Chained Wings
3 Capítulo 3: A notícia
Notas iniciais
| 19 de Agosto. 2184. Guardia, Londres.|
***
Franxie estava tenso.
Ele estava sentado em uma fileira de bancos de vidro, braços apoiados no joelho e mãos na cabeça. Parecia estar aguardando alguém eou alguma coisa. O local onde ele se encontrava era extremamente grande. Afinal, qual hospital do governo não seria?
O local era grande parte feito de um vidro extremamente resistente. Franxie estava no andar superior, por isso a parede era um grande vidro que dava vista para o céu. O vidro era repartido, e formava, mais acima, uma estrela — Uma estrela igual à dos comunistas, só que sem uma flecha ao meio. Estava escrito mais abaixo da estrela:
| H. G. S.|
Hospital do Governo Santo.
Ao topo de vidro, um espiral dourado reluzia. O chão era todo branco, com vários detalhes de vidro azul brilhante. O elevador se encontrava em algum lugar na parede, e dele, saíam pessoas à intervalos curtos. Ele era blindado de Prata. O local era bem imponente.
Haviam também um ar-condicionado, dois filtros d’água, um grande balcão de vidro, onde médicos e médicas mexiam em seus Neftobooks — Que eram Notebooks com a tela flutuante Touch Screen, e o teclado na mesa, Tablets ao lado dos teclados, e havia também um grande armário atrás deles.
Além disso, havia uma linha telefônica na parede, recoberto também de vidro resistente. Nota: Este vidro se chama Hevnee, a uma homenagem à seu criador, Tomas Henath.
Como já era de se saber, milhares de câmeras se postaram em praticamente todos os lugares — Além, claro, dos guardas encostados nas paredes, em sua posição formal com a metralhadora.
Franxie olhou a hora em seu relógio de pulso digital. Marcava exatamente 10:00 horas da manhã. Já faziam duas horas que estava ali, esperando, sentado.
Ele estava mergulhado em seus pensamentos. Angel já tinha um ano de idade, quatro meses e quatro dias. Era orfã de sua mãe, que morrera no parto. Ela ,definitivamente, não podia ficar sozinha em um mundo tão poluído como aquele. Suas suspeitas tinham que estar erradas, e o resultado do exame lhe diria isso.
Foi quando a porta do elevador se abriu. Franxie olhou para trás, e vislumbrou Alex Wolf. Era seu médico e também seu amigo de infância. Ambos haviam frequentaram o mesmo internato. Porém, quando o viu, não houve nenhum sorriso ou cumprimento. Franxie reparou que ele carregava um resultado de exame na mão.
– Senhor Franxie Hope. — Disse o homem, com sua voz grave.
–Aqui, senhor. — Disse Franxie, se levantando e indo até ele, procurando conter a sua ansiedade, enquanto ia com passos não tão rápidos até o médico.
Ambos foram até o andar de baixo, onde havia o corredor das salas de atendimento. Foram até a sala 30, a de Alex.
A sala não era tão espaçosa. Tinha sua mesa com seu Neftobook, armário, filtro, máquina de peso e câmeras. Além de ser uma sala totalmente branca. Mas não era tão grande quanto as outras salas do hospital. Era de tamanho mediano, na verdade.
Alex tinha um porte alto, era loiro de olhos verdes. Era quase tão branco quanto as paredes. Ele tinha uma barba pequena, que por pouco não alcançava suas orelhas. Ele segurava um envelope grande e branco, que ele segurava firme e com ambas as mãos.
Franxie então pegou o envelope, ainda tenso. Olhou o resultado, enquando Alex apenas observava, calado.
Um silêncio mortal decaiu sobre aquele lugar. Franxie ia lendo o resultado, seus olhos arregalados. Aquilo que estava escrito… aquilo… Não, não podia ser verdade. Ele agora suava. Seu coração acelerou.
–Ma-Mas isto… — Disse Franxie recuando um passo — Isto…
– Resultado de suas suspeitas: Positiva. — Disse Alex, que começou a caminhar pela sala, sem olhar para Franxie — Nível de Degradação nos ossos: Alto. Chance de recuperação: 1,6%. Acho que isso já diz muita---
–Mas isso… é algo muito avançado… como.. eu nunca percebi?
–Um câncer não causa nenhuma dor, até ceto ponto. Um câncer nos ossos não é diferente — Exclareceu Alex — Quando se começa a sentir um desconforto, uma dor, é quando está muito agravado. E, pelo que você me exclareceu, suas dores começaram à dois anos. Você também disse que tomava remédio contra as dores, mas nunca cessou o câncer por completo, apenas dava uma falsa sensação de bem-estar. Atuamente, o número de módulo é alto. Grande parte está corrompida. Posso dizer que você ainda tem sorte de ainda estar vivo.
–Não há nada que eu possa fazer em relação a isso?? — Perguntou Franxie. Seu coração acelerou. Ele estava a prestes a decair ao desespero.. — Ei, eu não posso sucumbir agora! E você sabe disso melhor que ninguém não sabe?
Alex não respondeu. Franxie suspirou, e prosseguiu:
–Escute. Eu tenho Angel para cuidar. Finalmente eu estou tendo a chance de cuidar uma filha até que ela cresça! Eu não sei... — ele olhou pros lados, e pras câmeras — ... se Ayla está viva. Ou você não lembra? Não tem realmente nada que eu possa fazer?
Alex suspirou.
–Se tivesse me pedido esse exame à uns dois anos atrás, obviamente existira cura. Mas nesse ponto… o que posso te recomendar é um bom remédio que pode prolongar sua vida um pouco.
Franxie começou ouvir bombardeios do lado de fora. Mas ele procurou se preocupar com a locomoção dos Comunistas. Afinal, ele estava recebendo a notícia de um câncer, e essa não era a melhor hora para se preocupar com a guerra.
–Pode… prolongar minha vida? — Perguntou ele, esperançoso.
–Não é por muito tempo — Advertiu Alex — Apenas por alguns anos. O nome do remédio é Loxxod. — Ao perceber a expressão de indagação de Franxie, Alex olhou em volta — Espere… Onde tem uma caneta? Eu vou anotar as informações necessárias…
Alex apanhou um pedaço de papel e caneta na escrivaninha e começou a anotar. As gritarias começaram a ecoar pela cidade. Guardas já começavam a fazer seu trabalho. Quando o médico finalmente anotou o necessário entregou à Franxie, que guardou o papel no bolso.
–Loxxod… -Repetiu Franxie — Como sabe que ele pode prolongar minha vida?
–Bom, o Loxxod é o último recurso de alguém que tem câncer — Ele respondeu — Ele contra-ataca os módulos de câncer de uma maneira incrível. É um comprimido que você deve tomar à cada 6 horas, no seu caso. Anotei o nome de um lugar que lhe vende o remédio.
A conversa teria continuado por algum tempo, se parte do hospital não tivesse sido bombardeada. Graças à essa explosão, a energia foi cortada.
–Vamos, eu garanto que você ainda não quer morrer agora. — Disse Alex, correndo com Franxie para fora do hospital, e Franxie seguiu, nervoso.
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