Cerejas Roubadas
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Sei que demorei um pouco, mas esta ai, mais um capitulo (:
Espero que gostem da nova capa, achei mais fofa :3
Boa leitura ^^
- Eric acordaaaaa! – uma voz manhosa soou bem perto, em quanto algo me chacoalhava. – Vai, acorda!
- Não... – resmunguei e me encolhi em baixo das cobertas grossas.
- Como assim, não?! Vai acorda logo! – Jared reclamava em quanto me chacoalhava.
- Jared, vai fazer algo na cozinha, eu to dormindo! – falei um tanto estressado.
- Para de ser chato, você tem que trabalhar. Acabei de voltar da loja de vinhos e o Sr. Joseph estava bem bravo. – o loiro resmungou, e saiu de cima da cama jogando algo sobre meu corpo.
Como um click toda a conversa do dia anterior com o rei havia voltado, e então me lembrei do meu trabalho. Levantei em um pulo me vestindo bem rápido, e sai correndo para a loja sem nem mesmo tomar café da manha.
Cheguei a loja ofegante com o coração martelando, e vi o Sr. Joseph com a cara fechada e os braços cruzados sobre o peito.
- Esta atrasado. – ele resmungou e foi para o fundo da loja, me deixando sozinho.
Vesti meu avental e comecei a arrumar a loja e tirar o pó das prateleiras e garrafas de vinho.
O dia se passou calmo, mas levei varias broncas por estar completamente distraído, não conseguia tirar minha mente da conversa do dia anterior, e como agora estava de certa forma comprometido com o rei Brendon. Não sei como as coisas chegaram a esse ponto, mas agora não há jeito de voltar atrás, só espero não me arrepender. Muito.
Provavelmente não irei, porque pensando melhor ele me aguentou por um bom tempo, e correu atrás de mim mesmo eu o maltratando e falando que não gostava dele. Ele continuou a insistir, e depois da declaração do dia anterior eu me sentia uma manteiga derretida só de pensar nele. Depois do dia anterior só conseguia pensar em seus braços protetores e fortes em volta de mim, me abraçando e me protegendo, como havia prometido. É desesperador se sentir tão dependente de alguém assim, em tão pouco tempo, é quase insano! Mas eu sabia com o fundo do meu coração meio besta que podia contar com ele, que podia confiar nele e depender dele, mas acho que todos que estão apaixonados se sentem assim.
Olha só, já digo que estou apaixonado.
Como disse: insano.
Voltei para casa caminhando devagar, cansado e um tanto triste pelo meu desempenho durante o dia.
Abri a porta, e levei a mão aos lábios, querendo berrar e chorar de ódio ao mesmo tempo.
Tudo estava revirado, quebrado, bagunçado e destruído.
Parecia que o exercito imperial havia passado pela minha casa pisando com suas armaduras de ferro em tudo que estivesse pelo caminho.
Bati a porta atrás de mim, e fui andando por entre a bagunça que parecia não ter fim e os rastros de sangue pelo caminho. Fui a cozinha e tudo estava na mesma situação, não havia um móvel inteiro. A porta que dava para o jardim estava destruída e não chão. Passei por cima dela, e meu coração se apertou ao ver o estado de tudo aquilo.
Dois guardas estavam desmaiados no chão no final do rastro de sangue, e sujos do mesmo liquido vermelho, e as cerejeiras mortas sobre a grama. As arvores foram cortadas bem perto do chão, e seu galhos massacrados. O galinheiro estava destruído e a as galinhas estava desnorteadas pelo quintal bagunçado com madeiras quebradas, artigos de jardinagem espalhados, guardas imperiais imprestáveis desmaiados e cerejeiras mortas.
Passei minha mão pelo cabelo com nervosismo e voltei para dentro de casa. Subi as escadas até meu quarto, e suspirei olhando o estado deplorável do cômodo, o sangue era o que mais me incomodava.
Apenas sentei no chão sem reação, encostado contra uma parede olhando o fogo da lareira queimar os livros jogados ali dentro.
Não me mexi, não senti, e não falei nada.
Algumas horas depois um dos guardas subiu ao meu quarto desesperado, e falou algo comigo, me chacoalhou, e molhou meu rosto com um pano úmido, mas eu não me mexi, apenas observava o fogo comendo cada pagina de cada livro.
Certo tempo depois Jared apareceu e me abraçou chorando, me chacoalhou e falou comigo, ele mexia os lábios depressa, mas eu não ouvia som algum, acho que ele percebeu porque parou de fazer isso, apenas deitou a cabeça no meu ombro e me abraçou.
De longe ouvi a voz conhecida que surpreendentemente acalmou meu coração.
Parei de pensar e me concentrei nela.
- O que aconteceu aqui? – Brendon parecia furioso. – Mandei vocês protegerem essa casa. – ele rugia.
- Meu rei, nos tentamos, mas ele era muito forte, o outro guarda foi morto. – outro homem falou.
- Vocês são guardas imperiais, dois de vocês deviam dar conta de um único intruso. – ele vociferou.
- Me desculpe meu rei. – o outro disse triste e envergonhado ao mesmo tempo.
- Onde ele esta? – Brendon perguntou mais calmo.
- No quarto dele... – o outro ponderou. – Ele não parece bem, não reage a presença de ninguém, nem o que parece ser o irmão dele.
- O loiro? – o rei perguntou.
- Sim. – disse o outro prontamente.
- Eu quero todos arrumando essa casa. – ele falou de forma mais seria, e seus passos começaram, estavam cada vez mais perto da onde eu estava.
- Você chegou... – Jared parecia aliviado, me soltando do seu abraço.
- Como ele esta? – perguntou bem baixo.
- Paralisado... – o loiro choramingou.
- Vou levá-lo para o castelo, e você vá para sua casa, vou pedir para alguém te acompanhar. – Brendon se abaixou ao meu lado e bagunçou meu cabelo, eu fechei os olhos.
- Sim majestade... – Jared falou baixo e desceu as escadas.
Brendon não falou nada, mas andou ate a minha frente e estendeu suas mãos para mim. Eu demorei um pouco a pegá-las, mas quando fiz, ele me puxou para ficar de pé e abraçar seu corpo quente.
Seus lábios se colaram a minha testa, e ele me abraçou com força.
- Vai ficar tudo bem... – ele sussurrou perto do meu ouvido, e eu estremeci lembrando as imagens que vieram a minha mente. Meu lar, minha casa, tudo destruído e bagunçado.
- Não vai... – falei baixo. Não era a primeira vez que acontecia aquilo, que entravam na minha casa para causar algum dano.
- Vai sim. – ele disse com calma, e apertou seu abraço em meu corpo, quase obrigando meus músculos a se relaxaram, o que foi bom por um lado. Mas eu não queria relaxar, não queria abaixar minha guarda e deixar algo acontecer.
Brendon parou seu abraço para me levar ao andar debaixo, depois disso para fora de casa. ainda comigo em seus braços, falou algo com um dos guardas, mas não prestei muita atenção. Depois disso ele subiu em seu cavalo, e me ajudou a montar atrás dele. Abracei sua cintura e deitei minha cabeça em suas costas.
O vento era forte no meu corpo, e o cavalo corria rápido, mas isso não me incomodava. O tempo passou de forma rápida, e logo estávamos na frente da escadaria do castelo, com Brendon me ajudando a descer do enorme animal e abraçando meu corpo de forma quase protetora.
Notas finais
G Wentz
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