CelleXty Saga - Temporada III
8 Assimilação – Parte II

Personagens: Elana Agnes, Alex Aleff, Lucius, Gregory, Simeão, Basco Khassan, Folkhen, Málaca, Kaila, Emerson, Kostya, Mika, Raial, La’Vern, Sennefer, Zahur, Caetano, Venâncio, Noah, Beatrice e Maurice Durand
Ambiente: Rio de Janeiro, São Paulo e Cambará do Sul
Contexto: Após o alerta de Elana Agnes, a equipe CelleXty se divide através dos portais criados por Basco Khassan. Enquanto a assimilação Borg se expande de forma coordenada, três regiões tornam-se campos de batalha simultâneos. O confronto deixa de ser apenas físico e passa a ser estrutural, colocando em choque a individualidade humana contra uma consciência coletiva em evolução.
ESTRADA SANTOS/SÃO PAULO
O retorno da equipe pela estrada que ligava Santos a São Paulo não carregava o mesmo peso da batalha contra os vampiros conhecidos como Os Sete, mas havia um cansaço silencioso entre eles, daqueles que não se resolvem com descanso. O carro avançava pela rodovia ainda úmida, com sinais de destruição ficando para trás no retrovisor, enquanto Noah e Beatrice permaneciam em Santos ao lado de Maurice, auxiliando na reconstrução e no cuidado com os sobreviventes.
Alex dirigia em silêncio, concentrado, enquanto Lucius observava a paisagem com olhar distante. Simeão mantinha-se recostado, atento, e Basco, no banco traseiro, parecia absorto em algo que não estava ali.
O celular de Alex vibrou. Ele atendeu sem hesitar.
— Elana?
- Quem é Elana? – Perguntou Lucius
- Uma CelleXty – Respondeu Alex
- Como é? – Indagou Lucius olhando para Basco e sussurrando que não conhecia nenhuma Elana!
Do outro lado da linha, a voz vinha carregada de urgência, mas também de algo mais profundo: medo.
— Alex… não temos tempo. Isso não é local. Está acontecendo em vários pontos ao mesmo tempo. Rio, São Paulo, Sul… eles estão… sincronizados.
Alex franziu a testa, ajustando o volante.
— Quem são “eles”?
— Borgs. Tecnologia… consciência coletiva… eu acho que… — a voz falhou por um segundo — eu acho que eles estão se espalhando pelo país inteiro.
O silêncio dentro do carro se tornou denso. Simeão abriu os olhos lentamente. Sua audição aguçada lhe permitia ouvir a conversa mesmo que não quisesse. Lucius virou o rosto. Basco… já sabia.
— Onde você está? — Perguntou Alex.
— Hospital Souza Aguiar, no Rio. Eu… não estou sozinha.
A ligação oscilou, e por um instante o som de fundo parecia múltiplo, como vozes sobrepostas.
— Alex… eles já sabem que eu acessei o sistema.
A ligação caiu.
Por alguns segundos, ninguém falou nada. O carro continuava em movimento, mas o destino já não era mais o mesmo. Simeão tocou no ombro de Alex e redistribuiu suas memórias recentes do que Elana informou aos demais!
— Não vamos chegar a tempo — disse Lucius, quebrando o silêncio.
Basco levantou o olhar.
— Vamos.
Todos olharam para ele.
— Não pela estrada. Pare o carro, Alex!
O ar dentro do carro pareceu se tornar mais denso, como se a própria realidade estivesse sendo pressionada por algo invisível. Basco fechou os olhos por um instante, e quando os abriu, havia algo diferente ali. A névoa começou a surgir lentamente ao redor de suas mãos, não como fumaça, mas como uma distorção do próprio espaço.
— Eu não faço isso assim… — disse ele, em voz baixa. — Não em distância longa… não com precisão.
- Não faz o que? – Perguntou Lucius
- Um teleporte longo na névoa.
— Mas consegue? — Perguntou Alex, direto.
Basco respirou fundo.
— Consigo tentar. Greg....preciso de você
O carro parou no acostamento. Gregory tocou no ombro de Basco. O adolescente, que até os 13 anos era um pequeno vampiro, foi levado por Basco para o Limbo onde conseguiu se livrar do vampirismo. Basco Khassan o treinou na magia durante 3 anos no lugar e quando retornaram, descobriram que havia se passado apenas alguns meses. O garoto estava ligado à Basco e para o que o mutante precisaria fazer naquele momento, toda a concentração seria bem-vinda.
O vampiro Simeão, toca no ombro de Alex e Basco, criando um elo psíquico que mostrava à Basco os exatos locais, que Elana tinha informado à Alex. O som dos veículos passando ao lado parecia distante, irrelevante diante do que estava prestes a acontecer. Basco saiu primeiro, sendo seguido pelos outros. A noite ao redor era comum demais para o que viria.
— Eu preciso de um ponto… — disse ele, fechando os olhos novamente. — Não físico. Mental.
Lucius deu um passo à frente.
— Posso ajudar.
Basco assentiu. Lucius estendeu a mão, e por um instante, suas consciências se tocaram. Não foi invasivo, mas compartilhado. Lucius abriu caminho. Basco encontrou direção.
— Rio de Janeiro… — murmurou Basco. — Hospital… Elana…
A névoa se intensificou.
O espaço à frente deles começou a se dobrar, como se duas superfícies distantes estivessem sendo aproximadas à força. Não havia luz, nem som — apenas uma sensação de deslocamento iminente e o nevoeiro surgindo como uma porta no ar.
— Gregory — disse Alex, virando-se para ele. — Você vai primeiro.
— Sozinho? — Perguntou o garoto.
— Você não está sozinho — respondeu Alex, firme. — Ela precisa de você agora.
Basco abriu o primeiro portal. Não era estável. As bordas oscilavam, como se a própria realidade resistisse àquilo. Do outro lado, era possível ver fragmentos do hospital, luzes piscando, sombras se movendo.
Gregory hesitou por meio segundo.
— Vai — disse Simeão.
Ele atravessou. O nevoeiro se dissipou imediatamente depois, como se nunca tivesse existido. Basco cambaleou levemente.
— Isso… custa.
— Faz outro — disse Alex, sem hesitar.
Basco o encarou por um segundo, avaliando não a ordem, mas o peso dela. Então assentiu.
— São Paulo… — disse ele, focando. — Mascarade…
O segundo portal se abriu com mais instabilidade e o nevoeiro era menos expeço e menor. Simeão não esperou.
— Venâncio não vai segurar isso sozinho — disse, atravessando.
O portal colapsou logo em seguida. Basco respirava com dificuldade agora. A névoa ainda envolvia suas mãos, mas já não era tão estável quanto antes.
— Mais um — disse Alex.
Lucius o encarou.
— Ele não é uma máquina.
— Eu sei — respondeu Alex. — Mas também sei que ele consegue.
Basco soltou um leve sorriso cansado.
— Valeu pela confiança.
Ele fechou os olhos novamente, mais lento desta vez. O ar ao redor pareceu se contrair.
A conexão foi mais difícil. Não era apenas distância — era interferência. Algo lá já estava acontecendo.
— Está… mais pesado — disse Basco.
- São Paulo, de novo... MASP... Raial e L...La’Vern...
Lucius voltou a tocar sua mente, ajudando a estabilizar o caminho. O portal se abriu. Do outro lado, era possível ver a escuridão da serra, movimentos, caos. Basco não atravessou de imediato.
— Vocês vão — disse ele.
Alex colocou a mão em seu ombro.
— A gente se encontra do outro lado.
Lucius assentiu. Ambos atravessaram.
O portal começou a fechar, mas Basco não deixou. Ele forçou a abertura por mais um segundo, respirando com dificuldade,
— Sul… — murmurou. — Folkhen…cri...crianças...
...e então atravessou por último.
Quando surgiu em Cambará do Sul, a névoa já o acompanhava.
E o campo de batalha já o esperava.
A partir daquele momento, cada um entenderia, à sua maneira, o que havia acontecido. Para Gregory, o portal foi um salto de urgência, um chamado direto ao combate. Para Simeão, foi estratégia — reposicionamento em território conhecido. Para Lucius, foi um ato de fé, confiar em algo que não podia controlar completamente. Para Alex, foi decisão pura: chegar onde precisava estar.
E para Basco…
Foi a primeira vez que ele não apenas atravessou o espaço.
Mas decidiu quem chegaria a tempo de mudar tudo.
HOSPITAL-RJ
A noite no Rio de Janeiro já não carregava apenas chuva, mas um peso invisível que se infiltrava nos ossos de quem ainda estava consciente. No Hospital Souza Aguiar, o ambiente havia sido completamente tomado por uma lógica que não pertencia à medicina. Os corredores estavam preenchidos por corpos que se moviam em sincronia absoluta, olhos vermelhos refletindo a luz fria e intermitente. O som dos monitores cardíacos havia se fundido em uma única frequência contínua, como se todos os pacientes compartilhassem o mesmo pulso vital.
Elana Agnes recuava entre macas e equipamentos abandonados, sentindo que sua presença havia sido identificada não como ameaça externa, mas como falha interna do sistema Borg. Cada passo que dava parecia antecipado pelas figuras que avançavam em sua direção, e a sensação de estar sendo observada de dentro para fora tornava qualquer tentativa de raciocínio ainda mais difícil.
— Isso não é controle… — murmurou, com a respiração irregular. — É substituição completa…
O ar se distorceu atrás dela em uma dobra súbita, e Gregory emergiu primeiro, seu corpo refletindo a luz em tons metálicos enquanto absorvia o impacto inicial do ambiente.
As figuras avançaram ao mesmo tempo, como uma maré inevitável. Antes que a distância fosse reduzida, o ar atrás dela se distorceu em uma dobra súbita.
— Cheguei no momento certo, espero — disse Gregory, analisando os assimilados.
— Depende do que você chama de certo — respondeu Elana, ainda tentando se recompor.
Gregory não hesitou, atravessando um dos Borgs com força suficiente para fragmentar parcialmente sua estrutura, mas o que se seguiu não foi morte, e sim recomposição.
— Não adianta destruir — disse Elana. — Tem que quebrar o vínculo.
Elana fechou os olhos por um instante e forçou uma nova conexão com o sistema, ignorando a dor que subia pela nuca. Linhas de comando começaram a se embaralhar, criando atrasos na resposta coletiva. Alguns assimilados hesitaram.
— Agora! — Gritou ela.
Alguns dos assimilados hesitaram, outros pararam completamente, e esse pequeno descompasso foi suficiente para que, do lado de fora, equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros avançassem para retirar sobreviventes, enquanto médicos tentavam estabilizar aqueles que ainda não haviam sido completamente assimilados.
MASP — SP
Na Avenida Paulista, o cenário era igualmente opressor, mas em escala urbana. No MASP, a rua Augusta, a Praça da República, a Galeria do Rock e outras localidades centrais, centenas de pessoas permaneciam imóveis, alinhadas como se aguardassem uma ordem silenciosa. Viaturas bloqueavam acessos, helicópteros sobrevoavam a região e equipes de resgate tentavam conter o pânico crescente.
Próximo ao vão livre do MASP, Raial e La’Vern mantinham uma linha de defesa improvisada, protegendo civis enquanto tentavam conter o avanço dos Borgs.
La’Vern manipulava o gelo com precisão crescente, criando uma muralha que isolava a área e um túnel que permitia a evacuação de civis, policiais e bombeiros. Raial, por sua vez, avançava com o espadim em mãos, atacando pontos estratégicos e tentando retardar o avanço inimigo.
— La’Vern, a estrutura não vai aguentar! — gritou Raial, desviando de um ataque.
— Vai aguentar o suficiente — respondeu ele, erguendo uma muralha de gelo que se expandia rapidamente.
O gelo avançou pelo chão, criando uma barreira que isolava os Borgs, enquanto um túnel era formado para evacuar civis, policiais e bombeiros. No entanto, a pressão aumentava, e fissuras começaram a surgir. Quando a muralha se rompeu e os Borgs avançaram em massa, o espaço se abriu em um portal abrupto e uma onda de energia lançou os inimigos para trás.
MASCARADE-SP
Simeão decidiu arriscar. Assim que o portal se abriu, próximo ao estacionamento do Mascarade, tocou a mente de um dos borgs que caminhava no local. Não encontrou emoção, mas encontrou padrão. E padrões podiam ser manipulados.
Por um breve instante, a sincronia falhou, e isso permitiu que as forças humanas — policiais, bombeiros e médicos — retomassem controle de parte da região e membros da Geração Vamp, outrora assimilado, pudessem conter seus ataques. Venâncio, observando de longe, compreendeu que aquilo não era uma batalha comum. Era um teste. E eles estavam sendo analisados.
- Chegou em uma excelente hora. O que são essas coisas?
- São borgs, uma raça tecnorgânica. Sua única função é nos assimilar ou nos dizimar.
- Os assimilados... isso tem cura? Pergunta Venâncio
- Não sabemos! – Responde Simeão
- Então não daremos sorte ao azar, concorda, Caitiff?
Com um simples gesto de mãos, convocando sua horda, Venâncio ordena que não aja um borg que permaneça de pé. Com uma velocidade vampírica espantosa, a Geração Vamp cruza por ruas, becos e avenidas. A cada borg detectado, tinha a garganta cortada, antes que retomasse o controle!
Mas a estratégia não foi eficaz a longo prazo e minutos depois, os borgs ainda de pé reassumem o controle sobre suas ações.
O entorno do Mascarade havia deixado de ser apenas uma rua movimentada da noite paulistana para se transformar em um território de contenção. As luzes de neon ainda pulsavam na fachada da casa noturna, mas o contraste com o cenário ao redor era perturbador. Viaturas da Polícia Militar bloqueavam as vias próximas, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros tentavam retirar civis feridos e conter pequenos focos de incêndio provocados pelo avanço dos assimilados.
Ainda assim, a atenção de todos acabava sendo puxada para o mesmo ponto: a concentração anormal de pessoas diante da entrada do Mascarade, imóveis, alinhadas, com o mesmo brilho vermelho nos olhos. Venâncio observava tudo de dentro da casa, parado diante do vidro escuro que separava seu domínio do caos exterior.
Sua expressão não era de medo, mas de cálculo. Ao seu redor, membros da Geração Vamp aguardavam em silêncio, prontos, mas contidos, reconhecendo que aquilo não era uma invasão comum.
— Eles não estão cercando… — disse ele, finalmente, sem tirar os olhos da rua. — Estão testando limites.
Um dos vampiros mais jovens se aproximou, inquieto.
— Então atacamos primeiro?
Venâncio virou o rosto lentamente.
— Não. Nós respondemos melhor.
Simeão entendeu o recado e, por um breve instante, tocou a mente de um dos assimilados. Não encontrou resistência, nem emoção, nem dor. Apenas estrutura.
— Eles não pensam — disse ele. — Eles executam.
— Então vamos interromper a execução — retrucou Venâncio, erguendo levemente a mão.
O comando foi silencioso.
A Geração Vamp avançou como uma sombra viva, atravessando as portas do Mascarade em uma velocidade que olhos humanos mal poderiam acompanhar. Em segundos, estavam entre os Borgs, cruzando a rua com precisão letal. Gargantas foram cortadas, membros arrancados, cabeças separadas dos corpos antes que qualquer reação coordenada pudesse se formar. O ataque foi rápido, brutal e, por alguns instantes, eficaz.
— Limpo! — Gritou um dos vampiros, após derrubar três alvos consecutivos.
Mas Simeão já havia percebido.
— Recuem! — Ordenou, mas era tarde demais.
Os corpos começaram a se mover novamente.
Primeiro um dedo. Depois um braço. Em seguida, o corpo inteiro. As estruturas tecnorgânicas se reorganizavam com velocidade crescente, ignorando danos que seriam fatais a qualquer organismo vivo. O erro havia sido assumir que a destruição física era suficiente.
Um dos vampiros foi surpreendido quando o Borg que havia decapitado segundos antes avançou novamente, agora com a estrutura parcialmente reconfigurada. O golpe veio rápido demais. Lâminas tecnorgânicas atravessaram o tórax do vampiro, prendendo-o ao solo.
— Eles estão aprendendo com a gente! — Gritou outro, recuando.
Venâncio avançou então.
Não com pressa, mas com precisão absoluta. Sua velocidade não era apenas física — era estratégica. Em um único movimento, ele atravessou a distância até o Borg que havia atingido seu aliado, segurando-o pelo rosto antes que pudesse reagir. Seus olhos se fixaram no brilho vermelho.
— Você não pertence aqui.
Com um movimento seco, arrancou a cabeça do corpo tecnorgânico e, ao invés de soltá-la, esmagou-a com força suficiente para comprometer os componentes internos. Diferente das outras vezes, aquela estrutura não se reergueu de imediato.
— Cabeça… — murmurou Simeão, observando. — O núcleo secundário está lá.
— Então parem de brincar com o resto — respondeu Venâncio, já avançando novamente.
A estratégia mudou.
A Geração Vamp passou a focar ataques diretos na região craniana dos assimilados, utilizando velocidade e precisão para impedir recomposição imediata. Ainda assim, a quantidade era crescente. A cada unidade neutralizada, outras duas avançavam, adaptando seus movimentos, prevendo trajetórias, antecipando ataques.
— Eles estão recalculando em tempo real — disse Simeão, desviando de um golpe e contra-atacando com precisão. — Cada erro nosso vira dado pra eles.
— Então não vamos errar — respondeu Venâncio, com frieza.
Do outro lado da rua, viaturas avançavam lentamente. Policiais armados tentavam conter a aproximação dos Borgs, enquanto bombeiros retiravam feridos sob cobertura improvisada. Alguns disparos foram feitos, mas o efeito era mínimo. Ainda assim, a presença humana criava distrações que, por instantes, quebravam a atenção coletiva dos assimilados.
Simeão percebeu.
— Usem isso! — Gritou. — Interferência externa quebra o foco deles!
Venâncio assentiu levemente. Pela primeira vez, havia uma brecha.
O combate se intensificou, mas agora com propósito.
Cada movimento era calculado. Cada ataque, direcionado. Cada segundo, disputado. E ainda assim…. Não era suficiente para vencer. Mas era o suficiente para resistir.
Quando, minutos depois, a falha na rede começou a se espalhar — consequência do confronto no MASP — o efeito foi imediato. Borgs que avançavam com precisão começaram a hesitar. Alguns pararam completamente. Outros colapsaram como se tivessem perdido a sustentação invisível que os mantinha ativos.
Simeão recuou um passo, observando.
— Isso não veio daqui…
Venâncio também percebeu. Olhou na direção da Paulista, mesmo sem vê-la diretamente.
— Não… — disse ele, com um leve sorriso. — Veio de alguém que finalmente entendeu como eles funcionam.
O silêncio que se seguiu não era de alívio.
Era de compreensão.
Eles não haviam vencido.
Mas, pela primeira vez…
Haviam causado dano real.
E isso mudava tudo.
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