Notas iniciais
Olááá!
Como vão vocês?
Bem, primeiramente eu quero agradecer a Anaklusmos pela maravilhosa recomendação. Fiquei muito feliz com ela. Muito obrigada.
E algumas pessoas me perguntaram sobre Mar de Monstros, e bem, eu respondo sobre o filme nas notas finais.
Boa leitura!

Vic suspirou. Quando começaria a ter mais sorte?

-Percy, ela não fez nada... – Annabeth logo começou. Percy a parou com a mão.

-Não, espera. Porque você estava com a mão no pescoço dela então, Vic? Fazendo uma massagem? – os olhos verdes dele faiscaram de raiva. A filha de Afrodite afundou com a cabeça no banco da picape. Com raiva de tudo e de todos.

-É assunto de garota, seu... Seu... Cabeça de Alga! – Gritou Annabeth. Vic gargalhou, batendo palmas. Percy ficou com as bochechas vermelhas e se sentou no banco de motorista, jogando os lanches para as outras duas.

-Cabeça de alga... Ótimo. — murmurrou ele acelerando – Conversa de garota, grande bosta.

Annabeth sorriu de lado enquanto pegava seu lanche. A melhor coisa em ser americano era que a coisa mais fácil de encontrar no país era uma comida gordurosa. E depois do seu descobrimento da paixonite de Vic, Annabeth sentia-se mais que num momento oportuno para comer algo bem gorduroso.

Eu poderia dizer que a viagem até Cincinnatti fora cheia de monstros e aventuras, como Annabeth queria que fosse para poder enfim lutar um pouco e mostrar para os outros dois ao seu lado que sabia, sim, se defender. Mas aparentemente a estrada estava cheia e apaziguada.

Ir para Cincinnatti foi à viagem mais calma que Annabeth teve na vida, e isto a aborreceu.

Chegaram à metrópole a tarde, onde o céu já estava escuro e as luzes da Queen Of the West já brilhando pela cidade. Annabeth morava em Nova York, conhecia aquele tipo de cidade, mas não podia deixar de abrir a boca ao ver o rio de Ohio ao redor da cidade e os prédios em seu litoral, era definitivamente um lindo lugar.

Pela primeira vez ela decidiu tomar o controle da situação e ressaltou que escolheria e pagaria o hotel (porém, obviamente, ela apenas estava sendo interesseira, pois iria pegar dois quartos, um para ela e Vic, e outro para Percy, e que assim poderia discutir e saber melhor desta tal história do mais novo casal do acampamento, que não são bem um casal... Bem, você entendeu).

Com isto tudo Percy e Vic acabaram boquiabertos num hotel 4 estrelas com uma diária provavelmente muito cara, Annabeth foi saltitando até o balcão e quando seu cartão de crédito passou pelo leitor, o recepcionista abriu a boca e arregalou os olhos.

Percy riu pelo nariz enquanto voltava para o carro revoltado, por algum motivo odiava o fato que Annabeth era muito rica, talvez pelo fato que nunca gostou de garotas metidas (ela era uma gloriosa exceção). Infelizmente voltou cinco segundos depois com todas as mochilas e um bico no rosto.

No elevador, Annabeth falou seu glorioso plano:

-Eu peguei dois quartos, um para mim e Vic e outro para você, Cabeça de Alga. – Victória revirou os olhos, entendendo rapidamente todo o plano maligno de Annabeth. Quando chegaram ao corredor, Percy se despediu com um breve selinho e foi para o quarto ao lado. Vic estava tentada a ir para o mesmo quarto que o garoto, mas acabou sendo puxada (literalmente) por Annabeth para o outro quarto.

Ela jogou a mochila de Vic no chão e se sentou com ela na cama. Os fatos correram tão rapidamente que só naquele momento Vic reparou na beleza do lugar. O rio Ohio estava na visão das duas, e uma televisão 40 polegadas estava embutida no alto da parede. Havia duas camas de casal confortáveis naquele quarto enorme.

Annabeth bateu uma palma apenas e se sentou numa posição de índio, sua expressão era uma que Vic nunca havia visto nela em toda sua vida: Pura malicia.

-Olha. Eu sou muito boa com esta coisa de decifrar relações amorosas das pessoas, e você que é a filha de Afrodite por aqui... E deve ser por isto que você escondeu tudo muito bem. Quer dizer, que tipo de filha de Afrodite não é apaixonada por alguém? Vamos! Eu quero saber a história inteira deste filme de amor.

Vic franziu o cenho e colocou as duas mãos para cima, num sinal de rendição.

-Eu não disse em nenhum momento que você era a minha amiga, e que eu iria te contar todos os meus segredos ou algo do tipo... – Annabeth ficou parada por um segundo, sua expressão parecia agora de uma pessoa que havia levado uma bela bofetada.

Vic percebeu o que fez e suspirou fundo, como se estivesse feito a maior besteira da sua vida – Desculpa, mas eu não quero ficar me abrindo com qualquer pessoa desta forma.

-Eu sei disto, até sua irmã Helena não sabe o que você sente. Quer dizer, você se lembra daquela briga que tivemos no começo do ano, não? Ela jurava de pé junto que você e Percy tinham alguma coisa – Vic deu de ombros.

-Minhas irmãs gostam de acreditar em qualquer história de amor que veem por aí. Eu já havia deixado claro que não tinha nada com Percy. Mas quem disse que elas acreditam? — Vic olhou para Annabeth que voltou com sua expressão maliciosa. Ela quase quis se dar um tiro quando percebeu o que tinha feito: Já havia começado a se abrir.

-E como você e Zac se conheceram? Como você começou a gostar dele? – a filha de Afrodite riu pelo nariz.

-É melhor você se deitar invés de ficar sentada. A história vai ser longa- Annabeth assim fez, animada – Tudo bem. Como você já deve saber, quem me levou para o acampamento foi Percy e Zac. Na época eles já tinham dois anos e eram garotos experientes. E eu era uma garota de 15 anos, filha de Afrodite, perdida e bobinha. Aconteceu deles me salvarem num dos becos de Los Angeles, os dois estavam lá junto com Nico para comemorar o aniversário de Percy. Depois disto eles me levaram para o acampamento e viramos grandes amigos. Eu sempre achei o Zac bonito e nós dois sempre fomos melhores amigos e tudo mais. Por algum motivo, porém isto que você está pensando nunca aconteceu. Eu e ele... Nunca deixamos de sermos só amigos.

No fim da história, Vic já estava ao lado de Annabeth, as duas deitadas e olhando para a cama, os cabelos loiros delas estavam misturados, o de Vic liso e o de Annabeth cheio de ondas, o da filha de Afrodite dourado queimado e o da filha de Atena um loiro claro como um creme.

-Você sabe que tudo isto é uma questão de postura, não é? – Annabeth sabia que Vic estava escondendo várias coisas naquela história, mas decidiu não ligar – Você é acomodada, Vic, o Zac te vê todos os dias a quase cinco anos. É hora de mudar o comportamento para mostrar que tem algo de diferente em você.

-Como assim? – as duas olhavam para o teto enquanto comiam um pacote de doritos que acharam na dispensa perto do frigobar (elas pegaram também biscoitos e coca cola) – Talvez eu aja muito como uma amiga dele? Eu não sei... Eu...

-Você tem que ser diferente. Vocês são melhores amigos, ele é acomodado com você. De um jeito que não é acomodado com nenhuma outra garota – Annabeth sorriu de lado – Quando você apareceu toda carbonizada naquele dia do incêndio ele estava pronto para explodir de preocupação, de verdade, como um balão.

Vic sorriu de lado, um sorriso mínimo que Annabeth não percebeu.

-Quando voltarmos é isto que você irá fazer. Eu te ajudo. Ele gosta de você, só é um pouco babaca porque você ajuda – a filha de Afrodite riu pelo nariz. Uma garota de 17 anos filha da Sabedoria a ajudando em questões amorosas. Era o cúmulo.

(...)

-Porque exatamente estamos aqui, Annabeth? Nós temos uma missão a fazer, sabia? – Percy ralhou enquanto cruzava os braços. Vic, que estava estranhamente de bom humor, riu e o puxou, fazendo-o seguir Annabeth pelas ruas da metrópole.

A filha de Afrodite franziu o cenho, parando com as duas mãos na cintura. Percy a ouviu murmurar um “será que é por aqui?” e se sentiu no ápice da falta de paciência.

-Annabeth, o que está acontecendo? Estamos andando como loucos por uma cidade à noite sendo que depois de todo este dia de viagem deveríamos descansar. Eu estava ótimo lá naquele hotel – ele só estava de mau humor porque quando Annabeth o chamou, às nove da noite, ele estava quase zerando um jogo no Playstation 3 do quarto.

-Eu caí no sono e tive uma visão, uma visão esquisita... Eu não sei como, mas eu sei que a visão foi aqui em Cincinnatti, em algum lugar neste centro. Era como se precisássemos de alguma coisa por aqui, mas eu não sei exatamente o quê – ela franziu o cenho novamente e parou bruscamente, quase fazendo Percy e Vic baterem nela. Os três pararam num beco escuro com apenas um letreiro dourado no fundo escrito “Love’s Club Strip”.

Vic riu.

-Desde quando Love é o nome de alguém? Lugar brega. Quer dizer... – Percy a prensou contra a parede, ficando muito perto dela. Depois puxou Annabeth para o seu lado também, na frente deles tinha uma caçamba de lixo que os tampava.

-Vic – sussurrou ele – Love... Pensa – ele se virou e olhou para Annabeth seriamente, depois para aquele letreiro novamente, que agora tinha um segurança enorme na frente da porta – Parabéns, Annabeth – murmurrou Percy – Você nos trouxe ao covil de um Deus.

Annabeth e Vic também esguelharam pela caçamba, naquela direção havia naquele momento três cabecinhas (as deles) olhando atentamente o letreiro. De uma hora para outra uma fumaça dourada apareceu e os três fecharam os olhos, quando abriram novamente havia um homem cheio de estilo arrumando a jaqueta.

-Que dia horroroso – disse ele olhando para cima – Eu não aguento mais ter que me ficar esguelhando por aí, sabia? Minha mãe está livre leve e solta e eu aqui – ele tirou seus óculos escuros (até porque estava à noite) e olhou ao redor. Os três se esconderam rapidamente, logo depois voltaram a olhar.

-A chave já foi entregue – disse o segurança, então um objeto metálico apareceu em sua mão, o Deus sorriu e pegou a chave, guardando-a no bolso da frente de sua calça jeans.

-Isto é ótimo. Eu sei quem vai adorar isto aqui – ele disse. Sua voz agora um pouco malévola — Você sabe que esta chave é a porta daquele acampamento, não? Ele pode se transformar naquilo que precisamos para deixa-lo desprotegido.

Percy e Vic se entreolharam, o moreno apenas mexeu os lábios pronunciando “veneno” e ela assentiu. Annabeth não fazia nem ideia do que estava acontecendo, estava tentando lembrar que Deus era aquele, pois ela se lembrava de ter o visto em algum livro que andou lendo nos últimos dias.

O homem dos cabelos loiros (o Deus) entrou e o segurança sumiu. Percy saiu dali e pegou sua caneta no bolso, transformando-a em espada, porém Vic bateu em sua mão.

-Percy, nós não podemos lutar. O que tem lá dentro? – Annabeth se assustou.

-Lutar? Entrar lá dentro? Porque não podemos simplesmente voltar para o hotel? Ali era o lugar que eu tinha visto e ali tem um Deus. Charada resolvida.

-Annabeth – começou Percy, naquela noite em especial ele estava sem paciência, como vocês já devem ter percebido – Você não ouviu o que ele disse? Eles têm a chave para desproteger o nosso acampamento, como deixa-lo a mercê de inimigos. Temos que pegar aquela chave.

Annabeth revirou os olhos. Achava tudo aquilo tão desnecessário.

-Tudo bem. Iremos entrar. Mas eu só acho que é uma péssima ideia entrar lá com uma espada na mão – Vic sorriu de lado, sacana. Eram duas contra um. Percy suspirou e voltou com a espada em forma de caneta, guardando-a no bolso – Tudo bem, o que iremos fazer? – continuou Annabeth com os braços cruzados.

Vic pegou no pulso dela com uma mão e no pulso de Percy com outro, em seus olhos azuis refletia-se o brilho do letreiro.

-Bem pessoal. Aquilo ali é uma boate de streap. Nós só queremos uma noite bem... Prazerosa.

Notas finais
Então pessoal, os três vão entrar numa boate de streap tease. Vocês não leram errado. kk
E sobre Mar de Monstros, gente, eu não vi. E não estou curiosa para ver no cinema, espera.. Só um pouco. Eu não gosto da adaptação cinematográfica de Percy Jackson, eu adoro o Logan mas morro de raiva por terem manchado a imagem do livro que não tem nada a ver com o filme, então eu não estou animada com o segundo filme não...
Deixem seus reviews pessoal, é muito importante para mim saber o que vocês estão pensando sobre a fic.
Beijos e até o próximo!