havia a sala, que tinha um sofá branco de dois lugares, um tapete da mesma cor em frente cobria um pouco da madeira igual a da escada, e em frente ao tapete tinha uma TV fina numa estante baixa. Mais à frente, tinha uma pequena mesa de madeira com quatro lugares.

A cozinha era pequena, tinha apenas uma geladeira de inox, um pequeno armário de madeira clara e a pia também de inox.

No andar de cima, ligado ao de baixo por um mezanino, tinha uma cama baixa com o lençol azul, um armário de madeira embutido com um vidro escuro e mais adiante, uma porta que Annabeth julgava ser o banheiro.

– Bem, é isso – Percy disse jogando a chave na mesa – Não é como a mansão da Drew, mas...

– Aqui é legal – a loira disse com um sorriso de lado, tentando ser gentil já que o garoto estava a ajudando até demais. Percy se virou para ela e colocou as mãos nos bolsos, sem saber exatamente o que fazer.

– Bem...

– Eu preciso de um banho – Annabeth disse com uma expressão envergonhada. – E de uma muda de roupa, se não for pedir demais.

– Claro, com certeza, no andar de cima – ele estalou os dedos, subindo a escada de dois em dois degraus. Annabeth o seguiu com cautela e nas pontas dos pés, conseguindo ver o andar de cima e percebendo que seu armário era uma tremenda bagunça.

– Aqui – Percy disse com a cabeça dentro do armário, segurando uma camisa preta e larga. – Acho que isso dá em você – Annabeth quase perguntou se ele tinha algo rosa, mas logo tirou isto da cabeça se chamando de burra. – E ali naquela porta fica o banheiro. Vou fazer alguma coisa para você comer já que parece ter bebido demais, e se não comer nada vai acabar passando mal...

– Certo – Annabeth disse com um sorriso amarelo. Percy andou até o primeiro degrau, mas a loira o puxou pelo pulso.

– Han, Percy... – ele se virou – Obrigada, é... Por tudo – Ela disse sinceramente fazendo Percy assentir e arquear as sobrancelhas.

– Não há de quê – ele respondeu enquanto descia as escadas. Annabeth sorriu de lado adentrando no banheiro e tomando o banho mais rápido que conseguia.

Ela vestiu a camisa de Percy, que bateu na metade de suas coxas, secou os cabelos com a toalha azul e felpuda que o moreno a havia emprestado e então abriu a porta do banheiro, sentindo um cheiro bom de frango.

Desceu as escadas e prendeu a respiração ao ver que Percy usava apenas uma bermuda e um avental branco. Ele, surpreendentemente, aparentava ser um bom cozinheiro.

– Oi – ela disse cruzando os braços enquanto tentava ver o que mais estava sendo preparado. O garoto não a respondeu, apenas virou o corpo com dois pratos brancos e quadrados na mão, com um enorme sanduiche de frango. Annabeth assentou-se olhando para aquilo levemente impressionada.

- Sem querer me gabar, mas eu cozinho muito bem!

– Sei... – Annabeth disse com um sorriso.

– E esse é um sanduiche de frango com pasta de creme de leite e milho, tem também alface e tomate. Espero que você goste de suco de morango! – disse o menino empolgado.

– Adoro morango – Annabeth disse ainda com um sorriso. Percy estava se saindo melhor do que ela imaginava, quer dizer, por uma fração de segundo ela entendeu porque as pessoas estavam gostando dele.

Perseu tirou o avental de modo que seu abdômen e peitoral ficassem a mostra. Annabeth tentou se concentrar em seu sanduiche e olhar para o canudinho branco.

– Não vai comer? – Percy perguntou com um sorriso enquanto os dois cruzavam os olhares. Ela assentiu rapidamente, pegando o garfo e a faca e comendo um pedaço. O moreno comia com as próprias mãos.

– Isso aqui está muito bom – Annabeth disse depois de mastigar várias vezes, recebeu um riso em resposta, o que a fez franzir o cenho – O que foi? – Ele apoiou os cotovelos na mesa e limpou o canto da boca dela. Os olhos de Annabeth seguiram sua mão e depois olharam os olhos de cor verde mar. Por um segundo os olhares se encontraram e ela percebeu o quanto seus olhos eram bonitos. Suas bochechas ficaram escarlates e Percy desviou o olhar, voltando à posição inicial.

– Bem, acho que você me deve uma explicação – o rapaz disse. Annabeth franziu o cenho sem entender – Quer dizer, por que o Lionel estava atrás de você? Você deve ter feito algo muito errado.

– Eu não fiz nada de errado – a patricinha respondeu irritada. – Foi ele quem fez coisas erradas muito erradas. Você viu o que ele fez!

– Certo, não precisa ficar nervosa – Percy respondeu olhando para ela com um sorriso de lado. Achava divertido vê-la nervosa, suas bochechas ficavam vermelhas, um bico crescia em seus lábios e seus olhos ficavam sem direção. Era mais engraçado do que amedrontador. – Só conte a história que deixou o menino tão irritado.

Annabeth assim fez. Era um pouco dramática e falava mais que o necessário, mas era de se concordar duas coisas: 1ª Lionel era um idiota e 2ª Annabeth tinha o provocado. Todavia, Percy decidiu não falar nada a respeito, tinha uma relação muito complicada com a garota e ficar dando sua opinião neste tipo de coisa não ajudaria em nada.

– Porque você é emancipado? – ela perguntou fazendo os olhos verdes do moreno ficarem sérios e assustadores. A jovem engasgou um pouco antes de continuar. – Quer dizer, você tem mãe e pai... Não é?

– Sim – ele falou, simples, ainda comendo o resto do sanduiche. – Eu tenho mãe, agora pai...

– Me desculpa.

– Na realidade, eu nunca vi o meu pai – mentiu, – e a minha mãe é uma escritora de sucesso, entramos num acordo de eu ser emancipado para ela ir bem com as turnês de seus livros... Eu não sou um delinquente para a minha mãe ter me abandonado se é o que você está pensando.

– Não, eu não estava pensando isso! – Annabeth defendeu-se. – E quem é a sua mãe? Com certeza devo conhecê-la. Adoro ler! – Percy olhou para a mesa, ela era definitivamente uma filha de Atena.

– Sally, Sally Jackson.

– SALLY JACKSON? – Annabeth indagou com um sorriso enorme. – Você é o filho de Sally Jackson?

– Sim – Percy disse sorrindo, ainda meio assustado. A loira sorriu de volta e bateu palmas, entusiasmada. Era inovador para Perseu as pessoas perguntarem “Você é filho de Sally Jackson?” ao invés de “Você é filho de Poseidon?”.

– Deus, eu preciso de um autógrafo dela. Estava pensando em fazer uma festa e contratá-la, mas o agente me disse que ela não era palhaça para fazer festa de criança. Idiota! Meu pai o fez engolir as palavras e ser demitido – a sobrancelha de Percy continuava arqueada em descrença. Era definitivo: Annabeth Chase era uma garota meio louca.

– Juro que quando eu voltar a falar com a minha mãe eu peço um autógrafo para você – ele disse sorrindo, Annabeth sorriu de volta, achando interessante essa nova relação entre os dois.

Os dois acabaram se conhecendo melhor durante o final do lanche. Annabeth descobriu que Percy iria fazer 19 anos em agosto, ou seja, ele havia tomado algumas bombas... Descobriu também que ele sabia surfar e que lutava muito bem. O garoto descobriu que Annabeth completaria 18 anos em dezembro, ou seja, tinha recém completado 17 anos. Era mais nova do que ele imaginava. Ela nunca teve mãe (o quê não foi uma total novidade para ele) e que tinha uma madrasta que realmente a odiava. Seu pai era dono de uma empresa automobilística e ela tinha dois irmãos mais novos.

Quando Annabeth menos esperou já eram 3 horas da manhã e ela estava terrivelmente cansada. No andar de cima, olhava confusa para a cama a sua frente. A porta do banheiro abriu, mostrando um Percy com um moletom cinza caindo em seu quadril.

– Eu vou pegar o travesseiro e o lençol que você fica aí – ele falou apontando para a cama enquanto ia para frente do armário. Annabeth viu suas costas largas e fortes e então voltou o olhar para o objeto onde dormiria.

– Se você quiser, eu fico na direita e você na esquerda. Para mim funciona sem problemas – ela mexia o pé com as duas mãos atrás das costas e as bochechas estavam vermelhas.

– Pra você tudo bem? – ele questionou, pegando um travesseiro felpudo e macio.

– Sim, para mim tudo bem – ela respondeu assentando-se na cama. – Eu na direita e você na esquerda – a loira repetiu antes de se acomodar melhor na cama.

Percy deu de ombros e se deitou ao seu lado. Os dois sentiam-se mais desconcertados que o normal, de forma que o teto esbranquiçado nunca pareceu tão interessante.

– Boa noite, Annabeth – Ele desejou antes de apagar a luz do abajur.


O raio de sol bateu de forma sôfrega nos olhos de Percy, que os abriu de forma sonolenta, sentindo um peso em seu corpo. Apoiada em seu peitoral estava Annabeth, com as mãos aninhadas nos braços dele e as pernas por cima das dele, entrelaçadas.

Ele colocou a cabeça para funcionar e se deu conta que no meio da noite ela poderia ter sentido frio. Era janeiro, o inverno apresentava seus piores resquícios. Olhou para as coxas douradas dela a mostra, a camiseta havia subido até sua barriga. Mais uma vez colocou a cabeça para funcionar. Era sábado de manhã, ele estava deitado, dormindo com uma loira gostosa aninhada em seu corpo. Viu- se surpreso quando olhos de cinza olharam para ele semiabertos. De uma hora para outra, ela se levantou, fazendo todo o seu cabelo se bagunçar para um lado só.

– Deus... Eu... Nossa! Desculpa! – ela andava de um lado para o outro, olhando para um Percy ainda meio aturdido e sonolento.

– Tudo... Tudo bem – ele respondeu levantando-se levemente. Não havia gostado da separação repentina de seus corpos. – É, eu vou tomar um banho e te levar para casa.

– Sim, claro – ele se levantou e parou bem em frente a ela, Annabeth o olhou sem entender.

– É que você está em frente à porta – ele disse olhando para trás dela. Seus cabelos negros estavam uma bagunça e a loira assentiu enquanto arregalava os olhos, saindo do caminho.

Percy tomava um banho rápido quando descobriu que tinha se esquecido de pegar suas roupas. Força do hábito era algo irritante! Assim que abriu a porta, com uma toalha enrolada na cintura, avistou Annabeth de quatro olhando para debaixo da cama. O quê poderia pensar? De uma forma ou de outra, continuava sendo um garoto de quase 19 anos vendo uma menina inocente em uma posição favorecedora.

– Annabeth? – ele perguntou enquanto secava os cabelos com outra toalha. A menina levantou-se de uma vez só, fazendo-a cabeça bater na cama e levantou-se de uma só vez ao ver ele apenas de toalha.

– Vish! Eu tenho que sair daqui – disse um pouco tonta, olhando para o abdômen dele. Gotas de água saíam de seu pescoço e percorria o caminho do peitoral e abdômen definidos. Tinha a curiosidade de descobrir como ele havia conseguido um físico daqueles.

– O que você está fazendo? – Percy perguntou enquanto caminhava até o armário.

– É... Eu estava procurando meu sapato. Vou te deixar em paz – ela desceu as escadas correndo com a respiração ofegante. Percy trocou de roupa rápido, colocando um jeans rasgado, tênis All Star da mesma forma, uma blusa branca e outra xadrez por cima.

Viu Annabeth na cozinha, ele não sabia onde ela havia achado uma agulha e linha, mesmo assim ela havia conseguido consertar a alça do seu vestido.

– Acho que eu tenho que te levar para casa, não é? – ele disse. Annabeth saiu da cadeira e deu um sorriso mínimo.

– Sim. Obrigada, de novo – ela agradeceu enquanto ia para o andar de cima, colocando o seu vestido e sapatos de salto. Desceu novamente com a blusa de Percy em mãos. – Eu lavo e te devolvo – Annabeth disse colocando a blusa embaixo do braço. Mal sabia ele que nunca mais teria aquela blusa de volta.

Quando chegaram à frente da casa de Annabeth, Percy sabia que alguma coisa tinha mudado. Agora que eles estavam mais próximos, mais... Amigos.

– Te vejo segunda – Annabeth despediu-se. O garoto olhava em volta para saber se poderia ter algum monstro naquele lugar, então quando recebeu um beijo na bochecha, arqueou a sobrancelha e olhou para o lado, surpreso. Annabeth já estava correndo para casa.

Percy sorriu de lado e acelerou para casa.


Na segunda-feira todos comentavam sobre a festa de Drew. Não era para menos, a escola praticamente inteira fora convidada e festa como sempre fora memorável.

Percy fechou a porta do armário pensando quando tempo ficaria na escola, Quíron disse que não lhe daria mais de um mês para trazer a meio-sangue, então lhe restavam apenas mais três semanas.

– Bom dia – Annabeth disse com um sorriso. Havia aparecido magicamente ao lado de Percy, que ficou surpreso, mas sorriu também.

– Bom dia, Annabeth – ele respondeu, observando que os livros de Química nas mãos dela eram os mesmo da dele. Ambos ignoravam os olhares curiosos que lançavam aos dois.

– Tá, eu não consigo fingir nada – ela disse com uma expressão carrancuda. Todas as esperanças de Perseu foram para o ralo. – A Drew está te chamando lá na sala vazia de Inglês – falou com uma expressão de puro tédio.

– Mesmo? – Percy duvidou com a sobrancelha arqueada. – E se eu falar que não quero ir lá?

– Olha só, eu sei que você sabe o que eu estou tentando dizer – Annabeth mexeu os anéis no dedo enquanto balançava a mão freneticamente – Ela está afim de você e todos os garotos do colégio gostam dela. Duvido que você não queira... Fazer alguma coisa.

Percy estreitou os olhos, impressionado com a linguagem da loira. Ela não era capaz de falar algo diretamente quando o assunto era beijo ou sexo. E por um momento passou pela cabeça de Perseu que ela era virgem.

– Fala com sua amiga que eu tenho aula de física – Annabeth bufou.

– Eu também, mas ela vai ficar com raiva e não diga que eu não te avisei! Ninguém dá um pé na bunda dela — Percy sorriu de lado e colocou os livros em baixo do braço.

– Para tudo tem que ter uma primeira vez.

Annabeth gemeu em frustração enquanto assentava-se na frente da sala de aula, ao contrário de Jackson, que ficava no fundo.

Em algum momento de sua vida ela sabia que isso iria acontecer: Sua paciência com Drew iria se esgotar. Por que ela tinha gostado logo de Percy? Justo ele? Quer dizer, tinham vários meninos por aí e por algum motivo Annabeth sentia-se muito incomodada com o fato da amiga querer alguma coisa com Perseu. Talvez pelo fato de que quando o assunto era garotos, a voz esganiçada sempre se dava melhor que Annabeth e por algum motivo, Drew se sentiu ainda melhor ao descobrir que a loira se sentia incomodada com aquilo.

Ela olhou para trás e viu Percy conversando animadamente com Grover, e então viu Drew entrando na sala irritada. Mordeu o lábio inferior com coração palpitando. E então fez o que achou certo, saiu de seu lugar e se sentou entre Percy e Grover, que se entreolharam sem entender.

Drew olhou para Annabeth com uma expressão matadora, como se em qualquer momento tudo o que a loira achava mais sagrado iria se extinguir. Ela retribuiu o olhar ouvindo a voz esganiçada e vendo um dedo apontado a ela e depois a Perseu, mandando-o sair de perto dela.

Annabeth pressionou um lábio contra o outro, com raiva. Virou-se para Percy, que parou de súbito e olhou de volta para ela.

– Espero que você não me julgue errado por isto – ela disse. O moreno fez a maior cara de desentendimento e não pôde impedir quando Annabeth avançou para cima dele, encostando seus lábios no dele e finalmente beijando-o.



Notas finais
Amizade linda essa da Drew e da Annabeth hein, mais falsa que nota de três reais. He-he. E este beijo hein? Juro que disso definitivamente não sai coisas boas.
Não se esqueçam de seus reviews, é tão bom não ter leitor fantasma! Deixem reviews.
Por hoje é só.
Beijos e até o próximo!! =)