Chalé Nas Montanhas

25 Procedimentos - Ex namorados ?


Hoje

Grissom chegou ao hospital poucas horas depois, estava apreensivo.

Assim que avistou Cath no corredor, ela correu em direção a ele.

_Gil ! Ainda bem que chegou.

_E então ? Como ele está ?

_Inspira muitos cuidados. Estou com medo, Gil !

Ele a abraçou e a embalou com carinho.

_Alguém avisou a filha dele ?

_Nós não temos o telefone dela. Não sei nem por onde começar. E ainda não consegui falar com a Sara, Tentei há umas duas horas atrás.

_Eu posso fazer isso depois, não se preocupe.

Neste momento o médico veio em direção a eles.

_Dr Wattson ?

_Você deve ser o Dr.Grissom ?

_Yeah … muito prazer. E então ?

_Ele está se estabilizando agora, devemos aguardar até que suas funções possam voltar a agir normalmente, mas a cirurgia ainda tem que ser realizada.

_Pode me precisar quando ? Tem ideia de tempo ?

_Talvez ainda esta noite, gostaria de tomar uma decisão por escrito e fazê – lo saber das probabilidades.

_Qual o risco ?

_Alto, muito alto.

_E se não o fizer ?

_Com certeza ele não sobreviverá. O local em que a bala se alojou está perigosamente próximo ao seu órgão vital.

_Faça a cirurgia, doutor. Por minha conta e risco.

_Sabe que temos alguns papéis para serem assinados.

_O farei imediatamente.

O tempo que ele passou esperando, pareceu uma eternidade. Seus olhos cansados pareciam arder. Ele se lembrou de Sara no mesmo instante, saiu para fora, discando o número dela. Ao primeiro toque, ela atendeu.

_Oi querida.

_Gil ? E então ? Como estão as coisas ?

_Complicadas, ainda vai ser operado esta noite. Onde você está ?

_No chalé.

_Sozinha ?

_Huhum.

_Não quero que fique aí, vá para a cidade, leve o Hank para o hotel, e alugue um quarto.

_Eu vou ficar bem, amor. Não se preocupe.

_Não vai não, por favor, faça o que estou pedindo. Converse com a Jenny, se puder fique em companhia deles. Não quero ficar pensando em você aí, sem mim.

_Está bem.

_Vai fazer isso ?

_Vou sim, assim que desligar vou descer para a cidade. Você comeu ?

_Ainda não, vou esperar chegar alguém aqui do lab e descer para a cantina.

_Sabe que gostaria de estar aí, não é ? Ao seu lado.

_Não se preocupe comigo, vou me ajeitar.

_Então me mantenha informada. O telefone ás vezes perde o sinal aqui, tentou me ligar antes ?

_Não, mas a Cath me disse que não conseguiu falar com você.

_Ah … ainda bem que você conseguiu.

_Preciso ir, ele pode me avisar da cirurgia a qualquer momento, parece que o Greg e o Nick chegaram.

_Bem … me ligue assim que tiver mais notícias. Um beijo, querido.

_Sara ?

_Sim …

_Eu te amo !

_Eu também te amo, sabe disso !

Ele deslizou e os garotos vieram ao seu encontro, o abraçando.

Enquanto eles estavam esperando alguma notícia, ele desceu para comer alguma coisa. Mas estava sem fome.

Sara ajeitou Hank, pegou algumas roupas e desceu a ladeira. Parou em frente ao chalé de Anton e Jenny e os chamou.

Max correu para recepcioná -la e Hank latiu dentro do carro.

_Quieto, garoto.

Anton surgiu na varanda, ajeitando o cordão se seu roupão.

_Sara ? Cadê o Grissom ? O que aconteceu ?

_Oi Anton, ele teve que voltar a Vegas, nosso capitão foi baleado, ele está lá para cuidar da burocracia.

_Você está ocupado ?

_Não querida, estávamos no banho, vamos descer para jantar.

_Gil me pediu para não ficar no chalé, estou indo para a cidade também, podemos nos encontrar lá ?

_Claro, nos dê meia hora.

_Combinado. Dinner's Ross ?

_Perfeito.

Assim ela os esperou algum tempo depois.

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Antes

Uma mão macia tocava seu rosto, o cheiro dele lhe impregnava o nariz, seu estado letárgico, não lhe dava a noção exata se estava em um delírio ou em um sonho.

_Sara ?

Alguém a chamava e aquela mão quente sobre seu rosto, não queria acordar, estava tão bom.

_Sara ?

Mas aquela voz parecia tão perto.

Ela abriu os olhos com dificuldade e uma imagem foi tomando forma bem à sua frente.

_Gil ?

_Que sono pesado, querida, você está toda encolhida.

Ela se sentou, ainda muito sonolenta.

_Estou sonhando ?

_Não !

_O que houve ?

_Temos que trabalhar, um acidente na Road Street. Serviço pesado. Ônibus, caminhão e um veículo de passeio.

_Deus do céu !

Ele havia tomado banho e foi para a cozinha preparar um café.

Minutos depois ela se juntou a ele.

_Gil ? Como entrou aqui, ontem ?

_A chave reserva. Sei seu esconderijo secreto.

_Ah … a arandela.

_Estive pensando, você poderia me dar uma chave, definitivamente.

_E se houver um … incidente. Você sabe, aparecer de surpresa é perigoso.

Ele colocou a mão na cintura, enquanto olhava para ela.

_E o que pode fazer de tão surpreendente quando está … sozinha ?

O olhar dele beirou à malícia.

Ela teve vontade de lhe jogar a caneca.

_Nada do que está pensando, não mais. Tenho você, para me … você sabe.

Ele riu.

_Quero dizer, se estiver com visitas, e você … simplesmente abrir a porta … com a sua chave !!! Já imaginou a cena ? Ops … casa errada ! Ia ser um desastre

_Hum … talvez possamos usar uma espécie de mensagem.

_Como assim ?

Ele fechou um olho, satirizando a conversa.

_Uma aviso na porta. “Tenho visitas”, talvez ?

_Ah … agora também faz gracinhas, dr. Gilbert ?

Ele passou manteiga em um pão e empurrou na torradeira, enquanto sorria para ela.

_Podemos pensar em alguma coisa.

_Podemos usar cores, vou instalar uma luz no corredor e um interruptor aqui dentro. Verde para Acesso Livre e vermelho para Ocupado, como nesses hotéis de quinta categoria, que alugam os quartos, para sexo rápido.

_Como sabe disso ?

_Informação desnecessária em folhetos de propaganda.

Ele deu a volta e a abraçou, passou as mãos em seus cabelos, depois as descansou na nuca, a beijou com carinho e quase deu um pulo com o barulho da torradeira.

Ela desatou a rir, enquanto ele tirava o pão quente da peça pré histórica.

_Você precisa comprar alguma coisa mais silenciosa.

_Deve ter mais de dez anos isso aí.

_Ainda vai botar fogo na casa. Além de espantar seus namorados.

_Meus ? Quantos acha que trouxe para cá.

_Não quero saber.

_Talvez não preencha uma mão …- ela olhou para ele, sórdida. _Mas os pés … ainda vão faltar dedos.

_O que ???

A expressão dele se tornou dura.

_Hum … por que o espanto ?

_Já disse que não quero saber … de seus ex namorados !

_Estou brincando … você foi o único … desde … desde …

_Basta, Sara !

_Tudo bem … assunto encerrado.

Imaginar aquele imbecil passeando pelo apartamento, talvez vestindo apenas a peça de baixo lhe desferiu um golpe no estômago. Não queria aquela visão ridícula o assombrando.

Ele fechou a cara e não falou mais com ela por longo minutos, até que o telefone reverberou em seus ouvido.

_Onde diabos, está ? Já avisou a Sara ?

_Estamos … eu já estou de saída, precisei de uma boa ducha para acordar. A Sara deve estar chegando aí.

_Então não demore, homem de Deus, tenho que estar de volta à delegacia, aquilo está parecendo uma feira de delinquentes. Houve uma briga com policiais envolvidos. Venha logo, Clark Gable !

A expressão dele se suavizou. Clark Gable ? Seria pelos cabelos molhados ? Estava mais para William Holden … de barba !

_O que foi, Gil ?

_O Jim … vamos mocinha, estamos atrasados. Você vai na frente.