Chalé Nas Montanhas

7 Explorando a cidade - Um amigo incoveniente


Eles desceram apara a cidade, e levaram Hank.

O Hotel canino era um espaço imenso, cercado por várias telas. Para cada funcionário era destinado apenas três animais, para que assim, a qualidade dos serviços fosse primada pela excelência. O cuidado e atenção com que foram recebidos, lhes deram a segurança de que precisavam. Grissom era apaixonado pelo seu cão e exigia sempre o melhor.

Hank foi deslocado para ficar junto à outro cão de sua raça e um cocker spaniel. Eram animais dóceis, assim como ele e de fácil socialização, logo estavam brincando com o instrutor e algumas bolas.

Sara riu com o pensamento de que Grissom deveria aprender um pouco com ele, assim sua vida teria sido bem mais fácil ! E eles estariam juntos há muito mais tempo.

_Gil, vou deixar você aqui também ... você aprenderia a fazer mais amizades ...

_Eu sei fazer amizades.

_Sabe ? E quando foi que aprendeu que eu não vi.

Ele virou sua cabeça em direção à ela e se questionou, ia abrir a boca, mas não soube o que dizer. Essa afirmação tinha que ter uma resposta, ele precisava alimentar seu orgulho.

_Talvez não conheço outras pessoas por falta de oportunidade.

_Porque você trabalha demais.

_Espera aí, e você ?

Ela riu.

_Eu tenho amigos, tem os da faculdade, meus vizinhos. Você conhece seus vizinhos ?

_Não. — Na verdade, ele só ficava mais em casa porque estava com ela, do contrário, aparecia somente para dormir e cuidar de Hank.

_Vou provar para você que posso fazer isso..

_Gostaria de ver, ficaria feliz por você. De verdade !

Ele segurou a sua mão, se encaminharam para a saída e cumprimentaram um casal que também trouxera seu cão. Hank nem se deu conta da ausência deles.

Seu semblante de preocupação se amenizou quando viu a alegria com que ele brincava.

_Ele é um cão solitário.

"Assim como seu dono" — Ela pensou, porém não quis transformar em palavras, já havia falado demais.

_Vamos comer alguma coisa, querida ?

_Temos tantas opções que estou em dúvida.

_Podemos tentar aquele ali.

Era um lugar bem movimentado, mas com espaços bem planejados, como tudo ali.

A visão de todos os estabelecimentos era favorecida pelas montanhas que se estendiam atrás do vale.

Passando pelo salão de refeições, eles encontraram uma simpática varanda, com uma mesa de quatro lugares vaga. Eles se sentaram e logo foram atendidos.

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Antes

_Gil, o Nick me convidou para a inauguração de uma boite de um amigo.

_E …

_Disse a ele que não queria ir, mas ele insistiu muito.

Ele não respondeu. Ela era dona de sua vida e tinha todo o direito de regê – la da forma que lhe conviesse.

_Eu … resolvi que iria, você se importa ?

_Não.

E na verdade, ele não se importava mesmo, só que ele se impunha uma condição. Não pensar nos marmanjos que ela atrairia.

_Vou para minha casa direto depois, tá ?

_Sem problemas. Divirta — se.

Ela lhe deu um beijo no rosto e foi para casa.

Tinha passado no apartamento dele para pegar sua caixa de maquiagem, sabia que Grissom confiava nela e negar o pedido de Nick seria no mínimo, imprudente, pois ele mesmo se propôs a ir buscá – la. De nada adiantaria dizer que não iria.

.......

O estroboscópio girava lançando luzes multicoloridas pelo ambiente. O espaço era muito grande e estava lotado.

Sara dançava ao lado de Nick, quando alguns de seus amigos se aproximaram deles.

Um, em especial, se aproximou de forma mais ousada e a pegou pela cintura. Sara se afastou devagar e pediu ao Nick que fossem tomar um drink no bar.

No bar, Nick os apresentou e ela se limitou a lhe acenar a cabeça timidamente.

Ela pediu licença e foi ao toilette. Queria apenas dançar, se divertir com seu amigo, não queria ninguém em seu pé, apenas aproveitar a noite e respeitar Grissom. Gostava de dançar e não poderia ter esses programas com ele, seria arriscado demais.

Como ela estava demorando demais, Nick resolveu esperá – la na entrada do banheiro.

_O que aconteceu ? Você demorou !

_Estava me refrescando, Acho que gostaria de ir embora Nick.

_Vamos dançar mais um pouco e depois prometo que iremos.

Assim eles fizeram, na medida em que as músicas avançavam, seu amigo se aproximou novamente e se juntou a eles. Por diversas vezes, Ernest, o amigo advogado de Nick, investia contra ela. Tocava sua cintura, depois segurava sua mão para girá – la quando a música exigia e em dado momento quase roubou – lhe um beijo. Sara tinha sido mais esperta e virara o rosto para ele. No mesmo momento, Greg se juntou a eles. Ele tinha tido um encontro e chegara atrasado para a inauguração.

Ela o puxou pela mão, deixando os rapazes no meio da pista, Ernest a olhava de uma maneira nada inocente e ela começou a perder a paciência.

Se sentou com Greg em uma das poucas mesas que se espalhavam no canto.

_Quem é esse cara ?

_Um amigo de Nick.

_Você estava beijando ele, Sara ?

_Eu não ! Nem pensar ! Foi apenas uma tentativa.

_Não foi o que vi.

_Está maluco Greg ?

Ah .. se aquela conversa fosse cogitada no laboratório, não queria nem imaginar !

_Qual o problema se tivesse mesmo ?

_É que não estou a fim de ficar com ninguém, apenas queria me divertir, e nada mais.

Ela chamou Nick, levantando a mão para ele.

Nick se aproximou e se inclinou para ouvir o que ela dizia.

_Quero ir embora, se você quiser, posso pegar um táxi, não me importo.

_De jeito nenhum, vou levar você.

Ela se despediu de Greg e seguiram para fora.

No momento em que seus dedos tocaram a maçaneta ela sentiu uma mão sobre seu ombro.

Era Ernest. Ele era insistente, como todo bom advogado !

_Você pode me dar seu telefone ?

_Sinto muito, Ernest, mas sinceramente estou a fim de ficar sozinha, me desculpe.

_Tenho chance ?

_Como ?

_Não é o momento, mas ainda pode ser ?

_Não vai rolar ! — mas que insistência descabida.

_Alguma coisa errada comigo ?

_Claro que não.

_Não estou acostumado a levar um fora !

Ela arregalou os olhos, que sujeito arrogante.

Nick já estava dentro do carro esperando, quando abriu a porta e se voltou para ela.

_Ei, Sara, esqueci meu celular lá dentro, eu já volto.

Ela viu ele correr para dentro da boite e ficou apavorada.

_E então, não quer mudar de ideia ?

_Não Ernest, obrigada.

_Vai se arrepender.

_Vou sobreviver.

_Posso me despedir de você.

_Adeus. — ela foi curta e grossa e já ia entrando no carro quando ele tentou beijá – la mais uma vez.

_Você tem algum problema, é ?

Nick estava voltando e ela agradeceu aos céus por isso, ele acenou para seu amigo e partiu.

_Você deveria dar uma chance a ele, Sara ! É muito gente boa.

_Não estou a fim, eu disse a você, só queria me divertir e mais nada.

Não tinha gostado dele, mas resolveu não dizer nada.

_E sua diversão não poderia incluir um pouco de romance ?

_Não quero me envolver com ninguém. — concluiu muito séria.

_Está bem !

Eles se despediram e ela entrou em seu apartamento, indo direto ao banheiro. Antes de adormecer, ela decidiu que contaria ao seu namorado sobre a noite, sabia que fofocas seriam geradas, brincadeiras de mau gosto inventadas e não queria que as coisas tomassem uma proporção que não era devida.