Champions

12 Capítulo 11 - A primeira magia proibida


Notas iniciais
Oeeeee o/ Gente, gostaria de dar um aviso IMPORTANTE (vou até deixar isso na maiúscula pra ninguem ignorar) A frequencia de postagem (já baixa) vai diminuir, pois minhas aulas começam quinta feira (finalmente serei um estudante colegial *u*). Mas eu vou tentar postar mais um capitulo amanhã pra vocês não ficarem bravos (sei lá se vocês ficariam bravos sobre eu demorar pra postar mais). E eu tambem gostaria de dizer que eu chorei neste capitulo, mas não me culpem, foi preciso ;-; Enfim, espero que gostem, e boa leitura o/

– Heiko Wingdol. — Ewa disse para si mesma.

– Ora, ora... Ewa Pollanski? Quanto tempo, não?

– Vocês se conhecem, vovó?

– Nós saíamos juntos a vários anos atrás. — a senhora respondeu à neta — E entramos juntos na Ordem.

– Vejo que não mudou nada desde que se foi, Ewa.

– Você, pelo contrário, está bem acabado.

– Não mais do que vocês quando eu terminar por aqui.

Um veloz Fulgur se seguiu na direção dos quatro, mas fora desfeito por Anninka, que conseguiu se defender por reflexo. Em seguida, uma série de jatos de água foram lançados, mas foram barrados por uma parede de vento que Eric criou para defender-se. O que o rapaz não esperava era um ataque mais direto de Heiko, que se moveu rapidamente na direção do jovem após o mesmo bloquear seu ataque.

Com a mão envolta por um Fulgur, o senhor tentou um golpe na barriga do rapaz, que só conseguiu se defender ao segurar o braço elétrico do homem e congelá-lo o mais rápido que lhe era capaz.

Wingdol precisou afastar-se alguns passos, segurando o braço congelado na tentativa de reaquecê-lo. No entanto, Anninka atirou duas esferas elétricas na direção do mesmo, que decidiu usar o próprio gelo em seu braço, expandindo-o numa parede que pode barrar o ataque.

– Vocês dois não poderão derrotá-lo. — disse Ewa para os dois magos — Eu irei pará-lo. Mas eu gostaria que prestassem atenção no que irei fazer.

– Vai mesmo usar aquilo, Ewa? — Heiko perguntou num tom de sarcasmo. — Você sabe as consequências. Afinal, voce mesma o criou.

"Consequências?" se indagou Anninka mentalmente. Acreditava ja ter visto todas as magias da avó. O que mais ela poderia fazer?

– Por favor garotos, afastem-se. — a senhora disse num tom imperativo e sério.

Os três se afastaram um pouco, e Heiko desfez a parede de gelo, assim como o que envolvia seu braço. Eletrocutou a mão novamente e ameaçou Ewa:

– Se der mais um passo estará morta.

– Tudo bem. Ja ensinei meus discípulos, e esta será minha última aula para eles.

Uma aura num tom ciano envolveu Ewa, mas de forma a ainda lhe deixar visível.

– Zablokować!!

O corpo de Heiko travou. Ele não conseguia mover nada que não fosse de seu rosto. A eletricidade em suas mãos se desfez.

– Prawy!

O senhor, que estava levemente encurvado, ficou reto, olhando fixamente nos olhos de Ewa com ódio e medo ao mesmo tempo.

– Eric, Anninka, continuando nossa aula. — Ewa disse em bom tom — As magias, Vitae, Mortem e Luna, escondem um segredo. Além de serem as magias mais poderosas existentes, elas tem algo. Uma magia proibida para cada. A que irei demonstrar agora é a magia proibida de Vitae.

Um circulo ciano com vários escritos em runas se formou abaixo de Heiko e Ewa. Um brilho um tanto forte começou a ser emanado pelo mesmo.

– Anninka. Voce evoluiu muito. Minha felicidade foi te criar e te ver crescer. Se tornar uma maga incrível, alem de minha única descendente que irá herdar essa magia.

– Vovó... — a moça começou a chorar. — Vo... Você está se despedindo?

– Sim. Espero que possa se virar por si mesma daqui pra frente.

– Por favor vovó. Não faça isso. Eu não estou pronta para ficar sozinha.

– Você não está sozinha, minha querida. Eles estão contigo. — Ewa se virou para fitar a neta uma última vez. — Voce é tão parecida com sua mãe. Obrigada pela felicidade. Adeus, Anninka.

– Vovó!! — ela chorava muito, implorando para que Ewa não fizesse aquilo. Apenas não correu para abraçar a senhora por que Eric e Albert a seguravam.

– Boski Wyrok! — a senhora disse em um tom alto, fazendo o circulo abaixo de si brilhar com uma intensidade incrível.

Um feixe de luz cegou os jovens por alguns momentos. Quando abriram os olhos novamente, Heiko havia desaparecido. Ewa estava ali, mas estava num tom pálido, além de apresentar o que pareciam rachaduras. Virou com dificuldade a cabeça para trás.

– Anninka... Eu t...te... Amo...

O corpo cinzento se desfez com uma leve brisa, se transformando em pó lentamente, assim pondo um final na vida de Ewa Pollanski.

Anninka quis gritar. Gritar de tristeza, gritar de raiva, gritar de dor. Não pode suportar ver alguém que viveu tanto tempo se transformar em pó bem à sua frente. Caiu ajoelhada e desabou em prantos. Eric a abraçou, na tentativa de consolar a amiga. E ali ficaram por alguns minutos, com a jovem chorando no ombro de Eric.

– Irmão — disse Albert — , nós precisamos ir, ficar aqui agora não será bom...

– Sim. Vamos, Anninka.

– E...Eu não posso abandonar isso tudo... Não agora. Não sem minha avó.

– Anny. Vamos.

A jovem fitou os olhos daquele que a abraçava. Percebeu uma lágrima que rolava pelo rosto do mesmo, e naquele momento ela compreendeu: ele estava se segurando. Estava tentando ser forte na frente dela e do irmão. Talvez ela também devesse ser naquele momento.

Eric beijou a testa de Anninka e se levantou, estendendo a mão para ajudar a mesma a se levantar. Os três jovens então saíram da casa, deixando para trás os únicos restos mortais daquela que os ajudou a ficarem mais fortes.

* * *

Os três embarcaram num trem para Swinoujscie, onde pegariam um barco para a Lituânia. Precisavam ir para a Rússia logo. Gina se encontraria com eles depois.

A viagem não demorou muito, uma vez que as cidades não são tão distantes entre si. A cidade não era muito grande, mas era realmente bonita. Boa parte de sua costa era constituída de portos, embora houvessem também muitas praias, e hotéis um tanto chamativos. Suas construções mantiam um estilo contemporâneo, mas sem abandonar o visual clássico que a cidade tinha. Boa parte era urbanizada, embora algumas costas ainda fossem tomadas pelo verde.

Os três estavam silenciosos. Não queriam conversar, pelo menos, não depois daquela cena. A única coisa que quebrou o silêncio foi o ronco do estômago de Albert. Os três estavam com fome, então pararam em algum restaurante qualquer, fizeram seus pedidos, e escolheram uma mesa para comerem. Novamente, o mais novo dentre os três quebrou o silêncio.

– Gente. Eu sei o quão triste foi ver aquilo.

– Não do mesmo jeito que nós, irmão. — interrompeu Eric — Para nós, ela não foi apenas alguém que nos ajudou. Foi alguém que nos ensinou e nos acolheu.

– E você acha que ela estaria contente de vê-los cabisbaixos assim?

O silêncio retornou. E assim permaneceu por mais alguns minutos, quando os jovens embarcaram num navio, não muito grande, com destino à Lituânia. Mas talvez aquela viagem não fosse tão calma quanto eles pensaram.

Notas finais
Oi de novo :3 Gostaram? Choraram? Me odiaram? Espero voces no próximo capitulo o/ Até lá