Change My Life
5 Atônita.
Notas iniciais
Olha eu aqui postando em minha semana de provas, sou uma escritora bem legal né? Ai ai, humildade é foda.
Espero que gostem deste capitulo tanto quanto eu...
Boa leitura!
As mãos de Percy foram para a nuca da loira automaticamente, aprofundando ainda mais o beijo. Suas línguas se enroscaram de forma grotesca por espaço, o beijo tinha sido avassalador. Os dois se separaram o mais rápido que conseguiram, ofegantes, ao ouvirem gritos e assovios das pessoas da sala, inclusive de Grover.
A expressão de Drew era assustadora.
- O que está acontecendo aqui? – ela perguntou indo para frente de Annabeth, que tinha os olhos arregalados e a boca levemente inchada. A loira tinha feito aquilo por pura raiva, e agora sabia que estava, simplificando tudo, ferrada.
— E-e-e-e...
- A gente se beijou – Percy antecipado respondeu, entendendo tudo que estava acontecendo em míseros cinco segundos. – A boca dela é gostosa e eu quis beijá-la. Algum problema, Drew? – A morena engasgou com a própria língua enquanto a boca de Annabeth fazia um leve “O” em direção a Percy.
- Eu...
- Ou por acaso isso te incomoda? – Percy cruzou os braços, com a sobrancelha arqueada. Todos olharam calados para Drew, que olhava para os lados sem saber o que dizer.
- Não, não me incomoda – sua voz estava carregada de veneno e raiva. Quando ela ia dizer mais alguma coisa o professor chegou, de forma que ela foi obrigada a se afastar e ir para seu lugar.
Assim que bateu o sinal, a primeira a sair foi Annabeth. Seus livros estavam empilhados em seus braços, e ela, pela primeira vez na vida, estava tropeçando em seus saltos. Ela foi andando até seu armário o mais rápido possível e praticamente jogou todo o seu material dentro
- Oi... Amiga – Annabeth arregalou os olhos e fechou a porta do armário. Ela passou a odiar ainda mais aquela voz esganiçada. – Eu achei que você sabia que eu queria ficar com ele. Eu achei que você conhecia o acordo entre amigas, não é mesmo?
- Eu achei que você conhecia o acordo, Drew. Eu te disse que não gostava da sua relação com ele – Annabeth olhou para o chão antes de olhar para a morena com o nariz empinado.
- Ah, então você gosta dele?
- Não!
- Mentira! Você gosta dele! Beijou-o porque não suportava a possibilidade de eu ficar com ele, Annabeth Chase. Se não gosta dele, então é uma vadia! – a voz de Drew tinha ecoado por todo o corredor, fazendo todos pararem e olharem para as duas. Annabeth tinha um nó na garganta, sem saber exatamente o que dizer. Quando o nó se desenrolou, acabou falando demais.
- Eu não sou vadia! Você quem é! Você é quem fica com todos os garotos de uma só vez e não está nem aí. Eu duvido que tenha um garoto nesse colégio com quem você não ficou! Até o professor de Química você já pegou. E AINDA TEM CORAGEM DE DIZER QUE EU SOU A VADIA? – Drew ficou calada, suas bochechas estavam cor escarlate e suas duas mãos estavam em formato de punho. Ela mordeu o lábio inferior olhando para os lados, então se aproximou muito da loira.
- Acabou a nossa amizade – ela sussurrou antes de ir embora com o nariz em pé, Annabeth ficou parada por um tempo sem saber exatamente o quê falar ou fazer. As pessoas pararam de olhar e voltaram a cuidar de seus afazeres.
A loira tinha quase certeza que Drew acabaria com sua vida social.
- Parabéns! – desejou uma voz rouca e baixa atrás dela. Annabeth se virou com os olhos arregalados, não era possível que ele havia ouvido tudo. Percy tinha um sorriso de lado baderneiro enquanto seu corpo estava apoiado no armário. – Achei que você nunca iria deixar de ser idiota e desfazer a amizade com Drew.
-Idiota? Eu era idiota? Agora que eu sou idiota, Percy. Muito idiota – Ela fez um bico, tentando pensar o que tinha acontecido. – Eu estou com a minha vida social acabada – o moreno riu debochado.
- Que nada. E se tiver, qual é o problema?
- Qual o problema? Tudo, Percy, tudo! – Annabeth fechou a porta atrás de si, pegando as chaves do seu carro e andando pelos corredores com os ombros baixos. Percy a seguiu.
– Você veio aqui só para falar parabéns? Ou para zoar com a minha cara?
- Não – Percy disse apenas – Eu queria saber o que foi aquilo na sala... Quer dizer, talvez eu já tenha descoberto o porquê do beijo, mas não o porquê do porquê do beijo... Entende?
- Sim e não – Annabeth suspirou. – Desculpa ok? Eu fiquei com raiva da Drew e tentei também deixá-la com raiva te usando. Foi errado, errado e feio. Desculpa!
- Ah – Percy parecia levemente decepcionado – Tudo... Tudo bem.
- Ótimo – ela observou cada canto do estacionamento. – Onde está seu carro?
- Na oficina – Percy disse ajeitando a alça da mochila nas costas – Hoje eu vou de ônibus.
- Não precisa, eu te levo em casa. Na verdade, a sua fica no caminho da minha mesmo... Então não há problemas – ela sorriu amigavelmente. – É o mínimo depois do que eu fiz você passar hoje. Foi uma vergonha!
- Até que não – respondeu Percy sem pensar antes, ele arregalou levemente os olhos, ficando com as bochechas e o nariz vermelho depois de falar. Annabeth nem havia prestado atenção, olhava para os lados como se esperasse alguém vir e dar um soco em seu nariz.
Os dois andaram até o fim do estacionamento onde o carro da loira estava, então ela olhou para frente com os olhos semicerrados.
- O que é aquilo ali? – ela perguntou andando devagar alguns passos a frente, como se estivesse hipnotizada. Percy a seguiu, olhando para lá também e vendo apenas uma sombra, ao contrário de Annabeth, aparentemente.
Ela andou em passos rápidos e virou a esquina, parando em outra rua larga e sem movimentação. Semicerrou os olhos, como se quisesse olhar algo além do que sua visão permitia.
Foi quando um monstro enorme saiu da sombra que a garota tanto observava. Ela gritou, gritou alto. Antes disso Percy se meteu na sua frente com uma grande espada de bronze celestial na mão, para sua surpresa.
E então ela conseguiu ver o que vinha em sua direção. Era um enorme cão, se é que aquilo podia ser chamado de cão. Ele corria rápido como um tigre e, quando ele pulou para morder a cabeça de Annabeth, Percy desferiu um golpe certeiro no peito do cão, enfiando o objeto fundo no corpo do mostro e fazendo com que a ponta da espada pudesse ser vista atravessando suas costas.
Annabeth parou de respirar enquanto ouvia o latido triste do cão e então, como havia acontecido com o touro que ela tinha matado, ele simplesmente virou pó, fazendo as roupas dos dois ficarem sujas.
Annabeth voltou a respirar e então, Percy se virou para ela. Colocou a mão na ponta da espada e ela simplesmente virou uma caneta. Uma caneta bic. A loira não sabia o que era mais impressionante: ele matar um cão enorme ou o fato de que a espada utilizada virou uma caneta ou o fato de que ele também conseguiu enxergar o cão e não tê-la chamado de doida por ter gritado.
- Annabeth? – Percy chamou encarando-a e tentando perceber se ela tinha sido simplesmente congelada no meio da rua.
- Deus... O que... O que aconteceu? Como você matou aquele bicho? E Meu Deus sua caneta virou uma espada... Ou sua espada virou uma caneta, eu não sei ainda! AH MEU DEUS – Percy mordeu o lábio inferior, colocando as duas mãos no braço de Annabeth e ficando perigosamente perto dela.
- Annabeth, o que você sabe sobre mitologia grega?
***
Percy entregou o copo de água para a loira, que pegou olhando para o chão como se estivesse hipnotizada. O moreno assentou-se em sua frente, estudando-a e tentando perceber em que exatamente ela pensava.
- Eu já tinha visto algumas coisas estranhas na minha vida, como talvez uma cobra doida ou algo do tipo... Mas eu não achava que um cão gigante poderia vir me matar. Se você não estivesse lá...
- Era um cão infernal, um cão vindo diretamente de Hades. Ou seja, por algum motivo alguém invocou-o para te matar.
- Ok – ela olhou para os lados sem saber exatamente o quê falar – E o que é você? Ou quem é você? Seu nome é mesmo Percy Jackson? Ou você tem um nome grego tipo Hercules? – Percy se atreveu a rir.
- Annabeth... Meu nome é Perseu, que é de origem grega, mas todos me chamam de Percy e meu sobrenome realmente é Jackson. Agora o que eu sou... – ele parou por um momento, os olhos cinzas olhavam-no curiosos – Bem, eu sou um meio-sangue.
- Meio sangue?
- Isso. Metade humano...
-E a outra metade? – Annabeth perguntou com as sobrancelhas franzidas.
- Metade Deus.
- Oh Deus! – Annabeth gritou enquanto olhava para Percy – Você é metade Deus! E eu te confrontei... Meu Deus do Céu!
- Não fale o nome de Zeus em vão. Ele não gosta de mim – Percy fez uma careta. Annabeth estava atônita. – Olha só Annabeth, você não precisa ter medo! Eu sou filho de um Deus com uma mortal, assim como Hercules e o outro Perseu. Mas eu não sou o único assim.
- Continue – a loira disse medrosa.
- Eu sei que seu pai te disse que sua mãe sumiu ou morreu, não sei. Mas não é exatamente isso que aconteceu... – Annabeth mordeu o lábio inferior, nervosa. Percy parou por um segundo. – Sua mãe é uma Deusa, Annabeth. Uma Deusa Grega.
- Deusa Grega? – ela fechou os olhos, concentrando-se em inspirar e expirar. – E qual é a Deusa que é a minha mãe? Afrodite? Diz que é Afrodite...
- Eu não sei – Percy respondeu. – É impossível saber ao certo antes da mãe, ou pai Deus fazer o reconhecido, entende?
- Entendo... E você já foi reconhecido?
-Sim. Muitos anos atrás – a voz do moreno ficou séria e amedrontadora. Annabeth quase não continuou a perguntar. Quase.
- E quem é seu pai?
- Meu Pai? Se é que ele pode ser chamado assim... Bem, meu pai é Poseidon – a boca de Annabeth fez um leve “O”.
- Poseidon? Você é filho do Deus do peixe?
- Do mar – Percy riu reconhecendo a pura antipatia dos filhos de Atena por Poseidon.
- Isso, do peixe – ela respondeu sorrindo. – Você deve ter fama nesse lugar aí que me falou, sangue metade...
- Acampamento meio-sangue. E sim, eu sou muito famoso – ela riu junto com ele, então deixou o copo na mesinha em sua frente e começou a estalar os dedos insanamente.
- Olha, Percy, eu sei que você é desse lugar e eu sei que você quer que eu vá para aí também, – ela parou por um segundo – mas eu não quero ir. Eu não quero sair da minha casa, do meu colégio. Eu quero continuar sendo normal.
- Não dá mais, Annabeth – Percy jogou o tronco levemente para frente, olhando para os olhos cinza que estavam escuros e misteriosos. – Agora você corre perigo. Aquilo foi um cão infernal, e coisas bem piores podem acontecer. Eu sei que você gosta da sua vida do jeito que está, mas é extremamente necessário que você vá para o acampamento meio-sangue e lá aprenda a se defender. Então, quando isso acontecer, você pode voltar para a escola, mas todas as férias você tem que estar lá, todas. Desculpe-me, mas não tem como você fugir disso.
- Entendo – Annabeth engoliu em seco. Percy olhou para ela como se esperasse ela objetar mais alguma coisa. – Mas quando eu vou para este tal acampamento? – o filho de Poseidon se levantou, indo até a janela que tinha atrás do sofá e olhando para baixo.
- Você tem que ir imediatamente.
Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo, deixem seus reviews e tudo mais.
Beijos e até o próximo! =)
Fale com o autor