Chalé Nas Montanhas

17 Trailer - Acertando com o chefe


Hoje

_O que você e o Anton conversavam enquanto tomavam café ?

_Nem me lembro, querida.

_Pareciam se divertir … e não acredito que você não se lembra !

Ele sorriu de lado, enquanto pegava sua mão e olhava dedo por dedo. Estavam deitados na cama, tinham acabado de chegar, as sacolas estavam no chão. Ele mesmo não acreditava que tinha feito aquilo, sucumbido ao desejo dela de se vestir daquela maneira.

_Sabe que eu gosto dos seus dedos ?

_Dedos ? Ei … nem vem, você não vai mudar de assunto.

_Eles são longos, finos, as unhas simetricamente encaixadas ! — Ele teve um pensamento inédito, muito sério, talvez devesse pensar nisso quando voltassem.

_Grissom !

_Não era nada, Sara …

Na verdade Anton dissera a ele que Jenny conseguia tudo que queria dele, que ela tinha o dom de fazer ele confessar qualquer coisa … e se fizesse algo errado, nunca se safaria dela.

_O que tem as mulheres, que parecem ler nossos pensamentos ? — ele dissera.

_Inteligência, Anton !

_Elas tem um pacto com alguma coisa que conspira contra nós, homens, isso sim !

Grissom reconheceu que aquele homem era apaixonado por ela, alias, teve certeza.”

Ele olhou de soslaio para aquele rosto perfeito, que parecia meio emburrado.

_Se não quer me dizer, tudo bem !

Tudo bem coisa nenhuma, ela fazia aquela carinha de garota, toda vez que queria saber algo.

Anton tinha razão.

_Boa noite, amor. Vamos dormir.

Ele levou seus dedos até os lábios, desta vez ele venceria a batalha. Tinha certeza que ela não estava com sono. Mordiscou o indicador depois deslizou a língua pela palma da mão dela, depositando um beijo barulhento. Viu quando seu braço se arrepiou.

_Gil …

Ele a puxou para cima dele e massageando seus ombros, beijou – a com intensidade, depois a empurrou delicadamente para seu lugar na cama.

_Boa noite, querida !

Ele tinha uma expressão divertida nos olhos, ajeitou seus travesseiros com um falso desdém e cruzou os braços sobre o peito nu, fechando os olhos. Não sentiu nenhum movimento dela, talvez ela estivesse olhando para ele naquele momento.

E estava … incrédula.

_Gil …

_Hum …

_Não vai me contar mesmo ?

Ele sentiu uma unha deslizar pelos seus braços.

Dedos perfeitos. Tudo nela era perfeito.

Ele abriu apenas um olho e encontrou aquela expressão de menina, de novo !

Sara se encostou nele, e beijou seu pescoço.

_Ah … já sei então ...é um segredo ? Desses que os homens têm somente entre si ?

_Não …

_Então se lembra ?

Ele começou a rir, chacoalhando seu corpo.

_Eu te respondo se você me disser uma coisa ... mas diga a verdade.

_Está bem … o que é ?

_Está mesmo com sono ?

Desta vez foi ela quem riu.

_Não !

Eles se abraçaram e enquanto deslizava as mãos por cima do tecido fino de sua minuscula camisola, ele concluiu.

_As mulheres são inteligentes o bastante para fazer de nós, pobres homens, o que quiserem.

Ela espalmou a mão sobre seu peito, engasgando com a vontade de rir.

_Vocês estavam falando sobre isso ?

_É …

_Hum … interessante … e o que mais ?

_Foi só … aí você me chamou para experimentar aquela calça ridícula.

_Você ficou delicious com ela e tem mais … posso imaginar algumas coisas para fazer enquanto estiver desvestindo -a.

Aquilo soou como uma melodia para seus ouvidos.

_Sabe … quando temos o anúncio do lançamento de um filme ?

_Sim …

_Sempre temos uma prévia … digamos um … trailer.

_Acho que posso editar algumas cenas e executar uma demonstração.

_A plateia vai agradecer.

Ela baixou seu corpo e fez uma caminho com os lábios em seu peito … descendo … descendo …

O que ela fazia com a boca entrou para sua extensa lista de “Como enlouquecer um homem”, e ela poderia, com certeza, escrever um livro sobre isso. Seria um best seller !

A imagem dela se sentando sobre ele, coroou sua atuação com chave de ouro !

Bem mais tarde ele quis retribuir.

_Não ! Você pediu uma prévia, esta noite foi sua … meu expectador predileto !

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Antes

Depois de tudo que passaram, ele decidiu que era hora de resolver sobre arranjar mais tempo para passarem juntos. Uma lua de mel !

Naquela mesma semana ele pediu uma reunião com Conrad Ecklie.

Em um momento menos tumultuado, Ecklie o chamou em sua sala.

_Você quer falar comigo, Gil ?

_Gostaria …

Ele estava calmo e tinha um ligeiro sorriso.

_Pode falar.

_Eu estive pensando sobre tirarmos férias “coletivas”, minha equipe toda e eu !

Ele esperou algum tipo de reação explosiva, mas ela não veio.

_O que tem em mente, como pretende fazer ?

_Pensei em muitos aspectos, analisei algumas coisas, ponderei outras, e cheguei a conclusão que nós merecemos isso. Temos sido referência neste laboratório.

_Bem … isso é inegável, mas o que poderia ser feito ? Não consigo ver uma solução viável. Não podemos ficar sem um turno inteiro, uma equipe completa ! Isso me parece impossível !

Ele levantou suas sobrancelhas, tinha uma carta na manga.

_Já acumulamos casos do diurno, uma ocasião.

_Você acabou de dizer … sobre referência … se lembra ? Eles não conseguiriam … sozinhos.

_E se dividíssemos a equipe em duas, primeiro três pessoas, depois outras três !

_E quem iria auxiliar os que ficarem nessa empreitada ?

_Hei … você pode dar um jeito, tenho certeza que sim !

_Podemos deslocar Hodges e Wendy, seria uma chance para eles.

_Seria interessante.

_Hum … tem outro porém. Você faz parte de um grupo, a Cath de outro ! Os dois juntos de férias, sem chance !

_Acho que não vejo problema.

_Como você faria ? Como seriam os grupos ?

_Cath, Warrick e Greg ou a Sara e os demais, comigo. — Não podia levantar suspeitas.

_A Sara não daria muito certo com a Cath. Elas entrariam em atrito.

_Talvez seja uma oportunidade nova para mudar este comportamento. — ele ponderou mais uma vez, quase cruzando os dedos por debaixo da mesa.

_Não Gil, eu não quero arriscar !

Ponto para ele !

Eles acertaram que seriam pelo menos vinte dias para cada um. Depois, no final do turno, ele pensou em reunir o pessoal, mas resolveu que contaria primeiro, para sua maior interessada, uma certa morena especial que duvidara dele.