Cenas Cortadas - Neuta e Dinho - Novela América
31 Cap.31 Dinho pula a janela
Capítulo 31
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Neuta havia ficado pouquíssimo tempo fora, mas tempo o suficiente pra estar morrendo de saudade do seu peão. Ela queria abraçá-lo e se manter em seus braços pra sempre. Não conseguia mais pensar em nada que não fosse ficar junto de Dinho o máximo de tempo possível. Os problemas que ela tinha pra resolver só serviam para deixá-la mais certa de que o que realmente queria para sua vida era estar ao lado dele. Ela sabia que seu coração e mente estavam totalmente preenchidos por ele. Ainda mais agora com essa recepção pra lá de calorosa no meio do matinho.
Ela estava feliz, radiante, queria ir pra sua casa, ficar sozinha com ele o mais rápido possível. Queria dizer a ele o que sentia, e ver os olhos dele brilhando ao olhar pra ela, como a todo momento que ela se declarava de alguma forma. Mesmo que discretamente.
Neuta tinha até comprado umas coisinhas pra dar a ele também.
Ela avisou a todos que ia embora e se despediu. Ela foi de carro e Dinho a cavalo.
Neuta chegou primeiro, verificou se Sinvalzinho estava bem e deu boa noite pra Sianinha.
Foi pro seu quarto e muito sabiamente colocou sua camisola, esperando Dinho aparecer em sua janela.
Foi de encontro ao espelho admirando-se. Sentiu um frio na barriga ao pensar nele, em sua pegada, lembrando do que acabara de ocorrer, no meio do nada, no escuro.
Ria sozinha ao perceber o que ele conseguia fazer com ela, o quanto ela se deixava levar por ele, o quanto amava aquele homem.
Ela olhou em seus próprios olhos no espelho quando aquelas palavras passaram pela sua cabeça. “Amava aquele homem”. Ela estremeceu. Ela se olhou fixamente no espelho pensando nisso.
Ela o queria. Ela o queria tanto! Sim, ela o amava. O amava como nunca amou, amava tudo nele. Amava seduzí-lo. Amava como ele a queria, como ele a comia com os olhos. Mas o que mais amava em tudo isso era saber que ele a amava de volta. A amava de verdade. Tanto ou ainda mais do que ela. Era tão gostosa aquela sensação. Era a melhor sensação do mundo, ela pensou. Saber que possuía esse amor tão grande dentro do peito e que era maravilhosamente correspondida.
Poucos segundos depois ela tornou a estremecer. Tanto que se corrigiu em silêncio em seguida. Quando o viu ali, parado em sua janela, admirando-a, quase babando ao olhar pra ela. – Aquela era a melhor sensação do mundo.
Dinho entrou despencando a janela toda e voltou pra tentar arrumar a bagunça.
N: Deixa isso aí Dinho e me pega que eu sou todinha sua! – ela o chamou com as mãos.
Dinho não pensou nem meia vez. Ele a agarrou na mesma hora, se impulsionando sobre seu corpo, com um beijo caloroso em sua boca. Ele a beijou com mais fervor e vontade do que havia feito mais cedo. Ela correspondeu aos beijos prontamente, enquanto abria a camisa dele para passar a mão em suas costas. Os beijos ficavam cada vez mais intensos. Mas ela parou e se afastou.
Sentou-se na beira de sua cama e abriu os braços olhando pra ele.
Dinho só conseguia sorrir ao olhar pra ela. Mas naquele instante, ela ali, naquela exata posição, sentadinha e de braços abertos, voltou na cabeça dele o tão queridinho anel, que a essa hora estava bem guardadinho em sua humilde residência. Como ele iria imaginar que justamente hoje ela estaria ali, de volta pra ele, todinha sua, de braços abertos? Talvez estivesse perdendo o melhor momento para entregá-lo. Mas não quis pensar nisso agora. Estava feliz só de saber que ela ainda era “todinha sua”. Encontraria o melhor momento depois.
Dinho se arremessou sobre ela, em êxtase ao imaginar que ela estaria aceitando seu presente se ele estivesse ali. Foi questão de segundos para Sianinha bater na porta empatando tudo, como era de se esperar. Dinho ficou indignado como sempre. Minha Nossa Senhora de Achirupita, como pode existir tanto empata love assim numa mesma cidade? Ele nem conseguia acreditar! Em seguida agradeceu aos céus por não estar entregando seu presente bem naquela hora, pois seriam novamente interrompidos e estragaria todo aquele momento.
Neuta estava afoita embaixo dele e quis recuperar o ar. Mas Dinho não conseguia se conter, foi beijando seu rosto, pegando em suas coxas com força e enquanto ela tentava recobrar os sentidos, Dinho já vinha puxando sua camisola para cima. Ela levantou os braços e olhou pra ele. Ele delicadamente tirou a camisola dela e parou para olhá-la por alguns segundos, ela olhou de volta e sorriu. Dinho beijou o pescoço dela e desceu seus lábios. Passou a línguas por um de seus seios, fazendo-a arrepiar. Ele sorriu e desceu mais. Ele segurou com toda força em seu quadril e beijou seu ventre, passando seus lábios delicamente em contornos pelo corpo dela. Dinho com sua habilidade imperceptível tirou a calcinha dela e desceu seus lábios mais uma vez. Ela gemeu antes mesmo dele tocá-la com sua língua em seu ponto fraco. Ele a tocou e a chupou. Ela se derreteu. Segurava seu lábio com os dentes, tentando segurar os gritos que gostaria de soltar. Dinho se empolgava mais e mais a cada arrepio que o corpo dela demonstrava.
Dinho se afastou e olhou pra ela. Que sorria de olhos fechados. Ele se levantou e começou a tirar sua roupa. Ela molhou os lábios e os mordeu, olhando para ele.
Ele se deitou sobre ela e começou a beijá-la enquanto saciavam a vontade um do outro.
Como sabemos bem, nossa queridíssima Dona viúva Neuta sustentou seu amado Dinho em sua cama a noite toda.
Quando estava clareando o dia, Neuta se levantou colocando sua camisola e foi até seu guarda-roupa. Tirou uma caixa e algumas sacolas de lá e voltou pra cama.
Dinho estava levemente adormecido. Ela acariciou o cabelo dele, chamando-o.
N: Dinho, querido. — Ele se virou pra ela sorrindo. – Eu trouxe essas coisas pra você – mostrou as sacolas — mas eu levo na sua casa depois, tá bem? – ela colocou as sacolas no chão.
Ele arregalou os olhos.
D: Nossa dona Neuta não...
N: Esse aqui você abre agora. – ela entregou a caixa pra ele. Era um celular. – Você já anota aí o meu número, ta. – ela sorriu pra ele. – Pra você me ligar, quantas vezes quiser Dinho. Vou adorar!
Ele arregalou os olhos. Dinho não soube demonstrar em um único sorriso o quanto ficou contente de ouvir aquilo. Ele a agarrou, beijando o pé do ouvido dela. Ela sorriu, mas se afastou em seguida.
N: Dinho, você sabe que tem que ir agora né!?
Dinho se aprontou e pulou a janela.
Quando subiu em seu cavalo pegou o celular que havia acabado de ganhar e apertou o verde duas vezes.
Ela correu até o celular que estava na penteadeira e atendeu sorrindo.
N: Alô?
D: Esqueci de falar duas coisas: uma é que a senhora está convidada a ir na minha casa hoje à noite. – ela ficou muda. – Tudo bem dona Neuta? – ela riu. – A senhora vai né?
N: Claro Dinho. Vou sim. Pode esperar.
D: Vou esperar ein!
N: Pode esperar! – ela riu — E a outra coisa Dinho?
D: É que eu já estou com saudade da senhora.
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