Notas iniciais
Olá!
Olha como eu postei rápido!! Hehe, o capitulo está grande, ok? Mereço reviews e quiçá uma recomendação!
Boa leitura!

Annabeth logo fez a pose que sempre faz quando quer demonstrar superioridade, ela empinou o nariz e fez um maior bico que poderia fazer. Era uma expressão mista entre engraçada e superior, já que ela não conseguia fazer expressões reais de raiva nem de superioridade.

–Vic... Eu sou Annabeth – Annabeth não estendeu a mão para cumprimenta-la, porém Vic deu um sorriso sincero.

–Eu sei disto, já fiquei sabendo várias coisas sobre você- de Helena... Completou Annabeth mentalmente, Vic deu uma olhada para frente e olhou para Percy, Annabeth percebeu que eles tinham alguma linguagem de olhares, pois eles ficaram naquela troca por vários segundos, até que a própria Victoria cortou a ligação.

–Eu prometo pegar leve com você – ela disse apenas, Annabeth quase a arranhou de raiva.

–Não precisa pegar leve comigo – a loira rangeu os dentes, então a outra loira, filha de Afrodite, deu de ombros e se posicionou, com sua espada apontando para Annabeth. Então as duas trocaram olhares repentinamente, e Vic parecia realmente atordoada.

Quando menos esperou Annabeth já havia pulado para cima dela com sua adaga, cravando-a em seu braço esquerdo, Vic arregalou os olhos de raiva e olhou para o sangue jorrando em seu braço.

–Você tá louca? Isso aqui é treinamento não massacre! – Annabeth parou no meio do caminho, vendo que todos estavam olhando para as duas atordoados, então nem percebeu quando recebeu um chute no peito, que a fez cair de costas no chão, ela arregalou os olhos e se levantou. O que não melhorou sua situação em nada já que ela começou a ganhar vários golpes de uma campista muito bem treinada.

Ela tinha vários cortes superficiais em várias partes do seu corpo, e sabia que iria continuar ganhando quando Percy simplesmente parou na sua frente, jogando sua espada contra a de Vic e fazendo-a cair no chão pela força.

–Isto é treinamento, Vic! — os olhos de Percy estavam num verde raivoso. – Não é para você tentar matar ninguém! Ainda mais uma novata, isto é covardia. – ele balançou a cabeça negativamente.

–Eu queria fazer isto, mas olha o que ela fez no meu braço! – Percy viu um corte tão profundo que ficou com medo de poder ver a ulna de Vic, então olhou para uma Annabeth cheia de cortes e suspirou.

–As duas para enfermaria, agora.

*

Annabeth sentia o gosto férreo do sangue em sua boca, ela sabia que tinha vários cortes em vários locais do seu corpo, mas não era uma coisa que a faria ficar abalada, ela estava com raiva, com raiva e feia. E ninguém fazia ideia de como mudava sua personalidade quando estas duas coisas estavam juntas dentro dela.

A enfermaria estava vazia, literalmente, não tinha nenhum campista machucado além dela e Vic, e não tinha ninguém para atender as duas a não ser Percy, isto porque o acampamento estava a todo o vapor, eles queriam ficar grandiosos. Mesmo Annabeth não sabendo exatamente o porquê.

Uma cortina a separava de Vic, mesmo ela não conseguindo ver Percy ou Victoria, ela sabia que eles estavam muito perto um do outro porque além de sussurrar, não conseguia distinguir de cada qual era a sombra.

Fechou os olhos, respirando profundamente, aborrecia-se o fato de que Percy e Vic realmente pareciam ter alguma coisa, mesmo ela não sabendo o quê, e o jeito como eram ligados era extremamente evidente. Não gostava dessa sensação de incomodo, mais que isto, sentia-se rejeitada, e isto eram sintomas de paixonite aguda, coisa que ela estava querendo deixar bem longe.

Ela olhou para o lado, as sombras se projetando perfeitamente agora que a luz do outro lado foi ligada, então ela conseguiu ver Percy dando um beijo na bochecha de Vic, depois de acariciar sua bochecha.

Ela se esforçou para se levantar, iria dormir o resto da semana esperando os cortes se cicatrizarem por si, definitivamente não precisava ver duas pessoas namorando para conseguir um enfermeiro.

Sua perna estava pesada e latejante, e a vontade que tinha era de morrer de uma vez por conta da dor horrorosa. Viu os dois sussurrando mais algumas coisas e então foi andando pesadamente para a porta. Até que seu corpo foi de encontro com o de alguém, fazendo-a ficar mais tonta do que já estava.

–Annabeth, o que aconteceu com você? – perguntou Zac, na mesma hora que sua voz ecoou a cortina foi aberta, com Vic e Percy olhando para Zac assustados. Como se fosse um pecado mortal ele saber o nome de Annabeth.

–Tudo bem, Zac. – ela ajeitou o cabelo com a mão – Não foi nada demais.

–Claro que foi! Você está cheia de cortes... Meu Deus, quem fez isto com você? – ele parecia realmente preocupado.

–Fui eu – disse Vic amargamente, como se houvesse comido algo que não gostasse, Percy olhou sério para Zac, repreendendo-o por algo que até mesmo ele desconhecia.

–Deuses, vocês duas são doidas, treinamentos não devem ser levados a sério, e você como veterana deveria saber disto melhor que ninguém – Zac olhou para ela com mínima repugnância – E porque não tem ninguém a atendendo o mais rápido possível? O que este acampamento tem contra você, Annie? – ele fez a última pergunta brincando, o que fez Annabeth rir. Percy fez um careta perceptível “Annie?”. Zac fez um gesto desdém – Não tem problema, talvez seja o seu dia de sorte porque eu estou aqui para ser seu médico sexy.

–Tudo bem – Annabeth riu. Deixando claro que havia gostado da ideia. E realmente havia gostado, não tinha problema algum para ela Zac a examinar, até porque vendo assim de perto, ele era um garoto muito, muito bonito.

–Eu já estou acabando o curativo em Vic, não se preocupe com isto Zac. – Percy disse frio. Zac fez um gesto desdém, como se o argumento de Percy fosse retrocedente.

–Sou filho de Apolo, Percy. Eu acho que seria melhor se eu a atendesse agora, não porque eu sou um ótimo médico, como você já sabe, mas também porque estes tantos cortes abertos deste jeito podem ser um perigo, certo Annie?

–Com certeza – Só faltava à baba escorrendo do canto da boca de Annabeth, os olhos azuis dele eram tão claros, parecia o céu num dia muito ensolarado. Eram lindos. E a boca... Tudo bem, ela havia tido uma pequena distração.

–Sem mais delongas- Zac pegou-a pela mão, o único lugar que não havia sido cortado, então fez Annabeth se sentar na maca mais afastada, pegou gaze e um remédio em liquido preto que parecia ser anti-infecioso. Vic e Percy ainda viam tudo. – Agora Annie, eu vou precisar que você tire a blusa e o short.

Os olhos de Percy se arregalaram, assim como o de Vic e Annabeth. Então Zac olhou para trás, e fez uma expressão de entendimento, logo depois disto fechou a cortina que havia na frente e nos lados da maca.

Annabeth respirou fundo e tirou a blusa e o short, se sentia nua, mesmo não estando realmente, já que usava um sutiã e uma calcinha rosa, do tom de rosa que mais gostava, aliás.

Ela não sabia dizer se o olhar de Zac era para examinar de forma profissional ou ele simplesmente estava encarando seus seios meio cobertos pelo sutiã. De uma forma ou de outra, ela ficou extremamente corada. Ele piscou algumas vezes e pegou a gaze, chegando perto de Annabeth.

–A Vic às vezes é um pouco violenta, nem parece uma filha de Afrodite, sabe... – Ele passou aquele remédio preto em seus braços, de forma precisa mas delicada. O toque dele era de um médico formado.

–Não é bem um problema já que eu fiz um corte bem profundo nela antes- O remédio foi para seu ombro, Zac riu pelo nariz.

–Eu gosto de você, Annabeth – Ele disse simplesmente- Esqueça nossa conversa na aula de arco e flecha, eu e você não temos nada a ver com o “Percy e você” – Annabeth deu um sorriso aliviado, ela definitivamente também havia gostado de Zac, mesmo sabendo que tinha umas 50 garotas atrás dele naquele exato momento. Mesmo assim sorriu para ele sinceramente.

–Eu fico feliz que você saiba separar as coisas – ela limpou a garganta- Quer dizer... Vocês dois são melhores amigos, não é?

–Sim, sim, melhores amigos, mas eu não acho que você viria a nos atrapalhar, o Percy é um cara tranquilo, assim como eu. — a gaze foi para seu colo, logo depois para seu abdômen, então ele passou nas suas pernas em silêncio.

A última coisa que fez foi colocar dois pontos na região perto do seu joelho, já que o corte ali foi mais largo, após isto colocou band-aid em sua testa e bochecha, os únicos lugares com cortes em seu rosto.

Enquanto colocava tudo dentro da mala, sorriu amigavelmente para Annabeth.

–A boa noticia é que você não vai ter nenhuma cicatriz, foram cortes bem superficiais, menos aquele do joelho, mas você entendeu – Ele fechou a maletinha com apenas alguns toques. – Você parece vaidosa então eu vou te passar uma pomada para cicatrizar mesmo assim, passe sempre antes de dormir. E não se esqueça de que da próxima vez que for lutar com uma veterana, fique...?

–Fique na sua. – Annabeth revirou os olhos – eu já entendi.

–Ótimo – ele beijou sua testa depois de limpar as mãos com álcool – agora voe passarinho.

Annabeth riu novamente antes de sair da enfermaria, o pôr do sol era rosado e bonito, e todos os campistas andavam para lá e para cá felizes. A loira andou até o seu chalé e quando entrou, ficou surpresa e assustada com o fato de todos os seus irmãos, havia contado, eram 12. Enfim, todos os seus irmãos estavam num circulo, sussurrando.

Eles só podiam estar fazendo duas coisas: macumba forte, ou um plano eficaz. Annabeth adivinhou de forma correta, um mapa de estratégias estava no meio deles.

–O que está acontecendo aqui?- Annabeth falou o mais devagar que pode, antes de olhar para Malcolm com uma expressão de desentendimento. Malcolm, que estava sentado na cadeira deu um giro de 360 graus para ficar na direção da loira. Então arregalou os olhos de forma teatral.

–O que aconteceu com você? Que tanto de cortes são estes? – Ele foi andando com a cadeira de rodinhas até par mais perto do seu corpo, ela deu de ombros.

–Eu lutei com Vic hoje na aula de esgrima — Ela deu de ombros –Nada demais.

–Mesmo assim, você não vai poder jogar- Disse Malcolm pesaroso. Annabeth mais uma vez não estava entendendo nada.

–Não vou poder jogar o que? Jogo do bicho?

–Não – Malcolm riu. Seus irmãos atrás dele voltaram a fazer um circulo fechado, sussurrando uns com os outros. – Terá uma coisa por aqui que se chama jogo de rouba bandeira, sabe... Rouba bandeira, você conhece.

–Ah eu conheço, mas nunca joguei, eu odiava fazer E.F- Ela sorriu docilmente- Mas no dia do rouba bandeira estava saindo umas caprichos muito bem feitas viu... Fofocas de primeira.

–Foco, Annabeth. Foco. – Malcolm revirou os olhos – Isto aqui não é uma rouba bandeira normal, é uma rouba bandeiras customizada, evoluída, versão acampamento meio-sangue. Deixa eu te explicar: Rouba bandeira, cada time tem uma bandeira e aí você tem que pegar e voltar para seu território sem que o inimigo te encoste. Ok, disto você já sabe, só que por aqui nós colocamos todos os times com armaduras e espadas, e a floresta é o campo de jogo, e pode ser que haja algumas mortes.

–Isso não parece ser um jogo legal – Malcolm assentiu.

–E não é, pelo menos não até 2 anos atrás, onde nós, filhos de Atena, não ganhamos mais até hoje. Quer dizer, tudo por aqui está meio que de perdedores, mas o rouba bandeira é uma tristeza generalizada, não importa o time em que estamos, nós sempre perdemos, e fazemos o outro time perder também.

–Vocês são tipo um amuleto da sorte... Só que do azar. – Annabeth semicerrou os olhos, pensando se aquilo que disse fez mesmo algum sentido.

–Certo... Você meio que entendeu, só que agora nós temos que fazer o plano surreal, o plano que irá fazer todos os outros planos se sentirem rebaixados, nós temos que fazer a melhor estratégia que exista.

–Tá, e qual é o plano até agora?

–Nenhum – Malcolm bufou – Até agora não pensamos em nada realmente interessante, mas estamos no caminho para chegar ao ponto inicial, se é que você me entende.

–Ou seja, nada.

–Exato – Ele se esparramou em sua cadeira, chateado. Annabeth se sentou na cama, mordendo o lábio inferior num gesto de que estava pensando. Malcolm ficou olhando para o chão por algum tempo, sem ter nada do que exatamente falar. Já que seus irmãos continuavam sussurrando planos errôneos e sem lógica, e ele continuava sem quaisquer ideias.

Então a expressão de Annabeth foi tão forte que só faltou uma lâmpada se acendendo acima de sua cabeça para demonstrar que ela tinha uma ideia.

–Qual é o nosso time? – perguntou ela, Malcolm saiu de seus devaneios.

–O quê?

–Eu perguntei qual é o nosso time, quais chalés estão conosco nessa?

–Os mesmos de sempre, Hefesto, Hermes, Deméter e Dionísio. . E os dos elitistas, se você quer saber, são Poseidon, Zeus, Hades, Apolo, Afrodite e Ares. – Annabeth ficou pensativa por um tempo. — Temos que fazer um plano ótimo, e para amanhã.

–Olha, eu não tenho condições de jogar nem bingo do jeito que eu estou, e nesse exato momento eu tenho um plano perfeito, o que eu preciso é simples: Preciso que você me faça ser a capitã do time.

–Certo... Eu acho que consigo fazer isto – ele deu um sorriso confiante, que quase fez Annabeth sorrir também.

–Como você tem tanta certeza? – Malcolm deu um sorriso bobo.

–Eu sou o capitão.

*

Annabeth andava pela praia numa tentativa de pensar melhor e deixar os cortes sentirem a boa brisa do mar. Era a primeira vez que andava pela praia, olhando-a, estudando-a, e explorando-a. De certa forma, gostava muito daquele local, porque era uma forma que ela poderia vir a ter de pensar.

Sentou numa pedra um pouco afastada do resto das construções do acampamento e olhou para o céu estrelado e para o mar calmo como uma piscina, pensando em como sua vida mudou de uma hora para outra, e como queria que Percy fizesse parte dela, e como era idiota por gostar de alguém que já tinha namorada, então balançou a cabeça, 9 em cada 10 pensamentos seus eram em Perseu Jackson, este que ela duvidava pensar tanto nela. Fechou os olhos e respirou fundo, de forma que conseguiu sentir todo aquele cheiro de maresia, porém estranhou que aquele cheiro estava forte.

Quando abriu os olhos, quase caiu da pedra de susto ao ver Percy na frente dela com os braços cruzados, seus olhos estavam sérios, porém, em seus lábios havia um sorriso divertido.

–Você... – ela disse, colocando a mão no peito – Você tem que parar de me assustar.

–Desculpa, força do hábito – os dois sorriram de forma divertida. Percy se sentou do seu lado, onde olhou para o céu e para o mar de forma calma.

Eles se entreolharam na mesma hora, o que fez as bochechas de Annabeth ficarem vermelhas. Ele foi um pouco mais para o seu lado, olhando para Annabeth de forma delicada.

–O que foi que aconteceu hoje?- ele perguntou apenas, enquanto olhava para ela com a sobrancelha arqueada. Annabeth fez um bico.

–Nada – Ela deu de ombros – Foi só um treinamento.

–Tudo bem, vou ser um pouco mais preciso: Porque você enfiou a faca no braço da Vic? – ele olhou para ela com um sorriso de lado, parecia ter adivinhado os pensamentos da loira.

–Por nada. – ela riu pelo nariz de forma falsa- É o calor da briga, só isto.

–Claro – ele apoiou os cotovelos na pedra, Annabeth olhou para ele de forma cínica, o que o fez rir ainda mais alto. Então os dois ficaram em silêncio por mais alguns segundos. Percy olhou para a areia, e depois para os olhos cinza da loira. – E nós? — ele perguntou. Annabeth olhou para ele com o lábio inferior pressionando-se contra o superior. – Como estamos?

–Estamos bem? –Annabeth deu de ombros- Eu não tenho nada contra você, e eu acho que você é meu amigo e tudo mais... — Percy demonstrava-se insatisfeito com a resposta. Annabeth olhou para ele e deu de ombros – Caramba, o que você quer que eu fale?

–Que sentiu alguma coisa quando nos beijamos aquele dia? Sei lá, tudo menos que somos amiguinhos!– Ele revirou os olhos, com raiva. –Eu sei que aconteceu várias coisas, e que parece que aquele beijo tem muito tempo e foi em outra realidade, mas... – Percy parou de falar, com raiva por estar tropeçando nas próprias palavras. Annabeth olhou para ele sem entender. Queria perguntar “E você e Vic?”, mas não conseguia, não queria saber o que os dois tinham, mas sabia que se os dois fossem namorados ele não estaria discutindo nada com ela.

–Percy, nós dois... – ela deu de ombros – Eu não sei o que dizer, parece que nós somos de dois mundos diferentes que se colidiram e não deu muito certo, meus irmãos disseram para eu ficar longe de você, e eu estou entendendo porque agora.

–Certo... – Percy parecia ter engolido um espinho.

–Mas por outro lado, eu não estou nem aí se eles não gostam de você, porque eu gosto — Ela coçou a sobrancelha, um pouco abaixo de seu band-aid – Eu gosto de mim quando eu estou com você. E se você quer saber sobre o “beijo”... Eu amei.

Percy sorriu de lado, enquanto mordia o lábio inferior, e então não deixou Annabeth terminar seu discurso, beijou-a de forma bruta e intensa, colocando sua mão em sua nuca, a loira correspondeu da mesma forma, fazendo uma briga gostosa entre suas línguas.

Os dois se separaram ofegantes. E Percy sorriu, encostando sua testa na dela.

–Isto foi bom – disse ele apenas, Annabeth assentiu. Então o beijou novamente, passando sua mão pela barra da sua camisa. Eles se separaram, Percy acariciou sua bochecha, passando mais de leve no band-aid.

Ele olhou para os dois lados, enquanto abria um sorriso que se você o visse, iria se sentir feliz e daria um sorriso tão grande quanto o dele. Percy deu uma olhada para o mar e sorriu, como se estivesse conversando com ele, julgou-se importante para Annabeth perguntar depois qual era realmente os poderes de Percy, talvez ele pudesse ler mentes, ou coisa do tipo, ela esperava que isto não acontecesse.

Ele a puxou delicadamente da pedra, e depois correu de forma estratégica até a área dos chalés, onde ninguém os viu, então abriu a porta rapidamente do chalé três e deixou Annabeth entrar.

Lembra-se daquele pensamento de Annabeth em que ela definitivamente não queria ser do chalé três? Pois bem, ignore-o, depois que a filha de Atena o viu por dentro, percebeu que ele deveria ser o mais bonito do acampamento meio-sangue. Não só porque suas paredes eram decoradas de forma elegante com as mais preciosas colchas do mar, ou porque nela havia uma linda fonte de água que a fez babar da forma mais vergonhosa: Mas sim porque era decorada da forma mais Percy que poderia existir.

Como por exemplo, o skate encostado na parede, e as várias latas de coca empilhadas encima da cômoda, as fotos particulares de quando ele era criança e havia acabado de chegar ao acampamento meio-sangue e as várias revistas de carro jogadas perto da cama.

Surpreendentemente, Annabeth não se incomodou com o fato de que aquele chalé era uma extrema bagunça, ela nem teve muito tempo de julgar nada já que quando ela mal havia visto aquele imenso chalé vazio, Percy já estava beijando-a novamente, sentando-se com ela num dos dois beliches que havia no quarto.

Depois de muito tempo, eles decidiram parar de se beijar, Annabeth apoiou sua cabeça no colo de Percy de forma amigável, como sempre fazia quando o seu pai tinha tempo para ficar com ela. O moreno acariciou o band-aid encima da sua sobrancelha, o carinho fez a loira ronronar de forma fofa.

–Eu queria te beijar mais- Annabeth fez um bico displicente, fazendo Percy rir e dar um selinho em seus lábios. – Porque você é meu professor de esgrima, mesmo?

–Porque eu sou ótimo em esgrima, e o melhor professor da face da terra? – Annabeth revirou os olhos, enquanto olhava sua mão entrelaçada na dele. – Na realidade porque não tinha ninguém para pôr lá, e como tem sete anos que eu estou no acampamento, não tem o porquê deles não me deixarem como professor. Eu sei praticamente tudo.

–E você é tão humilde.

–Só estou expondo a verdade- ele deu de ombros, enquanto ria mais uma vez. — Quando você, por exemplo, estudar grego antigo, quem te dará aula será seu irmão, Malcolm, e se você for ter aula de arco e flecha – Percy parou na mesma hora, como se tivesse chegado num ponto em que não queria ter chegado, então relaxou novamente, dando de ombros. – Aí você teria aula com Zac.

–Você e o Zac são amigos, não é? Ele me disse que vocês são melhores amigos, na verdade. – Percy deu um sorriso torto, como se lembrasse de algo nostálgico.

–Somos sim, desde que ele chegou ao acampamento, alguns dias depois que eu. – ele deu uma risada– Nos odiávamos na verdade, eu o achava metido, e ele me achava metido, aí...

–Você descobriu que os dois são metidos? – Annabeth deu um sorriso falsamente doce. Percy riu sem graça.

–Ótimo exemplo você para falar dessas coisas- a loira revirou os olhos, então o mandou prosseguir com a mão, ele assim fez: — Só que um dia nós fomos obrigados a fazer aula de resgate juntos, naquela época existia esta aula, agora não mais, o que é triste, mas o que importa é que fomos obrigados a conversar também, e percebemos que tínhamos feito um julgamento precipitado um do outro. Na realidade, Zac é um cara muito legal, seu único problema é que bem... Ele se deixa levar muito pelas garotas.

Annabeth assentiu.

–Entendo. Como filho de Apolo talvez isto seja um resquício de “DNA” do pai – os dois riram, então Annabeth se lembrou de algo interessante. -Ah, você sabe do jogo de rouba bandeira amanhã não é? Ah, claro que sabe ele é o veterano por aqui... Idiota. –ela sussurrou, ele riu. -Mas será seu time contra o meu e você vai gostar de saber de uma coisa.

Percy se ajeitou na cama, sorrindo de forma baderneira e colocando seus cabelos para trás.

–Ah é? E o que é? – Annabeth bateu palminhas, satisfeita.

–Eu virei à capitã do meu time! – O sorriso de Percy sumiu, assim como as caricias em seu rosto pararam, e o pensamento mais trágico o afligiu: “Agora tudo havia se complicado de vez”.



Notas finais
Já vou falando que essa rouba bandeira vai ser primordial para a história, e meio que dará merda, ok?
Deixem seus reviews, olha como eu postei rápido!
Beijos e até o próximo!! =)