Caçador
17 The Colt
Notas iniciais
Megan se vira o mais rápido que pode, mas meu tiro acerta o vampiro antes que ela possa sequer completar o movimento. Abaixo ligeiramente o Colt, e olho para o vampiro no chão, para ter certeza que está morto.
— Lian? O que ele... O que fez com ele?
— Matei. — Respondo simplesmente, me aproximando. — Mais cuidado da próxima vez. Ele quase te pegou.
Megan põe o cabelo atrás da orelha, e se abaixa para ver o vampiro. Ele está morto, com um furo de bala calibre 45 na nuca. Megan olha confusa para o buraco, e então para a arma que ainda carrego na mão.
— Mas como? Achei que só decepando a cabeça... — Então ela interrompe a frase e seus olhos se arregalam. – Um tiro de um Colt. O Colt que você sempre carrega com você é o Colt?
— O Colt, aquele Colt que os Winchester usaram para matar Azazel e mais alguns demônios por aí? O Colt feito por Samuel Colt? Que mata qualquer coisa? Ah, não. Não é.
— Então como?
Guardo o Colt na cintura e olho em volta.
— Bom, descobri um jeito de fazer balas com aço minerado dos ossos dos Dragões. Os dragões verdadeiros, os originais, não os descendentes, esses dragões menores que se transformam em humanos. O aço é tão puro e poderoso, que mata qualquer coisa. Uso normalmente para demônios, mas to sem balas de Ferro Demoníaco.
— Ferro Dem... — Megan balança a cabeça. — Do que você está falando?
Abro um sorriso para ela.
— Um metal criado com o ferro que se encontra no sangue dos demônios. Muito útil, mas muito raro. — Pego o facão que ela tinha deixado cair e atiro para ela. — Vamos, esses não são os únicos. Os outros devem estar fora, mas logo vão voltar.
No fim, é fácil. Megan fica agachada nas sombras, fora de vista, com o facão a postos. Eu subi em um dos ganchos e me escondi no alto. Raramente alguém olha para cima.
Matamos ao todo 25 vampiros, contando os cinco primeiros. Megan matou a maioria, mas mesmo assim matei mais cinco. Normalmente viam em sozinhos, as vezes duplas. O mais complicado foi um trio que chegou bem quando Megan estava escondendo os corpos da dupla anterior. Gastei três balas, matando-os antes que notassem de onde vinham os tiros.
Quando o sol finalmente nasceu realmente, decidimos ir embora. Provavelmente todos já devem ter voltado, para tirar o “cochilo diurno”. E 25 vampiros é um bom arrastão. E de qualquer modo, passar a noite em claro matando morcegos dá um soooono.
Quando dou a partida no carro, e começamos a sair dali, pergunto para Megan:
— Não notou nada diferente?
— Falta de duas raças? — Ela pergunta sem se virar.
— Bingo. Pela conversa dos primeiros, achei que ia me deparar com pelo menos alguns caninos por aí. Mas só vampiros.
— Qual o palpite? Dia do banho e tosa?
Dou uma gargalhada antes de responder.
— Outro QG. Eles estão usando mais de um, e acho que limpamos aquele. E deixei algumas armadilhas caso Harren tente entrar lá.
— A Chave de Salomão?
— Correto. Vai ser interessante ter ele preso.
— E agora? O que fazemos?
Dou os ombros.
— Se lá. Primeiro sair daqui, depois... — Dou os ombros novamente.
Megan sopra uma mecha de cabelo dos olhos e arregaça uma manga.
— É sério, precisava mesmo essas roupas? Parece a farda da SWAT.
— Por que é. Ou melhor, quase. — Respondo. — Fibra de carbono e outras coisinhas. Pararia uma bala. E retardaria as garras de um Lobisomem ou as presas de um vampiro.
— Ainda assim, é desconfortável pra caramba. — Ela reclama.
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