Chained Wings

2 Capítulo 2: O teste de sangue. - Reboot


Notas iniciais
Olá pessoas o/ Ufa, finalmente terminei de passar esse capítulo pro PC, deu muito trabalho. Bem, antes de tudo, eu queria pedir uma coisa pra vocês: Por favor, comentem na minha história! A maioria dos comentários que recebi são de pessoas que conheço (Sem ofensas XD), comentem o que acharam do capítulo, o que gostaram, se não gostaram deem sugestões para eu melhoras, enfim .. E, se gostarem, recomendem para seus amigos - Ou sei lá... Enfim... era só isso mesmo. Boa leitura.

|22 de Abril. 2183. Inglaterra, Londres.|
...
Naquele dia havia uma grande quantidade de pessoas se dirigindo ao Posto de Análise de Bebês recém-nascidos do Governo Santo. Nome grande para uma locomoção grande. Bom, é claro que não era como se os bebês nascessem e fossem mandados para a análise de sangue. Não, não era assim. Mas era exatamente essa a impressão que ficava.
Era preciso se dar um tempo de uma semana para se encaminharem até a análise sanguínea. Obviamente, quem não fosse por vontade própria, receberia uma cláusula informando o prazo da data em que o responsável deveria levar a criança, senão, consequências graves aconteceriam. Afinal, tudo era monitorado pelo sistema do governo, o que não tornava a vida das pessoas Londrinas nada fáceis.
E, no meio daquela movimentação simétrica das pessoas se dirigindo ao Posto, estava um rapaz de aspecto musculoso, branco, olhos extremamente negros como de um corvo, cabelo de soldado do exército. Ele carregava uma bebê ruiva no colo. Ela se aconchegava no braço dele, dormindo tranquilamente.
Não era normal existirem ruivos ou ruivas. Era uma raridade extrema nascerem pessoas assim. Apenas 0,5% da população mundial nascia com cabelos ruivos, e desses 0,5%, em grande maioria nem era formado por ruivos autênticos, mas sim castanhos claros ou loiros misturado com castanho. Angel era uma ruiva autêntica, o que a tornava mais rara ainda, assim como sua mãe, que falecera após seu nascimento.
E qual o problema de nascer ruivo? ― Você deve estar se perguntando. E eu lhe respondo de uma forma simples e objetiva: O governo não gosta de "raridades".
Geralmente, quando vinha a nascer uma "raridade" dessas, o Governo logo executava o recém-nascido. Houveram muitos casos de ruivos executados pelo Governo. Porém, havia também uma parte pequena do Governo que não tinha nenhum problema contra os ruivos, e os deixavam viver. Na maioria dos casos raros de ruivos, a sobrevivência dos mesmos dependia das pessoas do Governo concordarem ou não sua sobrevivência, se elas não vissem algum problema.
Franxie, o pai da garotinha que dormia aconchegadamente em seu colo, realmente estava tenso. Afinal, o nascimento de Angel Hope custara a vida de sua esposa. Ele realmente não queria ver um líquido mortal sendo ingerido em sua filha.
Todos os pais que levavam seus filhos para o Posto andavam por um caminho que mais parecia uma passarela, com grades ao redor. Havia milhares de soldados postos, lado a lado, protegendo os lados do caminho. Estavam na mesma posição, com metralhadoras postas e seguradas em seus peitos, em uma distância aproximada de quatro passos cada um. Os pais andavam com seus bebês, formalmente, para a grande construção que tinha logo à frente, a cerca de quinze metros.
A construção parecia um grande hospital. Ela tinha uma grande entrada de vidro automática. A parede era branca e reluzente, com vários detalhes de vidro azul brilhante. Era um local muito arrumado, e na parte acima da porta estava gravado, em letras de vidro reluzentes:

| P. A. B. G. S. |
| Posto de Análise de Bebês recém―nascidos do Governo Santo. |

Franxie suspirou. Angel se mexia confortavelmente no colo do pai, enquanto bocejava. Seu pai invejou essa tranquilidade que a garota mantinha.
O local de análises era guardado por dois guardas de cada lado da porta do de vidro. Os guardas em volta deles estavam todos imóveis, como se fossem estátuas que em qualquer movimento suspeito, essas iriam se ativar. Não que os soldados fossem realmente diferentes disso: eram apenas máquinas do Governo Santo, prontas para agir sob quaisquer ordens.
***
–A sua filha é ruiva? ― Perguntou o primeiro soldado.
–Sim, senhor.
–Mas você não é ruivo. ― Notou o segundo soldado.
–Minha mulher era, senhor.
–O que você acha? ― Perguntou um para o outro.
Após os dois trocarem olhares significativos, assentiram com a cabeça um para o outro em conjunto, como se concordassem com algo por telepatia.
–Pode passar. ― Disseram ambos em coral.
–Muito Obrigado, senhores.
Ao então passar pelos dois guardas que guardavam a porta dupla de vidro, Franxie se deparou com o grande centro do Posto.
O local era extremamente arrumado, assim como armado. Havia muitos guardas postados em todos os lugares: nas paredes, na parte de dentro ao lado da porta, atrás do balcão. Todos sempre mantinham a mesma posição.
Depois da porta de vidro dupla, havia um caminho onde havia uma fila imensa, com cerca de cinquenta pessoas à sua frente. O caminho levava à uma mesa branca arrumada, como aquelas que são apoiadas quando um presidente se anuncia em público, ou quando um ator agrade por tenha ganho um prêmio Nobel.
Ao lado dessa mesa grande, havia uma mesa de vidro branco, onde havia um tubo transparente com uma lâmina na ponta. O nome desse tubo não era amistoso, "Coletor vermelho." Ao lado do tubo havia um monitor azul, que computava o tipo de sangue da criança.
O único objetivo no qual as crianças eram mandadas para lá era unicamente para analisarem se elas eram ‘’puras.
Para o Governo Santo, a raça pura, também chamada de Raça Ariana, antigamente usada como termos nazistas, era formada apenas por pessoas brancas, sem qualquer descendência negra/morena em sua família.

***
Na mesa principal, a branca, havia um padre. Ele tinha dois guardas armados ao seu lado, e mantinha uma expressão séria enquanto coletava o sangue das crianças.


No sistema do Governo Santo, existiam algumas regras:
Primeiro = Não podem existir pessoas que não sejam puras. Nenhuma pode ter descendência negra/morena/parda em sua família desde o século XXI;
Segundo = A única religião que se pode admitir é a Religião Católica. Quaisquer religiões fora essa serão consideradas imundas e sem fundamento, tendo pena de morte.
Se a criança tivesse alguma descendência não aceita pelas regras criados pelo governo, a mesa de vidro ficava vermelha. Se ela não tivesse ficaria azul. A criança que tivesse, nela era injetado um veneno que mataria a criança em apenas cinco minutos. Se fosse aceito o bebê, ele era batizado.
As crianças continuaram tendo seu sangue coletado, e a fila diminuia. As pessoas saiam por uma saída guiada pelos guardas.
Havia câmeras por todos os lugares: nas paredes, no teto , etc. Havia também um grande ar-condicionado. Das pessoas que saíam após o exame, alguns respiravam aliviados. Outros, como era em sua maioria, estava calma, sem qualquer tipo de preocupação.
Até que finalmente chegou a vez de Angel Hope.
O pai dela caminhou para o local de verificação, á passos duros. Ele percebeu a grande quantia de olhares parados em Angel, olhando seus belos cabelos ruivos, inclusive os olhares azuis do padre estavam pregados em Angel. E aqueles olhos azuis o lembraram bastante sua falecida esposa.

– Venha até aqui. ― Ordenou o padre com sua voz grave e alta.
–Sim, senhor ― E obedeceu, indo mais depressa, e se postou formalmente na frente do padre.
–Nome? ―Perguntou o padre ,enquanto anotava em sua prancheta.
–Franxie Hope, senhor. ― Respondeu ele, formalmente.
–Ah, o recém-viúvo. ― Comentou o padre, anontando alguma coisa em seu caderno ― Nome da filha?

–Angel Janny Hope.
–Vejo que sua filha é uma ruiva autêntica. Que curioso, devo dizer...
A respiração de Franxie se tornou ofegante. Ele não ia deixar o padre injetar um veneno nela de jeito nenhum, nem que tivesse que morrer em seu lugar.
Felizmente, o padre não tinha tais intenções. Mesmo assim, Franxie tinha certeza de que ele pensava na possibilidade de Angel não continuar viva.
–Coloquem ela para a análise. ― Disse o padre, e um soldado tirou o bebê que dormia com serenidade, sendo brusco. Franxie nada podia fazer se não a assistir.
O outro guarda colocou o bebê em cima do vidro, com uma almofada embaixo. Angel percebeu o desconforto e começou a gemer de leve enquanto se mexia. Já o outro soldado pegou a ponta da Lâmina do coletor vermelho e simplesmente perfurou o pulso direito dela.
Angel começou a chorar e se debater, mas o padre a imobilizou com as duas mãos. O monitor começou a computar o sangue dela.

O vidro no qual ela estava ficou azul. Ela não tinha quaisquer descendências negra/morena/parda, desde no mínimo dois séculos atrás.
Franxie já sabia disso. Sua preocupação ― Que já passara ― era o fato dela ser ruiva.
–Aceita para ser batizada em nome de Deus. ― Disse o padre.
Franxie assistiu quieto, enquanto ela era batizada com um pote de pequeno porte do padre que continha água-benta. Em seguida, seu dedão fora carimbado e uma forto de seu rosto tirada, e Franxie teve que assinar logo abaixo.
"Finalmente terminou", pensou Franxie, aliviado, e enquanto pegava uma bebê que chorava descontroladamente, porém, já com um curativo em seu braço.

***
Franxie agra voltava para sua casa com Angel no colo. Ele a havia tranquilizado novamente, cantando uma cantiga de ninar antiga. Ele preferira voltar a pé para sua casa do que pegar um ônibus.
Pegar um Ônibus em Guardia significava encarar mais guardas em um local super abafado, com câmeras a sua volta.

*Informação: GUARDIA = REINO UNIDO*

Franxie avistou uma cafeteria, e logo começou a se dirigir para ela. Fazia um bom tempo que não tomava uma xícara de café, e não via melhor oportunidade para isso.
Ele teria conseguido chegar até a cafeteria, se não fosse pelo fato de que uma bomba ter caído á quatro quarterões dali, causando um imenso barulho, poeira, e logicamente, tremor. Como era de se esperar, causou a mesma reação de se levar um bombardeio quase que na sua cara.
Angel, assim como todas as outras pessoas, levaram um belo susto. Angel começou a chorar, quando uma quantidade imensa de poeira e pedaços de destroços voaram na direção dela e de seu pai. Franxie rapidamene protegeu filha, ficando de costas para o local de onde saia a fumaça, abraçando Angel contra seu peito.

Todas as pessoas próximas dali começaram a correr desesperadas pelo abrigo mais próximo. Franxie olhou para o alto e avistou vários helicópetos sobrevoando o local onde a bomba caíra. Homens olhavam para baixo, observando atentamente se não haviam errado a mira. Na porta dos helicópteros estava grafada uma estrela negra em chamas, com uma estrela laranja acima, e um nome;

| Comunidade Australiana. DEX. |


Ótimo. Tudo que precisava nesse exato momento era de um novo ataque surpresa dos DEX enquanto carregava Angel em seus braços. Londres vivia consecutivamente recebendo diversos ataques, mas desta vez era diferente. Um ataque dos DEX era extremamente mais perigoso. E, como já era de se esperar, uma fila imensa de guardas surgiu do além. Eles logo começaram a atirar nos helicópteros.
Angel chorava muito alto nos braços do pai, tentando escapar e fugir inutilmente.
–Vamos, vou te tirar dessa confusão, minha querida. Ah, por favor, pare de chorar, Angel...Droga, por que você tem que me lembrar tanto Ayla? ―Perguntou Franxie, com um rosto preocupado que quase se transformava em expressão de choro, tentando inutilmente alegrar sua filha. Ele odiava vê-la chorar daquele jeito, com sua expressão angelical transformada em uma expressão de terror – Vamos, papai está indo, vamos, avante... – Completou, sumindo com Angel no meio da grande poeira de troca de tiros, no qual helicópteros com governo voavam para tentarem impedir o ataque.

–~-

Notas finais
Final bem... sem graça. '-' Agora sei como é ter um final sem graça.... Mas a gente releva XD