Chakra: de deuses a shinobis
1 Kaguya Ootsutsuki
Notas iniciais
"braço direito" é o principal ajudante do líder
"esclera" é a parte branca dos nossos olhos
A parte mais civilizada do mundo se encontrava num local onde dois países costumavam guerrear, os quais já tinham derrotado vários outros e na época eram as potências em sua terra. Um deles era conhecido como país "Sou" que era razoavelmente pacífico e amistoso, enquanto o outro "Ka" era invejoso e terrorista.
Numa certa noite, Tenji o líder do país Sou e seus seguranças avistam uma luz estranha no céu, a princípio pensam que é uma estrela cadente, porém, tal ideia é descartada quando a luz se aproxima drasticamente do chão e "pousa" suavemente numa pequena colina cheia de bambus. Imediatamente, os homens do líder vão garantir que tal "fenômeno" não seja um truque do país Ka.Quando eles se aproximam vêm um estranho ser emergir da floresta de bambus, uma mulher de pele, cabelo e vestes claros, a mesma se aproxima sem falar nada e logo é detida pelos homens e levada para Tenji decidir seu destino, quando a mulher e o líder se encontram um dos homens explica o que aconteceu e exige que a forasteira se curve na presença de Tenji, a qual não obedece, aborrecendo os presentes (exceto Tenji que olha curioso para a dama).— Chega. (diz Tenji)— Mas senh... (insiste um dos homens)— Está tudo bem. Olá... (diz o líder se aproximando da mulher)— Você consegue me entender? (insisti Tenji)Mostrando suas escleras quase nulas a mulher olha para ele e aperta levemente seus olhos brancos, realçando as pupilas e veias ao redor de seus olhos.— Agora eu consigo. (disse a dama assustando todos)— Fala como se tivesse acabado de aprender nossa língua... (comenta o líder)— Exatamente. (diz ela)— Como?! (pergunta um dos seguranças abismado)— Meus olhos podem fazer qualquer coisa. (diz ela)— Qual é seu nome? E qual é sua vontade? (Tenji pergunta)— Me chamo Kaguya Ootsutsuki e eu vim cuidar da árvore divina. (responde ela)— Árvore divina? O que é isso Kaguya? (diz curioso Tenji)— Apesar de vocês serem inofensivos para nós, quanto menos souberem melhor. (Kaguya rebate)— "Nós"? (Tenji insisti)— Somos muitos e poderosos, mas por hora eu sou a única que vocês devem se preocupar. (ameaça Kaguya)— Como ousar sua... (um dos homens fala e é interrompido por um gesto de Tenji)Tenji se afasta ligeiramente da dama e diz:— Kaguya, não sei exatamente seu objetivo em nosso país, mas espero que entenda que você é muito suspeita e temos que mantê-la detida aqui.— Não. (responde ela bruscamente)— Mas... (continua Tenji e é interrompido)— Me refiro ao meu objetivo, meu foco não é esse país e sim a árvore. (explica ela)— Desculpe, não entendo. (diz ele)— Vocês não precisam saber muito, basta saber que sou a guardiã da árvore divina e devo protege-la até meus superiores virem consumir seu poder.— Mesmo se for verdade, como você espera que nós aceitamos essa invasão? (indaga o braço direito de Tenji)— Vocês não tem poder para controlar ou proteger seu mundo. (comenta Kaguya)— Que seja, vamos se livrar dela logo senhor! (grita um guarda revoltado)— Que sacrilégio. (resmunga Kaguya)Num piscar de olhos todos estavam no chão porém vivos. Exceto Tenji, que ainda estava em pé assustado.— O que v...? Estão vivos? Achei que... (diz ele confuso)— Não precisam morrer... Pelo menos não agora. (diz ela)— O que você realmente quer?! Responda e eu prometo que será a última pergunta. (diz ele)Kaguya olha profundamente para Tenji e diz:— Quero descansar.— Aff... Está tarde... Vamos entrar, chamarei outros homens para cuidar desses inconscientes. (termina ele)Os dois entram e Tenji logo providencia um quarto e uma subordinada para a dama. Ao amanhecer, Kaguya acorda e logo em seguida sua assistente entra se reverenciando.— Bom dia senhora Kaguya. Sou Aino, sua subordinada.Kaguya olha para a moça, se levanta com muito esforço, vai até a janela e procura algo.— Deseja alguma coisa senhora? (diz Aino)— Desejo força... (cochicha Kaguya)— Força? Não é necessário fazer força, a senhora tem a mim e os outros. (consola Aino)— Um guardião não depende dos outros. Os outros dependem dele. (explica Kaguya)— Guardião? (questiona Aino)— Sim. (responde a albina)— Mas a senhora parece mais uma princesa. (elogia Aino)— Obrig... (hesita Kafuya)— O que foi senhora? (Aino pergunta)— Não posso amolecer... Foi por isso que eu vim... Para provar que sou sensata e capaz... (comenta Kaguya)— A senhora é muito capaz, conseguiu deter os melhores guerreiros de Tejin, por isso ele a respeita. (diz Aino)— Aquilo não foi forte o suficiente, fui fraca porque não consegui matar aqueles homens. (se culpa Kaguya)— Mas não havia necessidade disso, a senhora percebeu e foi sensata ao lidar com aquelas pessoas. (continua Aino)— Você é um pouco diferente Aino... Me lembra como eu era mais jovem. — É uma honra ser comparada com a senhora. (se subjuga Aino)— Não era um elogio. Na minha terra natal ser gentil é tolice. (diz Kaguya)
— Mas aqui é diferente! (Aino fala confiante)Kaguya olha a moça e fica curiosa.— Ah desculpe por falar assim! É que foi uma das últimas coisas que minha falecida mãe me ensinou e eu não pude me controlar. Me desculpe. (Aino diz de joelhos)— Não se preocupe, estou aqui para cuidar da árvore divina e não para impor os costumes do meu povo. (consola Kaguya)— Obrigada pela paciência. (diz Aino aliviada)Longe dali, Suzako (líder do país Ka) organiza um ataque terrorista para o país Sou.— Vamos usar o bosque da fronteira ao nosso favor. (diz Suzako)— Tem certeza? Aquela floresta é muito vigiada. (diz o braço direito de Suzako)— Só durante a noite, de dia aqueles idiotas baixam drasticamente a guarda. (retruca Suzako)— É verdade... Mas nunca se sabe... (diz o subordinado)— Pare de ser desconfiado e vamos logo. (diz Suzako)— Agora?! (diz o ajudante)— Claro! Antes que os espiões do Tenji descubram. (explica Suzako)— Quem é o desconfiado agora? (replica o outro)— Aff... Chame nosso melhor time e vamos assustar esses idiotas.— Quer saber... Para que é tudo isso? (pergunta o assistente)— Digamos apenas que uma guerra não surge do nada. (revela Suzako)— Que ridículo... Mas precisamos mesmo se livrar daquele país pequeno. (retruca o ajudante)— Então está decidido, mas vamos ao amanhecer (diz Suzako)— Tudo bem, eu vou chamar os melhores arqueiros. (o outro fala)Naquela noite, Tenji encontra Kaguya na varanda da residência dele.— Olá. (diz ele)— Aqui é um ótimo lugar para olhar as estrelas, por isso vim para cá. (comenta ela)— Tudo bem, você é uma boa companhia. (elogia Tenji)— Pensei que eu era suspeita. (retruca ela)— Até agora nada aconteceu, o país Ka costuma atacar sem delongas e sempre ficou claro para mim que você não podia vir daquele país. (explicou Tenji)— Como você sabe que não sou de lá? (perguntou curiosa)— Porque aqueles caras que te trouxeram não morreram naquele seu ataque estranho. (respondeu o líder)— Me disseram que foi sensato fazer aquilo. (comentou ela)— Não matar eles? Realmente. (diz ele)Os dois continuaram olhando o céu estrelado.— Eu sempre me pergunto desde criança se estamos sozinhos nessa existência. (Tenji confessa)— Na verdade, "sozinhos" está longe de ser verdade. (diz a albina)— Como assim? (ele pergunta)— Você, a Aino... São tão inocentes e gentis... Às vezes sinto que o mínimo que devia fazer por vocês é ser sincera. (ela diz)— Bom, então que tal eu ganhar direito a uma pergunta e todo resto fica para a aino? (propõe ele)— Tudo bem. O que você quer saber Tenji? (concorda ela)— De onde você vem Kaguya? (diz ele)Ela olha pro céu e responde:— De um lugar longe, além das estrelas.— O que? Você é um alienígena?! (pergunta ele abismado)— Bom, nunca tinha parado para pensar dessa forma, até porque vocês que são as criaturas de outro mundo... Enfim, de qualquer forma eu não sou desse planeta. (diz ela)— Nossa... Essa é nova... (ele suspira)— Minha origem desagrada você? (a mulher pergunta preocupada)— Na verdade é muito bom descobrir isso. (ele diz)— Mas porque algo assim seria tão bom? (diz ela)— É que eu tenho uma curiosidade boba sobre aqui e só um alien poderia responder isso... (ele confessa)— E qual seria? (ela diz)Ele hesita mas pergunta:— Qual é a cor desse mundo?— A cor? Isso não é relevante. (ela critica)— Eu disse que era bobo... (diz ele envergonhado)— Achei que você só tinha direito a uma pergunta... (lembra ela)— É verdade, desculpe. (ele diz desanimado)— Preciso de uma coisa. (diz ela)— Pode pedir. (ele diz)— Preciso ir para o local onde está arvore divina. Se localiza numa cratera muito longe daqui. (ela comenta)— Você sabe onde fica exatamente?— Sim, meus olhos podem ver agora mesmo a árvore.Ao abaixar a cabeça, Tejin percebe que Kaguya estava de costas para ele. Ele toca seu ombro levemente e a mulher se vira mostrando seus olhos realçados.— Seus olhos... Estão como daquela vez... Como você faz isso? Pode me ensinar?— Impossível. Você não é um Ootsutsuki. (ela responde)— Ootsutsuki? Ah sim, é seu sobrenome... (ele lembra)Ela acena a cabeça e desativa seus olhos realçados.— Senhora Kaguya! Está na hora do jantar! (grita Aino do outro lado da casa)— Sim, obrigada Aino! (responde Kaguya)— Olha só você toda entrosada. (brinca Tenji)— Aino é minha única... ah como se diz... amiga. (comenta a mulher)— Não. (ele discorda bruscamente)— É... Talvez eu tenha exager... (Kaguya é interrompida com um toque na lateral do ombro e um beijo na testa)— Eu também sou seu amigo. Boa noite. (ele se despede)Tenji e Kaguya vão para seus respectivos quartos.Depois de jantar, Kaguya se recolhe para tentar dormir com toda essa reviravolta de sentimentos e laços.— Senhora Kaguya? Devia estar dormindo. (Aino surge na porta)— Você também. (diz a albina)— Algo a incomoda? (diz Aino)— Meu objetivo era cuidar da árvore divina e olha eu aqui, perdendo tempo nesse lugar... (Kaguya reclama)Aino fica levemente triste.— Mas pelo menos eu tenho você e o Tenji. (consola Kaguya sorrindo)Aino sorri e faz uma expressão curiosa.— Mas senhora... E essa tal árvore? Porque ela é tão importante?— Chega de segredos não é? (diz Kaguya)— Se forem guardados para não magoar ninguém então não deve conta-los. (explica Aino)— Não, eles podem ser perigosos nos ouvidos errados, mas você é uma boa pessoa e merece saber o que ocorre em seu mundo. (permite a albina)— Obrigada pela confiança. (diz Aino)Kaguya sorri e senta perto de Aino.— Bom, por onde eu começo? Há muito tempo meu povo descobriu uma forma de ter acesso a um poder incrível que chamamos de "chakra". No entanto, esse poder é muito difícil de encontrar pois ele vive viajando em formato de semente dentro de meteoros pelo universo, e quando cai em algum mundo, a semente cresce sugando energia do planeta e se torna uma árvore divina.— Então existem outras árvores em outros mundos? (indaga Aino)— Sim, mas para ter acesso a todo poder é preciso comer o único fruto que dá na árvore. Depois disso o ootsutsuki vira um deus. (explica Kaguya)— Nossa... Mas senhora, se vocês descobriram o chakra, vocês não tinham esse poder divino antes. Então como conseguiram ter chakra?— Bom, nosso mundo também já foi adubo para uma árvore que surgiu no passado, as lendas contam que uma Ootsutsuki grávida encontrou a primeira árvore em seu jardim e desejando um filho forte e invencível, ela comeu o fruto. Só que ela acabou morrendo, felizmente ela estava no último dia de gravidez, quando foi encontrada quase morta, conseguiram fazer o parto e nasceu um bebê com poderes extraordinários. De acordo com a lenda, a criança tinha um Byakugan que lhe permitia ver o fim do universo, semelhante a esse aqui...Kaguya ativa seu byakugan deixando Aino de boca aberta.— Nossa, eles são lindos. (elogia Aino)Kaguya continuou:— E na palma das mãos a tal criança tinha o Rinnegan.— Parece que a senhora não tem esse... (diz Aino)— O rinnegan teve várias colorações com o passar das gerações mas ele tem um padrão de ondulações que começam na pupila e vão até o outro lado do globo ocular. Enfim, graças aquela semente que caiu no nosso mundo, nós evoluímos e expandimos nosso mundo a outros planetas próximos e dominamos nosso espaço tempo. Mas ficamos frios e arrogantes com o passar do tempo, ootsutsukis gentis, como eu, são isolados da sociedade e tratados como ignorantes. Por muito tempo eu sofri com isso, mas surgiu uma oportunidade de me redimir pelas minhas fraquezas: ootsutsukis sentinelas enxergaram uma semente de chacra inigualável concentrada num meteoro que estava previsto para colidir com esse planeta aqui, então me voluntariei para cuidar do fruto até Momoshiki Ootsutsuki chegar para consumi-lo. (concluiu Kaguya)— Quem é esse? (pergunta Aino)— Ele é o pior de todos, lembra da criança que nasceu do primeiro fruto? (afirma Kaguya)— Sim. (diz Aino)— Momoshiki é descendente direto dela. (Kaguya diz)— Nossa então ele deve ser tudo menos fraco. (complementa Aino)— Exatamente. Porém, ele, como todo descendente daquela criança, precisa comer constantemente frutos de chakra para não morrer. Provavelmente ele estará relativamente fraco quando chegar aqui. (continua Kaguya)— Que ironia... Logo ele, parente do primeiro portador desse tal chakra precisa sobreviver dessa forma... É triste. (Aino comenta)
— Talvez... Mas eu devo concluir meu trabalho. Se não, cairei em desgraça quando voltar para casa. (explica Kaguya)Aino olha pela janela e percebe que esta quase amanhecendo.— Senhora, viramos a noite. (Aino comenta)— Verdade... Ah... (diz a albina)— Algum problema? (Aino diz)— Não sei... Tive um mal pressentimento... (Kaguya comenta)— Como assim? (diz Aino)— Sempre que uma guerra está para explodir, eu sinto isso... Eu odeio essa sensação. (confessa Kaguya)— ... (hesita Aino)— O que você está pensando? (diz Kaguya)— Temos muitas guerras aqui... O país Ka sempre quer dominar tudo e o país Sou é o único que sobrou... (diz Aino)— Mas não parece ser tão difícil evitar uma guerra aqui. (comenta Kaguya)— Para a senhora talvez não, mas para nós... Eu perdi muitas pessoas durante os ataques do país Ka, inclusive minha mãe. (diz Aino)— Você os odeia? (pergunta Kaguya)— Eu desonraria minha mãe se sentisse ódio. (explica Aino)— Foi outra coisa que ela ensinou. (diz Kaguya)— Sim... (confirma Aino)Do outro lado do país, o líder do país Ka e seus comparsas se preparam para tocar fogo no bosque do país Sou. Feito isso eles esperam os habitantes perceberem e atacam os que forma mandados para apagar o incêndio.— Eles vieram atacar pelo bosque nosso país! (grita Suzako mentindo)— O que?! Vocês terroristas que vieram acabar com a paz! (grita o braço direito de Tenji)— Prove. (comenta Suzako)— Seus malditos! (exclama um dos homens)— Voltaremos para cobrar esse sacrilégio. (ameaça Suzako)Naquele dia Tenji ficou sabendo do ocorrido e ficou furioso pelo ato de covardia de Sazuku. Quando anoiteceu e todos foram se recolher, Kaguya com a mesma roupa de sempre surge na porta do quarto de Tenji. — Azul. (a dama diz) — O que? (indaga ele) — Seu mundo é azul, um azul lindo por sinal. (elogia ela) — Ah isso... Bom saber... (do ele) — Achei que você gostaria de ouvir isso... (comenta a dama se aproximando) — É que você não me pegou num dia bom. (diz Tenji) — O país Ka atacou, não é? (diz ela) — Como voc...? Por acaso você usou seus olhos? (diz ele) — Byakugan. (responde ela) — Byakugan? (indaga ele) — É o nome do meu poder ocular. (explica a dama ativando o byakugan) — Então esse é o poder do seu povo Ootsutsuki... É incrível. (elogia ele) — Obrigada. (diz ela) — Mas então? O que ele realmente faz? — O byakugan é capaz de ver qualquer coisa, não importa o quão longe ela esteja ou quão esteja escondida. (diz ela) — Mas você leu meus pensamentos e derrubou meus melhores guerreiros... (comenta ele) — Alguns de nós podem ler e controlar mentes inferiores. Ah desculpe. (diz ela) — Tudo bem, você não tem culpa de nascer mais forte que outros seres... Enfim, você me pediu que lhe ajudasse a chegar na árvore divina. Aino me falou sobre ela e sobre o chakra, espero que não se importe, afinal nós três somos amigos, não é? (diz ele) — Acho que sim. Tenho que ir o quanto antes. (confirma a dama) — Quer que eu vá com você? (ele se oferece) — Tenho ordens para matar qualquer criatura que chegue perto da árvore. (explica ela) Tenji se surpreende com a reposta mas continua. — Então escoltarei você até onde der. (ele sugere) — Eu não voltarei mais. (diz ela se sentando perto de Tenji) Ele muda imediatamente a expressão e abaixa levemente a cabeça. Depois de alguns segundos, ele se aproxima e toca o rosto de Kaguya. — Então devíamos aproveitar o máximo dessa noite. (diz o homem pouco antes de beijar a Ootsutsuki) Os dois amanhecem juntos naquele quarto. — Kaguya? Kaguya? (pergunta Tenji ao acordar sem a mulher) Tenji se levanta e ouvi alguém no corredor. Esperando ser Kaguya ele passa pela porta e vê Aino sentada num banco perto da cozinha. — Aino? Onde está Kaguya? (pergunta ele) — Ela se foi... Disse que não podíamos ser amigos e que o dever dela era cuidar daquela árvore (diz a moça entristecida) — Mas... Para que lado ela foi? (diz ele) — Essa é a pior parte, ela foi em direção a fronteira do país. (diz Aino) — Não... Droga Kaguya! (diz o líder revoltado) Tenji partiu correndo para o encontro de Kaguya, chegando quase na fronteira ele encontra a mulher andando. — Kaguya! Pare agora mesmo! (ordena Tenji) — Não me atrapalhe Tenji. Eu preciso cumprir meu dever. (diz ela) — Se não o que? Vai me matar? Depois de tudo que passamos. (Tenji fala indignado e se colocando na frente de Kaguya) — Você não entende. (a dama afirma) — É você que está sendo ignorante! Abandone esse objetivo. Volte para Aino... Volte para mim. (pede Tenji) Kaguya fica um tempo parada e fala: — Se Momoshiki chegar e ver alguma criatura além de mim, ele não ignorará. Vai matar todos por puro capricho. — Você não precisa viver assim. (afirma ele) — Meu destino não é ficar com vocês. (diz ela ameaçando andar) — Você é uma Ootsutsuki. Seu byakugan pode fazer qualquer coisa. (diz ele interrompendo ela) — Quem dera Tenji. (diz a dama lagrimando) — Coma o fruto. (diz ele de repente) — O que?! (diz ela) — Torne-se mais forte e enfrente seu destino. (sugere o homem) — Eu... (diz Kaguya) — Kaguya? Seus olhos? Pode ver algo? (indaga ele ao ver a mulher paralizada) — Se abaixe... Agora! (grita a mulher) Os dois se agacham enquanto uma flecha passa por cima dos dois. — Mas que droga é essa?! (diz Tenji) — Ora ora... O que temos aqui? Senhor Tenji e sua subordinada. (diz Suzako saindo das matas com seus guardas) — O que significa isso senhor Suzaku?! E essa é minha amada. (grita Tenji se colocando na frente de Kaguya) — Vim cobrar sobre o incêndio no meu bosque e a morte de meus soldados. (menti Suzako) — Eu ouvi falar. E sei muito bem o que realmente aconteceu. (diz Tenji) — Você disse "realmente"? Ousa desmentir o líder do país Ka? (diz Suzako "ofendido") — Enxugue as lágrimas. Nós dois sabemos que você quer o país Sou e vai fazer qualquer coisa para conseguir. (revela Tenji) — Então vou propor um acordo. (diz Suzako) — Com certeza será algo justo e bondoso. (ironiza Tenji) — Você disse que essa mulher era sua amada e não sua esposa. (continua Suzako ignorando o sarcasmo) — É verdade. Por hora. (comenta Tenji olhando para Kaguya) — Eu quero ela. (diz Suzako com um tom malicioso) — Nunca! (exclama Tenji) — Então haverá guerra. (ameaça Tenji) Kaguya ao ouvir aquela palavra aparece em um piscar de olhos entre os dois líderes. — Se houver guerra, vai ser vocês contra mim. (diz Kaguya sem escrúpulos) — Kaguya o que você está dizendo? (pergunta Tenji surpreso) — Hahaha! Você é rápida mas isso so vai ser útil se você fugir. (debocha Sazuku) — Cale-se Sazuku! (ordena Tenji) — Como é? (diz Sazuku ofendido) Kaguya ativa seu byakugan paralisando todos. — Chega... (diz ela com um tom fraco) — Kag... Kagu... Kaguya. Você está bem...? Me liberte. (diz Tenji) — Minha força está se concentrando em algum lugar dentro de mim, está me limitando... (diz ela antes de desmaiar) — Kaguya! (Tenji diz) Todos se libertam mais ficam desacordados no chão, exceto Tenji que carrega Kaguya e a leva de volta para casa. Horas depois Kaguya acorda em seu quarto, ela se levanta devagar e vê Aino na porta. — Olá senhora. (diz a moça entristecida) — Me desculpe Aino. Eu não queria magoar você. Mas se ficasse aqui todos morreríamos. (explica a albina) — Sim, me lembrei de Momoshiki. Mas eu não estou ofendida e sim preocupada com a senhora. Desmaiar daquele jeito não é normal. (comenta Aino) — Sim, até para nós Ootsutsukis... Ah não pode ser... Não é possível... (diz Kaguya preocupada) — O que senhora? (diz Aino) — Apenas Ootsutsukis mulheres passam por isso quando... (comenta Kaguya) — Quando? (insisti Aino) — Quando estão grávidas. (Kaguya comenta se abaixando abismada com sua situação) — Seu povo é rígido demais! Como eles podem mandar uma mulher grávida fazer tudo isso?! (diz Aino revoltada) — Não... Eles não deixariam uma mulher grávida chegar perto desse fruto... Ainda mais com uma lenda daquela enraizada em nossa cultura... (explica Kaguya) — Então como a senhora engravidou? Nenhum homem daqui lhe tocaria sem sua permis... Senhor Tenji, não é? (entende Aino) — Sim. (confirma Kaguya) — Isso é tão... (Aino fala enquanto se ajoelha) — ...lindo. (confessa Aino) — Lindo? (pergunta Kaguya) — Dois seres tão diferentes e tão iguais ao mesmo tempo... (diz Aino) — Tenji... Ele... Ele vai rejeitar essa criança. (diz Kaguya arrasada) — Duvido! Eu aposto minha vida que ele vai se casar com a senhora, criar o filho e vocês vão viver felizes. Claro se tudo depender dele... Pois ainda temos seu objetivo com a árvore, Momoshiki, o país Ka... Aff... Coma o fruto senhora. (diz Aino) — Você também está com essa idéia ridícula Aino?! (reclama Kaguya) — O senhor Tenji me pediu para considerar essa ideia, claro que eu não quero que a senhora morra como aquela Ootsutsuki da lenda. Mas pelo menos faça essa ideia como um plano B ou reserva para uma emergência. (sugeriu Aino) — Não sei... Mesmo que eu coma o fruto e pare tudo de mal que esta para vir, eu ainda posso perder minha sanidade e virar um monstro como todos os outros ou pior: meu filho herdar esse mal. (explica Kaguya) — Para isso temos o amor. (consola Aino) — Amor... Amizade... Compaixão... Por tudo e todos. Que coisa interessante. Meu povo nunca entenderia isso... (explica Kaguya) — Não importa. Se um acreditar, nunca deixará de existir. (diz Aino) As duas se levantam e saem para os fundos da residência, onde está Tenji treinado sua pontaria com arco e flecha. Kaguya se aproxima e Aino entra para cozinha. — Um chefe de família não devia ter uma mira tão ruim. (revela Kaguya) — Ah qual é, eu acertei nove em dez... Espera, chefe o que? (brinca Tenji e percebe a situação) Kaguya sorri inclinando levemente a cabeça para o lado, enquanto coloca a mão na barriga. — Você está...? (diz Tenji lagrimando) Depois da surpresa, todos vão se recolher ao cair da noite, menos Tenji, Kaguya e Aino que se reúnem na sala de jantar. — Kaguya, quanto tempo temos até esse tal de Momoshiki chegar? (pergunta Tenji) — Depende... Se ele não chegar daqui a um ano, ele so chega daqui a um milênio. (explica Kaguya) — Ufa... (Aino se alivia) — O que foi Aino? (pergunta Kaguya) — Pensamos que ele estava para chegar a qualquer momento. (diz Tenji) — Desculpem pela preocupação. (diz Kaguya) — Mais importante que isso, então você não precisa comer o fruto, pelo menos não grávida. Afinal nove meses não são um ano. (continua Tenji) — Você quer dizer um mês. (corrige Kaguya) — O que? (dizem Aino e Tenji juntos) — Sim, os Ootsutsukis precisam um mês para se desenvolver. (diz Kaguya) — Nossa, daqui a um mês serei pai... (diz Tenji distraído) — E o país Ka, Tenji? (diz Kaguya preocupada) — Ele não vai te levar, eu vou lutar se for preciso! (afirma Tenjin) — Eu não quero uma guerra Tenjin... (diz Kaguya) — Ninguém aqui quer, mas talvez seja necessário. (Tenjin rebate) Uma semana depois Aino chega no quarto dos dois gritando: — Senhor Tenjin! Senhora Kaguya! O país Ka está vindo. — Não... (diz Kaguya tocando em sua barriga de uma semana mas que parecia pouco mais que de dois meses) — Droga. (diz Tenji) Tenjin se arruma e vai para o encontro de seu braço direito. — O que está acontecendo? (exige Tenji) — Ao amanhecer, nossos guardas da fronteira avistaram o exército do país Ka se dirigindo hostilmente em direção ao nosso país. (informa o ajudante) — Convoque todo nosso exército. (ordena Tenji) Quando os dois exércitos se encontram e seus respectivos líderes também, Tejin e Suzako se encaram numa clareira. — Essa guerra é pelo que mesmo Suzako? (diz Tenji) — Não seja idiota, você sabe muito o que eu REALMENTE quero. (ironiza Suzako) — Kaguya? (pergunta Tenji) — Agora ela é so um mísero troféu, o verdadeiro prêmio vai ser pisar na cara do perdedor e humilha-lo na frente de seus companheiros quase mortos. (diz Suzako) — Guarde seus desejos corrompidos para você, eu quero apenas derrota-lo e voltar para casa. (diz Tenji) — Pena que você não viverá para voltar. (diz Suzako com um tom ameaçador) — Veremos! (grita Tenji pouco antes de ser atingido no coração por uma flecha atirada por inimigos que estavam dentro da floresta) — Tenji! (grita o braço direito) — Opa... Esqueci de dizer que a batalha já tinha começado. A propósito o arqueiro que fez isso será promovido! (debocha Suzako) — Seu maldito!!! (um coro feito pelo país Sou) Quando o país Sou vai para cima do inimigo, o exército Ka dobra de tamanho, surgindo centenas de soldados do horizonte e das florestas. A maior parte do exército Sou é massacrada, enquanto a outra se retira junto com o braço direito de Tenji. Longe dali, um mensageiro chega na casa de Tenji e relata tudo que aconteceu para Kaguya e Aino. Elas ficam arrasadas e desesperadas, a situação fica ainda pior quando um mensageiro do país Ka exige a escolta de Kaguya para a casa do líder Suzako. Num ato de desepero Kaguya mata o escoltador e foge com Aino para o encontro do braço direito de Tenji.
— Espere! (grita as duas ao encontrar o guerreiro)Kaguya exige que a guerra pare ali mesmo.— O que? Se você se importasse com Tenji não estaria pedindo isso! (diz o homem revoltado)— Como ousa falar assim comigo? Eu amava Tenji... (afirma a mulher ao ser interrompida)— Olha aqui sua esquisita! É melhor você e essa coisa que você tem aí dentro não se meterem no meu caminho! (chinga o homem ao deixar as duas ali)— Senhora Kaguya... (diz Aino)As duas partem dali.— Senhora onde vamos? (indaga Aino)— Chegou a hora Aino. (diz a albina)— Não me diga q... (diz Aino)— Sim, vamos para a árvore divina e eu comerei o fruto. (revela a ootsutsuki)— Mas a senhora pode morrer... (lembra Aino)— Não correrei o risco de perder você ou meu filho. O chakra pode fazer tudo, quando eu adquiri-lo poderei controlar esse mundo todo e parar toda guerra que ousa surgir. (explica Kaguya)Ao chegar na árvore as duas contemplam a coisa.— Nossa, quem diria que estava sempre aqui no país Ka, ouvi falar que eles tinham medo de uma certa arvore mas nunca imaginei que poderia ser essa. (diz Aino)De repente Kaguya olha para amiga e vê a mesma perfurada por duas flechas com os símbolos dos países Sou e Ka.— Aino! (grita a albina)— Senh... Espero que tenha um filho saldavél... (são as últimas palavras de Aino)— Aino... (diz Kaguya ativando seu byakugan e vendo os dois países guerreando e se aproximando do local)Kaguya desativa seus olhos e os fecha, seu corpo começa a ser revestido por um brilho intenso e a albina começa a levitar para cima.— Aquele brilho de novo? (diz o braço direito de Tenji ao perceber o brilho se locomovendo para dentro dos galhos da enorme árvore)Kaguya chega no centro da árvore e encontra um único fruto pendurado em um dos enormes galhos. Ela ativa seu byakugan e automaticamente o fruto se abre revelando uma pequena esfera brilhante que levita no ar. A mulher se aproxima e come o fruto, o qual se desfaz na primeira mordida. Imediatamente a ootsutsuki se desespera com o poder abismal e “explode” em brilho, o qual é possível ver a quilômetros dali. Quando a luz cessa, só há um ser levitando a cima do topo da arvore. É Kaguya, com seus cabelos enormes, suas vestes cheias de detalhes nas bordas, um par de chifres indiscretos e algo na testa que se assemelha a um olho fechado.— Então é isso... (diz levemente Kaguya)— Vocês nunca aprendem (continua a deusa olhando para baixo e movendo levemente seus braços)De repente as raízes da arvore divina começam a brotar do chão e agarrar todos os guerreiros com cipós brancos.— Com esse poder posso mata-los em um piscar de olhos. Mas não seria sensato desperdiçar todos esses guerreiros. (afirma a deusa)— Nos solte seu monstro! (gritou um coro feito pelos dois países)— Claro... Soltarei quando o verdadeiro monstro chegar nesse planeta e vocês me ajudarão a derrota-lo. (revelou a deusa)Dito isso, todos começaram a ser enrolados pelos cipós e ficaram desacordados numa espécie de casulo individual. Com o passar dos dias Kaguya modificou várias coisas naquelas terras e no resto do mundo. O território do país Ka virou uma espécie de plantação que tinha no centro a árvore divina ainda existente, Kaguya cuidava da árvore pois a mesma ainda tinha poder considerável. Já o país Sou virou o reino da deusa com seu próprio castelo, porém era só mais uma das diversas casas de Kaguya, porque ela tinha um castelo em cada dimensão invocada pelo seu poder abismal. Tais mudanças foram feitas em três semanas.Depois de todo trabalho, Kaguya volta para a dimensão normal (onde Aino e Tenji viviam) e ao chegar em casa entra em trabalho de parto.
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