CdE - A Relíquia de Chaos

3 Capitulo II - Ele me querer morto


Eles imediatamente jogaram uma rede em cima de mim e me amarraram. Isso fazia parte do meu plano, não era necessário lutar. A balsa começou a andar. Os sobes e desces estavam me fazendo ficar estonteado. Um deles abriu a minha prisão de tecido e confiscou a minha mochila. Então ele me amarrou de volta. Demorou algum tempo até que a balsa parasse de andar. Eles começaram a falar entre si. Eu não entendia sua língua, mas com certeza estavam falando e discutindo o que deveriam fazer com a minha pessoa.

Então eles começaram a me arrastar por um chão duro. Ouvia murmúrios e então levei um golpe na cabeça, e apaguei.

. . .

Assim que eu despertei, eu estava amarrado nos quatro cascos em um circulo de metal, esticado. O salão era feito de arenito com escrituras provavelmente sagradas. Não podia descrever muito, pois era pequeno. Na minha frente, um pônei laranja pálido me encarava. Ele era de tamanho médio. Seus olhos eram poderosos e negros. Ele era careca, mas usava uma coroa de ouro com detalhes estranhos, eu acho que a simbologia da região. Um colar de ouro reluzia em seu pescoço. Então eu olhei para o meu de cristal, me certificando que não haviam levado. Por sorte, o presente de minha amiga Caspienne ainda estava lá.

Caspienne era uma caipira de Vanhoover que tinha conhecido há dois anos atrás. Ela me acompanhou numa aventura até o Império de Cristal, onde um rei malvado fora enfrentado. Eu estava sem ver ela há algumas semanas, quando parti de viagem marítima até essas terras quentes. O pônei misterioso deu alguns passos até mim, e falou algo na linguagem dele.

Eu então respondi.

— Meu senhor, eu não entendo a sua língua.

Ele me olhou confuso. O meu chifre parecia atormenta-lo. Bem, até agora eu não havia visto nenhum Pégaso ou Unicórnio por essas bandas. O pônei importante cortou o que me amarrava, e eu cai no chão, estonteado.

— Consegues entenderrme agorra, jovem desorrdeiro — ele forçava um pouco a fala na letra R, mas eu conseguia compreende-lo.

— Sim, senhor.

— Eu sou Artrot II, líder do reino de “Ázebra” do Norte. Não gostar de mim referir ao meu reino com este nome, mas ser a única forma de tu entender — recitou ele — Sou o Faraó dessas terras. O que tu ser e de onde vens?

Ele falava aquilo numa voz tão artificial e tão forçada que eu preferia me enterrar na areia. Então eu pensei na forma mais pausada e de fácil compreensão. Logo soltei uma resposta.

— Eu me chamo Pesadelo Ruivo. Sou um unicórnio vindo de um reino distante. Estava eu apenas em suas terras para exploração e reconhecimento científico. Venho em missão de paz.

Ele me fitou por alguns minutos, tentando compreender o que eu dissera. Talvez ele tinha alguma mágica de tradução, pois era impossível nós dois nos comunicarmos falando idiomas diferentes. Artrot parecia uma pessoa muito poderosa, e desafia-lo estava na minha lista de ultima coisa a se fazer.

Ele olhou para meu colar de cristal um pouco curioso. Chegou mais perto e o tocou com a ponta de seu casco real. Um olhar de terror invadiu seus olhos, sua crina dourada balançou em arrepios e então ele gritou para mim.

— Você ser uma ameaça ao meu população. Deverás ser sacrificado aos deuses do Sol e da Lua!

— Mas eu conheço esses tais deuses! Eles são meus amigos e são de meu reino!

— Calúnias! — ele gritou.

E então seguranças pintados com vários símbolos apareceram como areias. Eu criei um campo de força com o meu chifre. Artrot olhou para mim em pânico.

Eu não sabia se as Irmãs Princesas eram conhecidas no mundo todo com diferentes nomes. Agora eu tinha uma chance de investigar e levar isto mais a fundo.

Desviei dos ataques dos guardiões, e então corri para a escadaria de trás. Entrei num corredor onde haviam várias cortinas e pôneis brancos alaranjados de túnicas e tecidos que eu não conhecia. Corri para uma porta de madeira em meio a toda construção de arenito. Então eu abri esta porta e assim que fechada, lanças se chocaram contra elas.


Na minha frente, havia um grupo de seguranças armados em armaduras de ouro. Todos eram pôneis de terra, e carregavam lanças consigo. O primeiro investiu contra mim, Sua lança bateu em meu escudo, fazendo ambos quebrarem. Criei bolha telecinética e envolvi todos os guardas dentro. Eles se desfizeram como areia, e então emergiram de volta no chão, em perfeito estado. Não entendia como podiam fazer magia sem um chifre para canalizar, mas isto era possível para eles. Decidi atacar usando o fogo.