Chalé Nas Montanhas
46 Crises - Doce encontro
Notas iniciais
Os os acontecimentos de "Antes" terminam neste capitulo.
Ficaremos somente com o "Hoje" de agora em diante.
Super beijo !
Hoje
Por mais que ela se esforçasse em não se preocupar e tentasse entender que ele só precisava de um tempo, ainda havia um mcerto temor no ar. Ela estava com medo é angustiada.
Se lembrou dos dias de paraíso que viveram, da maneira doce com que ele a tratara. Tudo agora parecia tão distante.
Uma enorme tristeza invadiu seus sentidos, talvez precisassem apenas dar um novo passo … e precisavam fazê – lo, juntos !
Sentada em seu sofá com um copo de leite e alguns biscoitos, ela olhava para o celular na esperança que ele tocasse. Mas não aconteceu. E foi bem perverso !
….......
O universo parecia conspirar contra ele, Estava acontecendo tudo de uma vez.
Cobranças, trabalho acumulado, provações sobre sua capacidade de liderança e desempenho, o atrito com a mulher que amava e aquela enxaqueca que estava lhe sugando todo o controle.
Quando temos problemas ouve- se dizer que temos de dividi — los em partes, resolver um de cada vez obedecendo as prioridades. Mas como seguir esta regra básica ? Se tudo era prioridade !
Se fosse escolher por importância, no topo da lista estaria sempre Sara.
Mas uma coisa dependia da outra. Como ficar bem com ela sem resolver seus problemas profissionais e com aquela dor terrível que estava o acometendo ?
Ele esfregou as têmporas e apertou os olhos com o desconforto da claridade.
_Deus ... que tortura !
Ele gemeu com a pontada aguda e seu estômago revirou, os olhos fechados lhe traziam a imagem de pontos dourados piscando na escuridão.
Era uma das piores crises por que já passara. Precisava ir ao médico.
Assim que abriu os olhos, encontrou sua equipe o encarando, todos com igual preocupação nas feições.
_O que aconteceu ? Você está pálido como papel. — Warrick logo disparou.
Os olhos semi abertos, os dedos apertando a mesa, precisava de ajuda e urgente.
_Eu ... estou ... — outra pontada aguda e ele gemeu, foi inevitável.
_Gil ... é sua enxaqueca ? — Sara estava apavorada, pálido como cera, os nós de seus dedos visíveis, ela sabia que ele estava mal.
_É ... eu não estou suportando. — Ele se rendeu e tombou a cabeça na mesa, escondendo o rostos nas mãos.
_Grissom ... você tem que ir para o hospital ... agora ! — Ela deu a volta na mesa e tocou seu ombro. _Venha ... eu mesma vou levá — lo ... hum ... Greg ... você ... por favor avisa o Ecklie ?
_Claro ! — e saiu em disparada.
Ele não questionou, apenas se levantou muito devagar com a cabeça baixa e aceitou a mão em suas costas.
Dentro do carro ele tombou a cabeça para trás e colocou seus óculos escuros para amenizar o efeito da claridade.
_Gil ... me diz como se sente ... estou assustadíssima.
_Está insuportável ... querida ... há muito tempo não tinha uma crise tão ... forte.
_E o que foi feito na ocasião ?
_Também fui parar no hospital.
_Meu Deus ... Gil ... depois de medicado, vamos falar com seu médico sobre como evitar essas crises.
Ele não respondeu e ela o viu reprimir outro gemido, desconfiou que ele estivesse tentando não parecer tão mal, mas ela sabia que era apenas fachada. Estava preocupadíssima, suas mãos tremiam e ela teve que segurar firme no volante, em poucos minutos estacionavam em frente ao hospital.
Seu médico foi chamado e em segundos estava o consultando.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Antes
Assim que pisou seus pés no apartamento ela ligou para ele.
_Oi Gil, já estou em casa.
_Que bom … sinto não poder te ver, estou tão ocupado que talvez tenha que dobrar meu turno.
_Nos vemos depois, então !
_Sara … eu … estou feliz que esteja de volta.
_Eu também.
Ela desligou o telefone, tomou outro banho para rebater a canseira da viagem e se deitou. Já havia tomado seu café muito cedo.
Ela ouviu o barulho do chuveiro, olhou ao redor e sorriu. Não tinha ideia de que horas eram.
As botas dele estavam acomodadas ao lado da sapateira, algumas roupas dobradas na poltrona. Ele sempre levava suas roupas sujas para sua casa, não admitia dar trabalho a ela.
Era bom ouvir o barulho da água, era bom estar de volta e saber que ele estava ali.
Ele saiu do banheiro com uma toalha amarrada na cintura, depois ela ficou o observando sem que ele notasse. Vestiu uma samba canção que encontrou na gaveta de cima da cômoda, onde costumava ficar suas coisas.
Assim que ela percebeu que ele ia olhar e sua direção, fechou os olhos.
Bem devagar ele se deitou ao seu lado e lhe beijou os cabelos delicadamente.
Neste momento ela abriu os olhos e lhe sorriu.
_Ei … me enganando ? Você estava acordada ?
_Huhum … ouvi o barulho do chuveiro.
_E então … foi tudo bem ?
_Perfeitamente bem … seu amigo Fank me pediu para cuidar bem de você !
_Ele disse isso ?
_Sim …- ela tocou seus lábios devagar e se aconchegou em seu peito.
_Que horas são ?
_Dez horas …
_E o seu caso … conseguiu resolver ?
_Na verdade não, mas precisava de um pouco de descanso, estou exausto.
_Descanse Gil … eu também acho que vou dormir mais um pouco.
Algumas horas depois, enquanto ela desfazia sua mala em silêncio, ela ouviu o telefone dele tocar, talvez pelo cansaço em excesso, ele não ouviu.
Com carinho, ela se agachou ao lado da cama, e tocou seu rosto com delicadeza.
_Gil … Gil …acorde, meu amor.
Ele resmungou alguma coisa desconexa e com muito esforço abriu seus olhos.
_Sara ? O que foi ?
Ele parecia perdido, estava em um sono profundo e com dificuldades para despertar.
Seu coração estava em sobressalto, estava morrendo de pena dele, ainda deslizando a mão sobre seus cabelos ela terminou de despertá – lo.
_Seu telefone …acabou de tocar !
Ele suspirou profundamente e se sentou na cama, esfregando a barba.
Sara lhe estendeu o aparelho e puxou a cortina para que ele pudesse olhar no visor.
_Ecklie ? Por quanto tempo eu dormi ?
_Quase quatro horas … está com fome ?
_Um pouco …
_Preparei um lanche para você … é melhor tomar um outro banho para despertar.
Ele discou o número de volta e ele atendeu imediatamente.
_Gil ? Estava dormindo ?
_Sim … tentando !
_Acho que deveria vir para cá, o caso ganhou mais alguns suspeitos.
_Me dê um tempo … pelo menos meia hora !
Ele se levantou e entrou no banheiro.
Ela ficou imaginando o que seria daquele laboratório sem ele.
Alguns minutos depois ele degustava com vontade, o lanche que ela havia lhe preparado.
Ele lhe deu um beijo e saiu, mais tarde ela se juntou a ele.
Dois dias depois, eles saíram para suas férias.
Fale com o autor