Notas iniciais
Olá!! Bem, eu sei que demorei, e demorei muito!! Desculpem-me por isto, e não tem desculpa, eu só demorei porque tinha outras coisas para fazer, e beta, e tudo mais...
Mas o capitulo está grande, como todos os meus outros, então boa leitura!

Annabeth mais uma vez não sabia o que fazer. Sabia apenas que suas bochechas nunca estiveram mais vermelhas e que todos os presentes no local encavam-na.

A garota quase não percebeu quando alguém colocou um braço em seu ombro num gesto de camaradagem.

- Nós estamos realmente honrados em te receber no chalé 6. Seja muito bem vinda! – ela ouviu a voz de Malcolm, e por um segundo quis sorrir de emoção. Além dele, todos ali pareciam olhá-la com espanto.

A garota nunca poderia descrever o que aconteceu a seguir. Um hora estava no meio da área dos chalés, com todos os campistas olhando-a, e depois estava dentro de um chalé, com os filhos de Atena olhando-a torto. Não conseguia decidir qual situação era pior.

Pelo que parecia, apenas Malcolm estava ao seu lado, o que causava gratidão de Annabeth a ele. As duas mãos dele estavam em seus ombros, acalmando-a.

- Bem, nós sabemos que nossa relação com o resto do acampamento não é lá tão boa, mas devemos levar em conta que temos uma campista nova depois de... Depois de muito tempo, então devemos usá-la de forma proveitosa. Annabeth é uma garota muito sociável, popular, e vocês não irão acreditar, amiga de Percy Jackson! – espanto era tudo que Annabeth enxergava e vergonha sua resposta a isto.

Sua primeira obrigação dada pelo chalé foi colocar a camisa do acampamento meio-sangue, já que todos os campistas, sem exceção, deveriam usá-la. Para não ser uma pessoa nova e nojenta, ela aceitou,

Explicaram-lhe como era importante ela ser uma pessoa ativa quanto às atividades que o acampamento dispunha. Ela não poderia nem deveria estar fora da programação como fez nos últimos dias. Precisava se misturar e fazer exatamente o contrário do que fazia quando campista indeterminada.

Mais uma lista de observações vinha à frente: ficar longe dos filhos de Apolo; ficar perto dos filhos de Deméter – pelo que parecia, depois de Atena, ela era a Deusa mais sensata do Olimpo. – ficar bem longe do filho de Poseidon; e ainda mais longe dos elitistas, não era necessário ela se misturar com “aquela gente”.

Ela assentia perante a tudo que falavam e tentava assimilar o máximo que podia. Sentia-se perdida, ao mesmo tempo acolhida, eles pareciam a aceitar de forma rápida, e isso lhe fez ficar feliz.

- Não se assuste! Eles fizeram isto apenas para te ajudar. – Malcolm sorriu enquanto lhe entregava a camisa do acampamento. Suas três malas estavam ao lado da cama onde estava assentada; todos os outros já haviam ido para suas atividades. – Eu acho que você irá se sair muito bem. Pelo que parece, todos gostaram de você.

- É, interessante eles não terem preconceito. – Ela riu. – Os filhos de Deméter riram da cara de Katie quando ela disse que eu poderia ser sua irmã.

- Ah, eles são tão prepotentes! – Annabeth arqueou a sobrancelha e Malcolm sorriu mais uma vez. – Tá, nós também somos, mas sabemos guardar isto para nós e não espalhar para todo mundo.

- Entendi. Não espalhar prepotência para o mundo. – Malcolm assentou-se ao seu lado, e Annabeth teve a impressão que ele estava com muita vergonha. Quando pensou em perguntar o que lhe afligia, o rapaz continuou:

- Eu sei que isto irá parecer precipitado e tudo mais, mas você deveria cogitar a possibilidade de ser líder daqui.

- O que? Você está maluco? Eu acabei de chegar! – Ela parecia totalmente surpresa com o pedido de Malcolm.

Ele abanou as mãos num gesto desdém.

- E daí? Eu sinto que tem alguma coisa por trás desta pressa toda de minha... Nossa mãe te determinar. Acho que você é a solução de nossos problemas, acho que você pode ser a única com gênio suficiente para ser a líder do chalé seis. E eu quero que você pense nisto com carinho – a loira não teve tempo de obstinar, Malcolm bateu camaradamente na sua coxa e se foi, deixando uma Annabeth pensativa dentro do chalé de Atena.

*

Annabeth desistiu de fazer qualquer personalização na blusa do acampamento para semideuses, aquele ataque terrorista a moda e ao bom gosto, nenhuma adjetivo que não “feio” se adaptaria a ela.

Malcolm deu a ela uma tabelinha com os horários de suas atividades, especificando cada uma delas e assim como o local.

O chalé se encontrava vazio, e pela primeira vez Annabeth conseguiu observá-lo detalhadamente.

Além de todas aquelas camas espalhadas, o chalé tinha vários mapas pelas suas paredes, com estratégias de guerra e várias outras coisas. Ela ficou maravilhada ao conseguir entendê-las.

No fundo do chalé, além de uma porta para o banheiro, encontrava-se uma grande escrivaninha sob várias folhas, canetas, livros e algumas maquetes com representações de guerra, Na parede do fundo do chalé, além da porta para o banheiro, havia uma grande escrivaninha com várias folhas, canetas, livros, e também com algumas maquetes de guerra e soldadinhos verdes de plástico amontoados de forma estratégica no mapa.

Ela havia gostado do local, mesmo não tendo nenhum ponto em rosa. Sua segunda cor favorita era cinza, que por coincidência ou não, cobria todos os cantos do local.

Seu horário indicava que teria aula de arco e flecha agora, portanto resolveu colocar uma roupa apropriada. Vestiu, além da pecaminosa blusa alaranjada, uma calça de lycra preta que lhe dava muita mobilidade, e tênis de corrida. Pela primeira vez em muito tempo, prendeu os cabelos em um rabo de cabalo alto.

Quando chegou à aula, ficou surpresa em ver Katie em uma das últimas posições, com uma estratégica bizarra de conseguir acertar ao alvo. Annabeth chegou mais perto dela com medo. Os olhos da morena estavam fechado e ela acariciava o arco-flecha com carinho.

- Sinta a madeira, sinta a madeira... – Annabeth fez uma careta, parando ao seu lado, vendo-a puxar a flecha ereta e acertar bem no meio do alvo. Sorriu serena, ainda com os olhos fechados. – Eu sou uma droga neste arco e flecha! Olá Annabeth, filha de Atena.

- Como você soube que eu estava aqui? – A loira começou a dar pulinhos, aquecendo-se para começar a treinar, a última coisa que queria era um músculo distendido.

- Eu sinto a terra, Annabeth, por conseguinte sinto todos que pisam nela e chegam perto de mim através dela. Eu sinto você, Annabeth, E vejo que seu corpo está tenso. – A filha de Atena sorriu com escarnio e cruzou os braços.

- Eu não estou tensa... Só um pouco. Tudo foi muito rápido, sabe? – Katie fechou os olhos, sussurrando coisas inaudíveis e acertando bem na mira novamente.

- Sei – disse. – Não estou falando que você está tensa por causa de sua mãe, e sim por causa do garoto a exatos 15 metros de você.

Annabeth olhou para o lado e semicerrou os olhos ao ver Percy com a filha de Afrodite, Vic. Os dois estavam juntos e nenhum instrutor se importava em chegar perto deles, nem precisavam, já que todas as flechas dos dois estavam acertadas bem no meio do alvo.

Katie pegou um arco e deu para Annabeth, depois uma flecha que ela disse ser sua melhor. A garota soltou um assovio alto que ecoou dentro do cérebro de Annabeth e quando ela menos esperou apareceu um garoto loiro na frente delas.

- Sim?

- Zac, querido, ajude-a com o arco e flecha – pediu. – Ela é novata, e eu não sou realmente... Não sou nenhum pouco qualificada para ajudá-la. – Katie andou alguns passos e pegou mais uma flecha.

O garoto sorriu para Annabeth.

- Então você é a nova filha de Atena? – Ele sorriu e pegou a flecha de sua mão. – Gostei da cena em frente à casa grande... – Zac se posicionou atrás dela, fazendo-a dar alguns passos para frente, intimidada com o toque. Ele pegou seus dois braços e ficou atrás dela, juntou seus corpos novamente e levantou seu cotovelo. – Agora você está com o corpo perfeito para disparar a flecha.

A voz dele era aveludada a fazia cair nos mais profundos sonhos. Percebeu que se tratava de um filho de Apolo, ou seja, que devia ficar longe dele como dito por seus meios-irmãos. Ela acabou por decidir ignorar.

- O que você é do Percy? – ela perguntou mordendo o lábio inferior, sentindo o braço forte dele ficar por cima do dela, suas mãos se entrelaçaram.

- Melhor amigo? – Ele riu. – Meio que isto. – E então disparou a flecha junto com ela, não foi exatamente no alvo, mas quase. As bochechas de Annabeth estavam mais escarlates que o normal. E ainda por cima, ele era um elitista.

- Ah, então você deve estar com raiva de mim... – Ela ficou com as bochechas ainda mais vermelhas. Zac a ajudou de novo e ela acabou cravando a flecha bem na mira.

-Mais ou menos, mas eu não sei se gosto ou não de você ainda, se te deixa mais calma – Ele não parecia a odiar, sussurrando coisas em seu ouvido enquanto ficava extremamente perto dela, mesmo assim ela decidiu não comentar nada.

Quando olhou para o lado, seu olhar caiu, sem querer, na direção em que Percy estava. Ficou surpresa ao notar que o moreno olhava-a de volta, mas foi outra coisa que ela decidiu ignorar.

No final da aula, ela recebeu um recado de seu meio-irmão falando que queriam vê-la na casa grande.

Andando até lá, mordeu o lábio por ver Percy apoiado no batente. Annabeth subiu os degraus da escada, pronta para passar reto sem ao menos olhar em sua direção, mas ele foi mais rápido e parou bem a sua frente. A loira deu um passo para a direita, tentando de sair da frente dele, mas ele acompanhou o movimento.

- Estão me chamando na casa grande, será que tem como você dar licença?

A menina cruzou os braços em frente ao peito, com raiva. Percy riu com escarnio.

- Eu sei disto, fui eu quem te chamou. – ele passou a mão, aparentemente nervoso, pelos cabelos negros.

Annabeth deu meia volta pronta para ir embora, mas Percy a segurou pelo pulso. Ele parecia com raiva, pois seu aperto foi forte.

- Eu fui recrutado para escolher uma arma com você, então não tente me ignorar que você não vai conseguir êxito algum.

- Quem te recrutou?

- Eu mesmo?! – Percy estava bruto e ignorante – É óbvio que foi Quíron! Nem parece que foi determinada por Atena – a voz do garoto saiu ainda mais ignorante ao pronunciar o nome da deusa. Annabeth mordeu o lábio inferior com força, tentando amenizar a raiva.

- Eu não ligo se você me acha burra ou não, sua missão não é dar opinião sobre mim, mas sim fingir ser meu amigo. Ah, esta missão também já acabou! Então sua única tarefa é simplesmente me mostrar o arsenal. Isso mesmo! Não vi nada sobre julgar até agora, me desculpe – respondeu cínica.

Percy passou por ela, andando em passos pesados para fora da casa grande, ela revirou os olhos e o seguiu. Antes de ele abrir a porta para o arsenal, virou-se para ela e suspirou, colocando as duas mãos nos bolsos.

- Não se esqueça, isto aqui é um arsenal. Não seja estabanada, tenha o máximo de atenção ao dar um passo! Aqui tem coisas fatais. – Annabeth engoliu em seco, aquele era o tipo de lugar que as pessoas costumavam não a deixar entrar.

Quando entrou, engoliu em seco novamente, aquele era o lugar com mais armas, mais bronze celestial e mais empoeirado que ela havia visto em sua vida. Percy deu alguns passos para a direita e abriu as janelas de um lado e de outro, mesmo que não adiantasse muito no fator claridade, ajudou no fator poeira, que dançou na frente de Annabeth em contato com o sol, fazendo-a tossir.

Percy ficou a frente dela e cruzou os braços. Sua expressão séria era assustadoramente parecida com a de um deus grego, as sobrancelhas contraídas e os lábios retraídos. Annabeth também olhou séria para ele. Achava ridículo o fato dele estar com raiva dela, até porque, não tinha sido ele quem fingiu ser amigo? Não era para ele quem fingiu os sentimentos apenas para cumprir uma missão “em todos os momentos dos dois juntos”? Annabeth achava justo ele ficar quieto e ela ficar com raiva.

- Então, pode procurar – ele disse apenas, fazendo a loira olhar para o mesmo cética.

- Só isso? Nenhuma ajuda? Nenhuma sugestão de qual arma pegar ou de qual arma ficar longe por ter maus agouros? Nada disto? – Percy revirou os olhos, descruzando os braços e depois bufando. Andou em passos pesados até uma mesa qualquer que estava por ali, só que ao invés de pegar qualquer arma que estava ali, ele se agachou e pegou uma enorme caixa de papelão que estava no canto de uma parede, Percy levantou-a sem dificuldades e veio carregando-a até a mesa mais próxima de Annabeth.

- Não costumamos abrir esta caixa para qualquer um, na verdade, apenas eu e alguns dos meus amigos sabemos da existência dela. Dentro dela encontra-se as melhores armas dos melhores heróis da história grega. Algumas, não fazemos ideia de a quem pertenceu, e outros, temos a sorte de saber: um chicote de Héracles, que espero ter sido usado para matar monstros, e não para outra coisa, uma arma usada por Jasão em alguns dias ou em alguma luta. – O jovem observou a feição de Annabeth, que estava atônita devido à menção feita sobre Hércules (ela não fazia ideia de quem era Jasão ou o que ele havia feito). Percy deu uma risadinha, como se as armas fossem dele. – Sim, temos isto tudo aqui.

Annabeth foi para o lado do garoto, ainda meio relutante. Olhou para todas aquelas armas cintilando, depois para Percy, mordeu o lábio inferior, e o garoto se apoiou em uma mesa um pouco mais afastada, fazendo um gesto desdém para ela continuar. Annabeth, porém, não fez isto.

- Por que você está me mostrando esta caixa? Quer dizer, se poucas pessoas sabem da existência dela... Porque logo eu? – Annabeth olhou para Percy, sem qualquer tipo de segundas intenções na voz. O filho de Poseidon deu de ombros.

- Porque eu acredito em você, Annabeth. Eu acredito que você seja realmente... Especial e que não seja a toa que uma filha de Atena esteja por aqui. É por isto. – Annabeth franziu a testa.

- Você está sendo falso?

- Oh deuses Annabeth! – Percy se desencostou da mesa. – Só porque minha missão foi tentar ser seu amigo para trazê-la para cá, não quer dizer que fui falso em cada palavra que disse! Não quer dizer que tudo aconteceu conosco desde que cheguei ao seu colégio tenha sido falsidade! Era sim, minha missão trazê-la para cá e tentar ser seu amigo, mas pode ter certeza que se eu não gostasse realmente de você, iria trazê-la a força para o acampamento sem receio algum.

Os olhos de Annabeth estavam arregalados, talvez pelo tom de voz de Percy, talvez pelo fato dele falar: “Se eu não gostasse realmente de você”. E também pelo fato daquilo ecoar em sua cabeça, cada vez mais alto. Os olhos de Percy estavam com uma cor verde musga de raiva, mas mesmo assim ele olhou para Annabeth envergonhada e bufou, batendo o pé no chão.

- Você não deveria acreditar em tudo que lhe dizem por aí, principalmente quando vindo de uma filha de Afrodite...

- Como você sabe? – perguntou surpresa.

- Eu conheço praticamente todo mundo deste acampamento, Annabeth. Inclusive Helena, conheço seus métodos para persuadir todo mundo a pensar igual a ela. Mas eu realmente pensei...

- Pensou o que? – Annabeth cruzou os braços. Percy deu meia volta, pegando uma lança que estava encostada na parede.

- Nada. Vá procurar sua arma! – A loira bufou, remexendo ali e acolá dentro da caixa, olhando para ela confusa e curiosa.

Percy deu uma olhada nela. As bochechas levemente coradas, os olhos cinza e brilhantes fitando aquilo, seus lábios vermelhos como morangos. Ele fechou os olhos e contou até 10, não conseguia ficar muito tempo com raiva dela.

- Olha, eu não sei o que escolher! Não faço ideia do que seria melhor para mim, desculpa! – Percy chegou perto dela, olhando-a com certa curiosidade, então olhou para todo o seu corpo e as bochechas de Annabeth ficaram vermelhas. Ele deu de ombros.

- Lanças, arco e flecha e espadas longas definitivamente não servirão! – Annabeth fez um bico.

- Por que espadas longas não servirão?

- Porque seus braços são finos e suas pernas, delineada. – A loira arqueou a sobrancelha, um sorriso zombeteiro brincando nos lábios que logo fez Percy se apressar: – Quem usa espada longa precisa de braços fortes.

— E você usa espada longa. – Annabeth sorriu levemente antes de olhar para dentro da caixa, ela sentia que Percy sorria também.

- Então acho que nos resta espadas curtas e adagas. – Percy olhou para ela e então, de volta para a caixa. Deixou apenas as armas que foram propriamente melhores para Annabeth dentro dela. – Acho que agora ficará mais fácil.

A filha de Atena estudou minunciosamente a caixa, e logo de cara achou o que ela queria.

- Eu adorei esta! – ela exclamou pegando a adaga, que como todas as outras armas, tinha uma etiqueta. Nela estava escrito apenas “Vóluptia”. – Ela tem a bainha tá brilhante que eu consigo me ver nela! Eu quero ela, é superfashion e vai combinar com o cinto dourado que eu vou customizar!

Percy pegou a adaga da mão dela e deu uma olhada, abafando o riso logo em seguida. Balançou a cabeça, mostrando que queria falar algo. Annabeth cruzou os braços.

- O que foi? Cinto dourado super combina com a adaga.

- Não, não é isto. É que... – Annabeth parecia séria, ao contrário dele. O jovem chegou perigosamente perto dela. – Está vendo isto aqui? – Percy apontou para a etiqueta, tirando um pouco da poeira por cima.

- Sim, está escrito Vóluptia, seja lá o que isto significa. – Percy deu um sorrisinho devasso e rodou a adaga com destreza em sua mão.

— Vóluptia foi uma garota muito interessante... Me surpreende você ter gostado logo da adaga dela. Ela hã... É uma fada! É também a Deusa da virtude e também... Se você quer saber, filha de Eros e Psiquê.

- E...?

- Como você deve saber, Eros é o deus do amor, o deus cupido e o Deus dos prazeres. E sua filha, Vóluptia, pregou ter uma vida tranquila e cheia de prazeres para sempre, por isto, é interessante você se familiarizar com ela. – Annabeth passou a língua pelos lábios, o sangue de todo o seu corpo foi para suas bochechas. Mas ela havia gostado muito mesmo daquela adaga.

-Bom para eles, não é mesmo? Eu quero a adaga. – Percy a pegou.

- Tem certeza? Eu não estou falando que não seja uma boa ideia, talvez te traga alguma coisa na vida.

- Cala a boca. – Ela pegou a adaga da sua mão, dando meia volta e andando para fora do arsenal. Percy riu e então fechou as janelas e logo depois, a porta. Viu Annabeth longe, andando em passos pesados para dentro do seu chalé.

Talvez a adaga da filha de Eros realmente traga-lhe alguma coisa.

*

Annabeth estava feliz com seu cinto dourado pendendo na cintura, sua adaga bem presa junto com a ele. Seu short jeans era bonito e rasgado em alguns lugares, seu tênis All Star era do tom de rosa que ela mais gostava e a blusa feia do acampamento meio-sangue acabava com todo o visual perfeito que ela havia feito.

Quando entrou na arena, ficou realmente muito impressionada. Era um lugar extremamente grande e alto. Tinha mais ou menos 50 meio sangues sentados na arquibancada e na frente deles estava... Percy?

- Então... A meio-sangue que faltava chegou! – Percy sorriu com escárnio para ela, mas logo depois seu sorriso mudou e ele ficou sério. Ela estava bem bonita.

- Desculpe o atraso, professor.

Ela assentou-se na arquibancada. Percy falou algumas poucas palavras e todos foram para o centro da arena, assim como Annabeth. Haveria um sorteio de duplas, então todos se amontoaram a frente dele.

Annabeth nunca ficaria no meio de tanto contato físico, então tentou ficar alguns metros afastada dos outros, visualizando as grandes pilastras diante de si. Quase morreu de susto quando alguém tocou seu ombro. Mas ficou com uma extrema raiva quando viu quem era.

- Eu serei sua dupla hoje. – A garota olhou para a adaga dela e deu um sorriso. – A proposito, meu nome é Vic.

Notas finais
Hey, espero que tenham gostado do capitulo!! Não me abandonem e deixem seus reviews.
Beijos e até o próximo! =)