Chalé Nas Montanhas
4 Você é o motivo de tudo isso ! - Sra. Miller
Notas iniciais
Inclui, nesta fic, uma pessoa diferente, ela ainda vai aparecer em dado momento crucial. Aguardem !
Hoje
Todo o caminho para o chalé, parecia sido feito com um pincel numa enorme tela oferecida pela natureza.
Sara não conseguia parar de dizer o quanto tudo era lindo e que estava se sentindo em um paraíso, deixando Grissom muito orgulhoso.
Os demais chalés pareciam casas de conto de fadas, mesmo tendo a impressão de serem menores do que aquele que ele havia escolhido, agora entendia a enorme diferença no preço.
Assim que iam avançando Sara observava encantada.
_É esse ?
_Não !
Mais adiante …
_Então é esse ?
_Também não !
Eram todos tão lindos.
Antes que ela pudesse perguntar pelo próximo ele se adiantou dizendo que também não era aquele, depois de ter passado por eles, parou frente a um enorme portão, avistou o chalé mais no alto.
_Grissom, eu não estou acreditando em meus olhos !
_Gostou ?
_Meu Deus, eu amei !
Era ainda mais bonito que nas imagens que ele vira. Era enorme e mais parecia uma mansão construída por algum figurão de Vegas, em algum bairro nobre da cidade.
Todo feita em madeira e acabamento nobre, possuía uma varanda ao redor e uma escada indicava que tinha sido construído em nível, para que quem estivesse dentro dele, tivesse uma ampla visão das montanhas e de toda a região ao redor.
Eles desceram e ela correu pelo vasto gramado como uma criança, com Hank atrás dela.
Ofegante ela pulou no colo dele, beijando todo o seu rosto.
_Hei, você vai me derrubar desse jeito.
_Eu não tenho palavras para agradecer. — Seus olhos desta vez deixaram escapar uma lágrima e ele se comoveu com ela. Tinha acertado em cheio em sua escolha. O preço ? Agora, se importava menos ainda pela pequena fortuna que desembolsara.
_Deus Sara, você é o motivo de tudo isso !
Ela segurou seu rosto entre as mãos e o beijou longamente, enquanto Hank pulava ao redor deles.
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Antes
Tinham inúmeras coisas para fazerem, ela precisava comprar algumas coisas básicas, pessoais, ajeitar seu apartamento, marcar um horário para cuidar de suas unhas delicadas, coisas de mulher.
Ele tinha que levar Hank para um passeio, organizar sua conta bancária, conferir seus e-mails, e deixar a casa aos cuidados de sua ajudante semanal. A sra. Miller.
Ela gostava de ficar sozinha, organizar os serviços domésticos, separar as roupas para serem levadas à lavanderia, higienizar a área de serviço, onde Hank dormia.
Esta era sua primeira tarefa, cumpria uma bem orquestrada agenda, tudo como sempre. A agência de empregos tinha disponibilizado para ele, a melhor que já tivera. Ela era exatamente igual a ele. Perfeita em seus detalhes. Antes, a preocupação em confiar a alguém suas coisas pessoais, seus livros, seus armários, e agora há alguns anos, ele respirava aliviado toda a confiança que depositava nela.
Seu aspecto era de uma mãe cuidadosa que se esmerava em agradar – lhe. Não que fosse velha em sua aparência, mas ela transmitia boas sensações, suavidade e calma.
Ficavam atentos a um importante detalhe.
A sra. Miller sabia que seu patrão tinha uma namorada, antes mesmo de conhecê – la, uma evidência aqui, outra ali, o banheiro com coisas de mulher, os armários com algumas portas e gavetas trancadas a chave, a mudança em sua costumeira seriedade.
Por opção deles, Sara nunca ficava enquanto ela estivesse lá, para evitar constrangimentos.
Acontecera apenas uma vez, quando Sara estava sentada à mesa com ele, tomando o café, e ela por conta de um compromisso pessoal, chegara mais cedo.
_Bom dia Dr. Grissom !
_Bom dia, sra. Miller.
Sara se virou para ela, ainda usando um curto roupão, que mal cobriam suas pernas.
_Bom dia, sra.
_Esta é a Sara, minha namorada. — como era bom ouvir aquilo, na verdade, ele não tinha outra alternativa. Uma mulher, logo pela manhã, pernas de fora, ele de roupão. Não tinha como negar !
Os seus olhos pequenos e escuros, abaixaram no mesmo instante em que estendia a mão à morena, com coxas expostas.
Elas se cumprimentaram e foi uma cena, no mínimo, engraçada.
Como uma mulher muito discreta, ela mal conseguiu olhar para Sara, e ele percebeu que sua ajudante estava envergonhada.
Talvez por, pela primeira vez, ver alguém rondando seu apartamento com trajes tão mínimos, e seguramente tão mais jovem que ele. A descoberta de que, realmente ele não era um homem solitário, que ele tinha mais alguém cuidando dele, embora muito veladamente, mas ele tinha.
Talvez fosse um romance às escondidas, porque a morena, era a mesma da foto na estante, onde ele aparecia com a sua equipe. A conclusão viera depois dela perceber que ele não alardeava aos quatro ventos uma mulher em sua vida, quando o mais comum era o gosto dos homens em exibir como um troféu, alguém tão linda feito ela e muito mais jovem.
Ele era o supervisor, e muito respeitado, talvez fosse algum tipo de regra interna, alguma norma que regia uma proibição sobre membros de uma mesma equipe.
Entendia sobre essas coisas, seu filho mais velho havia dito algo sobre circunstâncias que presenciara na empresa onde trabalhava.
Se seu patrão necessitava de discrição, ela o faria, com total entrega, afinal nunca tivera alguém a quem devia obediência que fosse tão correto quanto ele.
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