ÚLTIMO CAPÍTULO ~*

Cap. 32

Ela não conseguia tirar da cabeça a noite anterior. O sorriso não saía do rosto dela. Só conseguia pensar nele. Estava tentando imaginar o que Dinho teria pra falar com ela, e que presente era esse que ele estava pra dar. Ela riu lembrando que antes mesmo de ir viajar havia prometido que responderia a ele se estavam namorando ou não.

Mas é claro que estavam! Ela achava que nem precisava dizer.

Dinho foi pra casa e mesmo não tendo dormido direito, estava totalmente inquieto. Ficava nervoso só de se imaginar entregando o anel e vendo a carinha dela.

Ele foi até a gaveta e o pegou de dentro da caixinha mais uma vez. Ficou maquinando o que poderia dizer no momento que o entregasse.

Estava determinado que de hoje não passaria.

Ele sabia que estava colocando-a contra a parede, e era isso mesmo que ele queria!

Se ela ao menos aceitasse o presente, pra ele já estava de bom tamanho. Iria à loucura só de vê-la por aí usando o anel que ELE deu.

Como será que ela iria reagir?

O sol mal acabara de se pôr e Neuta entrou no quarto apressada pra se arrumar. Ficou pensando que roupa escolheria enquanto tomava banho. Sentou na cama e passou no mínimo três camadas de creme pelo corpo. Distraída e sorrindo.

Sem pressa alguma colocou uma blusinha de manga curta branca apertada com um lindo decote que caía perfeitamente no corpo dela. Colocou uma saia comprida preta de camurça, um cinto por cima e botas.

Cada vez que passava da penteadeira pro guarda-roupa, ela se olhava no espelho, ajeitando aqui e ali. Escolheu um colar comprido que passava sobre o decote dela e colocou seus brincos de pérola. Maquiou-se sorrindo e se olhou no espelho mais umas duzentas vezes pra se certificar de que estava pronta pra sair de casa.

Antes de sair enviou uma mensagem: Estou indo Dinho.

Dinho estava aprontando tudo em sua casa da melhor maneira possível. Arrumava a mesa do jantar quando o celular vibrou em cima da tv. Ele correu e viu que era uma mensagem. Leu afoito e começou a ficar tenso. Se até aquele momento ele estava conseguindo manter a compostura, dali em diante foi caso perdido. Ele suava de nervosismo e não conseguia parar de mexer nas coisas que havia preparado.

Ela chegou na casa dele. A porta de entrada estava aberta.

N: Dinho? — ele nada respondeu.

Ela sentiu um cheiro meio doce e meio cítrico e sorriu. Ela entrou e fechou a porta. Quando ela passou os olhos pela sala da casa dele num todo, ficou paralisada. — O que está acontecendo aqui? — Haviam várias coisas maravilhosas naquele mesmo ambiente, menos nosso querido Dinho.

As luzes estavam apagadas, mas estava impressionantemente claro pela quantidade de velas que haviam pela casa.

As velas variavam entre o vermelho e o branco, mas cada uma de formato e tamanho diferentes. Somente uma estava apoiada por um castiçal, uma única vela branca em cima da mesa, delicadamente posta bem ao centro.

A mesa estava perfeitamente arrumada, era uma mesa pequena mas os pratos estavam ajeitados direitinho com os talheres ao lado. Havia também um vinho com mais duas taças na mesa. Estava perfeito!

Por um instante olhou pro chão pensativa, com um turbilhão de coisas passando pela cabeça. Subiu o olhar pra reparar em todo o restante da casa. Haviam rosas vermelhas por toda a parte. Pequenos vasinhos brancos de porcelana no chão com mais rosas. Uma única rosa em cima de um dos pratos. E quando ela olhou pra trás, um buquê enorme em cima da bancada da cozinha com um bilhete grudado. Ela sorriu.

Estavam todas elas perfeitamente belas e colocadas em locais estratégicos dentro da pequena casa dele. Ela abria a boca sem conter um enorme sorriso no rosto. Ela não estava entendendo nada e ao mesmo tempo estava adorando! Ela foi até o buquê e pegou o bilhete — "Neuta, I love you". Dinho finalmente apareceu. Ela tirou os olhos do papel e os colocou nele.

Ele parou na porta do quarto sorrindo e se apoiou no batente. Cruzou os braços fingindo um ar despojado. Mas no instante em que bateu os olhos nela, desmontou. Seu sorriso havia sumido. Ele a olhava e não conseguia acreditar. Estava belíssima. Seu coração quis pular pra fora do corpo. Olhou de novo. Ele a mediu umas cinco vezes antes de conseguir voltar a respirar. Ela sorriu ao vê-lo de boca aberta. Dinho tomou ar pra tentar falar alguma coisa, mas estava perdido. Queria agarrá-la. Mas ela estava tão maravilhosa naquela noite que ficou até com medo de estragar.

Ela olhava pra ele de volta. Estava lindo, como sempre. Usava uma calça jeans com uma camisa branca que demarcava bem o corpo dele. Ela o fitou sorrindo por um momento.

N: Dinho, pra que tudo isso?

D: A senhora gostou?

Ela foi chegando perto dele, fazendo o coração dele descontrolar cada vez mais conforme ela se aproximava. Ela levantou na ponta dos pés para colocar um selinho na boca dele.

N: Claro, eu to amando Dinho! — ela olhou em volta — Mas acho que perdi alguma coisa. – ela falou com ar de indireta, abrindo um sorriso.

Ela tinha um enorme brilho no olhar. Ele mal conseguia olhar pros olhos dela sem arrepiar. Ele tremia mais e mais a cada segundo. Estava imóvel.

"Isso tudo é pra me pedir em namoro? Então SIM, mil vezes sim.” — Ela pensou.

Eles trocaram olhares por alguns instantes, deixando a imaginação fluir com o momento.

Dinho, tentando tomar alguma atitude que fosse, puxou uma das cadeiras para ela. Ela olhou pra cadeira e se sentou. Olhou para o vinho e pras taças algumas vezes e quando se virou pra olhar pra ele novamente arregalou os olhos. Ele segurava uma caixinha vermelha de veludo que havia acabado de tirar do bolso.

N: Que isso Dinho?

Ele tremia. Não conseguia falar nada. Ele abriu a caixinha e mostrou pra ela aquele lindo e maravilhoso anel de ouro branco com uma safira e brilhantes ao redor. Ela arregalou mais ainda os olhos e abriu a boca.

N: Dinho! – ela foi se levantando pra ver direito.

Ele se ajoelhou pra mostrar mais de perto. Ela tornou a sentar levando as mãos à boca e olhou fixamente para o anel por alguns segundos. Depois revezando seu olhar entre o anel e olhos dele.

N: Dinho?

A caixinha chacoalhava na mão dele de tanto que tremia. Estava ridiculamente nervoso.

N: O que é isso? Você tá me pedindo em casamento? – surpresa.

Se Dinho ainda respirava, naquele momento parou. Travou. Olhou pra ela tremendo. Sem ar. Ela achou que ele ia engasgar.

N: Ai Dinho to ficando nervosa. Fala alguma coisa pelo amor de Deus!

Ele estava em estado de choque e ela ficou trêmula ao perceber que teria que salvá-lo daquela aflição. Ela estendeu a mão esquerda aberta e falou:

N: Anda Dinho!

Ele olhou pra baixo sem acreditar. A mão dela estava estendida bem na sua frente e também tremia. E muito. Ele ficou tonto por um momento. Não sabia como reagir. Era isso mesmo? Ele entendeu bem? Ela entendeu bem? Estavam todos entendendo o que estava acontecendo? Ela estava oferecendo sua mão? Na dúvida, Dinho resolveu agir. Olhou pra mão que ela estendia, tirou o anel de ouro que ela usava em seu anelar esquerdo e colocou sobre a mesa. Em seguida pegou o anel branco da caixinha e segurou na mão dela.

Ele olhou fundo naqueles belos olhos e tentou colocar alguma firmeza em seu tom de voz. Tomando uma coragem incrível, perguntou:

D: Neuta, quer casar comigo? – ele finalmente sorriu.

Ela levou a mão até boca nervosa. Estava espantada e feliz com aquelas palavras. Ela o olhou sorrindo sem conseguir acreditar. Deu um beijo molhado e rápido em sua boca, olhou bem em seus olhos novamente e respondeu:

N: Quero! — ela mordeu os lábios tentando conter seu nervosismo.

A mão dela voltava à sua frente tremendo e ele finalmente colocou o anel. No momento que o encaixou no dedo dela percebeu o quão lindo havia ficado e como lhe caiu perfeitamente no tamanho. Ele voltou seus olhos pra ela sorrindo enquanto ela admirava o anel.

N: Nossa Dinho, é muito lindo. Lindo demais!

Ele segurou no rosto dela e falou olhando fixamente nos olhos dela:

D: Meu deus do céu, eu te amo demais Neuta.

N: Eu também te amo Dinho. — Ela passou os braços pelo pescoço dele e olhou pra ele de volta. — Te amo muito.

Sem dar tempo para que ela reagisse, ele a segurou no colo e a beijou com vontade.

Ela envolveu a cintura dele com as pernas e passou as mãos nos cabelos dele. Prosseguiu com os beijos sorrindo. Os dois estavam desesperados de tanta alegria.

Ele puxou as coxas dela mais pra cima e a encostou na parede com as mãos firmes nas pernas dela. Aumentou a intensidade de seus beijos e as segurou com mais força.

Ele puxou o cabelo dela pra trás e olhou pros lábios dela salivando.

Ele a direcionou até o sofá e a sentou. Ele olhou pra ela apoiando as mãos no encosto ao se aproximar.

Puxou as coxas dela contra seu corpo com mais força e chupou o pescoço dela com vontade, fazendo com que ela arrepiasse e soltasse um leve gemido ao mesmo tempo.

N: Ai! – ela se afastou se endireitando no sofá. – Calma, calma. – ela balançou a cabeça sorrindo – Me deixa processar o que está acontecendo um minuto.

Ele se levantou. Ameaçou ir em direção à cozinha perguntando:

D: Está com fome?

N: Ah não Dinho! Volta aqui, vamos conversar direito! Senta aqui.

Ele a obedeceu sentando-se ao seu lado com aquele sorriso no rosto.

N: E agora ein Dinho? O que a gente faz?

D: A gente casa ué. — ambos sorriram.

N: Ai Dinho, olha como eu estou. — ela esticou as duas mãos tremendo.

D: Noiva?

N: Não! — ela riu — Nervosa.

Ela se levantou, pegou o vinho e colocou na mão dele. Pegou as taças e entregou uma a ele.

Ela esticou o braço da taça levantando aquele anel de matar na direção dele.

N: Me serve Dinho!

Ele abriu o vinho e colocou no copo dela. Ela deu um gole.

N: Você cozinhou?

Ele afirmou com a cabeça enquanto se servia do vinho.

Ele colocou o vinho na mesa e voltou ao sofá. Eles brindaram e beberam.

Ele não parava de olhar pra ela.

N: Isso é me colocar contra a parede. – ela falou dando mais um gole. – Não é justo fazer isso comigo.

D: E você gostou. — Ele abriu um baita sorriso. E ela sorriu de volta.

Ele a olhava com muito desejo. Amava demais aquela mulher. Será que um dia se acostumaria com a ideia de que era sua?

Permanecia olhando pra ela, admirando seus detalhes, olhando pro corpo dela e depois pra sua boca. Era tão linda. E tão sua. Ele a comia com os olhos. Ela passou a mão no rosto:

N: Para com isso Dinho, to ficando sem graça. – ela virou os olhos rindo. – Ai gente. Casar? Meu deus, o que vão dizer? – ela o olhou – Dinho, você é um menino. – ela riu de novo – Eu olho pra você e não imagino isso. Não sei como seria. Não dá pra imaginar. Como eu vou dizer isso lá em casa? – ela parou de sorrir. – Você não tem medo de mudar de ideia depois? – ela o fitou.

Ele a olhou sério. Tirou o copo da mão dela e os apoiou no chão. Voltou seu olhar pra ela.

D: Eu até hoje não consigo entender como você ainda consegue duvidar do meu amor. – ele falou calmamente, mas com firmeza – Eu quero ficar do seu lado pra sempre Neuta. Até o fim da vida. Você é a mulher mais linda que eu já vi. O meu único medo é te amar mais e mais e mais a cada dia.

Ela olhou firme nos olhos dele.

N: Eu não duvido disso Dinho, eu só...

D: Entende de uma vez que eu vou te amar pra sempre. — ele a beijou sem lhe dar chance de resposta.

Eles se beijaram lentamente, aproveitando-se do momento. Ela se afastou.

N: Dinho, eu sinto tanto medo de dizer isso, mas eu vou te amar pro resto da vida também.

Ele a puxou pela cintura e ela sentou no colo dele.

Ele enroscou os dedos nos cabelos da nuca dela e a beijou da maneira mais calorosa que pôde.

FIM *-*

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