Cerejas Roubadas
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Desculpa pela demora >.<'
Vou explicar o que aconteceu o-o
Eu sabia o que queria da fic, mas nao sabia como escrever, entao espereu ate saber .-.
Por isso demorou tanto o-o
Mas nao se preocupem! ja estou trabalhando no prox cap ^^
Espero que gostem desse cap, e comentem ^^
Não gosto muito de leitores fantasmas =[
Me deixa bem triste :'(
Boa leitura ^^
Fui guiado pelas escadas do castelo até o quarto do rei e lá fui deitado e despido pelo próprio. Deitei entre os travesseiros e tentei dormir, mas cada barulho me assustava e me deixava mais acordado. Fiquei olhando o dossel da cama, apertando firmemente a mão de Brendon, e minha outra mão suava agarrada a coberta pesada. Não consegui fechar os olhos por um minuto sequer. Minha nuca suava e em certa parte da noite parecia que havia uma possa de suor ali. Minha barriga se retorcia e minha garganta acomodava um nó.
De manha a porta se abriu e minha reação foi a pior possível. Eu gritei e pulei na cama, me encolhendo contra a cabeceira da cama. Brendon ao meu lado levantou em um pulo, e um tanto desnorteado olhou para porta.
- Hemingway... – ele suspirou ao meu lado relaxando.
Onde havia escutado esse nome?
- A casa esta arrumada, e os meus homens estão procurando o malfeitor. – o homem alto e forte, com a barba grisalha falou firme, seus olhos eram duros e impenetráveis, parecia odiar cada ser vivo.
- Obrigada. – Brendon mexeu nos cabelos cor de petróleo e depois se esticou. – Pode ir... – falou baixo e assim que a porta foi fechada ele bocejou longamente se espreguiçando como um gato.
Ele me olhou meio triste e veio me abraçar, beijando demoradamente minha testa.
- Sei que a sua casa já esta pronta... – ele disse baixo – Mas prefiro que fique aqui um tempo.
- Por mim tudo bem. – falei baixo e serio.
- Se sente mais seguro aqui? – ele perguntou acariciando meus cabelos.
- Sim... – respondi em um sussurro triste.
Ele sorriu de lado e beijou minha testa novamente.
- Vamos comer um pouco então. – o rei sorriu e se levantou da cama, deixando-me sozinho entre as cobertas macias.
Ele voltou pouco tempo depois, e logo atrás dele uma senhora vestida como criada entrou segurando uma bandeja grande, a depositou no meio da cama e se retirou em silencio com uma reverencia pequena.
Brendon se sentou ao meu lado, e acariciou meus cabelos. Ele começou a comer, quando viu que não me movi, franziu o cenho.
- Não esta com fome?
- Não muita...
- Precisa comer. – ele suspirou me puxando para perto. – Desde de ontem não se alimenta.
Suspirei seu perfume e olhei desanimadamente a bandeja. Peguei um morango e comi sem a menor vontade fazendo o rei DeLuise rir.
- Digo comer como uma pessoa, e não como um pássaro. – ele sorriu abertamente e me deu uma torrada com geleia e por cima dessa uma pasta bege. – Algo que meu cozinheiro gosta de fazer, pasta de amendoim.
Franzi o cenho para tal coisa, mas mesmo assim comi, era gostoso e bem doce.
Me levantei e fui ate as minhas roupas que estavam em uma barra de ferro perto da lareira, para se manter quente, vesti as peças devagar sob os olhares pervertidos do rei.
- Vou trabalhar... – expliquei quando estava perto da porta.
- Você o que? – ele já estava de pé. – Você não pode ser tão descuidado assim. – ele falava frustrado.
- Quer que eu fique aqui o dia todo? – perguntei incrédulo.
- Sim!
- Pois não vou ficar. – falei teimoso. Sei que há alguém atrás de mim, mas eu não consigo simplesmente me enfiar debaixo da asa do rei e esperar que acabe, eu tenho uma vida e quero continuar com ela, pelo menos com uma parte.
- Vai sim. – ele falou autoritário se pondo entre mim e a porta.
- Não vou! – resmunguei e tentei empurrar seu ombro, mas ele parecia estar forjado ao chão. – Brendon, me deixe ir! – reclamei ainda tentando o empurrar.
Ele segurou meus pulsos antes de lhe empurrar mais uma vez, me girou com rapidez e com uma única mão segurou meus dois pulsos colados as minhas costas.
- Você é tão teimoso Eric. – ele rugiu e começou a me empurrar para cama, estava tentando ser gentil, mas não conseguia muito comigo me debatendo. – Quer sair para ser morto? Não sairá nem desse quarto.
- Não sou sua propriedade. – quase gritei para ele. – Não pode mandar em mim dessa forma!
E por um momento ele parou e pensou, ainda me segurando. Estávamos ao lado da cama, e eu continuava tentando me soltar.
- Não vou perder você. – ele falou duro e me virou para o encarar, segurou meus ombros olhando-me nos olhos.
- Vai me perder se continuar a comandar minha vida desse jeito. – olhei serio para ele.
- Não quero comandar sua vida, só não quero que se machuque. – ele franziu o cenho.
- Não vou. – rugi ainda mais irritado.
- Sim, você vai. E não sei como ainda não foi, mas agradeço por isso. – ele suspirou. – Eric, há alguém solto por ai, com uma enorme habilidade com a espada, capaz de derrotar dois guardas reias bem treinados ao mesmo tempo, e esse sujeito esta atrás de você por algum motivo que não sei, mas temo que seja porque esta comigo. Espera mesmo que eu o deixe passar por aquela porta, sabendo que pode ser morto por minha culpa? – ele parecia mais calmo, mas seu olhar era frustrado.
Sem uma resposta da minha parte, ele me empurrou de leve ate eu cair deitado sobre a cama. Subiu sobre meu corpo, e se aninhou devagar em cima de mim, com o rosto afundado na curva do meu pescoço. Podia sentir sua respiração lenta, em quanto seus braços se enfiavam por baixo das minhas costas, começando um abraço preguiçoso.
Fechei os olhos entendo tudo aquilo que ele havia falando. A minha adrenalina súbita, por uma noite mal dormida havia passado, e já estava mais calmo. Senti meu corpo tremer em medo. Ele realmente gostava de mim, e realmente se preocupava comigo. E também havia esse maníaco a solta, espreitando por uma única falha minha, ou de Brendon, para me matar ou coisa pior.
Ele se levantou e se vestiu. As roupas de seda azul petróleo e por cima algumas peças de couro fervido. A cintura uma cinto preto com uma espada imponente amarrada, seu nome é Levantine. Havia boatos que em seus gumes havia sido gravado o nome de todos os seus oponentes mortos, e sempre que o espaço acaba o rei manda que mais uma camada de aço frio seja colocado sobre a lamina, para dar espaço a mais oponentes.
Ele me olhou e bagunçou meus cabelos, beijou meus lábios devagar e sorriu ao se afastar um pouco.
- Nosso primeiro beijo. – ele lambeu os lábios. – Bem doce.
- Vou ficar aqui. – falei emburrado cruzando os braços, corando pelo beijo.
- Guardas vão ficar na porta, não precisa se preocupar. – ele sorriu andando para porta. – Preciso resolver alguns assuntos, assim que der eu volto.
- Ta bom. – murmurei olhando o colchão.
- Se precisar de algo, fale com os guardas. – ele falou sorrindo e fechou a porta.
Olhei a minha volta, finalmente estava sozinho, poderia pensar em paz em tudo que estava acontecendo, e arrumar minha cabeça sem ter um rei tentando me assediar, ou alguém tentando me cortar em pedaços.
Quem poderia ser esse tal lunático?
Me levantei e me despi devagar, olhei em volta e sorri ao ver a blusa que Brendon usara para dormir. Bem melhor que ficar apenas com as roupas intimas.
Vesti a blusa, ainda estava morna e com seu cheiro, me enfiei debaixo da cama, e puxei as cobertas até os ombros.
E porque atacar tão incansavelmente minha casa, e destruir minhas cerejeiras, se estava somente atrás de mim? Deve saber que trabalho na loja de vinhos do senhor Joseph. Deveria querer deixar algum aviso, ou coisa parecida, por isso todo esse escândalo.
Mas com a intenção de que? Pra que me matar? Caso isso acontecesse só arranjaria problemas com o rei, e nada de bom sairia disso.
Pode ser com a intenção de se vingar, algo que Brendon fez deve tê-lo deixado em fúria. Não acho difícil que aquele homem possua vários inimigos, não depois de ouvir os tais boatos sobre a sua espada e conhecer seu gênio.
E Brendon?
Uma duvida na minha vida. Estava tão bem antes dele aparecer na minha vida e mudar tudo de lugar! Uma vida pacifica e calma, sem medo ou outras coisas e sentimentos que fazem meu coração bater de modo estranho.
Se bem que ele é um homem gentil, e de bom coração, alem de ter uma linda aparência. Parece realmente gostar de mim, e agora não só pela aparência. Também gosto dele, é inteligente e gosta de ler tanto quanto eu, sei pois há sempre um livro em seu criado mudo, e seu quarto e repleto deles. Deve ser inteligente, tem que ser, é um rei.
Não vejo problemas em estar ao seu lado, pelo menos a curto prazo, tenho medo de me machucar no final, e fraco como sou, tenho medo de não me recuperar.
Suspirei longamente, afundando na cama e fechando os olhos. Pensar nesses problemas me deixa com sono. Não dormi um minuto noite passar, e não se vou conseguir dormir agora, ainda tenho medo de ser atacado, mas ele esta amenizado no momento, graças ao rei. Devo conseguir apagar por um par de horas graças ao cansaço.
Fechei os olhos e me deixei levar.
-*-
Abri os olhos e já estava escuro. Espreguicei-me devagar, e bocejei preguiçosamente, sem duvidas estava revigorado.
Levantei-me e andei ate o banheiro. Fiz minhas necessidades, e lavei a mão com uma pedra rosa de sabonete. Olhei-me reflexo no espelho grande. Já fora muito bonito antigamente, ou seja, há alguns dias antes desses acidentes começarem. Agora estava com olheiras grandes e o cabelo um tanto opaco. Minha pele parecia mais opaca e sem aquele leve ruborizado rosa que me dava o doce ar de inocência e saúde.
A blusa branca e grande de Brendon caia de forma desengonçada no meu corpo deixando um ombro sujo de sangue seco a mostra, o que era bem engraçado.
Baguncei um pouco meu cabelo e franzi o cenho olhando meu ombro. Tirei a blusa e arregalei os olhos ao ver meu corpo sujo de sangue seco.
Corri para o quarto, somente com a roupa intima, e escancarei a porta vendo mais dois guardas mortos, estirados no chão, banhados no próprio sangue, que saia em jorro de suas barrigas furadas.
Corri por cima do sangue, escorregando um pouco, gritando rouco e amedrontado pelo castelo, só uma palavra saia de meus lábios.
- BREENDOOON? – Berrei mais uma vez, continuando a correr.
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