Chakra: de deuses a shinobis
2 Hagoromo e Hamura
Notas iniciais
*yin e yang são poderes que os dois irmãos possuem, mas para afetar um poder imenso como de Kaguya, Hagoromo teria que aumentar sua energia corpórea/física (yang) absorvendo energia natural, Hamura teria que intensificar sua energia psíquica/mental (yin) por meio de seu byakugan e ambas condições devem ser combinadas para que o poder yin/yang atinja e neutralize eficientemente a deusa
Apesar da surpresa ao saber que eram gemêos, Kaguya diz calmamente aos seus filhos:
— Bem vindo ao mundo, Hagoromo e Hamura. A partir dali os primeiros portadores terrestres de chakra iniciam sua jornada. Numa certa manhã, Kaguya acorda, se aproxima de seus recém nascidos e os acaricia. — Vamos meus filhos. Está na hora de abrirem os olhos e mostrarem seu byakugan ao mundo. (comenta a dama) Ela meche nos cabelos de Hamura e o bebê abri os olhos. — Você é um milagre. (contempla a mulher vendo o bebê Hamura ativando seu byakugan tão cedo) A dama toda orgulhosa olha para o outro filho e seu sorriso desaparece por causa de algo ainda mais surpreendente do que o byakugan jovem de Hamura ativado. — Não é possível... Meu Hagoromo... (diz a deusa sem chão) — Onde está seu byakugan...? (continua inconformada) Ao invés de ter olhos claros como seu irmão, o bebê Hagoromo tinha um par de olhos totalmente violetas com ondulações. Aquela criança tinha nascido com o Rinnegan. — Então é isso... Aquela criança da lenda nasceu com o byakugan da mãe nos olhos e o rinnegan do fruto nas mãos. Mas como eu tive dois filhos... Um deles ficou com o byakugan e para Hagoromo só sobrou o rinnegan para herdar em seus pequenos olhos. (se explica a dama) — Não importa... Vocês são meus filhos. (continuou a mãe) Kaguya e seus filhos viveram literalmente como deuses naquele mundo. Ela os levava para as outras dimensões para brincar em seus castelos. Mas os pequenos na verdade gostavam de conviver com os humanos que restaram na Terra, os quais não eram muitos já que Kaguya capturava todos os homens que ameaçavam criar guerras. A população mundial praticamente se resumia em crianças e idosos. Os jovens ao começar a ficar adultos sumiam misteriosamente. Um belo dia Hagoromo e Hamura chegam correndo ao encontro de sua mãe que não costumava ficar muito em casa. — Mamãe! Mamãe! (chamam os gêmeos) — Sim. (responde a mãe) — Hagoromo despertou seus poderes mãe! (afirma Hamura) — Sério? E quais seriam? (pergunta a mãe) — Ele pode mover coisas sem toca-las. Veja! (completa Hamura) Hagoromo se concentra e manipula a gravidade local, fazendo objetos e até as pessoas levitarem. — Nossa, você é realmente meu filho. (diz a mãe orgulhosa) — Como assim mãe? (pergunta Hagoromo) — Eu posso fazer isso também. (afirma Kaguya) Dito isso Kaguya ativa seu poder ocular da testa e provoca um leve terremoto e desfaz a montanha mais próxima em pedaços flutuantes no céu. Os dois ficam de boca aberta na presença do poder da mãe. Depois de uns momentos Kaguya se aproxima dos dois e um deles pergunta. — Mamãe, porque eu não tenho poder como vocês? (indaga Hamura entristecido) — Hamura, ative seu byakugan. (ordena a mãe com sucesso) — Eu só posso ver... (explica o menino) — Olhe para seu irmão e para mim. (diz Kaguya) — O que você vê? (continua a mulher) — Um poder dentro de você e do Hagoromo. (fala o garoto) — Agora olhe para sua mão. (manda a mãe) — Nossa... Então eu... (entende Hamura) — Você também têm chakra. (revela a mãe) — O que é chakra mãe? (pergunta Hagoromo) — É um poder especial meu filho, que é capaz de qualquer coisa. Vocês são muito jovens para entender. Mas saibam que isso torna vocês as criaturas mais fortes da natureza. (explica a mãe) — Eles também têm chakra? (indaga Hagoromo apontando para os habitantes) — Não. Eles não são dignos desse poder. (afirma Kaguya com um tom soberano) — Porque não? Eles são tão parecidos conosco. (insiste Hagoromo) — Não, eles não são. (responde a dama) — Um dia vão entender. (completa a mãe) Depois daquela conversa Kaguya entra numa fenda e some. Deixando os gêmeos com os "não dignos". Quando os meninos vão entra em casa, uma conhecida chega. — Olá Hagoromo e Hamura! (diz a garota Haori, uma antiga amiga) — Oi Haori. (diz Hagoromo feliz com a visita da amiga) — Oi. (completa Hamura) — Vi vocês falando com a senhora Kaguya. Então esperei ela terminar para me aproxima. (explica a menina) — Não precisa ficar com vergonha, ela... (diz o garoto de olhos violetas) — Não tenho vergonha... Eu tenho... Esqueçam. (diz Haori) — Haori você não parece feliz. (comenta Hamura) — Aconteceu alguma coisa? (pergunta Hagoromo preocupado) — Meus pais... (diz a menina lagrimando) Os garotos se aproximam. O que foi? Fale Haori. (diz os dois) — Meus pais foram trabalhar perto da árvore divina e nunca mais voltaram. (revela Haori) — Da árvore? Seus pais também? (diz Hamura) — Como assim? (indaga Hagoromo) — Eu ouvi uns moradores falarem que os adultos estão desaparecendo. E que tem algo a ver com a arvore divina, pois todos que vão trabalhar no local somem do nada. (conspira Hamura) — Essa árvore nunca foi normal... (comenta Hagoromo) — Vocês acham que aconteceu algo com meus pais e os outros? (pergunta Haori) Quando os três estavam distraídos com o mistério, algo surge do nada.
— O que ela está fazendo aqui? (pergunta Kaguya) — Mamãe? (os dois gritam surpresos) — Desculpe senhora. (diz Haori) Hagoromo toma partido da situação e apresenta a amiga. — Mamãe, essa é Haori, nossa amiga e... (diz Hagoromo) — Eu sei quem é ela. Eu sei tudo. Agora você. Saia daqui criatura. (ordena Kaguya) Os garotos olham assustados para a mãe e se despedem da amiga. Depois de um tempo, Kaguya e seus filhos se encontram pouco antes do anoitecer. — Mamãe porque você falou daquele jeito com Haori? (pergunta Hagoromo indignado) — Não quero vocês se misturando com eles. (Kaguya diz) — Eles quem?! (grita Hagoromo) — Hagoromo contenha-se. (diz Hamura) — São sempre nós aqui e eles lá... Nós não podemos nem brincar com nossos amigos sem ser atrapalhados pela presença da nossa própria mãe. (afirma Hagoromo) — Para que eles metam uma flecha no seu coração?! (grita a mãe) Os garotos ficam paralisados com as palavras da mãe sem entender nada. Kaguya ao ver a expressão de incompreensão dos filhos vai embora por uma fenda espacial. Durante meses Kaguya e Hagoromo tiveram esse tipo de discussão mas com o passar do tempo as brigas cessaram com mãe e filhos distantes emocionalmente. Depois de alguns anos, quando Hagoromo e Hamura tinham seus 15 anos, Kaguya já era conhecida no mundo todo como uma deusa misericordiosa que livrou todos da guerra. Porém, esse poder concentrado começou a deixar a mulher arrogante e fria, secretamente o número de guerrilheiros presos na árvore divina passou de poucas centenas para cerca de 50 mil e não parava de crescer. Hagoromo e Hamura já cuidavam das coisas na ausência da mãe. Mas um certo dia o garoto de rinnegan nos olhos descobriu uma façanha no mínimo interessante. Hagoromo passou seu chakra para Haori através de seus sentimentos. A partir dali ele acreditou que o chakra podia ser algo que conectava as pessoas, obviamente Kaguya não concordaria com isso, por isso ele teve que manter o segredo apenas com a amada e com o irmão. Cinco anos se passaram, os irmãos ootsutsuki já tinham repartido seu chakra com várias pessoas locais. Certo dia os irmãos vêm a mãe olhando para o céu como se esperasse algo. — O que será que mamãe procura? (indaga Hamura para o irmão) — Ela é muito reservada e não se abri com ninguém, tem sentimentos que nem nós, seus filhos, entendemos. (diz Hagoromo) De repente Haori chega apressada ao encontro dos dois. — Hagoromo! Hamura! (diz Haori) — O que foi? Diga Haori. (perguntam os dois) — Está havendo um desentendimento nas lavouras perto da árvore divina. Por favor resolvam antes que sua mãe... (pede Haori) — Vamos. (ordenou Hagoromo sem deixar a garota terminar) Os três partiram dali e chegaram no local da briga. Chegando lá encontram dois homens brigando por causa de água. — Porque não dividem a água? (pergunta Hamura) — Nossa água está limitada e esse cara veio rouba-la. (disse um dos homens) — Eu vim pegar um pouco porque na minha área nem água limitada temos para beber. (afirmou outro) — Essas valas surgem de um rio principal acima da montanha. (comenta Hagoromo) — Parece que algo aconteceu. (diz Haori preocupada) — Nós iremos checar. (afirma Hamura) — Sim. (confirma Hagoromo) Os moradores agradecem e logo se despedem dos dois. Quando os dois sobem a montanha, encontram uma grande pedra que está bloqueando a passagem do rio. Os dois logo se indagam como tal pedregulho foi parar lá e algo surpreendente acontece. — Quem será que fez isso? (fala Hagoromo) — Você disse "quem"? Ninguém poderia mover isso além de você e a mamãe. (comenta Hamura) — Eu coloquei aí. (surge uma voz próxima) Os irmãos olham para trás surpresos e não vêm nada além de um sapo numa pedra a poucos metros deles. Imediatamente Hamura ativa seu byakugan para checar de onde vinha a tal voz. — Ei não me ignorem como um inseto. (diz o anfíbio assustando os dois) — Irmão, eu estou louco ou tem um sapo falando conosco?! (pergunta Hagoromo para Hamura) — Eu so vejo o sapo num raio de vários metros daqui. Não pode ser alguém tentando pregar uma peça. (revela Hamura) — Sim. Sou eu que falo. E seus olhos brancos são bem eficientes hein. (comenta o sapo) — Quem é você e o que deseja? (pergunta Hagoromo) — Meu nome é Gamamaru e gostaria que vocês me acompanhassem. É importante. (afirma o sapo) — Espere. Como uma criatura, pouco maior que um gato, como você moveria uma pedra desse tamanho? (indaga Hamura) — Ainda não posso revelar isso mas posso provar que sou forte usando nosso "pequeno" amigo recém chegado. (afirma o sapo percebendo a aproximação de um grande urso) — Com certeza "pequeno" hein? (comenta Hagoromo nem um pouco preocupado com a fera) — Irmão fique atento... (diz Hamura interrompido por um jato de água que atinge o urso que o assusta para a floresta) — O que? (falam os irmãos surpresos com o jato de água vindo da boca do sapo) — E agora? Vão me acompanhar. (diz Gamamaru) — Você está esquecendo da pedra. (lembra Hagoromo destruindo a pedra com um pequeno esforço) — E esses seus olhos violetas são bem destrutíveis. (comenta Gamamaru) Hagoromo espera um sinal de Hamura confirmando que não há perigo e os três partem daquela floresta e chegam a uma colina que permite ver a árvore divina a quilômetros dali. — Porque viemos aqui? (indaga Hagoromo) — Vocês sabem o que é aquilo? (diz Gamamaru apontando para a árvore) — É claro. É a árvore divina, seu poder é sagrado e fez todo esse lugar prosperar. (explica os irmãos) — Estão errados. Aquela árvore tem sugado energia desta terra e carrega um terrível segredo. Se quiserem descobrir, vão checar. (afirma o sapo pouco antes de sumir pulando numa poça d'água) — O que você acha irmão? (pergunta Hagoromo) — Não sei se acredito, mas... (diz Hamura) — O que? (diz Hagoromo) — Desde criança eu tento olhar através daquele tronco e raízes. Mas nunca tenho sucesso, parece que alguém botou um tipo de barreira especial para o byakugan. (revela Hamura) — Alguém que conhece o byakugan... (comenta Hagoromo) — Irmão, mesmo se for verdade, para que nossa mãe faria algo assim? (pergunta Hamura entendendo a situação) — Para esconder de nós a tal terrível coisa que Gamamaru acabou de citar. (conspira Hagoromo) Os irmãos ficam conversando por alguns minutos até que eles enxergam um viajante passando por uma trilha. — Com licença senhor. (diz Hagoromo se aproximando) — Hagoromo e Hamura? Nossa, quanto tempo... (afirma o homem) — Desculpe. Nos conhecemos? (pergunta Hamura) — Vocês não devem se lembrar mas ajudaram minha família há alguns anos. (afirma o viajante) — Bom, nós auxiliamos pessoas todo dia. (explica Hagoromo) — Sim, sim. Vocês são incríveis, precisam de alguma coisa? (diz o homem) — Nós só ajudamos quem precisa. Não é nada demais... Enfim, queríamos algumas informações sobre nossa mãe Kaguya. (afirma Hagoromo) O sorriso do viajante sumiu. — Bom, o que vocês gostariam de saber? (diz o homem desanimado) — Como nossa mãe se comporta nos outros lugares? (pergunta Hamura) — Bom... É... (hesita o homem) — Diga mesmo se for algo negativo? (ordena Hagoromo) — Aff... Todos comentam que ela foi uma deusa gentil e bondosa a cerca de uma ou duas décadas atrás, mas nos últimos anos ela tem sido uma tirana e tem punido severamente aqueles que ousam se rebelar ou iniciar guerrilhas pelo mundo. (revela o homem) — E que tipo de punição seria? (pergunta Hagoromo) — É assustador... Quando um conflito relevante começa a ocorrer, o povo local começa a ver silhuetas e sombras da sua mãe e os envolvidos na briga são presos por cipós que brotam do chão junto com gigantescas raízes e eles ficam presos em um tipo de casulo. Eu ja vi acontecer algumas vezes, nesses últimos meses milhares de pessoas começaram a ser punidas assim e o povo vive com medo. (revela o viajante) — Raízes? (pergunta Hagoromo) — Sim, grandes e brancas. (responde o viajante) — Obrigado pelas informações. Falaremos com nossa mãe. (diz Hamura) — Obrigado. (diz o viajante indo embora) Os irmãos voltam para casa e encontram a vó de Haori aparentando preocupação. — Senhora? Está tudo bem? (pergunta a dupla se aproximando) — Hagoromo... Hamura... Haori desapareceu... (revela a idosa) — Não... (comenta Hagoromo entendendo a situação)
— Junto com todas as pessoas com chakra... (continua a senhora) — Porque? O que fizeram? Algo estranho aconteceu no chão? (interrogou Hagoromo causando um pequeno terremoto com sua ira) — Como assim "chão" senhor? (indagou a senhora) — Apenas responda. (pediu Hamura) — Ninguém entendeu... De repente surgiu uma voz na nossa cabeça ordenando a auto escolta de todos os que receberam chakra. Então um portal da senhora Kaguya se abriu e todos na tal condição entraram como se estivessem hipnotizados. (explica a idosa) — Senhora nos dê licença e vá para casa. (diz Hagoromo) — S...sim. (obedece a senhora) Os dois entram em casa. — Isso não faz sentido... Não bate com a história do viajante. (fala Hamura) — Na verdade não é tão incompatível assim... Os que foram levados agora foram aqueles que nós dois demos chakra. (explica Hagoromo) — É verdade... O que será que vai acontecer com el...? (reflete Hamura) — O que você acha? (diz Hagoromo) — Nossos amigos podem... Não... Isso não... (diz Hamura) — Ative seu byakugan e expanda seu alcance o máximo que der. Ache mamãe. (ordena Hagoromo) — Já to fazendo isso. (fala o rapaz de olhos brancos) — Ela está por perto? (indaga Hagoromo) — Parece que não está... Meu byakugan pode atingir quilômetros. (explica Hamura) — Ótimo. Hamura fique aqui e vigie todos. Eu vou procurar Haori e os outros perto da árvore divina. (diz Hagoromo) — Ok. Vá. (responde o irmão) Ao chegar no local da árvore, Hagoromo encontra seus amigos ajoelhados e algemados com cipós brancos. Quando o rapaz se aproxima um portal se abri bem encima dos prisioneiros, era Kaguya com um olhar gélido. — Como você pode espalhar meu poder com essas baratas? Acha que eu nunca descobriria? (diz a deusa) — Mamãe... (diz Hagoromo interrompido por um gesto da mãe) — Veja o que realmente acontece com quem se atreve a fazer tal sacrilégio. (fala Kaguya ativando seu doujutsu da testa) No mesmo momento raízes brotam do chão e agarram as pessoas hipnotizadas com cipós achatados. Um deles pouco antes de ser pego na ilusão enxerga Hagoromo e grita: — Hagoromo!!! (era Haori pouco antes de cair na ilusão e ser coberta pelos cipós) — Haori! Mamãe solte os agora! (grita o rapaz) — O chakra será devolvido e esses vão se juntar aos outros ratos e formarão o meu exército de 100 mil zetsus. (revelou Kaguya) — O que?! Para que você quer um exército?! (indagou Hagoromo indignado) — É necessário para deter eles. (respondeu Kaguya) — Eles quem?! (continuou Hagoromo) — Você não sabe como eles podem ser terríveis. Não precisa saber agora mas tenha ciência que amor não funciona com eles. (explicou a deusa) — Chega... Chega... CHEGA DE SEGREDOS!!! (gritou Hagoromo pulando em direção a mãe) — Não seja tolo Hagoromo. Seu poder não vai ser o suficiente para me atrapalhar. (explica a deusa paralisando o filho no ar) Kaguya proibi o filho de fazer algo parecido de novo, vai embora e o rapaz teve que observar seus amigos serem presos pela árvore um por um. Depois de um tempo ele quebra a prisão com seu poder e vê alguém se aproximando. Era Hamura. — Irmão eu vi tudo. Eu... Mamãe está fora de si... (comenta Hamura) — Ela sempre foi assim. Hamura cheque a árvore. (diz Hagoromo) — Irmão... São muitos... (conta Hamura ativando seu byakugan) — Abaixo de nós, né? (diz Hagoromo) — E em volta de nós... Todas essas pessoas... (fala Hamura) — Mamãe deve ter se distraído e baixado a barreira que bloqueava seu byakugan. (explica Hagoromo) — Sim... (concorda Hamura) — Hamura, vamos falar com Gamamaru. (afirma Hagoromo) — Mas como vamos encontra-lo? (indaga Hamura) — Não precisamos procurar... Não é mesmo Gamamaru? (diz Hagoromo) — Você é mesmo interessante... (confessa dois olhos amarelados numa poça d'água atrás dos irmãos) — Ah eu nem tinha notado a chegada dele. (comentou Hamura) — Seu byakugan não falhou. Gamamaru que chegou a poucos segundos. (explicou Hagoromo) — Realmente... (diz o sapo saindo da água) — Como você surgi assim do nada? (perguntou Hamura) — Nós sapos temos uma afinidade especial com água e, com o poder que absorvemos da natureza, podemos nos "teleportar" de um lugar para outro. (explica o anfíbio) — Então imagino que você não more aqui por perto. (comenta Hagoromo) — Realmente, meu lar é o Monte Myoboku que fica muito longe daqui. E eu prefiro conversar lá. (afirma o sapo) — Mas como vamos chegar num local desse? (pergunta Hamura) — Você não ouviu quando eu falei sobre a água? (diz o sapo juntando as mãos por uns segundos e depois colocando uma no chão) De repente um círculo aquático se fez em volta dos três e uma poça surgiu absorvendo eles. Em poucos segundos os irmãos estavam saindo de uma lagoa num local totalmente diferente. Havia plantas enormes, montanhas extremamente altas e vários sapos que foram defender seu território. — Forasteiros! Vão embora! Forasteiros! (grita um coro feito pela população anfíbia local) — Parem! Esses são Hagoromo e Hamura! São as crianças que nos salvarão! (gritou Gamamaru) — Mestre Gamamaru, o senhor tem certeza? Viva! Não acredito... Me desculpem! (falaram vários sapos ao mesmo tempo) Os dois irmãos não entenderam nada mas entraram na casa de Gamamaru. — Então, vocês disseram que falariam comigo né? (diz Gamamaru) — Sim, Gamamaru, precisamos de seu poder. Sinto que esse lugar pode nos dar uma chance de salvar nossos amigos. (pediu Hagoromo) — Hum... Nem precisava pedir... (comentou o sapo) — Como assim? (indagou Hamura) — Vamos nos teleportar de novo. (disse o sapo levando os rapazes para a entrada de uma caverna) — Onde estamos? (perguntou Hagoromo) — Ainda estamos no Monte Myoboku. Aqui é minha verdadeira casa, eu lidero os sapos daqui. (explica Gamamaru) A caverna so tinha uma grande almofada no fundo. Gamamaru se sentou la e começou a explicar sobre tudo que aconteceu desde a chegada de Kaguya no planeta. — Nossa... Então mamãe é invencível. (diz Hamura preocupado) — Na verdade, ela é imortal e nada vai para-la tão facilmente. (diz o sapo) — "Facilmente" Gamamaru? (pergunta Hagoromo interessado) — Sim. Ela pode sim ser detida mas só com o poder de seus filhos combinados. (revela Gamamaru) — Como assim "combinados"? (diz Hagoromo ainda mais interessado) — Olhem... Eu tive um sonho. (diz o sapo) — Um sonho? (pergunta Hamura) — Sim, sapos raramente sonham. Porque quando sonhamos, temos visões do futuro. Logo depois de Kaguya virar uma deusa, eu sonhei que esse poder se corromperia e que só um garoto de olhos roxos e seu irmão de olhos brancos parariam esse mal. E aí estão vocês. (explica o sapo) — Gamamaru, não duvido de suas intenções mas como isso deteria mamãe? Mesmo nós dois juntos? (indaga Hagoromo) — Bom, de acordo com minha visão, vocês poderão neutraliza-la, mas para-la para sempre não faz parte do plano, até porque não faço a mínima ideia de como vocês a derrotariam totalmente. (confessa o sapo) — Tudo bem Gamamaru. Você já nos ajudou muito com essas informações e eu já tenho uma ideia de como vamos tentar parar nossa mãe de uma vez por todas. (explica Hagoromo) — Sério? Como? (diz Hamura) — Uma coisa de cada vez. Primeiro temos que fortalecer nosso yin e yang*. (lembra Hagoromo) — Sim. Hamura pode voltar para casa e continuar com sua rotina para ofuscar o fato de que Hagoromo está aqui treinando o poder sábio. (explica Gamamaru) — Sim. Preciso voltar agora mesmo para termos uma chance. (fala Hamura) Gamamaru junta as mãos e Hamura se desfaz em água. — Me deseje sorte irmão. (pede Hagoromo) — Você não precisa irmão. (diz Hamura pouco antes de desaparecer) — Muito bem Gamamaru. Por favor vamos começar. Longe dali Hamura começa a fingir sua rotina normal e encontra Kaguya. — Mamãe. (se curva Hamura) — Onde está seu irmão? (fala a deusa) — Ele está ajudando pessoas do outro lado do país, disse que queria ficar sozinho. (Hamura se esforçou para não gaguejar ou suar) — Mesmo? (diz a deusa lendo a mente do filho) Hamura, ao lembrar da habilidade de ler mentes, começou a criar pensamentos aleatórios para confundir a mãe. — Espero que ele não demore muito, sempre ajudando e se misturando com os humanos, que ridículo! Pelo menos ele parou de passar chakra para eles, mas ele devia respeitar mais nossa mãe. (pensou Hamura) — Hamura, você é um rapaz sensato. Continue assim. (disse a deusa) — Como assim mamãe? So respondi sua pergunta. (disse Hamura se fingindo de desentendido) — Não se preocupe. Vou sair agora. Cuide de tudo aqui. (ordenou a mãe) — Claro mamãe. (respondeu o rapaz aliviado) Quando o portal fechou Hamura caiu de joelhos ofegante. Ele não acreditava que tinha conseguido enganar a deusa Kaguya. Depois do dia angustiante, Hamura, ao amanhecer, vai verificar se seus amigos ainda estão vivos na árvore divina. — Irmãos... Eu sinto muito... (diz Hamura encima de uma ondulação da raíz e encostando num casulo) — Eu que sinto muito por ter confiado em vocês. (diz Kaguya saindo de um portal) Hamura continua no mesmo lugar parado de costas para a mãe. — Olá mamãe... Parece que meu teatro de ontem não foi o suficiente. (comenta Hamura friamente) — Vocês me subestimam. (diz a mulher) — Pelo contrário. (diz Hamura pouco antes de pular rapidamente em direção à mãe acertando-a com um golpe de mão aberta) — Você treinou seu byakugou. (descobre a deusa empurrada para trás) — Mamãe, você é um monstro. E monstros como você não serão tolerados aqui. (afirma Hamura) — Imagino que você tenha conseguido um poder maior que o meu para falar uma coisa assim. (diz a deusa controlando diversas raízes que brotam do chão atrás dela) A cena desmotiva Hamura que aceita seu possível destino daquele momento. Vendo as raízes se aproximarem a todo vapor, o rapaz fecha os olhos e diz: — Hagoromo, amigos, adeus... De repente ocorre uma explosão e quando a poeira baixa Hamura vê a silhueta de um homem, o qual se colocou entre ele e Kaguya. — Quem... (diz Hamura percebendo os olhos roxos com ondulações do homem) — O que você esta fazendo aqui?! Como conseguiu parar o golpe?! (perguntou Hamura) — Consegui irmão. (diz Hagoromo sorrindo) — Hum... Vamos lá. (fala Hamura) Kaguya, no alto a metros dali, ativa seu byakugan e vê aqueles dois homens saindo da névoa. Hamura com seus longos cabelos, pele e olhos claros de sempre. E Hagoromo com seu rinnegan num tom de cor mais forte, um símbolo vermelho na testa (marca sennin) e esferas negras flutuantes em suas costas. — Hagoromo, você realmente mudou. Despertou até mesmo gogoudamas, eu me indago que tipo de treinamento fez. (comenta a deusa) — Não importa onde eu consegui esse poder, o importante é como usá-lo para para-la. (responde o filho) — Irmão, e o seu poder yang? (diz Hamura) — Aqui está. (responde Hagoromo mostrando na palma da mão direita um símbolo de sol) — Com todo esse poder, não me admira que você já tenha feito a sua parte do plano em um dia. (diz Hamura) — E você? (pergunta Hagoromo) — Treinei o byakugan o máximo que pude mas ainda não consegui dominar totalmente meu poder yin. (confessa Hamura) — Não tem problema. Você já tem a base e eu posso realçar. Me dê sua mão dominante. (pediu Hagoromo) Hamura obedeceu e despertou uma marca de lua em sua mão esquerda, e recebeu uma gogoudama que virou uma barra semelhante a que Hagoromo empunhava. — Acho que estamos equilibrados o suficiente irmão. Agora vêm a parte difícil. (comenta Hamura) Os três lutaram durante meses, até que um dia Kaguya simplesmente desapareceu depois de ter entrado num portal. Os irmãos, pensando que a mãe tinha abandonado aquele planeta, foram salvar aqueles que estavam presos na árvore divina. — Hagoromo, como vamos tirá-los daí sem machucar? (indaga Hamura) — Desativando a função das raízes. (responde Hagoromo) — Mas só o poder ocular da mamãe pode fazer isso. (lembra Hamura) — Você está falando desse olho aqui? (revela Hagoromo apontando para os próprios olhos) — Rinnegan... Você acha que...? (diz Hamura) — Não todos agora mas talvez os mais próximos daqui possam ser salvos. Depois viajaremos pelo mundo para salvar os demais. (fala Hagoromo) Bem acima dali Kaguya surge duma fenda ocultando sua existência para que Hagoromo não note com sua percepção sennin. — Então vocês pretendem salvar esses infelizes para espalhar meu chakra por ai... Hagoromo, Hamura, eu os repudio, vieram de mim e me pertencem. (diz a mãe lagrimando de ódio)
Kaguya num ato de desespero se fundi com a árvore divina sem ser percebida. Lá embaixo Hagoromo tem sucesso ao tentar tirar todos seus amigos da árvore divina. Apesar dos mesmos estarem com a vida por um fio depois de saírem dos casulos. Um enorme terremoto se inicia do nada e todas as raízes espalhadas pelo mundo começam a se mover de volta para o tronco. Hagoromo e Hamura contatam Gamamaru para levar todos os sobreviventes do local para o Monte Myoboku. Depois do resgate aquático do sapo, Hagoromo e Hamura tiveram que enfrentar a árvore divina que, ao recolher todas raízes com ainda pessoas presas, vira um monstro colossal de dez caldas que tinha um único olho igual aquele que Kaguya tinha na testa. Os irmãos lutaram com a besta acreditando ser os pecados que sua mãe deixou para eles pagarem. Sendo que os dois homens estavam lutando contra a própria mãe sem saber. Os dois decidiram usar a combinação yin/yang que paralisaria a besta. Então depois de muito esforço o momento decisivo tinha chegado. Os irmãos pularam e atingiram o peito da criatura, concentrando e combinando seus poderes os dois neutralizaram o dez caldas. — É agora irmão! Ele não vai ficar parado por muito tempo! (gritou Hamura) — Sim! Se afaste! (respondeu Hagoromo) Ambos se afastaram da besta e Hagoromo juntou abertamente as mãos e gritou: — CHIBAKU TENSEI! Seu rinnegan destroçou o chão em enormes pedaços (num raio de quilômetros da criatura) que se desfazeram em pedaços pouco menores e se amontoaram em volta do dez caldas. Em questão de segundos a besta já estava quase toda aglomerada nos pedregulhos e subindo para o espaço, mas sem os dois perceberem o monstro lança um espinho que cai quilômetros dali. Tal espinho carrega algo que pode pensar por conta própria, depois que atinge o chão, o espinho se desfaz e origina um ser humanóide totalmente preto com olhos amarelados. — Mamãe... Eu prometo. (diz a criatura negra olhando para a enorme esfera de pedras no céu) Longe dali, Hagoromo e Hamura percebem que aquele selamento não será o suficiente para a força da criatura. — Hagoromo! Ele está quebrando o selo! O que faremos?! (fala Hamura) Hagoromo, ao recuperar a força, estica as mãos em direção ao dez caldas e suga o chakra abismal da criatura por meio de uma habilidade do rinnegan. — Conseguimos! (gritam os irmãos depois de conseguir enfraquecer e parar o monstro) Os efeitos do shibaku tensei continuou destroçando tudo em volta e prendendo a casca do dez caldas. — Irmão! Vamos acabar presos também. (disse Hamura) — Não vamos não... (afirmou Hagoromo começando a levitar e os dois voaram dali) Longe dali os irmãos pousam. — Hagoromo, que poder foi esse? Você voou... (indaga Hamura) — O chakra do dez caldas me permite fazer qualquer coisa agora. (revela Hagoromo) Dito isso Hagoromo se concentra e libera uma energia que modifica todo o ambiente destruído pela luta. Num piscar de olhos os irmãos estão em seu lar restaurado e encontram Gamamaru numa rocha perto dali. O sapo se aproxima e se reverencia: — Obrigado Hamura: Deus do Byakugan. E obrigado Hagoromo: Rikudou Sennin. Os dois sorriem e enxergam seus amigos e conhecidos, junto com os sapos do Monte Myoboku em volta deles dois. — Senhor Sennin... Sua amiga... (fala um sapo curandeiro se aproximando) — Haori? Onde ela está? (pergunta Hagoromo) — Hagoromo... Infelizmente Haori não resistiu e faleceu ontem. (revela Gamamaru) Hagoromo fica em choque mas se mantem razoavelmente firme. — Gamamaru, traga ela aqui... Eu preciso vê-la uma última vez. (pede Hagoromo) — Sim. (diz o sapo invocando o corpo de Haori do Monte Myoboku dentro de um caixão aberto) — Haori... Não foi justo você morrer assim. Desculpe pela minha fraqueza... (diz o homem) Hamura se aproxima e abaixa a cabeça. — Hum... Talvez ainda não... (diz o Rikudou) — O que? (pergunta Hamura) Hagoromo coloca a mão sobre o rosto de Haori e uma luz roxa surge em volta da moça. De repente Haori abre os olhos e todos ficam surpresos com o ocorrido. — Definitivamente seus olhos são de um deus. (comenta Gamamaru) Com o passar dos meses o chibaku tensei de Hagoromo começou a se desfazer na superfície, o sennin sempre conseguia evaporar os mesmos antes deles chegarem perto da atmosfera. Mesmo assim, isso incomodava Hamura que lamentava não poder ajudar o irmão com o problema. Então o portador do byakugan foi treinar poder sábio também para tentar despertar algum poder semelhante ao do irmão e cuidar do mundo, no entanto, ele só se frustava devido ao um efeito colateral que surgiu com o tempo, Hamura tinha sérias enxaquecas ao tentar controlar o poder sennin. Uma noite os irmãos estavam observando a esfera cinza que guardava a casca do dez-caldas no céu.— Hamura, seu byakugan já nos salvou várias vezes, não se esforce demais. (diz o sennin)— Um pedaço dessa esfera pode matar centenas de famílias, não posso deixar você carregar essa responsabilidade sozinho. (insisti Hamura)— Mudando um pouco de assunto, Haori está grávida. (diz o sennin)— Ah o que?! Você nunca soube dar informações pesadas assim. (reclama o irmão)— Haha... Desculpe, mas sim, ela descobriu ontem. Essa é a solução. (diz Hagoromo)— De que? (indaga Hamura)— Do nosso problema com o chibaku tensei. (continua o sennin)— Ainda não entendi irmão... (diz Hamura)— Nossos descendentes vão cuidar do mundo depois da nossa morte. (revela o sennin)— Os meus com o byakugan, mas e os seus? Terão byakugan tambem?— Nunca parei pra pensar assim, mas acredito que eles carregarão o gene do rinnegan. (explica Hagoromo)— Carregar é uma coisa, trazer a tona é outra, irmão...— Sim, mas temos que ter fé.Hagoromo se despede de Hamura e o albino continua olhando as estrelas e, claro, o chibaku tensei.— Eu posso ver daqui o perigo que essas pedras têm... Irmão, você não está sozinho. (diz Hamura pouco antes de se sentar e começar a absorver energia natural)Ele sofre com uma dor aguda que foi para a região ocular e o homem desmaia, ele acorda com o brilho do sol em seu rosto claro, mas o que chama atenção é uma pedrinha que levita proximo a sua face. Hamura se assusta e quando repara vê que tudo em sua volta está fora do chão levitando no ar como se a gravidade não existisse naquele local. Ao contar o ocorrido para o irmão, ele percebe algo ainda mais surpreendentemente em seus olhos. Eles estavam brilhando em um tom azulado, seu byakugan tinha evoluído para algo novo e superior, doujutsu que ele batizou de Tenseigan.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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