Chalé Nas Montanhas

16 Me sinto preso! - Boa desculpa.


Eles viram quando o restante de seus amigos entraram no restaurante.

Allegra se jogou em cima de Grissom beijando seu rosto, depois fez o mesmo com Sara.

Jenny prestava atenção na cena atenciosamente.

_Podemos nos sentar aqui, Grissom ?

_Claro Paul, fiquem à vontade, nós estamos terminando, mas sem problemas.

_Temos que fazer umas compras, ou quer deixar para amanhã, amor ?

_Já que estamos aqui, podemos aproveitar.

_Vocês irão à festa country ?

_Sim, a Sara quer fazer isso.

_Tudo pela Sara, Grissom ?

_Tudo pela Sara, Joel.

O olhar que ele lhe lançou fez seu coração derreter. Muito bom, era lindo quando ele demonstrava carinho e não se importava com a plateia.

Allegra ficou o encarando mas ela viu que ele nem se atreveu a devolver o olhar. Pelo contrário, ele puxou Sara para mais perto, deu um beijo na altura de sua têmpora e disparou.

_Faço qualquer coisa por ela.

_Tem certeza que vocês não são amantes ?

_Allegra ! Você adora passar dos limites. Sem bebida esta noite !

_Sim papai, vou me comportar ! — Ela zombou dele que parecia não ter gostado nenhum pouco.

Jenny e Sara trocaram um olhar cúmplice.

Aquela mulher era indiscreta, arrogante e talvez fosse alcoólatra.

Estava sentada ao lado de Grissom e a todo momento se encostava nele, ou tocavas seu braço.

Algum tempo depois Sara perdeu a paciência.

_Vocês se importam de irmos embora ? Temos que providenciar algumas coisa e buscar Hank !

Grissom pareceu se assustar com alguma coisa, ele encarou aquela mulher maluca e se levantou imediatamente.

_Vamos amor !

Jenny se levantou também.

_Nós temos que pegar Max também, e preciso comprar um novo par de botas.

_Adoraria que se juntasse a nós. — Sara parecia animada com seus novos amigos.

_Eles estão em lua de mel, querida, querem ficar sozinhos !

_Faço questão da companhia de vocês.

Eles saíram e entraram em uma loja de departamentos.

_Tudo aqui funciona vinte quatro horas ?

_Sim, exatamente tudo.

Sara olhava alguma botas expostas nas prateleiras, todas muito lindas.

_Gil, você trouxe aquela camisa que eu gosto ?

Foi a primeira que ele colocou na mala.

_Sim, querida.

Jenny puxou Sara pelo braço.

_Venha me ajudar, preciso de uma camisa bem bonita !

_Fiquem aí garotos, já voltamos.

Eles olharam para elas e suspiraram juntos.

_Mulheres.

Eles se sentaram em um balcão e se serviram de um café expresso. Gentileza da casa.

_Sara … você percebeu como Allegra olha para o seu namorado ?

Ela deu de ombros não querendo dar muita importância. Não queria comentar com ninguém.

Mas ela insistiu.

_Há um tempo atrás ela se engraçou com o Anton. Quase fomos embora por causa disso. Ela adora beber e passa dos limites.

_Que absurdo !

_Ela está dando em cima do Grissom descaradamente.

Ela suspirou. A maioria das mulheres olhava para ele. Já estava acostumada, se bem que aquela louca passava dos limites. O que ela ia fazer ? Não queria admitir que tinha percebido e muito, mas acabou sendo sincera com ela.

_Estou acostumada com esse assédio …

_Ele é um homem bonito, Sara. Chama muita atenção. Me desculpe pela sinceridade.

_Tudo bem …

_Vocês parecem muito apaixonados.

_É … acho que sim … — ela corou.

As duas começaram a olhar as camisas e calças.

Jenny escolheu uma xadrez de azul e amarelo e Sara, uma em preto e branco bem delicada. Ela tinha calças para a ocasião.

_Amor, quer comprar uma calça jeans ? Gosto dessa cor, olha que linda !

Ele sorriu forçosamente, odiava experimentar roupa.

_Não precisa querida, trouxe algumas.

_Mas essa é diferente.

_Ei … Acho que nunca vamos ganhar das mulheres, elas mandam, nós obedecemos !

As duas riram da cara que Grissom fez ao Anton, diante do comentário.

Ele pegou a peça das mãos de sua namorada, olhou o número e disparou.

_Não gosto de calças justas, Sara !

_Experimenta, eu quero ver como vai ficar em você.

Enquanto isso seus amigos escolhiam um chapéu para Jenny.

_Sara …

_Oi querido !

_Pode vir até aqui ?

Ela se aproximou e ele parecia meio desolado.

_E então ?

Ele abriu um pouco a cortina e Sara quase teve um ataque.

_Amor … ficou linda .

_Linda ? Gosto de calças largas, você sabe, são mais confortáveis.

A peça parecia justa em alguns pontos estratégicos, marcava com fidelidade suas nádegas, assim como o volume considerável que ele escondia geralmente em suas roupas habituais !

Ele estava uma delícia. Ela adorou.

_Não gostou, querido ?

_Não ! Me sinto preso.

_Mas … — ela olhou para ele e mordeu os lábios._Você está tentador !

_Sara … ficou maluca, me olhando desse jeito ?

Ela riu parecia bem traquina.

_Leva essa, querido, por favor.

Ela olhou para dentro do provador e o provocou.

_Hora boa para fazer você desfilar pela loja … mas é melhor se trocar, senão vou perder minha cabeça !

O sorriso dele apareceu no mesmo instante, deixando – a mais feliz.

_Vamos ver as botas e o chapéu, depois quero ir “para casa”, aproveitar minha “lua de mel” !

_Isso parece bom.

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Antes

Grissom saía do banho quando ouviu seu telefone tocar.

Não acreditou quando seus próprios olhos viram o número dela.

_Oi Gil … eu queria saber do Hank !

_O Hank ? — e dele ela não queria saber ? De repente teve uma ideia. Não deveria fazer aquilo , mas ele precisava resolver aquela situação._Ele não está bem, estou com receio que lhe aconteça alguma coisa.

Ele olhou para seu cão, muito alegre, em volta dele e, bem saudável. Totalmente recuperado !

_Mas … você tem o medicado corretamente ?

_Sim …

Silêncio.

_Sara ?

_Oi … — sua voz parecia muito triste. _Eu vou até ai ! Podemos levá – lo ao veterinário novamente. Se ele não está bem, já deveria ter feito isso, Gil ! — Ela o repreendeu.

Grissom queria rir, depois se arrependeu de enganá – la. Mas se ela realmente fosse até ele, tinha valido a pena sua pequena mentira.

_Está certo … te espero.

Ele deu um soco no ar, confiante, depois beijou a cabeça do cão.

_Desculpe amigão, mas você também quer vê – la, eu sei !

Alguns minutos depois, ela tocava sua campainha.

Seu coração parecia saltar pela boca, quando ele abriu apreensivo sua porta.

_Oi.

_Oi Sara.

No mesmo momento Hank pulou em cima dela, quase a derrubando, a alegria dele era espantosa, de maneira alguma ele parecia doente.

_Ele me parece bem.

Ela segurou suas patas enormes quase pulando junto com ele pela sala.

_É … mas ele tem sentido a sua falta, talvez seja isso !

_ “Ele” tem sentido ? — ela começou a duvidar de que o cão estivesse mesmo mal.

_Bastante !

_O Hank ? — agora sua testa tinha uma linha de interrogação.

_Sara … por favor … vamos conversar.

_Você me enganou direitinho, ele está bem, não é ?

Derrotado, só restou a ele confessar.

_Muito triste, mas fora isso, nunca esteve tão bem...

_Como você me faz uma coisa dessas? — ela não sabia se ficava brava ou se o agarrava pelo pescoço. Ele estava mais bonito com sua barba formando uma sombra escura em seu rosto. Talvez ele devesse deixá – la crescer.

Mas o que ela estava fazendo? E estava possessa com ele !

_Sara …

_Acho que devo ir, se ele está bem, fico mais aliviada, não deveria ter me enganado desse jeito.

Em um momento de desespero, ele a segurou pela mão.

_Sara … volta pra mim !

Era uma súplica, um pedido desesperado, sua voz a fez derreter.

_Gil …

_Olha eu juro para você que isso nunca mais vai acontecer. Da próxima vez, levo você junto. Pronto ! Vou fazer isso, aí vai ver que nos não temos nada. Ela só pediu a minha ajuda. Tem que acreditar em mim.

_E aquela mancha de batom ?

_Eu disse a você que ela me abraçou, depois eu a afastei, e ficamos conversando … nada mais …

Ficar assim tão perto dele a fez ver que ele estava se tornando mais importante do que poderia admitir.

De repente ele se rendeu ao seu mais profundo desejo. Abraçá – la !

Seu corpo se juntou ao dela, pedindo, gritando.

_Não me torture mais, fica comigo ! Eu não sei onde estava com a cabeça de não ter te contado o que aconteceu … e eu quis te ligar … sabe …

Ainda abraçado a ela, sentindo seu cheiro, ele parecia emocionado.

_Eu sei ...você me disse … — ela resolveu acreditar nele, só tinha a perder se não o perdoasse, deslizou a mão sobre seu rosto._Gostei de sua barba, deveria deixá – la crescer.

_Vou fazer isso ! Faço o que você quiser ! Você … me perdoa ?

Sua boca procurou a dele, numa resposta mais que convincente.

_Não faça mais isso comigo … quase morri !

Ela voltou para sua boca, depois abriu os primeiros botões de sua camisa, depositando um beijo em seu peito e sentindo o cheiro dele 1

A cena era linda. Muitos beijos, as mãos passeando em seus corpos e um cão choramingando atenção.