Notas iniciais
Olá pessoal! Como vão vocês? Quero agradecer a LuaWalker pela recomendaçao, muito obrigada querida! Desculpem-me pela demora, mas eu tinha vestibular para fazer domingo, então... Boa leitura!

Às vezes percebemos que certos artistas tem uma fama um tanto quanto injusta. Sempre tendo sua imagem num patamar muito mais elevado do que realmente merecia.

Percy Jackson não era este tipo de famoso.

Todos sabiam que ele era um bom lutador, um herói nato. Mas ninguém tinha a total certeza até vê-lo em ação. Enquanto desviava de vários romanos e não dava nenhum só golpe, todos percebiam o quão talentoso ele era e o quão difícil seria para qualquer semideus (ou Deus) ganhar dele numa batalha.

Foi impressionante como ele chegou ao fim do mar de semideuses lutando até chegar à pretora.

Pretora esta que não fora difícil de reconhecer.

Não só pela roupa esquisita e totalmente diferente do resto de seu acampamento. Percy conseguiu ver o olhar felino de uma líder e uma expressão calma que apenas os poderosos adquirem. Além do mais, ela tinha dois enormes cães-lobos a sua volta, o que não a fazia ficar totalmente esquecida.

O tilintar das espadas fazia os ouvidos de Percy ficarem surdos, o que o deixou basicamente no modo extinto-semideus. E que definitivamente era um modo arriscado.

Seu primeiro extinto foi confiar naquela pretora. Ele via em seus olhos que ela não tinha cem por cento de certeza no que fazia, e isto já era o suficiente para perceber que ela era uma boa pessoa.

Por isto, quando deixou os meio-sangues que lutavam para trás e foi em direção a pretora, que estava afastada numa tenda que haviam acabado de montar no meio da avenida asfaltada, ele jogou sua vida para a sorte. O que sempre é um acordo ruim.

Quando ele chegou mais perto, ficando a poucos metros dela, outros dois romanos tentaram avançar, mas foram parados pelo gesto da pretora que os mandou entrar na tenda.

Ela por si só chegou perto de Perseu, ele engoliu em seco.

–Estamos em paz! – gritou ele mesmo estando a alguns metros dela. O barulho da guerra era ensurdecedor – Nós, os gregos, não queremos a guerra.

A expressão da pretora ficou ainda mais dura, como se ela não acreditasse numa palavra do semideus. Ele guardou sua espada, transformando-a em uma caneta. Depois colocou as mãos para o alto, num sentido de rendição.

–Você sabe que isto matará todos nós! Nunca haverá uma vitória plena de gregos contra romanos – Percy chegou mais perto – Vamos parar com toda esta besteira desnecessária. Eu acho que você sabe o que é o certo.

A morena chegou muito perto do Jackson. Fazendo seus rostos ficarem a poucos centímetros de distância. Ela falou tão cerradamente que parecia cuspir as palavras:

–Onde está a filha de Minerva? Você me propõe paz enquanto aquela garota mata a minha mãe?

Percy arregalou os olhos. Aquela era então a última peça que faltava. Belona era a mãe da pretora. Obviamente ela conseguiria fazer a filha entrar numa guerra, mesmo que sem fundamento nenhum.

–Olha...

Percy não conseguiu terminar. A facada que levou na base da coluna foi tão forte que todo o seu corpo inclinou-se para frente. Ele tentou abrir a boca para falar alguma coisa. Mas enquanto tirava sua adaga do corpo dele, Reyna tinha o olhar mais malévolo que ele já havia visto na vida.

Ele acabou caindo no chão, pôs a mão em seu corte e descobriu que jorrava sangue aonde Reyna havia esfaqueado-o. Olhou para o chão, o sangue começava a tomar conta de tudo aquilo. Passou a mão na boca, que também agora saía sangue.

Sua respiração começou a ficar mais pesada, seu coração parecia que não ia bater tão rápido mais.

Reyna virou-se para seus soldados, dando algumas ordens de guerra que Percy não ouvir por estar muito ocupado pensando em seu fracasso.

Ela limpou sua adaga e cruzou os braços. Era óbvio que ela sabia do que estava acontecendo entre Annabeth e Belona. Era óbvio que sua querida mãe havia enfiado sonhos revoltantes em suas noites, fazendo-a ficar com raiva da possível morte que a filha de Minerva poderia causar.

Os olhos de Percy começaram a ficar pesados demais, ele começou a perceber que estava morrendo.

–Pare esta guerra agora! – gritou uma voz ao longe, que fez os dois meio-sangues romanos e Reyna olharem em sua direção. Percy também virou a cabeça, reconhecendo a voz de algum lugar.

Porém nada acharam.

–É uma ordem dos gregos. Não queremos lutar e não temos rivalidade com romanos – a imagem de uma Annabeth cheia de cortes rasos apareceu, ela tinha um boné na mão.

Reyna parecia surpresa. Como se não a esperasse ali naquele exato momento. Até Percy estava surpreso.

Annabeth deu passos largos até Reyna, empurrando uma caixa em seu peitoral.

–Não estamos em guerra. E a sua mãe não está morta – os olhos cinza faiscaram – Você, como pretora e representante da justiça não deveria pôr assuntos familiares em primeiro plano. Nós não fizemos nada de errado para o seu acampamento.

–Jason está morto – respondeu Reyna com os olhos também faiscando.

–E sua mãe também estava, não é? Ele foi exilado, e provavelmente junto com a sua mãe que o raptou – Annabeth cruzou os braços – Não temos motivos para guerrear. Uma guerra causará a destruição dos dois acampamentos.

Ela se virou por um momento, o olhar dela e de Percy se encontraram por um pequeno instante, então ela se virou novamente para a direção de Reyna. Falando pausadamente:

–E nós não atacamos meio-sangues que nos vem propor paz, pretora.

Os olhos de Annabeth faiscaram novamente, depois ela foi em direção à Percy e colocou as mãos em seus ombros, preocupada.

–Você está bem?

–Nenhum pouco – respondeu Percy, ainda com a mão no corte profundo que Reyna havia lhe dado.

–Você precisa de um filho de Apolo – ela olhou em volta. Mas todos pareciam muito ocupados se matando. Foi aí que ela ouviu um som ensurdecedor que a fez tampar seus ouvidos. Ela olhou para Reyna e percebeu que aquele som vinha de seus cães-lobos.

Todos pararam de lutar, olhando hipnotizados para a pretora.

–Romanos, a guerra acabou! Nossa Deusa foi raptada e não destruída. E nosso pretor não foi raptado pelos gregos. Não temos mais motivos para continuar aqui – ela passou a mão em seus cães-lobos – Preparem a retirada.

Todos se dispersaram, ainda meio que assustados. Os gregos começaram a comemorar.

Percy sentia seu coração bater devagar, o sangue parando de circular em seu corpo. Sentia-se anestesiado e seus olhos estavam pesados, quase se fechando. Um loiro magro saiu da tenda, assustado.

–Como assim? Pretora, o que você está fazendo? Eles são inimigos...! – Reyna o parou com a mão, entrando na tenda.

E esta foi à última coisa que Percy viu, seus olhos se fecharam e ele já conseguia sentir o barulho das margens do Rio Estige em seus ouvidos.

(...)

Aquela, ainda, não havia sido a última vez que seus olhos se fecharam. Depois do que pareceram segundos, ele acordou novamente, com raios solares que nunca existiriam em Hallock em seu rosto.

–Bom dia, flor do dia – ele ouviu uma voz rouca e grossa brincando. Seus olhos se focaram. Zac tinha um sorriso no rosto, mas os olhos preocupados. Percy forçou um sorriso.

–Olá, raio de sol – respondeu Percy fazendo Zac rir.

–Bem vindo de volta ao mundo, Sr-estou-de-coma-nenhum-pouco-induzido – o filho de Poseidon se mexeu em sua cama, aparentemente confuso.

–Quanto tempo eu apaguei?

–Umas duas semanas... – Zac olhou envolta da enfermaria – Sim, amanhã fazem 14 dias que você decidiu tirar um cochilo. A adaga daquela pretorazinha tinha ferrugem porque sua hemorragia foi bem chatinha de curar.

Percy parecia assustado, duas semanas? Que loucura era aquela? Zac sentou-se ao seu lado, agora com a expressão mais séria.

–Estou feliz que você tenha acordado, ignore as piadinhas – Percy deu um sorriso de lado.

–Eu sei, cara.

–E é bom ter você aqui de novo, essas duas semanas... – o loiro não conseguiu terminar. Foi interrompido por um pequeno grito de satisfação que Victória deu ao chegar à enfermaria.

–Você acordou!

Perseu olhou para Victória assustado, mas logo sorriu ao vê-la tão bem. Quando ele ia dizer alguma coisa foi interrompido pelo abraço de urso de Vic.

–Eu fiquei preocupada, você baqueou mesmo – respondeu ela sorrindo. Sem nem ao mesmo falar ou olhar para Zac. Percy percebeu isto e semicerrou os olhos, tentando entender o que aconteceu com os dois – E você não perde uma. É bom saber que você estará na reunião dos conselheiros-chefe amanhã.

–Ele ainda está cansado, Vic – objetou Zac. A filha de Afrodite o ignorou.

–Nos vemos amanhã, então? Tudo bem? — ela piscou para ele e o filho de Poseidon sorriu. Zac, ao lado deles, fez uma careta.

–Espera só um minutinho, Vic – chamou Percy. Ela se virou sorrindo gentilmente. Ele se remexeu incomodado em sua maca – E a Annabeth... Ela está bem?

Vic e Zac se entreolharam pela primeira vez, numa linguagem de olhares nada boa. Percy franziu as sobrancelhas, sem entender muita coisa. Vic olhou para seus próprios pés.

–Ela te visitou algumas vezes, e está bem também, mas... – a loira mordeu o lábio inferior, sem saber como prosseguir – A Annabeth que você estava preocupado não existe mais, meu bem.

Notas finais
É tão doido saber que o próximo capítulo já é o último da temporada, espero que vocês estejam tão animados quanto eu. Deixem seus reviews! Faz bem para o coração da autora. Beijos e até o próximo!